Publicações com Sady Folch

# Posturas

posturasDias atrás houve uma audiência expressiva durante a edição final do programa Master Chef, sendo maior ainda, dias antes, a repercussão do fato de a ganhadora do concurso ter sofrido com atitudes machistas por parte de seus concorrentes.

Os episódios que reuniram essa falta de gentileza, para dizer o mínimo, foi protagonizado pelos dois outros fortes candidatos que com ela concorriam ao prêmio. O que me chamou a atenção nesse evento não foi propriamente esse fato lamentável, mas a maneira como cada um deles se portou diante da competição.

O mais velho deles, ex-patrão da vencedora do concurso, se mostrou visivelmente alguém com um nível de prepotência bastante destacado, haja vista seu desprezo que desmerecia aquela que havia sido um dia sua funcionária, se dizendo muito superior a ela, tratando-a como desqualificada. O mais novo, não sendo tão grotesco quanto o anterior, também atribuiu a ela inferioridade em relação a ele.

O destaque ficou por conta do comportamento da Deise, a vencedora do concurso. Humilde, relevava o tempo todo as atitudes ofensivas ou marcadas pela dureza da competição, comportando-se de maneira a permanecer concentrada no que estivesse fazendo.

Se ela foi ou não a melhor candidata, porquanto também se tornou polêmico o resultado da competição, o fato é que ela teve um comportamento digno de uma campeã, de alguém que se mostrou preparada, sobretudo para enfrentar de cabeça erguida as intempéries da vida.

E tudo isso, por quê? A resposta está no único fato que o mundo não tem o menor interesse em destacar como exemplo de alguém diferenciado. A exaltação a Deus esteve a todo momento em seus lábios. Ela se mostrou o reflexo do que estava cheio o seu coração. Ao vencer a prova, a palavra “Aleluia” foi pronunciada por diversas vezes, intercaladas por “Glórias a Deus” e “Obrigada, Senhor”.  Cumpre dizer também que em momento algum pisou em seus adversários, mesmo na condição de vencedora daqueles que a humilharam anteriormente.

Muitas são as frases que nos vêm à memória quando nos deparamos com situações como essas. Uma se destaca de imediato: a afirmada pelo Cristo quando disse que “qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado”.

Vencendo ou não as competições nesta vida, em diversas situações importa dizer que não convém nem mesmo competir com quem quer que seja, e se o fizer, que seja apenas consigo mesmo no sentido de calar o orgulho, a arrogância e a vaidade. De outra parte, convém viver pela promessa de vitória que há de se concretizar naquele que será o verdadeiro dia do pódio de nossas vidas: “Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará”.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# O Governante Supremo

o-governante-supremoEleições americanas terminam e entre os principais candidatos venceu aquele que era menos considerado pela mídia mundial. O mundo ficou em estado de choque, afinal, ao que parece, por tudo o que se ouviu ao longo da campanha, o mais desequilibrado homem agora determinaria as diretrizes de um país poderoso, sobretudo pelo poder bélico.

De fato, não causa espanto perceber a reação das pessoas nos dias que se seguiram ao resultado, tanto no ambiente interno quanto no mundial, afinal, o sujeito, de fato, expressara as mais arrogantes opiniões, parecendo um lunático, haja vista os próprios integrantes de seu partido deixarem de o apoiar. Análises políticas à parte, surpreendeu-me, contudo, a opinião de cristãos que se levantaram assustados para dizer que o fim do mundo poderia estar próximo.

Pouco ou quase nada se lê no sentido de que o resultado das urnas o tenha feito repensar seu discurso e atitudes. Explico. Para quem não assistiu, há um vídeo na internet que mostra o candidato, ainda no início de sua campanha, recebendo a visita de cristãos para expressar apoio a ele, finalizando com orações que foram feitas em nome de Jesus, para que, se ele vencesse, tivesse temor a Deus em todas as suas atitudes como presidente.

Por que, afinal, não considerar que o homem tenha sentido temor a Deus diante do resultado das urnas? Digo isso, sobretudo pela repentina mudança em seu comportamento desde o momento em que soube do resultado.

Certezas à parte, todo esse contexto me fez lembrar das atitudes do rei Nabucodonosor e da postura de Daniel e dos sábios judeus que viviam na Babilônia. Especificamente quando Daniel, depois de interpretar o segundo sonho do rei, o adverte a admitir que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e os dá a quem quer, devendo, portanto, renunciar aos seus pecados e à sua maldade, praticar a justiça e ter compaixão dos necessitados. Sabemos que ele não ouviu o conselho de Daniel, por isso, enlouquecera, restando em estado deplorável.

