Publicações com Fé

# Cordeiro Pascal

exodo-12_7Páscoa em hebraico é “pesah” e significa “pular além da marca”, “passar por cima” no sentido de “poupar”. A páscoa foi instituída no Egito mediante a ordenança de se sacrificar um cordeiro e com seu sangue marcar as casas, possibilitando o ato de poupar aos filhos dos hebreus no momento em que o anjo passaria para sacrificar os primogênitos naquela terra.

É preciso dizer que assim como o antigo testamento orientava o povo para a vinda do Messias, também muitos dos fatos ali registrados apontavam para ele. A páscoa foi um desses fatos que teria relação com o que ocorreria com o Messias.

Paulo afirma que Cristo é o cordeiro pascal. A prova disso está na clara relação de semelhança entre as ordenanças ritualísticas da páscoa judaica com a morte do Messias. Mas, não só isso. Há um aspecto de obediência que também marca a ambos os contextos.

Naquela páscoa, o cordeiro que verteria o seu sangue para salvar, não poderia ter os seus ossos quebrados. Cristo é o cordeiro pascal porque verte seu sangue para que todos sejam salvos, e como é narrado pelas escrituras, nenhum de seus ossos foi quebrado.

Há um importante aspecto a considerar com relação à obediência. Os filhos dos hebreus foram poupados porque eles obedeceram a tudo o que lhes fora ordenado. Eles agiram por fé, sendo obedientes, e por isso, salvos. Mesmo sabendo que o sangue de Cristo verteu-se para salvar a humanidade, todavia só serão poupados quando de sua volta, aqueles que se deixaram marcar por ele, aceitando-o pela fé e obedecendo aos ensinamentos de Jesus.

Trata-se, portanto, a páscoa, também de uma questão de obediência pela fé. A prova disso está em Paulo quando escreve sua carta aos hebreus, afirmando que pela fé celebrou-se a páscoa e a aspersão do sangue, para que o destruidor os poupasse no Egito.

Ao tomarmos Cristo como nossa páscoa é preciso entender que nossa justificação se dá pelo sangue, e nossa santificação pela obediência à Palavra. A salvação está para a fé e a obediência, assim como a perdição está para incredulidade e desobediência.

Ao aceitarmos o derramar de seu sangue por nós, sendo marcados por ele, somos libertos da escravidão do pecado, sendo, portanto, justificados. Obedecendo-o, cumprindo ao que ele ensinou, nós seremos salvos quando de sua volta.

Feliz Sábado!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Cordeiro Pascal
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# Não temas! Tende fé!

Não temasA semente deste domingo eu quero dedicar àquela palavra, ou melhor, à promessa mais mencionada pelo pelo Eterno em toda a escritura: Não temas! Tomo-a de empréstimo do edificante sermão da manhã deste sábado, lembrada pelo pastor na comunidade Nova Semente, onde nos reunimos para adorarmos a Deus e darmos graças por vivermos o chamado de Cristo.

Não temas!  Afirma o SENHOR! Não temas!

Essas palavras dignas de toda a confiança, mencionadas pelo pastor nesta manhã lembraram-me de Paulo, quando escreveu para os hebreus: “Com confiança ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei.”

A primeira vez que essa promessa é pronunciada pelo SENHOR, fora dirigida a Abraão quando ainda era apenas Abrão. Disse Ele: “Não temas, Abrão! Eu sou o seu escudo; grande será a sua recompensa!” Paulo registrou a isso também aos hebreus: “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia”.

Saiu sem saber para onde ia!! Não temeu! Agiu pela fé! Confiante certamente no mesmo diapasão revelado ao profeta Jeremias séculos mais tarde: “Eu sei os pensamentos que tenho a vosso respeito”. E Abrão confiou e tornou-se Abraão. Um novo homem.

A última vez que ela é pronunciada nas escrituras encontra-se no livro de apocalipse: “Isto diz o primeiro e o último, que foi morto e reviveu: Não temas!”

Por que haveríamos de temer, quando o Pai que iniciou a boa obra é fiel para termina-la? Por que temeríamos se o Filho a falou pelo que ouviu do Pai, testemunhado por Paulo mais uma vez aos hebreus quando afirmou: “Porque ele (Cristo) disse: Não te deixarei, nem te desampararei”.

