Publicações com Reflexões

# O medo de viver

Já reparou como o ser humano vivencia o medo a ponto de obstruir o avanço de seus próprios sonhos? O medo paralisa a vida e as boas iniciativas. Ele é um produto dos nossos pensamentos – limitantes, cumpre dizer –, e se torna real apenas em nossa mente.

O medo, se alimentado, pode afetar profundamente a vida de uma pessoa. Seja na área familiar, profissional ou mesmo espiritual, esse sentimento nefasto pode nos levar a crer que não somos merecedores da felicidade, tudo porque tais crenças enganosas acabam nos fazendo acreditar que não somos capazes de realizar metas e alcançar objetivos que nos levariam ao crescimento em qualquer dessas áreas.

O resultado pode se ver em pais que não tem autoridade sobre seus filhos ou amor pleno em seu casamento, profissionais que passam a vida aceitando migalhas, quando poderiam fazer a diferença na vida das pessoas e, por fim, crentes que não confiam em Deus e na sua Palavra.

A bíblia fala de temor em muitos de seus versos. O medo, vale dizer, algumas vezes nos protege de situações perigosas e isso é benéfico, no entanto, das vezes em que ele se torna apenas um fruto de nossos pensamentos limitantes, se apresenta como lamentável, pois a vida passa e com ela, muitas vezes, as oportunidades únicas.

Diversos homens na bíblia tiveram medo, contudo, aqueles que o entregaram a Deus, seguiram em frente e venceram. Os que o alimentaram, provaram apenas não confiar em Deus.  O que disse Deus pela voz de Isaías? “Não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa”. O que o impede de viver sob esse comando divino?

Veja qual foi a decisão de Josué quando ouviu a voz do Senhor dizendo: “Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois, o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar”. Esta foi a sua decisão: “Percorram o acampamento e ordenem ao povo que prepare as provisões. Daqui a três dias vocês atravessarão o Jordão neste ponto, para entrar e tomar posse da terra que o ­Senhor, o seu Deus, lhes dá”.

Não é maravilhoso? Isso é fruto do amor e da confiança em Deus. Em qualquer circunstância de nossa vida podemos tomar a lição de João em sua primeira carta: “No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.”

Por fim, pela experiência real que buscamos com Deus, que jamais o medo de anunciar a Sua palavra tome conta do nosso coração. A princípio, esta sentença de Jesus Cristo nos acompanhe: “Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno”.

Quem lê, entenda. Viva a vida com coragem e amor!

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Amor e interesses

Todos os anos, na época do natal, muito se lê sobre a ocasião ter perdido o seu sentido, pois poucas são as famílias que inclusive se prestam a uma prece em volta da mesa posta, que dirá falarem do que o nascimento de Jesus represente de fato – “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu próprio filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Mas preferiram as tradições sociais e os interesses pessoais.

Neste ano, em especial, li alguns textos que discorrem sobre a forma como nos relacionamos com Deus. Alguns deles me chamaram a atenção ao discorrer sobre a oração. Ela, como sabemos, um veículo de comunicação com o Criador. Perfeito. Contudo, quanto dela se volta a uma conversa tão somente, permitindo-se uma relação que descortina nosso próprio eu interior, onde se ocultam os piores sentimentos, sem que haja pedidos repletos de interesses basicamente humanos?

Quando Paulo escreve aos Filipenses, ele afirma – “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam, em tudo, conhecidas diante de Deus, pela oração e súplica, com ação de graças”.

Não estarmos inquietos diante do que pedimos a Deus equivale a um estado de segurança, pois a fé é sólida e também a intimidade com Deus, afinal, nosso objetivo não está em nada deste mundo. A oração é acompanhada de ações de graças porque você simplesmente se entrega à providência divina, dando ao Criador a direção de sua própria vida. Se houver resposta diversa ao pedido, por certo que saberá haver aí direção e sabedoria de Deus para a sua vida.  E o amará assim mesmo. Do contrário, alguém suportaria vivenciar o que passou Jó?