Por certo que aquela profecia era específica ao caso concreto, contudo, a atitude que teve o rei segue através dos tempos para servir de realinhamento à atitude dos homens, sobretudo dos arrogantes. Apenas quando Nabucodonosor, em determinado momento, percebeu retornar-lhe algum entendimento, e nesse instante não pensara duas vezes em honrar e glorificar o Altíssimo, confessando que o Seu domínio é eterno, e que os povos da terra são como nada diante dele, é que recuperou a honra, a majestade e a glória do seu reino, sendo sua grandeza ainda maior.

E assim ele terminou seus dias, confessando: “Agora eu, Nabucodonosor, louvo e exalto e glorifico o Rei dos céus, porque tudo o que ele faz é certo, e todos os seus caminhos são justos. E ele tem poder para humilhar aqueles que vivem com arrogância”.

Portanto, que nossas atitudes se respaldem nas escrituras, afinal, no dia em que estivermos diante do fim do mundo, tanto melhor, pois Jesus terá voltado, e resistindo até o fim como Daniel e os judeus que não se curvaram, vivenciaremos o governo do Eterno, a quem demos o nosso voto para que governasse o nosso destino essencial.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Viver no Espírito

viver-no-espiritoO que fazer quando tudo o que você realiza não seja compreendido por quem esteja ao seu lado? Que seja bem compreendido, tudo o que viermos a fazer por alguém não deve ser realizado esperando retorno algum. Contudo, cumpre dizer, é difícil lidarmos com situações que se apresentem pelo diapasão da ingratidão ou da distorção de valores. Pior em uma relação como essa é quando a reação venha de quem se diga discípulo de Cristo. Não raro encontramos pessoas que, ainda que saibam da necessidade da transformação pelo Espírito de Deus, agem sem qualquer alinhamento à Palavra.

A transformação é uma necessidade para o revestimento da nova criatura. Só assim poderá de fato crescer espiritualmente. E esse crescimento passa pelo repensar a vida, os comportamentos, os conceitos, os pensamentos e os valores. Ninguém que passe por uma transformação pelo Espírito de Deus continuará a ser a mesma pessoa de antes, agindo em desalinho à Palavra do Eterno. Sede santos, como eu sou santo, ensinou-nos o Mestre.

Diante dessas dificuldades cumpre-nos estarmos preparados, vigiando o que pensar ou o que falar. Ou seja, também apresentarmos a real transformação em nossas vidas. Sem isso, é bastante complicado, ou mesmo impossível suportar com amor situações como essas. Só transformados podemos reagir de forma totalmente contrária como reagiria o mundo diante de ingratidões e transformação de valores. A isto se mostra o verdadeiro viver pelo Espírito.

É por essas e outras que o conselho do Mestre é tesouro para todo aquele que crê – Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Por isso tudo, que nós possamos alcançar nossa salvação agindo em alinhamento com o Espírito de Deus. Se estamos nele, encontramos equilíbrio que o mundo desconhece. Vivemos no Espírito e pelo Espírito. Se agimos por nós, afastando-nos dele por razões que a carne nos imponha defesas, a queda, a tristeza, o desequilíbrio serão uma realidade mais difícil de se viver do que propriamente a ofensa recebida.

Que a paz e a graça do Cristo revista a todos ao longo desta nova semana.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Retende firme a palavra

retende-firme-a-palavraSempre ouvimos falar que crianças têm sido mal alfabetizadas, que a população brasileira não gosta de ler e que as universidades cada vez mais ensinam menos a pensar. A política, por exemplo. Muitos levantam brados em favor de palavras de ordem, no entanto, quando chamados ao debate para que exponham a compreensão profunda do que dizem ou do sistema que combatam, não conseguem responder com precisão nem a primeira pergunta que lhes seja feita.

Temos vivido tempos de mudanças que ao invés de enriquecerem, só empobrecem, afinal, está tudo nos computadores, no ciberespaço, e ali se pode buscar a informação a qualquer momento. Isso não é ruim, contudo, a perda da capacidade de pensar a partir de informações precisas e pontuais sobre determinado assunto, não raro tem sido a tônica. Para dar um exemplo, não são poucas as pessoas que se esqueceram ou desconheçam as regras de ortografia apenas por terem se acostumado às correções de texto em seus computadores. A falta do incentivo à leitura é a causa dessa perda inestimável. Da mesma forma, os que são incapazes de uma simples interpretação de texto.

