Publicações com Experiência Real com Deus

Agir com amor

perdaoÉ impressionante como o amor está se esvaziando cada vez mais. Não raro lemos opiniões de evangélicos de toda sorte falando de forma grosseira e indelicada, mesmo tendo razão sobre determinado assunto. O que nos leva a agirmos dessa forma? Parece-me que a resposta seja por ainda estarmos vivendo pela carne, sem uma transformação legítima e verdadeira.

Agirmos e falarmos com amor, por palavras doces que de fato edificam, ainda que tenhamos que ensinar a saída do erro, da idolatria e das faltas, é fundamental que tenhamos um coração alegre, sem lamentações, sem tristezas, vivendo com a mente e o corpo envolvidos pelo amor de Deus.

Como podemos agir diferente disso depois de meditarmos coerentemente sobre o amor ensinado pela Palavra, fundamento da vida de um discípulo? Como avançar na fé e na vida santa sem se render à essa verdade? E quando estivermos diante de quem nos maltrata ou persegue? E quando nos deparamos com a falibilidade dos homens que erroneamente interpretam as escrituras?

Como poderíamos ir contra ao que disse Cristo? Se orar por inimigos e por quem nos persegue é muito difícil, seja esse o ponto em que devemos nos concentrar mais e mais todos os dias, pois só assim seremos e nos manteremos transformados. Como refutar ao que disse Paulo quando afirmou que o amor tudo suporta? Lembremos da sentença que completa essa assertiva – Tudo suporta, mas não será por isso que venha a se alegrar com a injustiça. O amor se alegra com a verdade.

Em qualquer situação com que nos deparemos, que nossa atitude seja de suportar com amor mesmo aquele que diante de nós esteja dizendo alguma bobagem ou cometendo um erro, um desequilíbrio. Se temos algo a ensinar, que seja com amor; se tivermos que corrigir, que seja com amor.

Só o amor poderá construir alguma coisa. Se nos justificarmos como não tendo nada a ver com as atitudes que diante de nós se mostrem desequilibradas e errôneas, sobretudo dentro da igreja, saibamos que mesmo essa omissão nos será cobrada por Deus. Se não nos querem ouvir, é outra coisa. Que então nos coloquemos em apartado para orar por quem não compreenda a razão de ser discípulo de Cristo.

Agindo assim, a nossa própria vida, mente e espírito crescerão em amor e de forma alguma conseguiremos viver de outra forma. É algo que precisamos experimentar com o coração inteiro.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Falar com Deus

perdaoO rei David certa vez escreveu que enquanto permaneceu calado diante de Deus, sobretudo por suas transgressões, os seus ossos envelheceram. No entanto, quando resolveu se voltar a Adonai, confessando sua culpa, o vigor retornou ao seu corpo, percebendo que a bênção do perdão estava sobre ele.

Quantas vezes nos calamos diante de Deus em face das decisões que tomamos no dia a dia? Não me refiro nem mesmo a transgressões, mas a fatos corriqueiros que muitas vezes julgamos dispensáveis à consulta divina, colocando-os diante do Criador. De minha parte, passei a vigiar esse aspecto, sobretudo depois que percebi que o desdobramento de atitudes simples poderia se transformar em desequilíbrios. Daí para tentar consertar a situação com as próprias forças é um pulo.

O que dirá quando permanecemos calados diante de Deus, não confessando culpas, levando a vida a reboque de uma força que achamos que temos, mas que não passa de um engano. No mínimo, ainda que consigamos reverter alguma situação, é preciso compreender que se fosse tratada pela visão do Eterno, bendito seja, resultados verdadeiramente edificadores serão a tônica de nossa experiência.

Que esse testemunho do rei David, registrado no salmo 32, seja um paradigma em face da experiência real com Deus que a nós está reservada. Não nos importando com o que diz o mundo ao nosso respeito, especialmente por colocarmos tudo diante de Deus. Seja essa a nossa atitude, pois ela certamente nos fortalece. Assim alcançamos a bênção do perdão e também do restauro de nosso vigor. Agindo assim experimentamos as consequências do que seja andar segundo os seus mandamentos.

