Publicações com Obediência

# Imagem e semelhança

Depois que o conclave da Igreja Católica escolheu seu novo papa, tenho ouvido opiniões diversas a respeito de Francisco I, ou como ele próprio prefere ser chamado, Francisco. Segundo as reportagens realizadas, aqueles que conviveram com ele durante sua vida eclesiástica, e mesmo o rebanho portenho, todos afirmam que sua principal característica é a simplicidade diante das necessidades materiais, tendo estado, inclusive, sempre muito próximo ao povo a fim de conhecer suas necessidades. Segundo consta, também a humildade o define, pois entende ele ser esta uma particularidade marcante de Cristo, e dessa forma tem buscado ao longo de sua vida entender e viver o ministério e a salvação revelados pelo Mestre.

As opiniões que não têm se mostrado muito positivas tendem a um julgamento externo, por meio de valores que nada representam para a vida voltada a Cristo. Mesmo obedecendo a alguns limites que lhe são impostos pelo cargo de ser o bispo de Roma, as primeiras decisões que ele tomou para manter a coerência com seus hábitos simples que sempre cultivou, a exemplo do momento em que dispensou as vestes talares usadas para a sua apresentação ao povo, ou mesmo o crucifixo de ouro e a limusine papal, em favor de substitutos mais simples, foi para alguns algo que não agradou, pois acreditam que sejam heranças centenárias, verdadeiros tesouros que devem ser mantidos pelo que representam.

Trago este contexto a lume não para aprovar ou desaprovar as atitudes que dizem ao seu respeito, pois só Deus conhece o coração do homem e suas intenções, mas o faço para ressaltar uma passagem de Paulo, utilizada nestes dias pelo pastor Fabiano Mendes ao endereçar-nos um chamado que, mesmo simples e com poucas palavras, creio se tornou alimento e meditação profundos para a igreja esta semana. Escreveu ele que ao observar as pessoas em nossa comunidade e perceber suas buscas por respostas, isso o fez entender a necessidade que teve o apóstolo Paulo quando advertiu aos primeiros convertidos de que somos todos vasos de barro, sem nada de especial em nós mesmos. Ou seja, nada podemos, somos ou entendemos sem a presença das mãos do Oleiro em nós.

A dependência do poder de Deus em nós é o que nos constitui a cada dia mais conscientes da obra feita em nosso favor, qual seja a salvação por meio da cruz de Cristo, tanto quanto é ela que nos conduz à transformação da mente e espírito para a realidade do reino de Deus, e o percurso que nos leva até Ele. Hoje não é apenas a igreja de Roma que vive dependente do poder mundano que criou em torno de si, a ponto de se assustar quando seu dirigente resolve ser mais parecido a Cristo. Também protestantes e evangélicos têm se mostrado pendentes a esperar por um poder que está diametralmente distante da cruz de nosso Senhor e Salvador.

O mundo exerce um poder bastante manipulador, e que não poucas vezes nos confunde, ainda mais dentro das igrejas com suas doutrinas de homens que tornam a verdade em sofismas, e por isso, como bem afirmou o pastor Fabiano em sua chamada à realidade do que seja existirmos como igreja (corpo de Cristo), o cristianismo vive debaixo de uma crise, que a meu ver, diria ser quase institucional.

Para entendermos as respostas que buscamos, ou atingirmos a consciência do que seja viver o agora com Jesus como único intercessor entre nós e o Pai, a fim de atingirmos o alvo que é a nossa salvação pela eternidade, coisas simples precisam ser feitas. Ler, meditar e se deixar transformar apenas pela Palavra de Deus, e orar; orar sempre por meio da Palavra para que mediante a dependência e a obediência a Deus, sejamos transformados em Seus vasos de honra, a conterem mais do que todo ouro e joias de reis e príncipes que se foram um dia; mas, a conterem a certeza da eternidade com o Pai e todo seu reino.

Shabbat Shalom

Ṣadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Imagem e semelhança
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# Os caminhos que edificam

Ontem eu escrevia nesta página sobre como algumas descobertas tecnológicas mais distraem do que propriamente edificam. Não sou contra a tecnologia, e como um homem do meu tempo, reconheço a utilidade de centenas de seus subprodutos como o resultado da inteligência, da observação do meio ambiente e do raciocínio humano, estes que são fruto de outra tecnologia, chamada DNA, atribuída a um cientista qual nenhum outro será capaz de igualar.

