Publicações com Perdão

# Força e Doçura

Certa ocasião, Sansão propôs um enigma aos filisteus, dizendo: Do que come saiu o que se come; do forte saiu doçura. (Juízes 14)

Referia-se ele ao leão que matara quando estava a caminho da casa da mulher filisteia que tomaria em casamento. Na ocasião ele se apartou de seus pais e, ao entrar na vinha deparou-se com o animal que, rugindo veio ao seu encontro, razão pela qual o espírito do Senhor se apossou de Sansão e ele matou o leão como a um cabrito.

Dias depois, quando voltou para desposar a mulher de sua escolha, Sansão ainda no caminho se separou de seus pais para ir ao encontro do leão morto e, para sua surpresa encontrou um enxame de abelhas com mel na boca do animal. Tomou do mel em favos e levou a seus pais, sem revelar-lhes de onde vinha, e seguiram comendo-o. Assim nasceu o enigma acima, que propôs aos filisteus por ocasião de seu casamento.

Pois bem, o que é mais doce que o mel, e mais forte que o leão?

O perdão.

Shabbat Shalom !

Sadi – um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Força e Doçura
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# Morte e Vida

Percebo que se tornou um hábito escrever esta semente do domingo depois de ouvir as palestras do programa Viva que acontecem no sábado à tarde. Não que faltem testemunhos do dia a dia, razão da existência das sementes semanais, para traçar um paralelo com a palavra de Deus. Mas, depois que me mudei para outro Estado, não podendo estar presente às programações, tenho me voltado mais ao site Nova Semente, pois assim continuo no caminho em que Deus me colocou a ouvir verdades que têm transformado minha vida. Ainda que pelo tanto que tenho sido transformado desde que ingressei em fevereiro de 2006, creio que a distância tem exercido sobre mim um poder ainda maior, provando ser a experiência real com Deus, testemunhada e ensinada ali, a responsável pelas transformações que tenho passado, à medida que me permito tamanha felicidade.

É de fato uma experiência real com Deus que acontece naquela comunidade. Como os homens que andaram com Cristo, assim como os que fazem parte da Nova Semente, tenho cada vez mais tido a consciência de quanto preciso continuar a andar com Deus, deixando-o na condução da minha vida, não podendo prescindir de forma alguma da Sua presença, e nem da Sua dependência que aprendi, me faz andar seguro por onde for, pois ouço a Sua voz, em especial pela Palavra que leio nas escrituras, vivenciando-as na prática.

Certa ocasião Jesus percebeu a atitude de alguns discípulos que antes andavam com Ele, começarem a se distanciar por não confiarem naquilo que Ele dizia. Foi que Ele então perguntou aos seus discípulos mais próximos se também eles desejavam ir. Respondeu Simão Pedro: Para onde iremos, se só tu tens a palavra da vida eterna. (João 6). Sinto-me como esse apóstolo. Para onde irei, e onde posso me apoiar e confiar, ainda que o mundo se prostre aos meus pés, se apenas em Cristo sinto meu coração, minha mente e meu espírito seguros e felizes de fato? E ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, eu nada temerei, pois Tu estás comigo. (Salmo 23). Ao crermos nessa proteção, vivemos momentos que os olhos carnais não presenciam naturalmente.

Digo isso não porque minha vida já esteja plena das realizações que tenho sonhado junto ao sonho de Deus, mas por que ao andar com Ele, dependendo das palavras vivas que contêm a Sua pregação no evangelho de Cristo, percebo estar a caminho de uma forma que o mundo não pode entender. Percebo a existência do tempo de Deus pelo que Ele me conhece, e sabe quando estarei preparado para receber e assim conservar o seu melhor na minha vida. Percebo os sinais pelos quais Ele me direciona rumo aos seus sonhos. Percebo que erro menos e, quanto me sinto mais feliz por tudo que vivencio na sua Palavra quando a coloco em prática. Percebo que quanto mais escuto as pregações de meu pastor, mais aumenta a minha fé, mais compreendo minhas reais necessidades, e por fim, testemunho a mim mesmo todos os dias, o quanto a alegria de viver assim tem aumentado à medida em que permito a transformação dos sonhos de Deus em minha vida. (Jeremias 29:11-13)

