Publicações com Fé

Suba a Montanha

“(…) a região montanhosa será tua; ainda que é bosque, cortá-lo-ás” (Josué 17:18a – AR)


O texto acima é parte do relato da distribuição da Terra Prometida entre os filhos de Israel, mostra como o Eterno se preocupa com cada segmento do Seu povo, embora uma leitura superficial possa mostrar o contrário.

Orientado por Deus, Josué determinou que os descendentes de José ficassem com o território onde habitavam os temidos cananeus com seus carros de ferro. O povo questiona e lhes é dito para subirem a montanha, derrubarem o bosque e ali se estabelecerem, quando estivessem fortes o suficiente, desceriam ao vale e dominariam os cananeus.

Ainda não estavam prontos para aquela batalha, deveriam subir a montanha, derrubar o bosque e ali permanecer até estarem preparados para a luta contra os cananeus, a batalha não seria naquele instante.

Sendo um povo guerreiro e muito bem armado os cananeus não seriam derrotados facilmente, portanto o Eterno, que conhece o fim desde o princípio, determinou que Seus filhos subissem a montanha e derrubassem o bosque. A vida “no vale” é boa, em alguns casos, porém, antes de desfrutá-la, é necessário que subamos a montanha, derrubemos o bosque, construamos a casa, e ali permaneçamos até estar devidamente preparados.

Talvez você esteja em um momento atribulado, parece que sua vida consiste apenas em subir a montanha e derrubar o bosque. Como você gostaria de derrotar logo os “cananeus” e viver no vale! O vale não é para todos, é para aqueles que suportaram a dureza da subida, as dores da derrubada do bosque e se prepararam devidamente. Não desanime diante das dificuldades do dia a dia, use esse período de provas para se preparar para a grande batalha que está por vir, ela virá e como será gostoso desfrutar da vitória. Não desanime, confie no Eterno, lute e vença.

Gelson de Almeida Jr.Suba a Montanha
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Trinta e Oito Anos

“Estou entregando a você o território… Comece a conquistá-lo e tome posse da terra”. (Deuteronômio 2:31 – BV)


Quando o Eterno pronunciou essas palavras a Moisés trinta e oito anos haviam se passado desde o triste episódio com os dez espias temerosos. Quanta dor, sofrimento e angústia por não haverem confiado no Eterno e em Suas promessas (Números 14:34)! Agora, novamente, perto da Terra Prometida, chegam à região de Hesbom. Siom, rei local, insiste em não deixá-los passar, ao invés de paz ele quer guerra, mas não seria uma guerra qualquer, seria uma guerra contra o povo que tinha Deus como Rei.

Você pode imaginar o final da história. Deus luta pelo Seu povo e entrega a terra e seus habitantes em suas mãos. A geração que não confiara nas promessas no Eterno havia acabado, uma nova geração nascera e crescera confiando no Eterno e em Suas promessas, a peregrinação de quarenta anos chegava ao fim e com ela a jornada em busca do refrigério e descanso na Terra Prometida. O final do texto chave mostra que aquela terra foi de posse perene para o povo de Israel.

Não sei há quanto você espera pela “Terra Prometida”, pelo cumprimento de uma promessa divina ou por um auxílio que parece não vir. Trinta e oito anos aquele povo esperava o cumprimento da promessa, teriam ainda aproximadamente mais dois anos até que ocorresse o cumprimento total, mas o Eterno não os desamparara um só instante. Cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo o Eterno os protegera e os guiara e, quando necessário, lutara por eles.

Talvez, neste exato instante, quando você está a ponto de perder a fé no Eterno e em Suas promessas, Ele está a lhe dizer: “Estou entregando a você o território, não desanime, a vitória está perto, o dia de sua redenção, o dia de parar de chorar e voltar a sorrir chegou”. Não há tempestade que Ele não acalme, não há dor que Ele não cure, não há sofrimento que Ele não acabe. Confie. Ele nunca falha.

Gelson de Almeida Jr.Trinta e Oito Anos
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Uma bomba e uma garrafa

Um viajante, perdido em uma região desértica, quase a morrer de sede, encontra uma cabana desabitada. No quintal havia uma bomba d´água velha e enferrujada. Começou a bombear, mas não saiu uma só gota de água. Cansado, sentou-se ao lado da bomba, só então viu uma garrafa com água e um bilhete preso que dizia para despejar toda a água no reservatório da bomba para que ela estivesse pronta para funcionar. O bilhete dizia ainda para não esquecer de encher novamente a garrafa antes de partir.