Tenham todos uma semana de paz e felicidades, sobretudo pela comunhão com o Espírito de Deus, Ele que é Santo e a quem todo o universo proclama a Sua glória.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Riquezas e Plenitude

Igreja_Advenista_na_AmazôniaO que pode ser mais poderoso e libertador que uma vida simples? Simples no sentido de desapego e não propriamente de ausência de riquezas materiais, pois convenhamos, não há mal algum em possuir bens. Contudo, possui-los não significa que tenha que viver para desfrutá-los tão somente, esquecendo-se de que há uma obra a ser realizada. Esta, a razão de nossa existência.

O que pode representar a riqueza na vida de um homem? Seus amigos? Sua família? Sua saúde? Seria a riqueza o seu tempo para desfrutar todas as anteriores ou o tempo que já não mais é seu, mas apenas para se dedicar aos que não têm nada?

A riqueza de um homem, mesmo disposta a guarnecer outros homens, assim como a luta de um líder pela liberdade de um povo, são apenas testemunhos de nobreza vividos de forma altruística. Jesus, de sua parte, ao agir pelo ideal de liberdade dos homens de sua terra, Israel, o fez no sentido de prepara-los com valores imorredouros, para que ensinassem ao mundo inteiro, conduzindo a humanidade à liberdade plena, raramente compreendida pelo homem, ela que é a maior de todas as riquezas.

Capaz de interferir em qualquer das leis físicas, porquanto andou sobre as águas, multiplicou pães e peixes, se deslocou para Cafarnaum sem que soubessem como ele havia chegado do outro lado do mar, os homens ouviram dele que o buscavam não por conta dos sinais, mas pela comida que comeram.

Em João está registrado: “Trabalhai, não pelo alimento que se perde, mas pela comida que permanece para a vida eterna”. Então aqueles homens o questionaram o que deveriam fazer para realizar a obra. Oras, eram judeus! Conheciam as promessas, a lei e os profetas! E viram os sinais, mas ainda assim não se deixaram transformar pelo pão do céu.

E ele os respondeu: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por Ele foi enviado.”  E mais ao longo desse mesmo discurso relatado por João (6), ele afirmou que aquele que o busca e dele se alimenta, esse viverá por sua causa, pois, na verdade, é o Espírito que alimenta e a carne de nada tem proveito.

Mesmo não o compreendendo totalmente, sobretudo atônitos pelas palavras duras que ouviram, ainda assim, quando ele lhes perguntou se desejavam ir embora, eles o responderam: Para onde iríamos se só tu tens palavras de vida eterna?

Tudo o que fizermos, ainda que por obras de altruísmo, que seja feito e alinhado com a obra de Deus, qual seja, o pleno entendimento do ensinamento de Cristo, ele que nos conduz a uma vida simples, contudo mais abundante que poderiam todas as riquezas do mundo inteiro. Quem ler, entenda.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Cumprimento – Aperfeiçoamento

VivaNestes dias meditei sobre a questão da vivência da fé efetiva, pois há muitos que apenas se apropriam de frases poderosas das escrituras, acreditando que isso seja viver pela fé.

É preciso dizer que, de certa forma, não se trata de um engano, afinal, se devidamente compreendidas, sobretudo o contexto em que foram criadas, vividas e pronunciadas pelos heróis da fé, apossar-se delas para declará-las em nossa vida é perfeitamente legítimo.

O que procurei ressaltar naquele texto foi a necessidade de se ter uma experiência pessoal e real com Deus, compreendendo, portanto, o entendimento profundo dessas frases. Acreditar que simplesmente Deus atuará em nossa vida sem que haja um passo sequer em sua direção, da transformação, é tolice, a não ser que por Ele mesmo, exista algum propósito em que o chamado encontre razão abrangente que o justifique.

O que disse o Senhor pela voz do profeta Jeremias: – “…buscar-me-eis e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração. E então Eu me deixarei ser encontrado por vós“. Eis uma situação em que o Senhor se revela literalmente, proporcionando uma experiência real com Ele. Contudo, veja que uma prática diferenciada é aqui ressaltada. O verso diz anteriormente a essa passagem que devemos o invocar, orar a Ele.

A prática dos mandamentos é o caminho que nos leva não apenas à compreensão da obra, mas, sobretudo à essa experiência que torna a vida um diferencial nessa existência humana. E cumpre dizer, devidamente transformada.