Volto a reportar sobre a palestra de ontem no programa Viva, a que sugiro assistam clicando neste link, pois por ele testemunho o quanto o processo de conversão e bênçãos é um caminho interminável, pois senti um impacto tão grande, tão forte que não apenas a alegria de novos esclarecimentos tomou conta de mim, mas vivenciei a revelação de um medo que ainda estava oculto sem que eu conseguisse o confessar, fazendo de aspectos da minha vida paralisados, e o senti extirpado quando as lágrimas que correram em meu rosto, no momento da prece final, disseram ao meu coração que não devo temer, nem permitir que o passado se oculte em mim, mas viver a mesma certeza que viveu o paralítico a quem Jesus perdoou os pecados e, ao ouvir a voz do Mestre e crer que Ele tinha poder de vida eterna, levantou tomou sua maca e andou pela vida conforme os sonhos de Deus para ele.

Que a vida de todos vocês que me leem seja abençoada pela dependência de Deus.

Shalom Aleichem  

Ṣadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Morte e Vida
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Um botão

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Muitas cidades deste vasto Brasil dispõem daqueles semáforos com botões que, apertados pelos pedestres, prometem lhes proporcionar a vez de atravessar a rua. O nome cientifico do equipamento é “botoeira”, segundo se lê nos textos dos órgãos de trânsito (onde achei tal esquisitice).

Há pessoas que não acreditam neles. Seriam tão eficazes quanto uma caixa de papelão riscada com carvão, com o dizer: quero atravessar a rua! Há razões para isso… Não poucas vezes aperta-se o botão e nada. Os mais afoitos então apertam e reapertam, seguidamente, como se quisessem despertar o duende lá dentro que fará o mecanismo funcionar. Também ocorre de o pedestre aproximar o dedo e não encontrar o botão. Por desgaste ou vandalismo foi tirado de onde deveria estar, do que resta é um buraco, qual desgraçado olho vazado. Na cidade de São Paulo, minha morada nos fins de semana, já percebi que há vários nessa situação. Quando serão concertados? É melhor esquecer. A cultura do conserto e da manutenção é alheia ao modo de ser do brasileiro.

Continuando meu passeio pelas ruas de São Paulo… o que é verdade para as botoeiras será também para as calçadas, com buracos, afundamentos, calombos, corrosões e outras irregularidades que vierem a se instalar nessa selva de pedras. E quanto aos buracos no meio da rua? São velhos conhecidos, indissociáveis da paisagem nas grandes cidades. Em alguns, tão profundos que capazes de ocasionar graves acidentes, almas caridosas fincam pedaços de pau para alertar os motoristas, ou os cobrem com pedra. Tal qual nas pobres botoeiras sem botão ou nos buracos miseravelmente mal tapados, também nas pontes e nos viadutos, nos hospitais e nas escolas, a falta de fiscalização e a falta de manutenção os males do Brasil são…daí que depois de observar toda esta situação do paulistano, percebi que esta é também a situação de muitos cristãos…vivem com botoeiras da fé que não funcionam, com buracos em seus corações, corroídos por culpa, medo, ressentimento, dor. E fiscalizar e fazer boa manutenção da vida cristã, também parece um hábito não conhecido pelos ditos cristão de hoje…

Quantas vezes estes, pra não dizer nós, colocamos a culpa no governo? (Se ele diminuísse os impostos, cumprisse o que promete e consertasse tudo isso, eu estaria melhor). Quantas vezes colocamos a culpa em nossa família, em nossos amigos, em nosso trabalho por falhas, por buracos e sujeiras na estrada da nossa vida? É, mas a mudança real é algo que acontece dentro de nós. Podemos alterar coisas durante um ou dois dias com dinheiro e sistemas, numa operação tapa buracos, mas a questão está lá, e sempre estará lá, na questão do coração…

A limpeza não é uma promessa para o futuro, mas uma realidade no presente. Deixe que um pouco de poeira caia sobre a alma do santo, e ela será varrida. Deixe que um pouco de terra suja caia sobre o coração do filho de Deus, e toda a sujeira será varrida… nosso Salvador se ajoelha e olha sobre os atos mais sombrios da nossa vida, os buracos mais imundos. Mas, em vez de retroceder com horror, ele nos estende a mão gentilmente e diz : “Posso limpar isso se você quiser.”