E se a questão fosse o desaparecimento das escrituras pela imposição de uma nova ordem mundial, com uma religião única? O que fariam os cristãos se lhes fossem tiradas as escrituras? Quantos, de fato, as teriam estudado com afinco, se dedicando à sua plena compreensão, podendo inclusive citar seus versos de memória? Milhares se desesperariam se essa hipótese se concretizasse, e por diversos motivos. As escrituras apresentam não apenas a riqueza dos testemunhos, das promessas, dos acontecimentos futuros e seus sinais, mas a educação para que o homem se oriente neste mundo desequilibrado.

Tal como parte da humanidade se entrega à relativização da educação de base – afinal, por que estudar se está tudo na rede –, não raro a igreja de Cristo se entrega aos sermões de um sacerdote quando este lhe pareça confiável ou carismático, ou ainda, quando a palavra lançada seja de interesse pessoal. Poucos são os que agem pelo diapasão dos judeus de Beréia, que ao receberem a palavra de Paulo e Silas, conferiam-na diariamente nas escrituras para se certificarem que era mesmo assim o que ouviam.

Por não ser a conferência o ato corriqueiro da igreja de Cristo ao longo dos tempos, sobretudo na atualidade, que a nossa atitude e oração sejam no sentido de o homem crente no Deus de Abraão, Isaac e Jacó, o Deus de Israel, Ele que enviou o Messias, a quem aguardamos o retorno, posto que centro de toda a obra que nos conduz de volta ao Eterno, se debruçar na palavra e por ela aprender a viver pela fé, em oração, pelo espírito, retendo-a firmemente em seu interior, assim colocando em prática toda a fiel instrução, afinal ela é viva e eficaz, apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Palavras que nutrem

palavras-que-nutremSe você tivesse que comer suas palavras, elas o nutririam ou o envenenariam? Para bem responder a esta pergunta, com real justiça à verdade, permita-se estar consciente do peso de cada palavra que pronuncia. Se seu coração está alinhado ao do Cristo, haverá de se lembrar da passagem do evangelho de Mateus em que ele mesmo, o Mestre, aconselha que se bem considere toda a palavra dita, afinal, haverá um dia em que os homens darão conta de toda palavra inútil que tiverem falado. Considere que pelas palavras que houver dito, será absolvido ou condenado.

Se por ventura pense como boas as suas considerações, sem avaliar de fato se suas palavras afetam vidas ao seu redor, ou a você mesmo, não tomando ao Cristo como o teu diapasão, que se considere então pelos frutos de uma árvore. Ainda assim deverá contemplar a verdade para julgar com retidão. Entende que a árvore boa não pode dar um fruto ruim, e da mesma forma uma árvore ruim dar bons frutos? A boca, segundo Jesus, fala do que está cheio o coração. Eis a realidade das palavras que nutrem ou envenenam o interior do homem e o seu redor. O homem bom, do seu bom tesouro tira coisas boas, e o homem mau, do seu mau tesouro tira coisas más.

Compreende ao menos que se tuas palavras te nutrem e não te envenenam, é porque nelas há amor? Afinal, como, sem amor, poderia amar a si mesmo? Como, sem amar a si mesmo, poderia amar ao seu próximo? O Mestre, conhecendo os pensamentos humanos, disse que todo o reino dividido contra si mesmo é devastado; e toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá. Quanto mais o homem, pequena porção, se lhe faltar o amor.

Antes de dizer algo, que possa te nutrir ou envenenar, lembre-se do que por fim disse o Cristo, posto que o céu e a terra passarão, mas as palavras dele permanecerão. A Palavra que ele pronunciou, esta nutre e permanecerá, porque ela é a Verdade, o Caminho e a Vida.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

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# Alô, Senhor! Eis-me aqui!

alo-senhor-eis-me-aquiHá um vídeo na internet muito interessante, que retrata um telefone público marcado na parte externa com os dizeres – Ouça a voz de Deus. Muitos passam diante de dele e quase ninguém tem a curiosidade de ao menos olhar para dentro do orelhão, a fim de observar se algo ali seja tão diferente quanto o que esteja escrito na parte em que constaria o nome da operadora. Os que o fizeram e dele se aproximaram, se depararam com uma mensagem gravada em que uma voz é reproduzida como se fosse o próprio Deus chamando ao que lhe dá ouvidos.