O que diz a palavra sobre a fé? “A fé vem pelo ouvir a palavra de Deus“. O alimento da palavra é o que faz surgir em nós a fé, contudo, ela não é algo inerente ao ser humano, pois a fé, também diz a palavra, é dom de Deus que nos proporciona vivermos certos de que seremos salvos pela graça.

O posicionamento é tudo no mundo, especialmente quando ele ocorre pela razão maior de nossa existência: alcançarmos o alvo que é a nossa salvação, garantida por Cristo na cruz, contudo, necessária que sua busca se dê rumo ao mandamento, e assim conhecendo o Senhor, afinal, João escreveu em sua carta que “aquele que diz: ‘Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade’.”

Como saber que estamos nele? Também João responde: “qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado“. Viver dessa forma é tudo o que precisamos.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Heróis da Fé

heroes2Um amigo escritor foi muito feliz em algo que escreveu nestes dias. Tecendo considerações quanto à relação que temos com a palavra de Deus. Seu texto ressaltava a influência que os poderosos testemunhos bíblicos exercem sobre a vida daqueles que creem em Deus e que procuram estudar e pautar suas vidas pelas escrituras.

David, Paulo, Moisés, Tiago, Pedro e tantos outros sempre nos levam a um nível de incentivo poderoso, fazendo crer que podemos viver as mesmas vitórias que viveram, tornando-nos heróis da fé. Mas será que esse sentimento tão comum entre os que entregaram suas vidas aos caminhos de Deus revela de fato a verdade que vivenciam?

Esse exímio escritor a que mencionei, autor de muitas crônicas e alguns livros, chamou a atenção para a necessidade de diferenciarmos o uso que fazemos das frases bíblicas poderosas no dia a dia, e a efetiva postura que temos diante das situações que a vida nos apresenta, nem sempre fáceis de se lidar.

Dificuldades nas relações pessoais, muitas vezes na própria família, não bastassem as que temos que administrar no contato com o mundo, nos desequilibram. Dificuldades financeiras que não raro nos colocam em situações em que faltam recursos para custear o básico para uma vida digna. Problemas graves de saúde que surgem quando menos esperamos, ou mesmo a perda inesperada de entes queridos, são entre tantas outras, situações que nos colocam à prova todos os dias.

Se no mínimo somos conhecedores dos evangelhos, sabemos que Cristo já havia advertido quanto às aflições que haveríamos de passar. Mas o que faz de fato a diferença nessa hora? Testados, sobreviveríamos pelas frases poderosas que repetimos dos heróis bíblicos? Ou é o exercício diário da fé que nos prepara para momentos como esses?

Muitos repetem e se apoiam nesses belíssimos testemunhos de força e poder, mas poucos são os que percebem que se tratam de uma experiência pessoal alcançada por meio de muita entrega, muita oração, comunhão diária com a palavra e com o espírito de Deus.

É maravilhoso nos espelharmos nesses heróis da fé, contudo devemos trilhar o nosso próprio caminho, pelas nossas próprias experiências com Deus, fortalecendo-nos como eles se fortaleceram. Viver uma experiência real com Deus é o que ouvimos sempre, contudo, pergunto: a colocamos em prática? Acreditamos plenamente na fé que dizemos ter, ou vivemos pela fé porque ela nos faz experimentar uma vivência real com Deus?

Que o Senhor nos fortaleça dia e noite em Sua palavra e na fé que nos concede para vivermos, e que Seu espírito possa nos falar sempre, e sejamos atentos e obedientes à sua direção. Só assim poderemos enfrentar toda e qualquer situação, rumo à coroa da vitória, sagrando-nos como mais que vencedores em Cristo Jesus.

Pensem nisso e se tornem verdadeiros heróis da fé. Feliz sábado é o que deseja a todos o Peregrino da Palavra!

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Listas de Desejos

ano_novo_2Nesta passagem de ano, como é comum a todas as outras, muitas pessoas fazem suas listas de pedidos e desejos a serem realizados no ano que inicia. Não raro, todo final de ano, ao conferirem aquilo que desejaram, percebem que não cumpriram nem metade de sua lista. Isso parece ter se tornado tradição na vida de muitos.

Tomo de empréstimo as palavras de uma amiga que é Coach profissional, e ela diz o seguinte: Onde você quer estar? O que o impede de ser, quem deseja ser? O que faz seu olho brilhar?