Não temas! O Senhor está com a mão estendida em nossa direção. Nossa parte: segurá-la e seguir sem temor! E, relembrando ainda a Paulo, também aos hebreus, digo: “Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus.”

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Não temas! Tende fé!
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# Confie!

facecristoHá coisas que deixamos de fazer na vida e nem imaginamos os ganhos significativos que possam nos proporcionar. Não raro, quando as deixamos de lado, podemos estar abrindo mão de vivermos até mesmo sonhos maiores do que pensávamos serem possíveis.

O mundo, as relações humanas, mesmo em tempos remotos, sempre apresentaram ao homem algum tipo de opressão que o conduziu a medos e a falsas crenças, tornando a vivência da vida e dos sonhos bastante limitados ou quase inexistentes.

Contudo, é preciso dizer que a realidade que se constrói na nossa mente é conforme as palavras que dizemos, ou pelos conceitos que aceitamos dos outros. No entanto, que se diga: quem sobe ao pódio é o que diz a si mesmo poder alcançá-lo; a energia de que precisa para vencer origina-se no foco que mantemos no objetivo.

Para quem ousa buscar alcançar seus sonhos, antes é importante que considere as palavras de vida ditas pelo SENHOR. Disse o Eterno pela voz do profeta Jeremias que Ele é quem conhece os pensamentos que tem a nosso respeito, pensamentos de paz, e não de mal, para nos dar o fim que esperamos.

Já imaginou viver sonhos superiores aos que você mesmo pensou para a sua vida? Assim são os sonhos de Deus para a nossa vida. Abundantes em todos os sentidos. Por que então você haveria de insistir em não experimentá-los, deixando se mover pelo medo e pela descrença?

Cristo quando veio cumprir a sua missão pessoal, da qual ninguém e nem nada pode substituí-lo, afirmou ser ele a porta pela qual devemos entrar para viver vida em abundância. Portanto, confie nos sonhos de Deus, na porta que se encontra aberta e tem seu nome na entrada para que possa adentrar chamado pelo nome.

Ao viver a boa nova narrada pelos evangelhos, é preciso deixa-se envolver, entregar-se e manter o foco em tudo que o aponte ao caminho que é Cristo. O mundo sempre haverá de tentar persuadi-lo com seus conceitos, oferecendo atalhos, mas só o Messias oferece a verdade.

Crer e buscar são ações fundamentais para alcançarmos verdadeiras transformações; muito mais ainda quando se trata de compreendermos a vontade de Deus para a nossa vida, que é boa, perfeita e agradável, permitindo-nos vivenciar sonhos mediante experiências reais que nos levam a ver com nossos próprios olhos o que seja ser mais do que vencedores.

E você, o que pensa disso tudo?

Feliz sábado

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Confie!
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# Sementes de Vida

Above the cloudsEscrever estas sementes tem me proporcionado muitas alegrias, sobretudo quando leio os comentários dos leitores. Percebo um crescimento de ambas as partes: dos que leem porque meditam e respondem positivamente, independente do estágio de sua caminhada; e o meu próprio. Também cresço eu, por me fazerem pensar, mediante suas observações.

Escrevê-las me dá a chance de externar minhas próprias angústias e dúvidas, revelando-me o demasiado humano que ainda se esconde em mim, tanto quanto expressar a paz e a certeza que sinto em relação à minha experiência com Deus. Por vezes funciona como um desabafo aos meus próprios ouvidos ou aos do Eterno; por vezes, surge como um louvor que entoo para testemunhar as bênçãos que tenho vivido.

Uma dessas bênçãos são os leitores a quem tive a oportunidade de conhecer, que me procuram através de minhas páginas do facebook, seja a pessoal, seja a intitulada Um Peregrino da Palavra, devido às sementes que leram. São pessoas de diversos municípios brasileiros, dos menores aos mais desenvolvidos, todos apaixonados pelo assunto que de fato importa: o amor à palavra do Eterno, esta que transforma vidas.