Relutou entre matar a sede com aquela velha água e gastá-la toda na velha bomba, arriscando perder tudo, mas resolveu arriscar. Despejou toda a água, agarrou a manivela e começou a bombear. A velha bomba começou a ranger, o filete de água que começou a sair se transformou num pequeno fluxo e logo jorrou água em abundância. Tivesse o viajante tomado a água da garrafa sua sede seria parcialmente satisfeita, mas seguiu fielmente as instruções. Resultado, tomou água muito mais límpida e refrescante que poderia imaginar.

Como o sedento viajante, que ansiava por água fresca, esperamos bênçãos do Altíssimo, que diminuirão, quem sabe até acabarão com alguma situação desconfortável. Muitas vezes essas bênçãos vêm disfarçadas como a velha bomba e a água daquela garrafa. Se, ao invés de seguirmos Suas instruções, decidirmos fazer nossa vontade ou seguir nossos instintos, poderemos ter nossa situação melhorada, mas nunca completamente satisfeita. Só do Doador de toda boa dádiva e todo o dom perfeito (Tiago 1:17 NVI) pode nos conceder muito mais do que necessitamos ou pedimos.

Na próxima vez que pedir algo para o Eterno, e achar que não recebeu o que pediu, olhe ao seu redor, quem sabe existe uma velha bomba e uma garrafa com água e instruções. Fé e trabalho são essenciais para receber qualquer benção Sua. Vale a pena seguir as instruções do Pai.

Gelson de Almeida Jr.Uma bomba e uma garrafa
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Fiel a Toda Prova

fiel-a-toda-provaGosto da ilustração da jovem escocesa que, mesmo em meio a perseguição religiosa contra cristãos evangélicos, se dirigia à igreja para assistir o culto dominical. No meio do caminho encontrou soldados que lhe perguntaram para onde ia. Sua situação era terrível, se contasse a verdade seria presa, se mentisse escaparia, mas desagradaria ao Pai. Pela segunda vez o soldado pergunta para onde ia e ela responde:

– Estou a caminho da casa do meu Pai. Meu irmão mais velho morreu, hoje será lido o testamento e tenho muito interesse em saber o que está escrito nele.

Foi-lhe então permitido continuar sua jornada.

Uma ilustração simples, mas de profundo significado e da qual podemos extrair grandes lições, mas quero me deter em apenas duas, que iniciarei com duas perguntas. Com qual frequência você vai à casa do Pai e o que busca quando para lá se dirige?

As desculpas para não se frequentar as reuniões na igreja são as mais variadas. O pior de tudo é que achamos que todas são válidas para justificar nossa ausência na casa do Pai. Em situação tão triste estão aqueles que vão à casa do Pai, mas não mostram muito interesse no que lá acontece, mal sabem o que se passa “lá na frente”. Furtam-se de participar em programas onde haja necessidade de maior envolvimento ou dedicação, comprometimento é palavra desconhecida em seu dicionário. Mesmo em face da morte, a jovem da história procurava ser fiel nesses aspectos.

O Pai deu o Filho por você, O Filho morreu por você e ambos deixaram Sua Palavra para você.  Analisando sua vida, alguma coisa precisa ser mudada?

Gelson de Almeida Jr.Fiel a Toda Prova
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À espera de um milagre

belos_versiculos_fortalecam_se_no_senhorO cidadão naufragou no meio do Oceano Atlântico. A notícia chegou pelo rádio no continente, alguém ouviu, mas de que adiantaria? Ele estava no meio do Oceano Atlântico! É, mas esse alguém vendeu tudo o que tinha para alugar um helicóptero capaz de chegar até lá e foi ao encontro do náufrago. Encontrou-o boiando apoiado a um pedaço de madeira e mais que depressa jogou-lhe uma escadinha de corda lá do helicóptero. O cara olha pra escadinha, depois olha pro seu salvador e grita:

– Escuta, que prova você me dá de que isso tá bem amarrado aí em cima?

Existem por aí muitos e muitos náufragos que, ao invés de fazer o único gesto que lhes é requerido – segurar na escada que lhes foi lançada, preferem requerer provas “mais concretas” para confiar no Salvador.

Provavelmente não se dão muita conta de que estão boiando no meio do oceano, agarrados a um pedaço de pau. Se virem um milagre, tal como aqueles que estão registrados na Bíblia, aí – dizem eles – crerão. Querem evidências! Eu mesmo já estive entre esses e no meu íntimo argumentava com Deus que, se tivesse uma experiência sobrenatural, um encontro com um anjo, quem sabe?, aí seria mais fácil para mim crer.

