Publicações com Gelson de Almeida Jr

Yom Kipur

Duas datas especiais foram comemoradas essa semana, o Dia da Compreensão Mundial (17 de setembro), criado pela ONU e o Yom Kipur, Dia do Perdão (18 de setembro), comemorado pelo povo judeu. As duas comemorações mostram que o melhor caminho para o entendimento entre as pessoas é o perdão.

Infelizmente praticamos o perdão temporário. Muito diferente do perdão vitalício, o perdão temporário é aquele onde não há o esquecimento do erro cometido pelo outro. Como é comum nos defrontarmos, anos a fio, com algum erro cometido! Quando nem nos lembramos mais do fato, do nada, surge alguém, geralmente do nosso convívio mais íntimo, e nos lembra que um dia, geralmente há muito tempo, cometemos um erro. Anos atrás, lendo sobre o perdão, me deparei com a seguinte frase, dita por um terapeuta: “Deus sempre perdoa, os homens às vezes perdoam, a Natureza nunca perdoa”.

É triste ver que a grande maioria daqueles que se dizem seguidores de Cristo não está disposta a conceder aos outros o perdão que deseja para si, se esquecem que no Pai Nosso, a Oração Modelo, deixada por Ele, diz: “… perdoa-nos as nossas ofensas, tal como temos perdoado aqueles que nos ofenderam” (Mateus 6:12, BV). O que seria de nós se o Eterno nos perdoasse desse modo?

O Yom Kipur é comemorado, no calendário judaico, na mesma data em que o antigo Israel comemorava o Dia da Expiação, era o dia em que todo o arraial do povo de Deus, inclusive o santuário, deveria ser limpo de todo e qualquer pecado. Torne hoje, e cada dia daqui para frente, o Dia do Perdão. Coloque sua vida em ordem diante do Pai e perdoe, por completo, todos os que lhe causaram algum mal.

Nunca mais me lembrarei dos seus pecados nem das suas maldades” (Hebreus 10:17, BV), essa é a promessa do Eterno a nós e que seja nossa prática diária com todos os que nos cercam.

Gelson De Almeida Jr.Yom Kipur
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Haja Paz na Terra

Em 17 de setembro, quando escrevi essa reflexão, comemorava-se o Dia da Compreensão Mundial uma das datas mais importantes, mas também uma das mais ignoradas datas do calendário mundial. Criada pela Organização das Nações Unidas, tem como objetivo fazer com que a humanidade se lembre de, pelo menos em um dia no ano, buscar a paz com o seu semelhante, deixar de lado o ódio, o preconceito, o desrespeito e a intolerância.

Acerca do nascimento de Cristo Isaías disse que Ele seria conhecido, entre outras coisas, por “…Príncipe da Paz” (Isaías 9:6, NVI). Sobre Seu nascimento anjos cantaram a um grupo de pastores uma melodia que dizia: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lucas2:14, ACF).

Se Cristo é o Príncipe da Paz, se o Seu nascimento trouxe paz ao mundo, onde foi que a humanidade se perdeu a ponto de ser preciso a criação de um dia para ser lembrada da necessidade de compreensão mútua? Muitos diriam que foi com a entrada do pecado com Adão e Eva, a esses faço uma pergunta mais direta: Quando foi que você deixou de amar o seu próximo como a você mesmo, quando se tornou tão superior, a ponto de julgar seus semelhantes ou de desprezar tanto um filho de Deus, chegando ao ponto de não querer mais falar com ele ou de colocá-lo de lado?

O dia do nascimento de Cristo poderia muito bem ser chamado de Dia da Tolerância Universal, mas será um dia como qualquer outro se você e eu não tomarmos medidas efetivas para aceitar nosso semelhante como nosso próximo, como um igual a nós, merecedor de todo o nosso respeito, de todo o nosso carinho e da vida eterna.

“Assim como o corpo sem espírito está morto, também a fé sem obras é morta” (Tiago2:26, NVI). Você pode professar a fé que for, mas se não a traduzir em ações em favor dos que o cercam ela de nada valerá. O Dia da Compreensão Mundial já passou, mas a oportunidade de agir como Cristo agiria em seu lugar ainda não passou.