Ontem, já tarde da noite, enquanto escrevia a semente de sábado, ouvi o sinal de mensagem in box do facebook. Era um desses amigos que ganhei escrevendo e meditando os caminhos do Eterno. Luiz Mário. Um jovem adventista; adorador do Deus vivo. Qual foi a minha surpresa e alegria ao me deparar com a frase: “Sady, eu passei no concurso!”

Que alegria a minha! De pronto me saltou à mente todas as conversas anteriores que tive com ele, quando me deu a conhecer toda a sorte de dificuldades por que passou para realizar seus estudos e viver dignamente, confiando, sobretudo em Deus. Filho de pessoas muito simples, que compreensivelmente não dimensionaram a importância da formação acadêmica para seus sete filhos, ainda assim, durante nossas conversas, sempre demonstrara sua esperança em dias melhores.

Luiz Mário, um adventista em Maceió; um habitante que aguarda pela Jerusalém celeste e que me contou ter morado em um povoado do litoral de Alagoas, em São Miguel dos Milagres. Ele é um dos muitos milagres de Deus, tanto quanto o é fruto de seu posicionamento que luta por uma vida melhor, e que, sobretudo confia nas providências do Eterno.

Sua transformação como discípulo de Cristo é resultado da obediência aos mandamentos. Sua vitória face ao certame que lhe proporcionará estabilidade, até que termine a faculdade com que sonha, também. Luiz Mário é o testemunho de uma vida que resplandece a luz que recebe do alto. E ele alça voos como a águia, tal qual a da canção Above The Clouds, de Derrol Sawyer, a que ele próprio me sugeriu conhecer.

Tudo isso porque ele decidiu viver os planos do Senhor para a sua vida, segundo afirma a vontade do Eterno revelada pela voz do profeta Jeremias (29:11-14), uma semente de vida escrita para proporcionar alegria, para nos levar a vitórias e transformações como a de Luiz Mário.

Louvado seja o nome do Eterno, pois Sua misericórdia dura para sempre!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Sementes de Vida
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Quase na beirada

Portanto, vamos abandonar os rabiscos da pré-escola e passar para as grandes obras de arte que retratam Cristo. Cresçam em Cristo. “ Hebreus 6:1 BM

Não sei se você já teve a simples experiência incrível de cair. Sim, isso mesmo, cair da cama, da rede, da cadeira…ainda não descobri o motivo destas quedas. Sei lá, às vezes penso que é só por que chegamos muito perto de onde acabamos chegando, chegamos quase na beirada

É fácil reproduzir isso com a nossa experiência de fé. A gente fica tentado a permanecer no mesmo local aonde chegamos, sem jamais nos mover.

Pense um pouco. Compare o hoje com um ou dois anos atrás. Então pergunte a si mesmo. Sua experiência com o Eterno hoje é diferente dessa época? Você é mais generoso em suas doações? Refiro-me a quantidade da doação e a alegria em doar, elas aumentaram?

Você é agora mais comprometido com sua comunidade? Pode-se afirmar que você cresceu na fé? Estuda mais a palavra? Sua intimidade com o Eterno na oração se desenvolveu? Enfim tem aprendido coisas novas?

Não faça como esses que caem da cama. Na fique perto demais do lugar onde você chegou. É perigoso repousar quase na beirada.

Também não confunda sua vida espiritual com seus hábitos religiosos. Há quem não perca uma reunião na igreja, faça muitas doações, até leia a palavra todos os dias, mas sinta um desejo dentro de si. Não deixe desaparecer o calor que toma conta do coração de quem sente prazer experiência de comunhão com o Eterno, não fique quase na beirada

Adriano VargasQuase na beirada
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# Retrospectiva

culto_nova_semente_Chegamos ao último sábado do ano de 2014 e a retrospectiva que nos importa são os 51 sábados anteriores e todos os dias que entre eles se encontraram.

Isso para refletirmos sobre o que fizemos com o amor que nos foi ensinado. O que reflete o amor que vivemos quando o espelhamos nas escrituras? Quanto de nosso tempo foi despendido por amor ao estudo da palavra, à adoração, à oração e ao jejum? Em nome do amor, perdoamos? Pedimos perdão? Amamos, de fato, ou julgamos amar?