A mensagem inicia dizendo que o Senhor estava com saudades de conversar com aquele que se aproximou. Eis uma realidade. Se há uma coisa que Deus espera de nós é que nos aproximemos dele, com tempo e sem reservas. Ele quer restabelecer a convivência conosco, haja vista a obra que vem transpondo milênios apenas para chegar nestes últimos dias, quando seu filho voltará para conduzir a todos os que ouviram a sua voz e atenderam ao seu chamado.

Na gravação da cabine telefônica a voz reproduz a síntese do chamado de Deus, registrado em diversas passagens das escrituras. As pessoas que param para ouvir ficam ali, atentos, muitos até mesmo se emocionando, afinal, como a maioria dos seres humanos, estão carregados com os pesos desta vida. Todos são filmados pela câmera que registra as reações. Concluo que alguns se alegrem, pois têm intimidade com Deus; outros sintam que precisam restaurar o seu convívio, e também haja os que se nunca o fizeram, são tocados por verdades eternas e inquestionáveis.

Essa experiência mostra como a humanidade nega a existência de Deus, a relativiza, e mesmo alguns que dele se aproximam, deixam de se entregar por inteiro, tamanha é força que o mundo exerce sobre os homens, fazendo com que seus sofrimentos e pesos continuem constantes sobre sua alma e seus ombros.

A convivência com Deus é como a atitude dos transeuntes diante daquele telefone. Ele está ao nosso redor o tempo todo, chamando a nossa atenção para perto dele, mas poucos o ouvem ou mesmo se atentam à sua presença, tamanha é a descrença, relativização ou falta de intimidade com Deus. Há até mesmo os que acreditam precisarem de rituais e formas predeterminadas para dEle se aproximarem e dele obterem a atenção. Ledo engano.

A exemplo do que disse o profeta Isaías, seja a nossa resposta ao chamado – “Eis-me aqui” – ele que pelo diapasão divino exortou aos de seu tempo para que compreendessem a essência do chamado e dos mandamentos. Assim também Paulo, quando escreve ao gálatas dizendo que depois de ter ouvido o chamado, não mais vivia ele, mas Cristo em seu interior, justificando sua fé dessa forma e não pela lei.

Que possamos tirar o telefone do gancho, seja para atender ao chamado de Deus, seja para termos a coragem de ligar para Ele e dizer “Eis-me aqui, Senhor! Eu quero ouvir a Sua voz!”

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Responsabilidades e Transformações

responsabilidades-e-transformacoesTendo passado nestes tempos por uma situação em que me vi obrigado a contribuir com aconselhamentos a uma pessoa diretamente ligada a mim, percebi sua insistente reação em se manter sob o mesmo patamar, irredutível.

A sabedoria nesses casos é fundamental, pois não raro estamos diante de alguém movido por conceitos que freiam seu avanço, tais como – “Eu não sou capaz”. Contudo, se faz necessário identificar a presença de maus hábitos conscientes que se movem pelo conforto, situação onde esse alguém costuma se esconder da realidade, agindo conscientemente por pensamentos tais como – “Eu não preciso fazer nada disso” ou “Faço quando quiser”.

Por essa experiência, passei a meditar sobre a forma como algumas pessoas se comportam diante da necessidade de mudança, seja porque saiu da adolescência, seja porque se casou, seja porque assumiu compromissos profissionais, seja porque ouviu o chamado de Deus e se dispôs a andar em Seus caminhos.

Muitos entram para a fase adulta e permanecem no conforto de seus velhos hábitos, vividos a um tempo em que os pais não cobravam deles a responsabilidade de trabalhar. Não raro esses sujeitos se acostumaram a não responder com responsabilidade às advertências de seus pais durante a adolescência, se acostumando a receberem tudo de mão beijada. Por certo eles estarão sujeitos a grandes dificuldades na vida, a não ser que os pais continuem a lhes mimar a vida, tornando-se irresponsáveis em conjunto.

Outros se voltam para o casamento e querem manter os antigos costumes que pautavam a vida individual, enquanto, sabe-se bem, a vida conjugal requer constantemente abrirmos mão de nós mesmos para que o equilíbrio da vida a dois seja o bom reflexo da experiência a que se propôs viver um dia. Nesse diapasão requer-se atitudes em que se faz necessário priorizar o outro em detrimento de nossos próprios interesses, sejam eles quais forem. Se não agem nessa direção, normalmente se submetem a situações de desequilíbrio conjugal, consequentemente, infelicidades.