Contudo, tenho também buscado ser um homem de meu tempo, muito mais pelo que reconheço nele uma época bem distinta do passado, no que concerne, especialmente, à ausência do amor a Deus. Tudo a nossa volta parece distanciar da verdadeira adoração até mesmo aos que se confessam crentes. É preciso estar mais atento do que nunca, pois é um tempo em que a independência é uma marca que registra sob seus domínios inclusive os nossos filhos, convencendo-os de que possam decidir por si mesmos, isentos da total convivência ou aceitação de Deus. Imagine a geração de adultos que deles advirá.

Pelo sermão na manhã deste sábado na Nova Semente pude refletir o quão importante sabermos exatamente como aproveitarmos a vida com Cristo, conscientes de quem Ele é e compreendendo o que Ele quer de nós. O sermão ressaltou o quanto nossas orações têm base em preocupações materiais, testemunho este que muitas vezes traduzem a falta de intimidade com o Criador.

E de que forma se pode ter intimidade com Deus? Pela oração? Sim, boa a resposta, mas, como nos ensinou o pastor na palestra do programa Viva, ocorrido na parte da tarde, melhor oramos se conhecemos a Sua Palavra. Por ela sabemos que Deus é amor, e compreendemos o que Ele quer de nós. Sabe-se que obediência e dependência são dois aspectos básicos para estar em consonância com o Pai, mas há algo primordial que dá base a esses comportamentos. O nosso amor por Ele. Deus quer o nosso amor.   E ainda a citar o pastor na parte da tarde: “Se você ignora a Palavra de Deus, por que Ele tem que prestar atenção a sua oração?

Pois bem, após assistir aos cultos sai para jantar e ao voltar encontrei com o porteiro do prédio onde moro, e lhe perguntei em que verso da Palavra estava meditando. Assim ele me disse: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1 Cor. 15:19). Deixo-o você, leitor, com esta frase. Leia e medite seu contexto. E mais ainda nas pregações desta linda manhã e tarde de sábado. Basta acessar o site. Coisa da tecnologia que edifica.

E sem esquecer do assunto com que iniciei os textos desta semana, considero aqui em especial ressaltar a biotecnologia, tema que foi de minha dissertação na pós-graduação, pelo tanto que lhe requer a postura ética. E assim, é com orgulho que cito dois adventistas que trabalham na área médica de ponta da genética e da biotecnologia. Esses homens são para mim um testemunho sério e comprometido de seu amor a Deus; trata-se do Dr. Antônio Moron e do Dr. Jea Myung Yoo, cientistas médicos de renome entre seus pares, e que mais do que terem uma postura ética, pregam o seu amor incondicional ao Criador. Não é a toa que a tecnologia utilizada por eles edifica.

Shalom Aleichem!

adiUm Peregrino da Palavra

Sady Folch# Os caminhos que edificam
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# Uma Vida com Sentido

Aproveito a deixa do pastor sobre a necessidade dos pais, membros da igreja adventista, em proporcionarem aos seus filhos a oportunidade de participarem do Clube dos Desbravadores, para mencionar algumas ideias sobre saúde e alimentação. O Clube dos desbravadores é uma perfeita extensão da boa formação que já acontece na igreja, pois reitera não apenas os princípios cristãos ensinados nos cultos e em casa, mas também ao desenvolver suas atividades, ensina-os o convívio em grupo e o respeito a ele inerente, sem dizer que esclarece desde cedo as benesses dos princípios de saúde às nossas crianças, adultos que serão daqui a quinze, vinte anos.

É como diz a passagem bíblica. “Ensina a criança o bom caminho que deve andar, e mesmo quando for velho não se desviará dele” (Prov.22:6). Há um documentário na internet chamado “muito além do peso”. Nele se retrata os hábitos alimentares das crianças brasileiras. É bastante esclarecedor; para não dizer aterrorizante. E de fato esta é a palavra mais certa que resume o quadro vivido pela geração que irá renovar a sociedade com novas famílias e novos profissionais daqui a dezoito, vinte anos.

Entre as crianças entrevistadas em meio ao panorama do recreio, todas sem exceção comiam uma sacola de biscoitos ou bolos processados, acompanhados de achocolatados ou sucos de caixinha. E segundo elas mesmas, seria uma vergonha comer uma fruta na hora do recreio, pois seriam diferentes de todos à sua volta, e criança nenhuma quer passar por isso. Nem preciso dizer que as mais obesas sentem-se cansadas na hora da educação física.