É isso. Entendo que muitas são as ocasiões em que fazemos nossas listas sem pensar profundamente naquilo que desejamos de fato para a nossa vida. Oras, se há uma lista de desejos, acredita-se que eles sejam exatamente o que se deseja, portanto, devem ser buscados e realizados. Por vezes, convenhamos, eles são apenas sonhos e desejos convencionais que o mundo deseja, e aí entramos na corrente por eles.

As perguntas que relacionei anteriormente nos mostram um caminho maduro para determinarmos aquilo que queremos viver, não permitindo que nossa vida seja guiada pelos desejos do mundo e das convenções. Contudo, há uma situação que deve ser considerada quando ao final de um ano para o início de outro tomamos a iniciativa de listar nossos desejos. É preciso conferir a lista do ano passado, mas também avaliar o que ocorreu de fato ao longo de todo o ano.

Você desejava correr no parque, mas a única coisa que aconteceu foi conhecer uma turma do futebol e que o levou inclusive a fazer novos amigos. Você desejava conquistar uma pessoa por quem sentia atração, no entanto conheceu alguém totalmente diferente e que despertou em você novas visões de vida, possibilitando um relacionamento mais maduro do que imaginou. Desejava voltar a estudar inglês, mas abriu diante de você a oportunidade de estudar hebraico e assim ler as escrituras no original.

O que você desejava, era de fato o que você queria viver? Se não aconteceu, o que o impediu? O que fazia seu olho brilhar e hoje se encontra substituído por algo que faz seu corpo todo sentir-se pleno, não há aí considerações a serem compreendidas que o levem a viver desejos e sonhos com mais consciência?

Paralelo a essa reflexão toda, humana por sinal, por que não buscar conhecer os sonhos de Deus para a sua vida? Sim, pois, com eles virá a consciência plena para saber por onde anda, o que deseja e o que faz seu olho brilhar. Se isso não aconteceu antes, seja este o ano em que você possa buscar realizar seus sonhos e desejos consciente de que não estejam tão somente listados em um papel na passagem de um ano para outro, mas, sobretudo em um papel onde você o leia preenchido pelos desejos e sonhos listados por Deus para a sua vida.

Feliz ano dos sonhos de Deus para a sua vida, é o que deseja a todos o Peregrino da Palavra!

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Conhecimento e Prática

conhecimentoEntre os excelentes sermões que ouvimos nesta semana na Nova Semente, aliás, ao longo destes dez anos, um aspecto em comum sempre foi e estou certo que continuará sendo ressaltado, qual seja o vivenciar de fato a experiência real com Deus. Sim, vivenciar; bem diferente do conhecer apenas na teoria ou no ouvir dizer.

Segundo o dicionarista Antônio Houaiss, conhecer significa incorporar algo à memória, tomar consciência de algum fato, ser apresentado a um determinado conhecimento, entre outras tantas definições.

Os nossos pastores ali naquela comunidade, sempre depois de descortinarem a verdade sobre o que Deus revelou ao seu próprio respeito e as formas como podemos nos aproximar dele, se preocupam sobremaneira em destacar a necessidade do vivenciar a experiência real com Deus em face de tudo o que tomamos conhecimento. Diria mesmo que esse aspecto sempre fora ressaltado como uma advertência a nós, ouvintes da palavra aos sábados e estudiosos da bíblia todos os dias.

Por que advertência? Especialmente porque cabe a eles, pastores, a responsabilidade de nos advertir quanto à essa real necessidade, pois apenas o conhecimento não nos levará a lugar algum, a não ser ao ouvir dizer e ao fato de conhecer. Jó, pela experiência que teve com Deus, ao final de seu livro afirmou: “Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram”.

Ainda sob à luz desse livro, destaco a pergunta de Deus relembrada por Jó e que o levou a afirmar que então passou a conhecer o Criador. Disse Deus a certa altura dos muitos diálogos que teve com o seu servo, Jó: “Quem é esse que obscurece o meu conselho sem conhecimento”? E respondeu Jó: “Certo é que falei de coisas que eu não entendia, coisas tão maravilhosas que eu não poderia saber”. O conhecimento a que Deus se refere é, sobretudo a experiência profunda ainda não vivenciada por Jó em cada aspecto do que ele acreditava conhecer.