Estamos acostumados a sermos supridos em nossos desejos, e muitas vezes até mesmo o amor que afirmamos ter por outras pessoas é contaminado por um senso de egocentrismo. Há quem diga que não raras são as pessoas que ao amarem alguém, estejam na verdade buscando satisfazer suas próprias necessidades emocionais e psicológicas. Muitos relacionamentos amorosos estariam ligados a esse fato, sem nem se darem conta disso. Quem pode arriscar dizer a proporção dessa assertiva?

Quer experimentar o amor sob outro ponto de vista? Por exemplo, quando você dá alguma coisa a alguém, você o faz por amar essa pessoa? Daria assim mesmo, se não a amasse? O relacionamento de amor que recebemos de Deus nos ensina a vivermos da mesma forma em todos os aspectos da vida. O que temos para viver é a atitude que se dispõe a dar, sem esperar qualquer receber, ainda que na relação com Deus aprendemos que Ele espera um mínimo de nós, mesmo que repleto por nossas limitações, por isso amparadas por seu espírito. Por isso a necessidade da entrega completa. Por isso caminharmos rumo à vivência plena do amor de Deus.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Compreendendo a razão

Já imaginou o que se passou na mente e no coração de José depois de o anjo tê-lo visitado em sonho e dito a ele que permanecesse com Maria, pois o menino era fruto do Espírito Santo? O que foi ao seu coração naquelas primeiras horas depois que despertou? Nos primeiros dias, quais eram seus sentimentos enquanto se mostrava obediente?

Teria ele compreendido com naturalidade a razão do que estava acontecendo em sua vida? Eram tempos em que se a mulher aparecesse grávida sem ter se juntado ao marido, por certo seria morta. Contudo, porque compreendia que de Sião viria o redentor que retiraria Jacó da impiedade, escolheu lidar com a situação conforme foi instruído.

Maria, por sua vez, vivenciou algo mais extraordinário ainda, mesmo para um judeu naquela época. Esteve face a face com o anjo e sua interação foi o oposto ao que se espera por reação. De imediato ela não fica perturbada pela experiência sobrenatural em si, mas tão somente com as palavras do anjo Gabriel quando este a saúda dizendo que Deus é com ela, chamando-a por bendita entre as mulheres. Relata o evangelho segundo Lucas, que ela ficou pensando no que poderia significar tal saudação. Ato contínuo questionou-o sobre a gravidez, afinal, não havia ainda conhecido seu marido.

Convenhamos, você está preparado, ou no mínimo espera ter um comportamento como esse diante de um anjo?

A ação de ambos se justifica pelo sentido em como aquele povo tinha em sua mente e espírito toda a história bíblica desde Adão, passando por Abraão e chegando a Moisés e profetas subsequentes. Viviam e respiravam a fé em Deus. Aguardavam o cumprimento das profecias, sobretudo a referente ao Messias. Por isso, Maria, ao final da conversa, responde com naturalidade: “Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra”. Assim também foi com José. Que se fizesse em sua vida conforme a palavra do mensageiro divino.

Fico me perguntando se reagiríamos da mesma forma, mesmo tendo todo o contexto da obra revelado diante de nossos olhos nas páginas da bíblia, coisa que eles não tinham. Por que algumas vezes não compreendemos as respostas às nossas orações? Em especial se vierem em sentido contrário ao que pedimos? José deve ter orado para ter seu próprio filho com Maria. Ela, igualmente. Mas Deus lhes respondeu à oração de outra forma.

Devemos nos lembrar de que Deus colocou o anseio pela eternidade no coração do homem. José e Maria compreendiam a essência dessas palavras de Salomão, afinal, o clamor de Paulo nos dá uma ideia de como se deixavam guiar naqueles tempos – “Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e inescrutáveis os seus caminhos!”