O resultado parcial disso, enganoso em todo o contexto, é uma população adulta convencida pelos alimentos industrializados. O resultado são crianças cansadas ao mínimo esforço que façam. Moral da história acaba na preferência de dez em dez crianças do mundo, por ficarem 5 horas em frente da televisão. Apertar um botão em jogos eletrônicos em um quarto fechado, acompanhado de um saco de batatas fritas e refrigerante parece ser o paraíso de muitas delas.

Enfim, é a sociedade em que vivemos, e estamos no mundo, mas lembremos sempre, não somos do mundo, e podemos e devemos nos transformar, e aos nossos filhos, pela renovação de nossa mente, para conhecermos qual a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

Princípios de saúde adventistas tais como – ar puro; luz solar; descanso; exercício físico; ingestão de água e alimentação apropriada são práticas que todos devem buscar para estarem bem física e espiritualmente. E são estas algumas das práticas ensinadas às crianças no Clube dos Desbravadores.

Por isso, pais, vocês que têm filhos pequenos, não deixem de seguir o bom exemplo dos pastores da Nova Semente, e neste domingo, assim como no próximo, às 9 da manhã, se dirijam à sede da Central Paulistana na Rua Taguá, no bairro da Liberdade, e conheçam mais sobre o que seus filhos poderão aprender no Clube dos Desbravadores para se tornarem adultos saudáveis, e assim não terem que um dia darem a resposta que deu uma das crianças entrevistadas no documentário acima mencionado.

Ao ser questionada se lhe faltava alguma coisa em sua vida, a criança de dez, onze anos, pertencente à classe média, com um saco de biscoitos na mão, respondeu: Falta sentido!

Shalom Aleichem!

 adi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Uma Vida com Sentido
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# Falar com Deus

Quem assistiu a pregação da manhã deste sábado, proferida pelo pastor Felipe Tonasso, deparou-se com uma das maiores lições de cristianismo, oração e conversão. Dizia ele sobre nossas orações e pedidos a Deus, que costumeiramente podem estar revestidos de materialidade, efemeridade, sem falar em orgulho, vaidade e total falta de intimidade com a vontade de Deus. A resposta a tais “intimidades” que cremos ter, pode vir por meio de uma inevitável pergunta, tal como, O que você deseja de fato fazer com esse pedido, é me honrar? Você me conhece? Sabe quem Eu sou? Sabe o que pretendo para você? Por que quer saber mais sobre você mesmo, se nem conhece a mim? Filho, a quanto tempo você não fica comigo?

Estas perguntas mexeram muito comigo, pois elas demonstram o real nível de conhecimento e intimidade com Deus, à maneira que Cristo costumava testemunhar – Eu estou no Pai, e o Pai está em mim. E isso não é tão simples de colocar-se em prática. Requer muito daquilo que Paulo dizia: Não sou eu mais quem vive, mas Cristo vive em mim. No capítulo 14 de João, Jesus ensinava aos discípulos que tudo que pedíssemos ao Pai em nome dele nós seríamos atendidos. Contudo, qual é a essência desses pedidos, levando em conta que o Pai conhece tudo de que necessitamos? No verso anterior a essa afirmação, Jesus dizia que se crêssemos nele, faríamos as obras que ele fez, e maiores ainda. Veja. Aqui está a essência dos pedidos que devemos endereçar a Deus,  testemunho de dependência e de obediência.

Ao longo desta semana eu li algumas vezes o capítulo 17 do evangelho de João, e a passagem é linda, pois retrata a oração que Jesus faz ao Pai na presença de seus discípulos, onde naquele momento Ele roga por si próprio, depois pelos discípulos, para enfim, pedir por aqueles que acreditariam nele por intermédio da Palavra. E nessa conversa com o Pai, nos revela três dos conhecimentos mais importantes para a vida cristã – a vida eterna, a verdade e o testemunho da fé, para que alcancemos a unidade com Cristo e o Pai, que são um.

Cristo na passagem citada, ao conversar com Deus fala do poder que Ele recebeu a fim de dar-nos a vida eterna. E explica – A vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.  E em seguida, ao rogar pelos discípulos, Ele afirma: Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. E ao rogar por toda a humanidade que haveria de crer nele pela Palavra, justifica: Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti.