Gelson De Almeida Jr.Haja Paz na Terra
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Declaração de Amor

No dia 12/06, “Dia dos Namorados” aqui no Brasil, muitas declarações e juras de amor foram feitas, mas uma, trazida pelo portal de notícias G1, chamou muito a atenção. Na cidade de Santos – SP foi colocada uma faixa branca que trazia, em grandes letras vermelhas: “Saulo Volta… Te Amo”. A reportagem descobriu o destinatário da mensagem e o entrevistou, basicamente ele disse que não voltaria para sua ex. Essa notícia me fez traçar um paralelo entre o pedido da mulher e o amor do Pai para cada um de nós.

“Antes que você e eu fossemos um projeto na cabeça de nossos pais, já éramos amados por Ele. Não somos fruto do acaso, de uma contingência qualquer, somos frutos do amor entre duas pessoas, mas somos também a concretização de um desejo do Eterno.”

Antes de existirmos já havia um lugar reservado, para cada um de nós, ao lado do Pai, a promessa feita por Cristo, aos que forem fieis é clara: “(…) Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo” (Mt 25:34, NIV). Fomos criados com um propósito, o de, após um pequeno período nesta terra de alegrias, mas também de sofrimento e dor, passarmos a eternidade ao lado dAquele que verdadeiramente nos ama e deu Seu Filho para nos resgatar e salvar.

As palavras ditas ao povo de Israel ainda hoje se aplicam a nós: “(…) Amei-te, ó meu povo, com um amor eterno; foi com terna benignidade que te atraí a mim” (Jeremias 31:3 – O Livro). Não há como resistir a um amor desse.

O Saulo da faixa disse que não voltaria para sua ex., imagine, porém, que está diante de uma faixa com o seu nome e os seguintes dizeres: “Volta… Te amo. Assinado: Seu Pai”. Qual será sua resposta?

Gelson De Almeida Jr.Declaração de Amor
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Uma Oração Infantil

Aos 5 anos de idade Emy ia à igreja com seus pais. Certa feita, ouviu um estudo sobre a fé e, como era a única de sua família que não possuía olhos azuis, pensando na promessa de Cristo de que tudo o que pedirmos crendo, receberemos, orou a Deus pedindo olhos azuis. Pela manhã, assim que acordou, correu para o espelho, decepcionada viu que seus olhos continuavam castanhos.

Sua decepção com Deus durou um bom tempo, mas superou isso e tornou-se missionária, sendo enviada a trabalhar em um local onde crianças eram vendidas em templos, por famílias que passavam fome, para serem oferecidas em sacrifício aos deuses. Sua missão era comprar crianças e depois libertá-las. Para entrar nos tempos, onde estrangeiros não eram bem-vindos, se disfarçava para parecer uma moradora local.

Certo dia, uma amiga sua, também missionária, olhou-a quando saía do templo com duas crianças que acabara de comprar e disse-lhe:

– Puxa, Emy! Como você ficou bem caracterizada. Quase não a reconheci. Você já pensou como faria para se disfarçar se tivesse olhos azuis como os de sua família? Que Deus maravilhoso! Ele lhe deu olhos castanhos, pois sabia que isso seria essencial para a missão que um dia Ele iria lhe confiar.

Emy olhou para as duas crianças que acabara de “comprar” e agradeceu a Deus por não ter atendido a sua “oração de criança”.

Muitos têm se decepcionado com o Eterno por achar que Ele não atendeu sua “linda”, “maravilhosa” e “sincera” oração de fé. Infantis como Emy, oraram pedindo algo que queriam, sem, contudo, Lhe perguntar se realmente precisavam daquilo.

Ao orar precisamos ter duas coisas bem claras em nossa mente, a primeira: Deus SEMPRE atende uma oração feita com fé, a segunda é que um “não” também é reposta. Portanto, quando orar, faça como Cristo, Ele pedia o que queria, mas deixava que o Pai fizesse Sua vontade.

Gelson De Almeida Jr.Uma Oração Infantil
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