Quando Jesus diz a Tomé que “mais bem aventurados são os que não viram e creram”, Ele está enunciando uma grande verdade que esses náufragos insistem em não enxergar: milagres não resolvem o problema. Fé resolve o problema. Fé é o estender da mão e tomar a escada, a partir desse momento o Salvador pode alçar voo, nos levar para cima, nos tirar do meio da água.

Os milagres não resolveram o problema daqueles hebreus saídos do Egito que passaram pelo meio do Mar Vermelho, viram o exército do Faraó pulverizado, andaram sob uma nuvem de fogo à noite e uma nuvem que amenizava o calor causticante do sol do deserto durante o dia e logo dali a pouco estavam adorando um bezerro de ouro e dizendo: esse aí foi quem nos tirou do Egito.

Milagres não necessariamente produzem fé. Ao contrário, muitos dos milagres de Jesus parecem obedecer à lógica inversa: a fé produz milagres. “Vai, a tua fé te salvou”, a gente lê em diversos momentos nos evangelhos. A fé é a senha para que Deus aja ainda mais diretamente.

A atuação de Deus em nossa vida visa resolver o problema e não satisfazer nosso desejo de presenciar coisas emocionantes e fora do comum. Ele age buscando colocar em nosso caminho as experiências que geram fé, que a fortalecem, exercitam, robustecem. O mais importante é que estejamos agarrados à escada que Ele nos lançou ao custo do sangue de Jesus. Ver a escada, ver o mar, esse é o primeiro milagre e muito mais bem aventurado, muito mais feliz e apaziguado é aquele que não necessita mais do que esse primeiro milagre.

Marco Aurélio BrasilÀ espera de um milagre
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Coceira nos ouvidos

escutar-1024x568No começo do século passado uma enciclopédia apregoava que dentro de algumas poucas décadas o mundo seria limpo de toda sorte de crendice e superstição. A afirmativa era razoável; a revolução industrial e o tremendo progresso e prosperidade que ocasionou chancelavam a ideia. O homem se sentia o máximo, capaz de construir o paraíso na Terra, capaz de construir justiça, encontrar a cura para doenças, eliminar cada mazela, qualquer que fosse. Deus não era mais necessário e Nietzsche vaticinou apregoando Sua morte.

O mesmo século acabou com milhares de crenças distintas em algo sobrenatural. Parece que não apenas as crendices e superstições não foram eliminadas pelo absurdo progresso tecnológico e científico do século, mas foram mesmo multiplicadas. Milhares de matizes de cristianismo, gente que faz feitiços para todo tipo de problema distribuindo panfletos nas ruas de metrópoles, pessoas inteligentíssimas tentando contato com óvnis, uma nata cultural do ocidente participando de estranhos ritos espiritistas de forte influência oriental, curas espirituais, multidões adorando Alá às seis da tarde, adesivos de carro e filmes da Xuxa apregoando crença em duendes, bruxas saindo do armário e sendo aclamadas como minoria injustiçada, livros espíritas virando best sellers, iridólogos, mestres de yoga, Pró-Vida, messiânicos, mórmons, maçons, satanistas, cultos ecumênicos… Os exemplos parecem não ter fim.

Na sua segunda carta a Timóteo, Paulo profetiza sobre um tempo que haveria de chegar no qual os homens não suportariam a verdade como ela é, mas teriam coceira nos ouvidos para ouvir coisas agradáveis, e aclamariam mestres que dissessem essas coisas e que os fizessem voltar às fábulas (II Tim 4:3 e 4). Ora, a religião do longo período da Idade Média, que seguiu-se ao tempo de Paulo, pode ser tudo, menos agradável. Não dá pra imaginar que os humildes campônios europeus rejeitassem a verdade preferindo ouvir a religião apregoada pela igreja, com suas indulgências, penitências, culto de formas austeras e distantes… A religião reformada que apareceu no final desse tempo não tinha toda essa carga, mas, cá entre nós, também não era muito agradável, já que enfatizava tanto a pureza moral, a distância do padrão “do mundo”.

Amigos, parece que o tempo profetizado por Paulo chegou. As pessoas passeiam por entre as religiões como quem anda num supermercado, escolhendo a que melhor se ajusta ao seu modo de ver as coisas. Cada vez mais, os frequentadores da igreja são confundidos com clientes, ao invés de serem tratados como adoradores. Com cada vez maior frequência se vê gente voltando às fábulas”, construindo seus ídolos à sua imagem e semelhança, evitando a ideia de que existe um Deus justo e amoroso, mas que tem uma lei (física e moral).

