Publicações com Felicidade

Seja feliz

O jornalista Salomão Schvartzman apresenta todas as manhãs uma coluna recheada de referências culturais na rádio BandNews, e termina invariavelmente com a frase “seja feliz”. Em uma de suas últimas colunas ele lançava mão de versos de Carlos Drummond de Andrade para incentivar seus ouvintes a entregarem-se ao amor.

 

Disse coisas como “para mim a felicidade só existe quando você acredita nela e reconhecer o amor no primeiro instante” ou “fácil é beijar de olhos fechados, difícil é sentir aquela corrente elétrica que atravessa o corpo todo quando beijamos aquela pessoa”. Terminou assim: “se você encontrar alguém hoje ou amanhã e esse alguém fizer seu coração parar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante de sua vida. Se seus olhares se cruzarem e nesse momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa por quem você esteja esperando desde o dia em que nasceu… fique certo que Deus lhe mandou um presente: o amor… ame e seja feliz”.

 

No afã de incentivar seus ouvintes a buscar a felicidade, contudo, Schvartzman pode estar apenas aprofundando o abismo de infelicidade. Ele parte da premissa de que a felicidade depende do amor físico e de que o amor físico é uma questão de química. Ele também reforça o mito popular da alma gêmea, pelo qual existe alguém lá fora com quem você se encaixaria tão perfeitamente que daí brotariam fontes e mais fontes de felicidade genuína.

 

Não admira que o mito da alma gêmea seja tão popular. Ele é muito conveniente. Pensar que todos os meus problemas vão desaparecer se eu tão somente estiver com a pessoa certa, que vai se encaixar à perfeição na minha imperfeição e que eu não vou precisar fazer nada a não ser relaxar e ser amado é muito sedutor.

 

Essa felicidade química, tão harmônica com os postulados evolucionistas, é na verdade uma felicidade muito, muito triste, porque transitória. A química desaparece e força você, para “ser feliz”, procurar outra em outro lugar. Ela também é triste porque nos convence de que amor é uma questão de receber, do que outro pode me dar, e não do contrário, e, como Jesus Cristo exemplificou perfeitamente, o amor duradouro é quando você se preocupa satisfazer o outro. E, por fim, ela é triste porque nos convence de que nossa felicidade está lá fora, nas mãos de alguém.

 

Como dar durabilidade, perenidade, como fazer definitivos e plenamente satisfatórios os meus sentimentos? Há um jeito, e não é como o colunista e o poeta defendem:  “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” (Filipenses 4:7).

 

Quando você percebe que sua felicidade está garantida por Jesus e que independe de qualquer outro fator externo, você sente algo muito melhor do que a química da paixão, você sente uma paz que excede todo entendimento e que o puxa pra cima, o faz querer e poder ser melhor. Aí você atrai o que é eterno para os seus sentimentos e até o amor físico passa a ser muito mais do que paixão. Passa a ser cumplicidade, diálogo profundamente íntimo, confiança.

 

Desconfie das receitas de felicidade que não foram endossadas por Aquele que o criou.

Marco Aurélio BrasilSeja feliz
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Vai Passar

Para onde vai o vento?

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“Tristeza não tem fim, felicidade sim” diz a letra de uma das mais famosas composições de Tom Jobim. O tema da melancolia e da raiva ou angústia pelo inconformismo frente às dificuldades deve ser, após o amor, o assunto mais explorado por expoentes de todas as artes.

A mágoa é algo que nos consome por dentro, Jó estava correto em sua ilustração: perdemos a motivação e a alegria, experimentamos desânimo, cada novo obstáculo nos afunda mais em nosso próprio estado de auto-piedade. É como se nossos ossos realmente se secassem.

Porém de nada adianta nos fazermos de vítimas injustiçadas. Talvez seja válido expressarmos nossas frustrações e tristezas como forma de desabafo. Mas que seja apenas para, após exteriorizarmos nossos sentimentos, nos darmos conta de que Deus se entristece ao ser deixado de lado.

A promessa é clara: “Os justos clamam, o Senhor os ouve e os livra de todas as suas tribulações. O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido” (Salmos 34:17-18). A verdadeira injustiça é nos colocarmos longe de Deus durante os momentos difíceis. Ele está ao nosso lado, nos estendendo a mão. Basta pararmos de olhar para nosso próprio umbigo e erguer os olhos para Deus. Sim, é difícil atravessar a tribulação, mas logo vai passar. Devemos confiar em Deus e intensificar nosso relacionamento com Ele para ouvirmos Sua voz e Seus ensinamentos.

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