Não é exatamente o caminho que ouvimos maravilhados na manhã deste sábado? Afinal, se a busca do cristão é a vida eterna, Cristo nos revela que para entendê-la devemos conhecer ao Pai em sua completude, assim como ao Filho. Se devemos santificar-nos para compreendermos a essa busca, isso só pode ser chancelado pelo Pai por meio da verdade, que é exatamente a Palavra, e que segundo João 1, Cristo é a Palavra no início de tudo, e, segundo João 14, Cristo é a verdade. E por fim, é o nosso melhor pedido ao Pai que Ele nos dê a fé, dom de Deus, para que possamos nos entregar ao novo nascimento, e assim a Palavra possa viver em nós, e sermos perfeitos em unidade com o Pai.

Shalom Aleichem!

adi – Um Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Falar com Deus
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# O meu Redentor vive !

No dia 07 deste mês houve um Tsunami nas ilhas Salomão em decorrência de forte terremoto. Pensei. Este é um fenômeno natural ao qual não estávamos acostumados a ver até há pouco tempo, e que parece ter se repetido com certa frequência. Causa da movimentação das placas tectônicas. Afinal, o planeta está vivo.

Agora, o que de fato causou-me surpresa foram as ocorrências desta semana que vieram diretamente do espaço. Um corpo celeste explodiu no ar na quarta-feira (13) na cidade de Rodas em Cuba, produzindo uma forte luz e causando tremor nas casas. Um meteorito nesta sexta (15) atingiu uma cidade russa e causou estragos em diversos edifícios, deixando centenas de feridos. E pra piorar a situação um asteroide passou a 27 mil Km da terra, ou seja, abaixo dos nossos satélites geoestacionários que ficam a 35 mil Km, fato este inusitado para um corpo celeste tão grande ter se aproximado tanto da terra. É notório que também o universo está vivo.

Não restam dúvidas que foram dias cheios de acontecimentos que, no mínimo, deixaram em polvorosa até aos mais céticos dos homens quanto à possibilidade do final dos tempos. Em especial porque a possibilidade já vinha sendo novamente aventada – pós 21/12/12 – quando do anúncio também nesta semana, sobre a renúncia do Papa, fato este a que alguém imediatamente relacionou com profecias. Perceba o leitor como também os boatos são vivos!

No entanto, tais agitações servem apenas para vender notícias, especular hipóteses, pois, aqueles que conhecem as profecias, sabem que determinados acontecimentos precisos deverão ocorrer para que enfim presenciemos o pouco tempo que precederá a volta de Jesus. Ademais, tais correlações que hoje fazem com o final dos tempos, nem sempre têm incluída a volta de Cristo.

Uma pena que pensem assim, pois, Ele está à porta, e tolo é aquele que despreza os mandamentos e a fé em Jesus, sem permanecer firme no caminho da santificação pessoal, dependente exclusivamente de Deus, obediente de forma a expressar a liberdade que há em Cristo, sendo todos esses, os procedimentos que nos conduzem seguros na busca da salvação e da vida eterna.

Portanto, bem nos lembram os pastores para não temermos, ao tempo em que melhor nos alertam para que tenhamos em mente a mensagem – Vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora que o Filho do homem há de vir. Sábio aquele que a isso ouvir e viver, pois não será surpreendido. De todas as coisas que pareçam vivas ao nosso redor, uma apenas pode ser assim conceituada por toda a eternidade – Eu sei que o meu redentor vive! (Jó 19:25).

  Shabbat Shalom !

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# O meu Redentor vive !
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# Construindo um novo homem

Estive ao longo desta semana meditando nas palavras do pastor Kleber que deram conteúdo ao  segundo episódio da série – Em Obras – no sábado à tarde. Dizia ele reproduzindo a sabedoria colhida dos frutos bíblicos: “Se você buscar por vitórias em sua existência mantenha sua vida baseada pela fé, e para tanto, viva com confiança; tenha uma atitude positiva; viva com coragem; viva mediante obediência a Deus”.  Isto trouxe a mim um ponto de vista diante da vida bastante esclarecedor, pelo tanto que se tornou renovador de meus pensamentos.