Aos que vivem esse tempo, Paulo aconselha: “Tu, porém, sê sóbrio e vigilante, sofre as aflições…” (verso 5). Uma religião sóbria? Vigilante? Disposta a sofrer as aflições? Puxa, mas isso dá uma preguiiiiiiiiça…. Pois bem, o conselho é para o nosso tempo. Como diz o Apocalipse, quem tem ouvidos para ouvir, ouça. E então peça a Deus que o faça ter coragem para ouvir a verdade. Tal como ela é. E em seguida abra a Bíblia.

Marco Aurélio BrasilCoceira nos ouvidos
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Peça com Fé

mãos postas em oraçãoQuando estava nas ilhas britânicas John McNeil conta que pastoreou uma igreja que tinha pesadas dívidas. Preocupado com a situação orou a Deus e pediu-Lhe que fizesse algo a respeito. Dias depois um estranho entrou em seu escritório, disse-lhe que tinha conhecimento das dívidas da igreja e que queria ajudar, em seguida, entregou-lhe uma folha de cheque em branco. Disse que fizesse o levantamento do total da dívida e preenchesse o cheque, pois dali a alguns dias viria para assiná-lo. McNeil quase não acreditou no que acabara de ouvir.

Após o estranho sair começou a pensar que tudo aquilo era muito bom para ser verdade. Como o homem prometera saldar uma dívida que era tão grande! Não querendo abusar da bondade do homem, preencheu o cheque com a metade do valor da dívida. Dias depois o homem retornou e nem prestou atenção no valor preenchido, apenas assinou o cheque e saiu. Arrependido descobriu que se tivesse colocado o valor total da dívida o homem, um rico filantropo da região, teria assinado o cheque, mas agora era tarde demais.

O pastor orara ao Pai pedindo ajuda com o problema das dívidas da igreja, quando sua oração foi atendida não teve fé suficiente para ir até o fim. Como ele, muitos abrem o coração ao Pai e suplicam por algo, mas quando o Eterno se manifesta não possuem fé suficiente para receber toda a dádiva, a benção completa.

Tiago aponta duas razões básicas para nossas orações não serem atendidas, a primeira é que nunca pedimos, e quando pedimos, pedimos mal (4:2 e 3), outra razão é que não pedimos com fé, segundo ele devemos pedir e em nada duvidar, pois “(…) se vocês não pedirem com fé, não esperem que o Senhor lhes dê nenhuma resposta concreta” (1:8 BV).

Na próxima vez que elevar uma prece ao Céu não duvide, pois “toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sobra de variação” (Tiago 1:17).

Gelson de Almeida Jr.Peça com Fé
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5 Meses

O relato a seguir é adaptação de uma tradução feita pelo Rev. Oscar Lehenbauer, de uma missionária norte americana que estava trabalhando na África.

Certa noite ela foi ajudar uma mãe que estava em trabalho de parto. Infelizmente a mulher não resistiu e deixou um bebê prematuro e uma menina de dois anos. Uma das auxiliares pegou a bolsa de água quente e, quando a encheu ela se rompeu, não havia como aquecer o bebê. O bebê foi colocado o mais perto possível do fogo para se manter aquecido e a missionária pediu que as pessoas dormissem entre a porta e a criança, para que o ar noturno não atingisse.

No dia seguinte a missionária foi orar com as órfãs e falou-lhes do bebê prematuro e da sua irmãzinha de apenas dois anos, que chorava muito a perda da mãe. Durante as orações, uma garota chamada Ruth orou e pediu a Deus que enviasse uma bolsa de água quente e uma boneca para a garota que perdera a mãe. A missionária perplexa e preocupada com a fé da pequena pensou em como Deus poderia responder aquela oração. Qualquer encomenda viria dos EUA, como estavam na linha do Equador ninguém mandaria uma bolsa de água quente.

IMG_9030À tarde, quando ministrava uma aula, a missionária foi interrompida por uma auxiliar que disse que um carro parara defronte sua casa. Imediatamente ela foi para lá, o carro havia ido embora, mas havia deixado um pacote para ela. Ao abrir encontrou toda a sorte de objetos, desde alimentos até ataduras. A pequena Ruth, que acompanhava tudo de perto, se assustou quando a missionária deu um grito ao ver que junto viera uma bolsa de água quente. Ruth disse: “Se Deus mandou a bolsa, Ele também mandou a boneca”. Não se contendo, enfiou as mãos dentro da caixa e achou uma boneca.