O que fizemos do amor que nos foi ensinado importa o admitirmos apenas diante do Eterno, não diante dos homens, a não ser que tenhamos algum pedido de perdão a ser dirigido a nosso semelhante. Somente o amor verdadeiro seja o julgador de nossa consciência.

Há uma razão sublime que justifique pensarmos essas questões. É importante compreendermos que hoje conhecemos em parte, mas quando vier o que é perfeito, o que for parcial acabará.

As escrituras apresentam profecias, línguas e conhecimento entre outros dons. Por eles compreendemos e vivemos os atos que nos levam de volta ao Eterno, no entanto, esses dons são todos parciais. Quando o Messias retornar, nada disso será mais necessário. O que restará será a fé, a esperança e o amor, sendo este o maior.

Mas, o que isso quer dizer? Dessas três qualidades espirituais internas, apenas o amor produz resultados externos, afinal, a fé se opera por meio do amor; quando amamos aos outros, cumprimos a lei; e, por fim, somente podemos dizer que conhecemos ao Messias quando fazemos o que ele nos pede, pois é assim que o amor genuíno por Deus se manifesta.

É possível que não tenhamos cumprido algumas das questões enunciadas anteriormente, todavia, é porque agora vemos as consequências como que por um espelho turvo, mas haverá o dia em que estaremos face a face, como diante de um espelho polido, e conheceremos plenamente, tal qual o Eterno nos conhece.

Que o Senhor, bendito seja o Seu nome, nos cubra com Seu amor.

Um Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Retrospectiva
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# Andar pela fé

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Como muitos já sabem, há duas semanas tomamos de empréstimo a narrativa do livro O Peregrino, de John Bunnyan, para analisar a jornada do protagonista, Cristão, que não raro representa a jornada de todos nós em busca da porta que é Cristo, com tudo e todos que cruzam nosso caminho para nos ajudar a avançar ou para nos incentivar a retroceder.

No último episódio Cristão se deparou com a desistência de seu amigo que o acompanhava, pois este ao se surpreender com o primeiro problema que surgiu, um pântano chamado Desânimo, concluiu que não deseja mais seguir, e conseguindo se livrar, saiu sem nem mesmo ajudar a Cristão, voltando à vila que representava o seu conforto. Seu nome era Volúvel.

Cristão, agora sozinho, tentava se livrar do pântano, mas, devido ao fardo que trazia às costas não conseguiu sair e começou a gritar por socorro. Logo surgiu ao seu encontro um homem chamado Auxílio, perguntando-lhe o que ele fazia naquele lugar. Cristão lhe explicou que tentou se aproximar com pressa da porta estreita (Cristo) e quando percebeu, estava atolado naquele pântano.

Ao perceber o conhecimento do homem, Cristão lhe perguntou por que aquele local era tão perigoso, afinal, estava no caminho que leva à porta. Ele ouviu como resposta ser o pântano o resultado do acúmulo dos temores e das dúvidas humanas, que surgem no momento em que estes se conscientizam que sua realidade é feita de toda sorte de imundícia.

Afirmou ainda que o Rei não deseja que o local se torne intransponível, por isso providenciou que colocassem pedras sólidas para que os peregrinos transpusessem o pântano por meio delas, no entanto, quando a tormenta é forte, alguns não as enxergam e caem no pântano.

Enfim, leitor, pergunte-se: nessa sua jornada em direção à porta estreita que é Cristo, quantos peregrinos você conheceu como Volúvel, que acharam que o caminho seria vantajoso, trazendo-lhes facilidades instantâneas, e melhor, que os livraria de todo tipo de problemas, mas ao se depararem com as provas da vida acabaram por desistir do caminho, deixando até mesmo seus companheiros de fé para trás?

Não apenas os fatos que nos provam a fé devem ser esperados, mas ao nos lançarmos no caminho em direção à porta estreita, mesmo em circunstâncias que pareçam tranquilas, devemos andar pela fé para que possamos observar os detalhes à sua volta, a fim de reconhecermos os auxílios enviados por Deus, como as pedras do perdão, da aceitação e da dependência do Eterno que nos ajudam a atravessar os pântanos repletos de transtornos.