Uma irmã que é membro da Nova Semente, na manhã deste sábado testemunhou algo importante. Cremos muitas vezes que somos seguros de nós mesmos, mas há momentos em que a vida nos leva a provações onde corremos o risco de questionar a fé e mesmo perdê-la. Isso pode acontecer com um pastor, como disse ela ao ouvir um testemunho semelhante.

Acreditar na Palavra por ser a verdade, é no mínimo uma atitude sábia; Respeitar ao Espírito de Deus, demonstração de prudência; temer a Deus como o princípio da sabedoria, comprovação de que anda pelo caminho certo. No entanto, ainda assim, mesmo com o reconhecimento de todos estes bons testemunhos, podemos andar vacilantes pela vida, sem perceber que o frasco que contém o antídoto para uma vida de vitórias esteja presente em dois aspectos muito próximos de nós quando conhecemos a mensagem de salvação. O conhecimento prático da Palavra e a entrega total de nossa vida nas mãos de Deus.

Todos nós precisamos dessa dependência. Alguém pode achar que conhecendo a palavra profundamente, participando dos cultos, dizendo sábias palavras e se comportando exemplarmente em meio aos irmãos seja o bastante para transformar sua vida. E o é, se de fato entregar sua vida em dependência total a Deus.

Incertezas, medos, sentimento de inferioridade e pessimismo são produtos de uma vida que ainda não foi transformada, não se entregou ao novo nascimento, continua presa ao passado, aos falsos julgamentos que se lhe atribuíram em outros tempos, e pior, por pessoas que não conhecem o reino de Deus. Não temas, diz o Senhor. Não temas, o reafirma nosso Salvador Jesus Cristo. Não temas, repetem os pastores incansavelmente ao longo dos cultos, anos após anos.  O que falta a nós para que tenhamos o monte em nossas mãos?

A resposta tem sido dada há milênios desde que as escrituras começaram a ser escritas. Foi repetida há uma semana durante a série – Em Obras – pelo pastor. Olhar as coisas ao redor com fé.  Olhar o futuro com confiança, pois a fé gera a confiança. Ter uma atitude positiva, pois o Senhor é conosco e vai a nossa frente quando estamos com Ele. Viver com coragem para vencer, pois o Senhor nos garante – Não temas, Eu estou contigo. Se Deus é por nós quem será contra nós? E enfim, tudo isto só poderá acontecer mediante um novo nascimento, se obedecermos a Deus. Esse é o segredo. Obediência. Aí então podemos pedir: Senhor, dá-me este monte! E por maior e mais alto que seja, Ele o entregará em nossas mãos.

Shalom Aleichem!

Ṣadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Construindo um novo homem
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# Supridos em tudo

Como disse o pastor Kleber no culto do sábado passado, a garantia de andarmos com Deus não está precisamente em termos as vitórias e a prosperidade em seu sentido literal, mas, ao momento em que vivenciamos a fé, andamos pela graça, suportando as atribulações deste mundo, nos alcança a certeza de vivermos a salvação eterna. E isto é vitória e prosperidade que o mundo não compreende. Esta é a garantia de nos entregarmos à dependência de Deus.

O que importa mais ao convertido ao amor de Cristo senão esta segurança? Certamente que nada. Contudo, também nos alcançam as bênçãos de Deus ainda nesta jornada pela terra. Pela graça e pela misericórdia o Pai nos dá a oportunidade de vivermos supridos de todas as necessidades, e indo além, quando vivemos obedecendo e dependendo de seus mandamentos, Ele nos proporciona vivermos os sonhos, os pedidos que fazemos. Jesus afirmou que ao estarmos no Pai, tudo o que pedirmos em Seu nome, isto nos será dado, acrescentado.

Tudo é tudo, contudo lembre-se, estando no Pai, esse tudo é um complexo de desejos que não propriamente se equipara à lista feita pelo mundo. Em alguns aspectos, sim, pois todos precisamos nos vestir, comer, residir, mas, como diz a palavra de Deus, o Pai conhece todas as nossas necessidades, e neste diapasão a Escritura nos afirma – Buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas.