A eternidade está diante de nós e devemos compreendê-la, nos permitindo transformados e andando pela fé, afinal, aquele subiu aos céus, porque de lá desceu, dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Posturas

posturasDias atrás houve uma audiência expressiva durante a edição final do programa Master Chef, sendo maior ainda, dias antes, a repercussão do fato de a ganhadora do concurso ter sofrido com atitudes machistas por parte de seus concorrentes.

Os episódios que reuniram essa falta de gentileza, para dizer o mínimo, foi protagonizado pelos dois outros fortes candidatos que com ela concorriam ao prêmio. O que me chamou a atenção nesse evento não foi propriamente esse fato lamentável, mas a maneira como cada um deles se portou diante da competição.

O mais velho deles, ex-patrão da vencedora do concurso, se mostrou visivelmente alguém com um nível de prepotência bastante destacado, haja vista seu desprezo que desmerecia aquela que havia sido um dia sua funcionária, se dizendo muito superior a ela, tratando-a como desqualificada. O mais novo, não sendo tão grotesco quanto o anterior, também atribuiu a ela inferioridade em relação a ele.

O destaque ficou por conta do comportamento da Deise, a vencedora do concurso. Humilde, relevava o tempo todo as atitudes ofensivas ou marcadas pela dureza da competição, comportando-se de maneira a permanecer concentrada no que estivesse fazendo.

Se ela foi ou não a melhor candidata, porquanto também se tornou polêmico o resultado da competição, o fato é que ela teve um comportamento digno de uma campeã, de alguém que se mostrou preparada, sobretudo para enfrentar de cabeça erguida as intempéries da vida.

E tudo isso, por quê? A resposta está no único fato que o mundo não tem o menor interesse em destacar como exemplo de alguém diferenciado. A exaltação a Deus esteve a todo momento em seus lábios. Ela se mostrou o reflexo do que estava cheio o seu coração. Ao vencer a prova, a palavra “Aleluia” foi pronunciada por diversas vezes, intercaladas por “Glórias a Deus” e “Obrigada, Senhor”.  Cumpre dizer também que em momento algum pisou em seus adversários, mesmo na condição de vencedora daqueles que a humilharam anteriormente.

Muitas são as frases que nos vêm à memória quando nos deparamos com situações como essas. Uma se destaca de imediato: a afirmada pelo Cristo quando disse que “qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado”.

Vencendo ou não as competições nesta vida, em diversas situações importa dizer que não convém nem mesmo competir com quem quer que seja, e se o fizer, que seja apenas consigo mesmo no sentido de calar o orgulho, a arrogância e a vaidade. De outra parte, convém viver pela promessa de vitória que há de se concretizar naquele que será o verdadeiro dia do pódio de nossas vidas: “Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará”.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# O Governante Supremo

o-governante-supremoEleições americanas terminam e entre os principais candidatos venceu aquele que era menos considerado pela mídia mundial. O mundo ficou em estado de choque, afinal, ao que parece, por tudo o que se ouviu ao longo da campanha, o mais desequilibrado homem agora determinaria as diretrizes de um país poderoso, sobretudo pelo poder bélico.

De fato, não causa espanto perceber a reação das pessoas nos dias que se seguiram ao resultado, tanto no ambiente interno quanto no mundial, afinal, o sujeito, de fato, expressara as mais arrogantes opiniões, parecendo um lunático, haja vista os próprios integrantes de seu partido deixarem de o apoiar. Análises políticas à parte, surpreendeu-me, contudo, a opinião de cristãos que se levantaram assustados para dizer que o fim do mundo poderia estar próximo.

Pouco ou quase nada se lê no sentido de que o resultado das urnas o tenha feito repensar seu discurso e atitudes. Explico. Para quem não assistiu, há um vídeo na internet que mostra o candidato, ainda no início de sua campanha, recebendo a visita de cristãos para expressar apoio a ele, finalizando com orações que foram feitas em nome de Jesus, para que, se ele vencesse, tivesse temor a Deus em todas as suas atitudes como presidente.