Assim como são obedientes à Palavra de Deus os nossos pastores, apontando-nos a necessidade de colocarmos em prática tudo o que aprendemos com as sagradas escrituras, conhecendo-a profundamente pela experiência, devemos agir com igual sabedoria e ouvi-los, tanto quanto ao que afirmou Tiago em  sua carta ao advertir que fossemos praticantes da palavra e não apenas ouvintes, pois do contrário enganamos a nós mesmos e jamais entenderíamos precisamente a profundidade e os resultados dessa experiência.

Por fim, volto ao dicionarista Antônio Houaiss, pois o conhecimento é fundamental para a prática correta, e destaco a definição do termo viver. Viver significa em suas primeiras definições apenas o existir, o subsistir e o perdurar enquanto se tem vida. Contudo, viver, em sua mais profunda expressão significa entregar-se incondicionalmente e vivenciar, que por sua vez revela o sentido de viver uma dada situação deixando-se afetar profundamente por ela.

Pratique, de fato, o conhecimento que o levará à experiência real com Deus!

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Nova Constituição

Nestes dias eu conversava com um amigo e em certa altura da conversa, enquanto falávamos da beleza dos trabalhos que fazemos para comunicar a obra de nosso Deus, concordamos quanto à nossa limitação como seres imperfeitos que somos. Contudo, ao tocarmos nesse assunto, traduzido também à limitação e à impureza que carregamos, de imediato e em comum acordo revertemos essas palavras à razão do quão capazes e purificados somos, porquanto se estamos em Deus, Ele próprio nos transforma e capacita em tudo para a vida e para a obra.

Não raro encontramos muitos crentes na fé cristã vivendo apenas para se afirmar p0000ó de imundícia, limitados, pecadores e impuros. Por certo que sim, somos, sobretudo pecadores, afinal esta é a constituição humana, mas no momento em que atendemos ao chamado de Deus, a Ele nos entregamos e por Ele somos transformados, por acaso o é para que declaremos ser essa a atual constituição a nos mover? Acaso quando nos enchemos do Espírito de Deus, somos insensatos para
nos declararmos nova criatura ainda repleta do velho homem?

Certo esteve esse amigo com que eu conversava quando ao se reconhecer limitado e pequeno, de imediato contrapôs esse conceito do velho homem, para determinar a sentença pela qual escolheu viver sua vida, dizendo-a constantemente a si mesmo e ao mundo: em Deus eu me tornei grande, forte e capaz.

A prática da fé e dos mandamentos é fundamental para nosso crescimento espiritual, porquanto experimentados, amadurecemos e compreendemos a transformação que continua a ocorrer dentro de nós, proporcionando-nos nova visão da vida. Assim, também as palavras que dizemos são formadoras de opinião em nossa mente. Por certo que até o fim devemos cuidar e vigiar para que o velho homem não renasça em nós.

Para que o desvio aconteça e para que o cão volte à lama, basta não atentarmos à condução do Espírito de Deus, entregando-nos de volta ao mundo. O que encontraremos será certamente o velho homem à nossa espera, e como diz Paulo, sem preenchermos corretamente a casa que limpamos, certamente o que receberemos será a volta do espírito impuro que residia em nosso coração, acompanhado ainda de sete outros. Que Deus nos livre disso.

Cabe-nos, portanto, declarar aos quatro cantos do mundo a alegria que tem sido viver pela graça de Deus, como novas criaturas que se santificam e se preenchem a cada dia com o Espírito de Deus, não dando mais lugar ao pecado e, mesmo que reconheçamos as perigosas características do velho homem, é pelo novo que vivemos e nos declaramos, com todas as suas virtudes e capacidades que hoje nos constituem, em nome de Jesus.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Liberdade Absoluta

liberdadeO que é a ser livre, afinal? O que se pode dizer a respeito da liberdade absoluta? Vamos direto à realidade que conhecemos, chancelada pela Palavra. Diz o salmista que anda em liberdade aquele que busca os preceitos de Deus. O mundo, a seu turno, despreza-os e se sente verdadeiramente livre por fazer o que bem lhe apraz.

A primeira ideia que passa no pensamento de quem reflete a liberdade é o fato de não ser ou não estar prisioneiro de coisa alguma, especialmente sendo livre para ir e vir, tanto quanto pensar conforme seus próprios paradigmas.