Da mesma forma aquele que ao iniciar sua vida profissional deixe de se submeter às adequações que se façam necessárias, porquanto cumprimento de metas, profissionalismo, ética, responsabilidade social entre muitas outras vertentes desenham a postura esperada. Neste caso, não raro suas atitudes profissionais serão o reflexo de suas próprias atitudes pessoais, em que pese ser natural e aceitável certas diferenças nestes universos distintos.

Nesse mesmo alinhamento de transformações movidas por responsabilidades conscientes, também o momento em que aceitamos o chamado de Deus, voltando-nos a Ele e caminhando a vida toda em Sua direção. Sabemos que aqui estamos sujeitos a um processo de transformação em todos os sentidos, e diga-se de passagem, muito maior, afinal, sem isso é impossível compreender uma realidade tão distinta das anteriores, sobretudo por transcender aos conceitos do mundo.

Importa dizer que no caminho de volta à Deus seja fundamental estarmos alinhados à Palavra, sobretudo ao modelo de Cristo, sabendo inclusive que, diferentemente das situações anteriores, há fraquezas em nós que só podem ser ajudadas pelo Espírito que passou habitar em nossos corações, se é que de fato o acolhemos. De toda forma, se estamos verdadeiramente em Cristo, e isso significa dizer despidos do velho homem, nenhuma condenação há, afinal, não andamos mais segundo a carne e os confortos do mundo, mas segundo o Espírito.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Responsabilidades e Transformações
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Guerra e Paz

guerra-e-pazO que poderia livrá-lo daquele desencanto geral? Seu rosto expressava tamanho abatimento, que era nítida a tradução de sentidos entorpecidos. Parecia que nada poderia movê-lo daquela apatia. Não havia brilho nos olhos, tampouco lágrimas. Seu estado nem mesmo denotava uma tristeza profunda, condizente à situação. De repente, ele passa a mão sobre o seu rosto e olha para a palma ensanguentada. Nem isso o fez mudar seu semblante. Apenas cinco anos de idade e a vida não tem sentido.

O que será ele espera da vida? Com tão pouca idade e nenhuma referência de alegria, ele talvez nem mesmo saiba o que seja sorrir. Naquele instante se potencializa nele o acúmulo de sentimentos distorcidos e confusos, resultado daquilo que entende por realidade. É onde vive e tudo o que tem. Um mundo caótico e violento. Injusto e desequilibrado. Alguns os homens de sua comunidade surgem para acudi-lo. Esse é o seu ambiente desde que Omran nasceu em 2011, ano em que começou a guerra na Síria.

O que difere a vida de muitas pessoas ao redor do mundo à de Omran é apenas a forma como a violência se instala e desenvolve, respeitadas, é claro, as devidas proporções. Quanta gente anda pelo mundo sem brilho nos olhos, com os sentimentos confusos, algumas vezes causados por seus pares, outras por desconhecer outra realidade. Mesmo aos que conhecem a riqueza das escrituras e delas puderam beber água limpa um dia.

Muitas das guerras que assolam nossas vidas estão instaladas dentro das igrejas, nos lares, nos governos, nas escolas e universidades, sustentadas por munições como desprezo, ciúme, rancores, orgulhos e vaidades. O homem tem maltratado a si mesmo quando age dessa forma em relação ao seu próximo. Os conhecedores do evangelho, sobretudo, não deveriam agir de outra forma senão unindo-se ao seu próximo, por ele se preocupando e a ele amparando. Mas essa não é a realidade, e por isso mesmo também de maneira distorcida, não raro o evangelho é desacreditado, a fé se esfria e a igreja que é o corpo de Cristo deixa de cumprir sua missão, que é a de amparar uns aos outros.

Cumpre ressaltar que a razão do evangelho é o encontro com Cristo e a volta aos caminhos do Eterno, contudo, é diante do homem que vivenciamos a sua prática, efetivando o conhecimento que dele se depreende. Pouco ou nada podemos fazer para que guerras como a que assola a Síria possam cessar, no entanto, muito podemos a partir de nossas comunidades, permitindo que transformações se deem de dentro para fora, alcançando nossos irmãos que por um motivo ou outro se encontram apáticos, confusos, e repletos de sentimentos totalmente diversos aos resultantes de uma vida entregue aos caminhos do evangelho. O que dirá então àqueles que nem mesmo conheceram esse resgate.