Por que, afinal, não considerar que o homem tenha sentido temor a Deus diante do resultado das urnas? Digo isso, sobretudo pela repentina mudança em seu comportamento desde o momento em que soube do resultado.

Certezas à parte, todo esse contexto me fez lembrar das atitudes do rei Nabucodonosor e da postura de Daniel e dos sábios judeus que viviam na Babilônia. Especificamente quando Daniel, depois de interpretar o segundo sonho do rei, o adverte a admitir que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e os dá a quem quer, devendo, portanto, renunciar aos seus pecados e à sua maldade, praticar a justiça e ter compaixão dos necessitados. Sabemos que ele não ouviu o conselho de Daniel, por isso, enlouquecera, restando em estado deplorável.

Por certo que aquela profecia era específica ao caso concreto, contudo, a atitude que teve o rei segue através dos tempos para servir de realinhamento à atitude dos homens, sobretudo dos arrogantes. Apenas quando Nabucodonosor, em determinado momento, percebeu retornar-lhe algum entendimento, e nesse instante não pensara duas vezes em honrar e glorificar o Altíssimo, confessando que o Seu domínio é eterno, e que os povos da terra são como nada diante dele, é que recuperou a honra, a majestade e a glória do seu reino, sendo sua grandeza ainda maior.

E assim ele terminou seus dias, confessando: “Agora eu, Nabucodonosor, louvo e exalto e glorifico o Rei dos céus, porque tudo o que ele faz é certo, e todos os seus caminhos são justos. E ele tem poder para humilhar aqueles que vivem com arrogância”.

Portanto, que nossas atitudes se respaldem nas escrituras, afinal, no dia em que estivermos diante do fim do mundo, tanto melhor, pois Jesus terá voltado, e resistindo até o fim como Daniel e os judeus que não se curvaram, vivenciaremos o governo do Eterno, a quem demos o nosso voto para que governasse o nosso destino essencial.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Viver no Espírito

viver-no-espiritoO que fazer quando tudo o que você realiza não seja compreendido por quem esteja ao seu lado? Que seja bem compreendido, tudo o que viermos a fazer por alguém não deve ser realizado esperando retorno algum. Contudo, cumpre dizer, é difícil lidarmos com situações que se apresentem pelo diapasão da ingratidão ou da distorção de valores. Pior em uma relação como essa é quando a reação venha de quem se diga discípulo de Cristo. Não raro encontramos pessoas que, ainda que saibam da necessidade da transformação pelo Espírito de Deus, agem sem qualquer alinhamento à Palavra.

A transformação é uma necessidade para o revestimento da nova criatura. Só assim poderá de fato crescer espiritualmente. E esse crescimento passa pelo repensar a vida, os comportamentos, os conceitos, os pensamentos e os valores. Ninguém que passe por uma transformação pelo Espírito de Deus continuará a ser a mesma pessoa de antes, agindo em desalinho à Palavra do Eterno. Sede santos, como eu sou santo, ensinou-nos o Mestre.

Diante dessas dificuldades cumpre-nos estarmos preparados, vigiando o que pensar ou o que falar. Ou seja, também apresentarmos a real transformação em nossas vidas. Sem isso, é bastante complicado, ou mesmo impossível suportar com amor situações como essas. Só transformados podemos reagir de forma totalmente contrária como reagiria o mundo diante de ingratidões e transformação de valores. A isto se mostra o verdadeiro viver pelo Espírito.

É por essas e outras que o conselho do Mestre é tesouro para todo aquele que crê – Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Por isso tudo, que nós possamos alcançar nossa salvação agindo em alinhamento com o Espírito de Deus. Se estamos nele, encontramos equilíbrio que o mundo desconhece. Vivemos no Espírito e pelo Espírito. Se agimos por nós, afastando-nos dele por razões que a carne nos imponha defesas, a queda, a tristeza, o desequilíbrio serão uma realidade mais difícil de se viver do que propriamente a ofensa recebida.