Os provimentos para vivermos, estes podem ser equiparados aos pedidos da lista do mundo, mas, os olhos e a vida dos cristãos que estão em Deus, estes vêem além dos detalhes da provisão que tem nos dado o Senhor, pois, afinal, Ele alimenta aos pássaros e veste os lírios no campo, quanto mais a nós, seus filhos, a quem nos amou primeiro, nos predestinou a sermos imagem de seu Filho, e por isso nos chamou, e aos que chamou e atenderam seu chamado, a esses justificou, e aos que justificou, glorificou. Ir além é justamente isso. Vivermos para Deus, andando e vivendo pelos seus mandamentos, supridos especialmente em nosso existencial.

Maravilhoso é o Senhor que cuida de nós nos mínimos detalhes, levantando-nos quando caímos, fazendo-nos perceber nossa arrogância e possibilitando-nos confessarmos e seguirmos pela humildade, vivendo pelo perdão e perdoando, enfim, sendo transformados todos os dias. Por tudo isso devemos ser gratos entregando-nos a Sua dependência total.

Por amor a Cristo, somos entregues todos os dias à morte, e considerados como ovelhas ao matadouro, contudo em todas essas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

 

Sady Folch# Supridos em tudo
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#Regras da masculinidade

Eu gosto de listas, elas sempre me ajudam a organizar meus pensamentos, aqui faz um tempinho que não coloco uma (última foi no meu primeiro post, em 04 de Junho – Simples coisas da Incríveis da vida). Mas hoje vai mais uma…Os tempos mudam, algumas coisas permanecem as mesmas, outras já desaparecem etc. Hoje num tempo de tantos debates sobre gênero sempre vai aparecer um ogro querendo ditar um código de conduta que mostre sua masculinidade brucutu… É claro que pelo principio bíblico sabemos muito bem “o que é ser homem aos olhos de nosso Criador“. Nesta última semana tivemos como Comunidade uma grande oportunidade de rever tais conceitos de uma forma intrigante e irreverente através da Guerra dos Sexos (Semana de palestras sobre sexualidade em Cantares). Mas penso que nós não precisamos estar toda hora provando masculinidade, caras de boa com sua personalidade NÃO são obrigados a … encher a cara para curtir a vida loca
… casar
… ser infiéis
… entender de bebidas
… tomar a iniciativa sempre
… falar na gíria
… pular carnaval na Bahia, no Rio ou qualquer lugar
… ter filhos
… gostar de futebol
… dizer “eu te amo” a todo momento
… usar drogas
… ter Facebook
… não acreditar em Deus
… ser alegre o tempo inteiro
… gostar de praia
… entrar na briga
… odiar a sogra
… saber fazer churrasco
… ter tatuagem
… ficar se justificando por tudo e toda hora
… gostar de luta
E a lista continua
Vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos. Todas as vossas coisas sejam feitas com amor.” (1 Coríntios 16:13-14)
Adriano Vargas#Regras da masculinidade
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Bolo de barro ou feriado na praia?

Obedecendo a ordem divina, Abrão saiu do meio de sua parentela, perambulou sem destino conhecido centenas de quilômetros, durante vários anos. Para quem conhece o final da história, é fácil afirmar que sua escolha foi a melhor. Obedecer ao Eterno, porém, implicava em sair de um dos lugares mais prósperos da época, lugar de prosperidade, riqueza, conforto e respeito. Mas para Abrão só uma coisa era importante, obedece. O Eterno lhe recompensou sobremodo, seu nome tornou-se conhecido e respeitado em várias nações, sua riqueza tornou-se muito maior que antes, recebeu o bem mais precioso que um pai poderia desejar na época, um filho, e, ainda de quebra, tornou-se o grande patriarca do “povo de Deus”. Quanto ganho por escolher fazer a vontade de Deus.

É impossível imaginar o que pode acontecer na vida daqueles que, sob pena de prejuízo aparente, decidem fazer a vontade do Eterno. Em seu livro “O Peso da Glória”, C. S. Lewis afirma que muitas vezes agimos como um garoto de favela, que prefere fazer “bolinhos de barro” a passar um feriado na praia. Por não conseguir olhar além dos bolinhos o garoto os troca pela praia.

Quantas vezes agimos como ele, trocamos toda uma eternidade de alegria e perfeição por uma satisfação momentânea. Nossa visão curta do futuro nos impede de escolher corretamente. O que vai ser, bolinhos de barro ou o Rio da Vida? Escolha corretamente e terá toda a eternidade para desfrutar de tudo de bom e melhor que o Eterno reserva aos Seus filhos.

Gelson de Almeida Jr.Bolo de barro ou feriado na praia?
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