“E o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”1 João 1:7

Adriano VargasUm botão
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#aprendendo

Quando somos maltratados, nossa resposta animal é partir para a caça. Instintivamente, dobramos nossos punhos. Partir para a desforra é natural.

O que, por acaso, é exatamente o problema. A vingança é natural, não espiritual.

Partir para a desforra é a lei da selva de pedra. Distribuir a graça e o perdão é a lei do reino…

Perdoar alguém é admitir nossos limites. Só recebemos uma peça do quebra-cabeça da vida. Somente Deus tem a tampa da caixa.

Da próxima vez que você vir uma pessoa ou pensar em alguém que o deixou triste, olhe duas vezes. Enquanto olhar para o rosto da pessoa, olhe também para o rosto dele – o rosto daquele que o perdoou.

Olhe para os olhos do Rei que chorou quando você pediu perdão.

Olhe no rosto do Pai que deu graça quando ninguém mais queria lhe dar uma chance…

E então, porque Deus o perdoou mais do que você precisou perdoar os outros, libere o seu inimigo e a você mesmo, mesmo que seja difícil…

“Ensina-me o teu caminho, SENHOR, para que eu ande na tua verdade.” Salmo 86:11

Adriano Vargas#aprendendo
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Onde Você Estava?

Deus responde, perguntando
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A história de Jó é extremamente conhecida. Muitos nunca leram o livro homônimo nas Escrituras Sagradas, porém a maior parte das pessoas conhece a expressão “paciência de Jó”.

Resumidamente, Jó era um homem rico, de muitas posses e vários filhos. Até que, num curto intervalo de tempo, perdeu tudo: bens, rebanhos, todos os filhos. Não bastasse isso, sua saúde deteriorou-se por completo. Mal parecia um ser humano de tão magro e de tantas feridas que apresentava.

Seus amigos insinuavam que seu estado era decorrente de seu pecado. Sua mulher insistia para que culpasse a Deus pela situação e morresse em paz. Jó, no entanto, resistiu. Ele depositou toda a sua fé no Criador. Esta fé era tanta que, por mais que não compreendesse o motivo do Senhor permitir tantas desgraças, ainda assim acatava a idéia de que Deus poderia agir como bem entendesse, justamente por ser Deus.

Jó e seus amigos tentavam racionalizar as atitudes de Deus. Mas que pretensão humana é essa de tentar colocar Deus em uma caixinha e dizer: “Deus permitiu que isso acontecesse por tal motivo ou razão”? Quem somos nós para ousarmos compreender todos os desígnios do Pai?

O Senhor sabia o que se passava no íntimo de Jó. Ansiava responder seus questionamentos. Mas não o fez. Deus rebate os argumentos com outra pergunta: “Onde você estava quando lancei os alicerces da terra?” (Jó 38:4)

Não podemos ser conformados com tudo o que nos acontece. Mas não devemos ter a ousadia de nos colocarmos no lugar de Deus para entendermos tudo que nos cerca. Não questione onde Deus está quando você passa por dificuldades e aflições, mas desfrute de um estado de entrega e submissão diárias perante o Soberano a fim de seguir Seus desígnios e receber Suas bênçãos.

Talvez Jó nunca soube que Deus permitiu seu sofrimento justamente por confiar nele – sabia que mesmo diante dos ataques do inimigo Jó não abandonaria sua fé. Mas ele aprendeu a lição, entregou-se à vontade Senhor, mesmo que não fosse a dele. E, no final, Deus o abençoou, curou e restabeleceu todas as suas posses, permitindo-lhe ter mais 10 filhos. (Jó 42:12-15)

ComunicaçãoOnde Você Estava?
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# O ato de perdoar e o de pedir perdão

          Perdoar e pedir perdão pelos nossos erros, eis duas atitudes racionais em desuso entre os humanos. Racional porque é certo que traz consigo a paz, de tal forma que se torna cura para as mágoas ou aos erros, e nos afasta do sentimento inimigo em toda sua abrangência.

          Ao sairmos debaixo da auto-piedade ou do orgulho para poder perdoar, e, ao descermos de nosso pedestal de superioridade, normalmente cheio de razões imutáveis, para enfim, pedirmos perdão, então exercemos a humildade e o amor verdadeiro, caminhos que nos levam a paz.  

         No entanto, difícil vê-las em prática pelas esquinas de nossas vidas. Estará a resposta da ausência do perdão na relação que este possa ter com o tamanho da ofensa? Possivelmente, devido ao orgulho humano.  