Que a paz e a graça do Cristo revista a todos ao longo desta nova semana.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Retende firme a palavra

retende-firme-a-palavraSempre ouvimos falar que crianças têm sido mal alfabetizadas, que a população brasileira não gosta de ler e que as universidades cada vez mais ensinam menos a pensar. A política, por exemplo. Muitos levantam brados em favor de palavras de ordem, no entanto, quando chamados ao debate para que exponham a compreensão profunda do que dizem ou do sistema que combatam, não conseguem responder com precisão nem a primeira pergunta que lhes seja feita.

Temos vivido tempos de mudanças que ao invés de enriquecerem, só empobrecem, afinal, está tudo nos computadores, no ciberespaço, e ali se pode buscar a informação a qualquer momento. Isso não é ruim, contudo, a perda da capacidade de pensar a partir de informações precisas e pontuais sobre determinado assunto, não raro tem sido a tônica. Para dar um exemplo, não são poucas as pessoas que se esqueceram ou desconheçam as regras de ortografia apenas por terem se acostumado às correções de texto em seus computadores. A falta do incentivo à leitura é a causa dessa perda inestimável. Da mesma forma, os que são incapazes de uma simples interpretação de texto.

E se a questão fosse o desaparecimento das escrituras pela imposição de uma nova ordem mundial, com uma religião única? O que fariam os cristãos se lhes fossem tiradas as escrituras? Quantos, de fato, as teriam estudado com afinco, se dedicando à sua plena compreensão, podendo inclusive citar seus versos de memória? Milhares se desesperariam se essa hipótese se concretizasse, e por diversos motivos. As escrituras apresentam não apenas a riqueza dos testemunhos, das promessas, dos acontecimentos futuros e seus sinais, mas a educação para que o homem se oriente neste mundo desequilibrado.

Tal como parte da humanidade se entrega à relativização da educação de base – afinal, por que estudar se está tudo na rede –, não raro a igreja de Cristo se entrega aos sermões de um sacerdote quando este lhe pareça confiável ou carismático, ou ainda, quando a palavra lançada seja de interesse pessoal. Poucos são os que agem pelo diapasão dos judeus de Beréia, que ao receberem a palavra de Paulo e Silas, conferiam-na diariamente nas escrituras para se certificarem que era mesmo assim o que ouviam.

Por não ser a conferência o ato corriqueiro da igreja de Cristo ao longo dos tempos, sobretudo na atualidade, que a nossa atitude e oração sejam no sentido de o homem crente no Deus de Abraão, Isaac e Jacó, o Deus de Israel, Ele que enviou o Messias, a quem aguardamos o retorno, posto que centro de toda a obra que nos conduz de volta ao Eterno, se debruçar na palavra e por ela aprender a viver pela fé, em oração, pelo espírito, retendo-a firmemente em seu interior, assim colocando em prática toda a fiel instrução, afinal ela é viva e eficaz, apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Palavras que nutrem

palavras-que-nutremSe você tivesse que comer suas palavras, elas o nutririam ou o envenenariam? Para bem responder a esta pergunta, com real justiça à verdade, permita-se estar consciente do peso de cada palavra que pronuncia. Se seu coração está alinhado ao do Cristo, haverá de se lembrar da passagem do evangelho de Mateus em que ele mesmo, o Mestre, aconselha que se bem considere toda a palavra dita, afinal, haverá um dia em que os homens darão conta de toda palavra inútil que tiverem falado. Considere que pelas palavras que houver dito, será absolvido ou condenado.