Amar sem julgar, de forma incondicional, é o que nos resta. E que Deus nos ajude, pois nele podemos todas as coisas, inclusive cessar as guerras internas e externas. Que a paz do Senhor esteja com todos ao longo desta nova semana, proporcionando transformações para um mundo melhor.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

 

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Aparências

lobo_cordeiro_6vi_Nem sempre aquilo que parece, é realmente. Não se deve acreditar em tudo o que se vê, pois a aparência pode não traduzir a realidade. Uma pessoa calma pode esconder alguém agressivo. Uma pessoa vestida com roupas caras pode passar a imagem de alguém abastado. O contrário também é verdade. Alguém que se diz discípulo do Mestre, pode ser alguém sem transformação alguma, jamais abrindo mão do que o mundo tenha a oferecer.

A aparência sempre anuncia um conceito, contudo, diz a sabedoria, não devemos nos deixar movermos por ela. Importa conhecermos melhor as pessoas, as intenções, as situações. Se julgarmos apenas pela aparência, podemos nos deparar com sepulcros caiados – que conforme afirmou Jesus, parecem formosos exteriormente, mas seu interior está repleto de ossos mortos.

Certa ocasião, o Messias teve fome e avistando uma figueira repleta de folhas, o que denunciava a possibilidade de conter frutos, aproximou-se dela e percebeu que não havia um sequer, tornando-se uma anomalia diante de seus olhos. Situação que faz lembrar ao contexto bíblico anteriormente citado, em que Jesus ainda compara tais pessoas a seres que aparentam uma justiça exterior, mas interiormente estão cheios de hipocrisia.

Normalmente se escondem por detrás de seus próprios medos. Da mesma forma os que apontam os pecados alheios e são rápidos para relativizarem os seus próprios. Se não houver conteúdo verdadeiro e benéfico, sobretudo instruindo a si próprio segundo as escrituras, a aparência não passará de superficialidade que induz ao erro. Pior ainda quando engana-se a si mesmo.

Algo para se pensar a partir de nós mesmos em nossa relação com o Caminho, a Verdade e a Vida. Que o Espírito Santo possa alcançar os corações e mentes, convencendo o mundo do pecado, da justiça e do juízo.

Sadi – O Peregrino da Palavra.

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Viver e dar frutos

quero-olhar-para-jesusViver tem se tornado uma arte. Aliás, sempre foi uma arte, especialmente porque nas relações humanas viveu melhor quem soube se relacionar bem, não ingressando em discussões infrutíferas e conservando para si os valores que equilibram a vida, sobretudo quando esses valores são bíblicos.

A frase que diz não podermos mudar o mundo é verdadeira e sábio é aquele que percebe a sua extensão. Sim, pois, mediante os mesmos valores podemos alcançar a quem queira ser alcançado, tornando a convivência equilibrada e harmoniosa um desdobramento que cabe a nós proporcionarmos, produzindo frutos.

Saber viver, sim, é uma arte, mas é na dependência e na obediência aos mandamentos que os verdadeiros frutos de que necessitamos são produzidos. A palavra de Deus é o farol nessa produção. Luz para os meus pés e Lâmpada para o meu caminho é Tua Palavra, diz o salmista. Eis uma verdade inconteste, pois é através dela que encontramos o único meio para nos guiar em tudo o que fizermos.

Não é a oração, a frequência em cultos e o conhecimento da palavra o que por si só nos leva a produzirmos frutos e a vivermos bem. São fundamentais para a intimidade e o conhecimento de Deus, mas é a Palavra que esteve no início de tudo e por ela tudo fora criado, sim, a Luz que precisamos. O Eterno é o centro de tudo. É para voltarmos a Ele que estamos sendo chamados, sendo Jesus o Caminho, a Verdade e a Vida que nos leva ao Pai. É nele que aprendemos todas as ações que precisamos para bem viver e produzirmos frutos, e é nele e por ele que as coisas acontecem em nossas vidas, essencialmente por olhamos firmemente para ele que é o autor e consumador da nossa fé.

Disse o SENHOR pela voz do profeta Isaías – “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os confins da terra; porque eu sou Deus, e não há outro”. Portanto, para o bem viver, que nossos olhos se voltem para Jesus. Não há outro caminho para darmos fruto no tempo certo.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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