O pacote, enviado por uma ex professora da escola bíblica da missionária, estivera em viagem por 5 meses. Muito antes da pequena Ruth orar, Deus já estava Se movimentando para atender sua oração. O Deus que não muda (Malaquias 3:6), que honrou a fé da pequena Ruth é o mesmo que ouve nossas orações. É dEle a promessa: “E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Isaías 65:24). Ore, confie, Ele já está se movimentando para atender sua prece.

Gelson de Almeida Jr.5 Meses
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Quando pequeno meu pai me contou uma história sobre fé que recordei dias atrás. Num vilarejo assolado pela seca que castigava a região, a população, que vivia à base da agricultura, estava perdendo a esperança de aproveitar qualquer coisa daquilo que plantara.

Certo dia resolveram se reunir no final da tarde em uma capela que ficava no alto de um monte. Quando todos estavam reunidos na praça, prontos para iniciar a subida, uma garotinha deu um grito e pediu que todos esperassem, ela tinha esquecido algo em casa. Corre em casa e volta com um guarda-chuva debaixo do braço. Alguns sorriram e perguntaram qual a razão de voltar para pegar um guarda-chuva já que a estiagem era tão grande. Com a inocência própria de uma criança ela respondeu:

– Se vamos orar para que chova, eu não quero me molhar!

homem orandoBasicamente pode-se afirmar que existem três tipos de atitudes ao se orar:

  • Os que oram duvidando de resposta favorável. Sua frase típica quando a resposta não vem de imediato é: “Eu sabia que não iria conseguir! ”
  • Os que oram com fé, mas possuem uma fé tão pequena que é praticamente imperceptível. Sua frase favorita: “Cansei de esperar, Deus nunca me responde mesmo! ”
  • Os que verdadeiramente oram com fé. Sua frase típica: “Senhor, não sei qual a Tua vontade, mas confio que farás o melhor! ”

Tiago afirma que se orarmos ao Pai com uma mente duvidosa não devemos esperar dEle nenhuma resposta concreta (Tiago 1: 6-8 BV). Paulo diz que não se pode agradar a Deus sem fé, sem confiar nEle e que qualquer um queira ir até Ele deve crer que Ele existe e que recompensará os que sinceramente O procuram (Hebreus 11:6 BV).

Como você tem orado ao Pai? Sua oração e sua atitude ao orar mostram o tipo de fé que você possui.

Gelson de Almeida Jr.
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A oração de Emy

menina orandoQuando tinha 5 anos de idade Emy ia à igreja com seus pais. Certo dia ouviu um estudo sobre a fé. Sendo a única de sua família que não possuía olhos azuis confiou na promessa de Cristo: “Vocês podem orar pedindo o que quiserem, e se crerem, vocês receberão…” (Marcos 11:24 – BV) e orou a Deus naquela noite pedindo olhos azuis. Pela manhã, assim que acordou, foi se olhar no espelho. Que decepção, seus olhos continuavam castanhos!

Durante muito tempo ficou decepcionada com Deus, mas, superando tudo isso, se tornou missionária e foi enviada a trabalhar em um local onde as crianças eram vendidas em templos, por famílias que passavam fome, para serem oferecidas em sacrifício aos deuses. Sua missão: Comprar crianças para depois libertá-las. Para entrar nos tempos, onde estrangeiros não eram bem vindos, se disfarçava o máximo possível, para parecer uma moradora local.

Certo dia, uma amiga sua, também missionária, olhou-a quando saía do templo com duas crianças que acabara de comprar e disse-lhe:

– Puxa, Emy! Como você ficou bem caracterizada. Quase não a reconheci. Você já pensou como faria para se disfarçar se tivesse olhos azuis como os de sua família? Que Deus maravilhoso! Ele lhe deu olhos castanhos, pois sabia que isso seria essencial para a missão que um dia Ele iria lhe confiar.

Emy olhou para as duas crianças que acabara de “comprar” e agradeceu a Deus por não ter atendido a sua oração infantil.

A experiência que Emy teve em sua oração é a mesma pela qual muitos de nós passamos. Nos decepcionamos com o Eterno por achar que Ele não atendeu nossa linda, maravilhosa e sincera oração de fé. Em realidade oramos pedindo algo que queremos, sem, contudo, Lhe perguntar se realmente precisamos daquilo.

Duas coisas precisam ficar bem claras em nossa mente ao orar, a primeira é que Deus SEMPRE atende uma oração feita com fé, a segunda é que “não” também é reposta. Sempre que orar faça-o como Cristo, que pedia o que queria, mas deixava que o Pai fizesse Sua vontade.

Gelson de Almeida Jr.A oração de Emy
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