Que o amor do Pai seja o alimento de nossa fé, pois Ele amou o mundo de tal maneira que deu seu próprio filho para morrer em nosso lugar.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Andar pela fé
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# Novas Criaturas

nova-criaturaSemana passada, iniciei a escrever as meditações publicadas aos sábados e domingos, a partir da análise dos estereótipos usados pelo escritor John Bunnyan, na obra O Peregrino, que retrata a jornada de Cristão, o personagem que movido por revelações que leu no evangelho, resolve levantar-se de seu lugar de conforto e partir em busca do conhecimento da Palavra do Eterno.

No último episódio, narrado no domingo passado, Cristão ao decidir sair em busca de seu encontro pessoal com as promessas do Eterno, foi perseguido por dois de seus amigos, Obstinado e Volúvel, que tentavam dissuadi-lo daquilo que acreditavam ser uma loucura.

Obstinado por não querer abrir mão de suas conquistas pessoais, e fazendo pouco das promessas do livro mencionado (evangelho), não aceitou o convite de Cristão para que o acompanhasse e voltou para o vilarejo sozinho, pois Volúvel resolveu deixar para trás a sua vida antiga e seguir Cristão em busca das promessas.

Na primeira situação em que surgiu um problema, Volúvel pediu explicações a Cristão, dizendo: “Essa é a felicidade da qual me falou?”. E concluiu: “Se no início já começamos mal, o que esperar do restante dessa jornada?”; assim repensou sua iniciativa, abandonou o caminho e retornou à vida que acreditava ser tranquila.

Este tem sido um entre os muitos pontos questionados por quem não conhece a realidade revelada pelas escrituras, contudo torna-se um posicionamento ainda mais sério e sem sentido quando feito por aqueles que um dia confiaram suas vidas ao Espírito do Eterno, e por meio da Palavra de Jesus decidiram tornarem-se novas criaturas.

Mas, o que significa uma nova criatura para o evangelho?

A palavra de Paulo aos gálatas e aos coríntios afirma que é todo aquele que deixa o mundo e seus conceitos para trás. É todo aquele que ao aceitar o sacrifício do Messias, entende ter sido o meio pelo qual nos foi aberta a porta para nos reconciliarmos com o Eterno, fato que nunca poderíamos ter realizado por nós mesmos.

Portanto, se ainda subsistem os problemas, não o é por falsas promessas; e se mesmo um entre os homens, que se dizem discípulos de Cristo, ainda questione tal razão de existência, é porque não conheceu a verdade, pois o próprio Messias, que é a representação física e espiritual da vida, afirmou que no mundo ainda teríamos problemas, mas, pela fé em seu caminho, e pela reconciliação com o Eterno desde agora, haveríamos de suportá-los com a paz que o mundo não conhece, a fim de alcançarmos o objetivo maior que nos é proposto.

Que o amor do Eterno, a graça do Filho e a comunhão do Espírito Santo estejam conosco durante a jornada.

(Um Peregrino da Palavra)

Sady Folch# Novas Criaturas
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# O início da jornada

LuzO livro de John Bunyan – O Peregrino – é o livro cristão mais lido no mundo depois das Escrituras. Narra a história de Cristão, um homem angustiado em busca de respostas depois que toma conhecimento que após a sua morte, será julgado pela forma como vivera a sua vida. Ele, então, desesperado, se pergunta: O que devo fazer para ser salvo?

Ao perceber que não estaria preparado para aquela situação e não conhecendo caminho que lhe apontasse solução, Cristão se atormenta profundamente e se abre com a família. Eles não o levam tão à sério e na manhã seguinte, vendo-o em igual estado de espírito, passam a trata-lo com rudeza para ver se surtiria efeito sobre seu comportamento, que tomaram por insensato.

Cristão vaga pelos campos nos arredores de sua casa, questionando-se sempre com a mesma pergunta, até que encontra um homem chamado Evangelista, que ao ouvir os motivos de sua angústia, pergunta-lhe por que não faz alguma coisa ao invés de restar parado. Ele responde não saber para onde ir.