Se por ventura pense como boas as suas considerações, sem avaliar de fato se suas palavras afetam vidas ao seu redor, ou a você mesmo, não tomando ao Cristo como o teu diapasão, que se considere então pelos frutos de uma árvore. Ainda assim deverá contemplar a verdade para julgar com retidão. Entende que a árvore boa não pode dar um fruto ruim, e da mesma forma uma árvore ruim dar bons frutos? A boca, segundo Jesus, fala do que está cheio o coração. Eis a realidade das palavras que nutrem ou envenenam o interior do homem e o seu redor. O homem bom, do seu bom tesouro tira coisas boas, e o homem mau, do seu mau tesouro tira coisas más.

Compreende ao menos que se tuas palavras te nutrem e não te envenenam, é porque nelas há amor? Afinal, como, sem amor, poderia amar a si mesmo? Como, sem amar a si mesmo, poderia amar ao seu próximo? O Mestre, conhecendo os pensamentos humanos, disse que todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá. Quanto mais o homem, pequena porção, se lhe faltar o amor.

Antes de dizer algo, que possa te nutrir ou envenenar, lembre-se do que por fim disse o Cristo, posto que o céu e a terra passarão, mas as palavras dele permanecerão. A Palavra que ele pronunciou, esta nutre e permanecerá, porque ela é a Verdade, o Caminho e a Vida.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

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# Alô, Senhor! Eis-me aqui!

alo-senhor-eis-me-aquiHá um vídeo na internet muito interessante, que retrata um telefone público marcado na parte externa com os dizeres – Ouça a voz de Deus. Muitos passam diante de dele e quase ninguém tem a curiosidade de ao menos olhar para dentro do orelhão, a fim de observar se algo ali seja tão diferente quanto o que esteja escrito na parte em que constaria o nome da operadora. Os que o fizeram e dele se aproximaram, se depararam com uma mensagem gravada em que uma voz é reproduzida como se fosse o próprio Deus chamando ao que lhe dá ouvidos.

A mensagem inicia dizendo que o Senhor estava com saudades de conversar com aquele que se aproximou. Eis uma realidade. Se há uma coisa que Deus espera de nós é que nos aproximemos dele, com tempo e sem reservas. Ele quer restabelecer a convivência conosco, haja vista a obra que vem transpondo milênios apenas para chegar nestes últimos dias, quando seu filho voltará para conduzir a todos os que ouviram a sua voz e atenderam ao seu chamado.

Na gravação da cabine telefônica a voz reproduz a síntese do chamado de Deus, registrado em diversas passagens das escrituras. As pessoas que param para ouvir ficam ali, atentos, muitos até mesmo se emocionando, afinal, como a maioria dos seres humanos, estão carregados com os pesos desta vida. Todos são filmados pela câmera que registra as reações. Concluo que alguns se alegrem, pois têm intimidade com Deus; outros sintam que precisam restaurar o seu convívio, e também haja os que se nunca o fizeram, são tocados por verdades eternas e inquestionáveis.

Essa experiência mostra como a humanidade nega a existência de Deus, a relativiza, e mesmo alguns que dele se aproximam, deixam de se entregar por inteiro, tamanha é força que o mundo exerce sobre os homens, fazendo com que seus sofrimentos e pesos continuem constantes sobre sua alma e seus ombros.

A convivência com Deus é como a atitude dos transeuntes diante daquele telefone. Ele está ao nosso redor o tempo todo, chamando a nossa atenção para perto dele, mas poucos o ouvem ou mesmo se atentam à sua presença, tamanha é a descrença, relativização ou falta de intimidade com Deus. Há até mesmo os que acreditam precisarem de rituais e formas predeterminadas para dEle se aproximarem e dele obterem a atenção. Ledo engano.

A exemplo do que disse o profeta Isaías, seja a nossa resposta ao chamado – “Eis-me aqui” – ele que pelo diapasão divino exortou aos de seu tempo para que compreendessem a essência do chamado e dos mandamentos. Assim também Paulo, quando escreve ao gálatas dizendo que depois de ter ouvido o chamado, não mais vivia ele, mas Cristo em seu interior, justificando sua fé dessa forma e não pela lei.