Ok, então, pergunto: acaso não é livre o homem que, mesmo preso por algum crime, encontrou na cadeia a liberdade do viver em Cristo? Sim, pois, este homem é verdadeiramente livre. As paredes e as grades não lhe prendem realmente. E, ainda que tenha que morrer pelo crime que cometeu, como nos países que admitem essa hipótese, sustenta-se na fé e vive a sentença que afirma que o viver é Cristo, e o morrer, lucro, pois logo iria em direção ao seu salvador.

E, ainda: acaso goza de plena liberdade, e aqui falo de abundância de vida, o homem que despreza ou no mínimo desconhece o viver pelo Espírito? O dia em que o mundo experimentar o que seja de fato “o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”, e saber que por isso somos transformados de glória em glória na mesma imagem, entenderá o que seja experimentar, de fato, a liberdade.

A verdadeira liberdade nos permite o apartar de qualquer coisa que se contraponha à Palavra, e assim nos separa para sermos livres sem ter a malícia como cobertura, como afirmou Pedro em sua carta. Ser livre é saber que temos alguém que deu sua vida por nós e esse contexto reserva toda a verdade da vida, passada, presente e futura, pois aquele que começou a obra é fiel para terminá-la.  Dessa forma, cento e vinte anos é tudo o que temos na carne, contudo para que se continue na eternidade.

Como poderia o mundo entender que ser livre significa viver orientado por mandamentos que nos pedem para morrer para os conceitos do mundo, e assim conhecermos o que seja viver em liberdade absoluta, obtendo abundância de vida?

Só poderão entender no momento em que dos mandamentos tomarem experiência para as suas vidas. Como peregrinos que somos, este peregrino da palavra o convida a meditar sobre a liberdade do viver em Cristo e do viver segundo o mundo. Pense nisso e depois compartilhe suas experiências com seus amigos, família e vizinhos, falando-lhes sobre o que seja atentar à lei perfeita da liberdade.

Sadi – Um Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Liberdade Absoluta
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# Corações julgados

juridico_29061508_gdA que ponto chegamos. Um senador da república elabora um plano para dar fuga a um preso por alta corrupção, e ainda revela que seria fácil conseguir decisões judiciais com ministros da mais alta corte do País para que o plano de fuga se efetivasse. Bem, todos sabem dessa história e também como foi o seu desfecho causando grande escândalo no Brasil e no mundo.

Nestas horas penso em nosso Deus. Como estará Ele se sentindo diante de tanto desequilíbrio, maior ainda pelo fato que há séculos neste País os poderosos e corruptos se livram de seus malfeitos em detrimento dos injustiçados, tanto quanto continuam as crianças órfãs e os pobres vivendo com as migalhas que caem das mesas, não raro disputando-as com os cães.

Mas, e nós? Como nos alinhamos a isso, independentemente de ideologias políticas? Está o crente alinhado à moralidade e transparência dos atos e valores cristãos, à retidão do caráter do Messias, à postura que clama pela decência no trato da coisa pública? Ou as paixões que estão a mover este País têm nos desviado das escrituras, pervertendo-nos a consciência? Sinceramente, clamo a Deus que jamais permita isso entre os Seus.

Somos povo separado e, se somos ensinados a amar aos que nos perseguem, ou mesmo aos poderosos malfeitores que nos atingem indiretamente, mais ainda devemos amar aos da fé. Glórias ao Altíssimo Deus por isso, e bendito seja o Seu nome para sempre. O mundo não entende esse nosso comportamento de união. Muitos de nós também não ao início de nossa conversão, mas é assim.

A Palavra nos ensina e exorta. O Espírito nos converte, mas, se não nos entregamos completamente a ele, somos apenas convencidos pela pregação calcada pelas linhas do Evangelho, sem ter nunca sido talhado por sua essência, por suas entrelinhas. Assim, jamais experimentaremos o poder transformador da Palavra e por ele, o estado real de conversão.

No fim, todos seremos julgados, peregrinos que fomos em terra estranha. Ricos e pobres. Poderosos e comuns. Bons e maus. E é nosso coração que irá nos denunciar. Nossos feitos dirão de nós, mas, sobretudo as intenções do nosso coração é o que revelará atos e omissões. E Deus? Como se sentirá ao presenciar nossa exposição individual diante do universo, revelando aquilo que fomos?

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Corações julgados
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