Nesse momento, Evangelista lhe apresenta a passagem do evangelho de Mateus que adverte: “Fuja da ira vindoura!”. E então, Cristão lhe pergunta para onde deveria ir, ao que o homem lhe aponta um vasto campo e diz: “Vê aquela porta estreita?” (Cristo, em Mateus 7). Cristão responde que não. O homem lhe faz outra pergunta: “Vê lá longe aquela luz radiante?” (Salmo 119). Titubeando, afirma que sim e de imediato ouve que siga a luz até encontrar a porta estreita, e nela bata que lhe dirão o que deve fazer.

Sem olhar para trás, Cristão seguiu naquele mesmo instante em busca de sua resposta, resistindo aos clamores de sua família e amigos.

A segunda parte do salmo 119 assim inicia: “Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a Tua palavra”. Assim como Cristão seguiu em busca de sua purificação guiado pela Luz da Palavra, tornando-se esta, lâmpada para o seus pés e luz para o seu caminho, o mesmo salmo testemunha o conforto de seu escritor quando afirma que escolheu o caminho da verdade, propondo-se a seguir os juízos do Eterno.

Quanto à jornada de Cristão, haveremos de falar sobre ela nas próximas sementes, à medida que a narrativa do Peregrino se desenrola. Quanto à jornada dos cristãos, havemos de dizer apenas: “Eterno, ainda que eu seja apenas um peregrino na terra, não esconda de mim os teus mandamentos, pois estou consumido de desejo por vivê-los”.

Feliz sábado!

Um Peregrino da Palavra

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# Ouse Crer!

16Esta semana eu resolvi presentear a minha família e a mim com um livro que há muito estava curioso para ler. Ouse Crer, do escritor Marco Aurélio Brasil. Os leitores das meditações da Nova Semente já o conhecem, pois ele é o autor das sementes publicadas às terças e quintas no blog do site.

Pois bem, logo que decidi procurar pela obra, eu estava no fórum João Mendes, no centro de São Paulo, e por isso, de pronto pensei na conhecida rua que possui um vasto catálogo de literatura cristã, a Rua Conde de Sarzedas.

Fui até lá, animado, entrei na primeira loja e adivinhem. Saí inconformado. Não tinham ouvido falar do livro, nem tampouco da editora. E convenhamos, trata-se da Casa Publicadora Brasileira – CPB. Pensei comigo: é apenas um funcionário novo, uma pessoa jovem; natural que não conheça toda a literatura e as editoras.

Depois que saí da terceira loja, ouvindo a mesma resposta em relação ao livro e à editora, disse a mim mesmo: “como pode ser isso; ninguém conhece nem mesmo a CPB?”. Foi quando pensei no título do livro, e de imediato decidi que deveria entrar nas livrarias e trocar a pergunta pela exclamação. Entraria nas lojas e olhando nos olhos do atendente, diria de forma respeitosa, mas imperativa: Ouse Crer!

E como somos seres humanos, passíveis de paixões, medos, relações imperfeitas trazidas ao longo da vida, inseguranças, convencimentos distorcidos, supostas conversões, métodos complicados de cristianismo, e sem transformações verdadeiras, acreditei que não seria difícil identificar alguém que demonstrasse surpresa com a frase que diria de pronto.

Decidido a falar de Deus por meio dessa única frase, fui em frente. Logo me deparei com uma atendente bastante aborrecida, tentando convencer um colega de trabalho com seus argumentos. Ao perceber que eu estava parado a sua frente, desculpou-se e me perguntou: Em que posso ajudar? Eu disse apenas: Ouse Crer! De imediato vi um sorriso saltar daquele semblante, antes fechado e tenso.

Incrivelmente, em cada uma das lojas que entrei, mesmo ouvindo sempre que não conheciam o livro ou a editora, em todas eu saí satisfeito, pois onde entrasse e apenas exclamasse a ousada frase, percebia um sorriso de satisfação no rosto do atendente, e por algumas vezes até mesmo uma resposta positiva.

Falando do livro, o meu eu o achei na livraria da CPB na Praça da Sé, e o que tenho a dizer é que o recomendo, deixando que você mesmo busque a sua experiência pessoal com a leitura. Contudo, afirmo: ouse crer e busque o Eterno Deus em oração e Ele te ouvirá. Busque-o e o achará, quando o buscar de todo o seu coração. Creia, pois Ele fará mais por você, do que você pede ou pense poder receber.

Ouse Crer! Feliz sábado!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Ouse Crer!
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