        “Como perdoar a esta ofensa, tamanha foi a sua maldade?”, diz alguém cheio de auto-piedade e orgulho, ou então, “Por que pedirei perdão se minhas razões me assistem, tendo Deus como testemunha de que fui atacado primeiro?”, afirma alguém envolvido por falsos conceitos de vida.

         É justamente no perdão que reside a diferença da vida que se leva, pois, não só nos livramos do sentimento da mágoa, do ódio e do rancor quando perdoamos, como também nos livramos do orgulho, raiz de todos os males, exercendo um testemunho de amor, próprio ao que se diz cristão.

‘       Agir dessa forma leva-nos a uma lapidação de caráter e entendimento da vida que nunca mais poderemos dizer sermos os mesmos. Uma maturidade espiritual passa a viver em nós, e a fazer parte de nossa personalidade, tributo exclusivo de uma experiência real com Deus.

         Faço a mim mesmo uma pergunta que persegue aos pensamentos no momento desta reflexão – Qual das duas situações se apresenta a mais difícil de viver? Perdoar ou pedir perdão?

         Sinceramente, posso dizer apenas que o individualismo e as razões que ainda persistem, me impedem de exercer com facilidade qualquer das hipóteses, ainda que as reconheça necessárias e vitais. E testemunho solitário, o sofrimento que isto me traz quando não cedo uma margem sequer para a realização do ato. Aliás, é própria do ser humano esta atitude, pois, perdoar é dom de Deus, e o seu contrário uma característica do pecado.

          Se este abismo não for superado, então a vida espiritual com o Criador e com Cristo nos passa de simples fantasia a preencher a humana falsa-necessidade espiritual, aceitando da palavra apenas aquilo que convém,   

          Como então alcançar o objetivo de uma vida restaurada por Deus, razão da experiência que se busca ao viver com Ele e por Ele? Entregando-se totalmente, deixando com que nos conduza pelas mãos em direção ao problema, para vivermos a atitude do perdão. Se isto não for possível, sinto dizer que vivemos pelo engano, em pecado, movidos pela auto-piedade, pelo orgulho e pelo egoísmo, ou seja, pela mentira, sendo esta a razão que nos afasta de Deus, ainda que se ache estar em comunhão com Ele.

          Assim diz a palavra do SENHOR pela boca do profeta Isaias: “Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá. Os seus lábios falam mentiras, e a sua língua murmura palavras ímpias. Apóiam-se em argumentos vazios e falam mentiras; concebem maldade e geram iniqüidade.” (Isaías 59:2-4)

Sadi – Um peregrino na Palavra

Photo By Tom Stoddart/Getty Images)

 

Sady Folch# O ato de perdoar e o de pedir perdão
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Acertando as contas

Falando a um grupo de adolescentes sobre a importância de se pedir perdão a quem temos ofendido antes de pedir que Deus perdoe nossos erros, sorri ao ver o espanto em cada rosto à medida que explicava o que Deus quer de nós ao dizer que devemos confessar nossas culpas uns aos outros (Tiago 5:16a). Queremos ser perdoados, queremos que os outros acertem as coisas conosco, mas somos muito reticentes em tomar a iniciativa e buscar o perdão daqueles a quem magoamos. Lembro-me muito bem da reação de alguns quando afirmei que, mesmo se falamos mal de alguém e este não venha, a saber, ainda assim temos obrigação de buscar o seu perdão.

Tão fácil como atingir alguém, mesmo que em pensamento, é proporcionalmente mais difícil assumir nosso erro e acertar as coisas. Quando o Mestre recomendou fazer aos outros aquilo que gostaríamos que fizessem a nós (Lucas 6:31), queria justamente dizer que não podemos tratar o próximo de um modo e esperar ser tratado de outro, é a “lei da retribuição”, recebemos sempre, no mínimo aquilo que fizemos ou enviamos.

Voce tem conseguido manter um saldo altamente positivo ou tem falhado nesta séria questão de relacionamentos pessoais. Seja qual for a sua situação, lembre-se, é impossível estar em paz com Deus e em débito com os que nos cercam. Portanto, deixe Deus assumir o controle de seu ser e verá que tudo correrá melhor ao seu redor.


Gelson De Almeida Jr.Acertando as contas
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