Que possamos tirar o telefone do gancho, seja para atender ao chamado de Deus, seja para termos a coragem de ligar para Ele e dizer “Eis-me aqui, Senhor! Eu quero ouvir a Sua voz!”

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Responsabilidades e Transformações

responsabilidades-e-transformacoesTendo passado nestes tempos por uma situação em que me vi obrigado a contribuir com aconselhamentos a uma pessoa diretamente ligada a mim, percebi sua insistente reação em se manter sob o mesmo patamar, irredutível.

A sabedoria nesses casos é fundamental, pois não raro estamos diante de alguém movido por conceitos que freiam seu avanço, tais como – “Eu não sou capaz”. Contudo, se faz necessário identificar a presença de maus hábitos conscientes que se movem pelo conforto, situação onde esse alguém costuma se esconder da realidade, agindo conscientemente por pensamentos tais como – “Eu não preciso fazer nada disso” ou “Faço quando quiser”.

Por essa experiência, passei a meditar sobre a forma como algumas pessoas se comportam diante da necessidade de mudança, seja porque saiu da adolescência, seja porque se casou, seja porque assumiu compromissos profissionais, seja porque ouviu o chamado de Deus e se dispôs a andar em Seus caminhos.

Muitos entram para a fase adulta e permanecem no conforto de seus velhos hábitos, vividos a um tempo em que os pais não cobravam deles a responsabilidade de trabalhar. Não raro esses sujeitos se acostumaram a não responder com responsabilidade às advertências de seus pais durante a adolescência, se acostumando a receberem tudo de mão beijada. Por certo eles estarão sujeitos a grandes dificuldades na vida, a não ser que os pais continuem a lhes mimar a vida, tornando-se irresponsáveis em conjunto.

Outros se voltam para o casamento e querem manter os antigos costumes que pautavam a vida individual, enquanto, sabe-se bem, a vida conjugal requer constantemente abrirmos mão de nós mesmos para que o equilíbrio da vida a dois seja o bom reflexo da experiência a que se propôs viver um dia. Nesse diapasão requer-se atitudes em que se faz necessário priorizar o outro em detrimento de nossos próprios interesses, sejam eles quais forem. Se não agem nessa direção, normalmente se submetem a situações de desequilíbrio conjugal, consequentemente, infelicidades.

Da mesma forma aquele que ao iniciar sua vida profissional deixe de se submeter às adequações que se façam necessárias, porquanto cumprimento de metas, profissionalismo, ética, responsabilidade social entre muitas outras vertentes desenham a postura esperada. Neste caso, não raro suas atitudes profissionais serão o reflexo de suas próprias atitudes pessoais, em que pese ser natural e aceitável certas diferenças nestes universos distintos.

Nesse mesmo alinhamento de transformações movidas por responsabilidades conscientes, também o momento em que aceitamos o chamado de Deus, voltando-nos a Ele e caminhando a vida toda em Sua direção. Sabemos que aqui estamos sujeitos a um processo de transformação em todos os sentidos, e diga-se de passagem, muito maior, afinal, sem isso é impossível compreender uma realidade tão distinta das anteriores, sobretudo por transcender aos conceitos do mundo.

Importa dizer que no caminho de volta à Deus seja fundamental estarmos alinhados à Palavra, sobretudo ao modelo de Cristo, sabendo inclusive que, diferentemente das situações anteriores, há fraquezas em nós que só podem ser ajudadas pelo Espírito que passou habitar em nossos corações, se é que de fato o acolhemos. De toda forma, se estamos verdadeiramente em Cristo, e isso significa dizer despidos do velho homem, nenhuma condenação há, afinal, não andamos mais segundo a carne e os confortos do mundo, mas segundo o Espírito.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

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