Publicações com Sady Folch

Agir com amor

perdaoÉ impressionante como o amor está se esvaziando cada vez mais. Não raro lemos opiniões de evangélicos de toda sorte falando de forma grosseira e indelicada, mesmo tendo razão sobre determinado assunto. O que nos leva a agirmos dessa forma? Parece-me que a resposta seja por ainda estarmos vivendo pela carne, sem uma transformação legítima e verdadeira.

Agirmos e falarmos com amor, por palavras doces que de fato edificam, ainda que tenhamos que ensinar a saída do erro, da idolatria e das faltas, é fundamental que tenhamos um coração alegre, sem lamentações, sem tristezas, vivendo com a mente e o corpo envolvidos pelo amor de Deus.

Como podemos agir diferente disso depois de meditarmos coerentemente sobre o amor ensinado pela Palavra, fundamento da vida de um discípulo? Como avançar na fé e na vida santa sem se render à essa verdade? E quando estivermos diante de quem nos maltrata ou persegue? E quando nos deparamos com a falibilidade dos homens que erroneamente interpretam as escrituras?

Como poderíamos ir contra ao que disse Cristo? Se orar por inimigos e por quem nos persegue é muito difícil, seja esse o ponto em que devemos nos concentrar mais e mais todos os dias, pois só assim seremos e nos manteremos transformados. Como refutar ao que disse Paulo quando afirmou que o amor tudo suporta? Lembremos da sentença que completa essa assertiva – Tudo suporta, mas não será por isso que venha a se alegrar com a injustiça. O amor se alegra com a verdade.

Em qualquer situação com que nos deparemos, que nossa atitude seja de suportar com amor mesmo aquele que diante de nós esteja dizendo alguma bobagem ou cometendo um erro, um desequilíbrio. Se temos algo a ensinar, que seja com amor; se tivermos que corrigir, que seja com amor.

Só o amor poderá construir alguma coisa. Se nos justificarmos como não tendo nada a ver com as atitudes que diante de nós se mostrem desequilibradas e errôneas, sobretudo dentro da igreja, saibamos que mesmo essa omissão nos será cobrada por Deus. Se não nos querem ouvir, é outra coisa. Que então nos coloquemos em apartado para orar por quem não compreenda a razão de ser discípulo de Cristo.

Agindo assim, a nossa própria vida, mente e espírito crescerão em amor e de forma alguma conseguiremos viver de outra forma. É algo que precisamos experimentar com o coração inteiro.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Liberdade Absoluta

liberdadeO que é a ser livre, afinal? O que se pode dizer a respeito da liberdade absoluta? Vamos direto à realidade que conhecemos, chancelada pela Palavra. Diz o salmista que anda em liberdade aquele que busca os preceitos de Deus. O mundo, a seu turno, despreza-os e se sente verdadeiramente livre por fazer o que bem lhe apraz.

A primeira ideia que passa no pensamento de quem reflete a liberdade é o fato de não ser ou não estar prisioneiro de coisa alguma, especialmente sendo livre para ir e vir, tanto quanto pensar conforme seus próprios paradigmas.

Ok, então, pergunto: acaso não é livre o homem que, mesmo preso por algum crime, encontrou na cadeia a liberdade do viver em Cristo? Sim, pois, este homem é verdadeiramente livre. As paredes e as grades não lhe prendem realmente. E, ainda que tenha que morrer pelo crime que cometeu, como nos países que admitem essa hipótese, sustenta-se na fé e vive a sentença que afirma que o viver é Cristo, e o morrer, lucro, pois logo iria em direção ao seu salvador.

E, ainda: acaso goza de plena liberdade, e aqui falo de abundância de vida, o homem que despreza ou no mínimo desconhece o viver pelo Espírito? O dia em que o mundo experimentar o que seja de fato “o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”, e saber que por isso somos transformados de glória em glória na mesma imagem, entenderá o que seja experimentar, de fato, a liberdade.

A verdadeira liberdade nos permite o apartar de qualquer coisa que se contraponha à Palavra, e assim nos separa para sermos livres sem ter a malícia como cobertura, como afirmou Pedro em sua carta. Ser livre é saber que temos alguém que deu sua vida por nós e esse contexto reserva toda a verdade da vida, passada, presente e futura, pois aquele que começou a obra é fiel para terminá-la.  Dessa forma, cento e vinte anos é tudo o que temos na carne, contudo para que se continue na eternidade.

Como poderia o mundo entender que ser livre significa viver orientado por mandamentos que nos pedem para morrer para os conceitos do mundo, e assim conhecermos o que seja viver em liberdade absoluta, obtendo abundância de vida?

Só poderão entender no momento em que dos mandamentos tomarem experiência para as suas vidas. Como peregrinos que somos, este peregrino da palavra o convida a meditar sobre a liberdade do viver em Cristo e do viver segundo o mundo. Pense nisso e depois compartilhe suas experiências com seus amigos, família e vizinhos, falando-lhes sobre o que seja atentar à lei perfeita da liberdade.

Sadi – Um Peregrino da Palavra.

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# Diretrizes

AdoradoresO que mais convém ao homem do que o adorar a Deus?

Nada! Pois quando o adoramos, vivemos! Ao nos entregarmos de corpo, mente e espírito aos caminhos do Eterno, é vida em abundância que estamos vivenciando. E isto se refere a todos os sentidos, pois há um universo de coisas boas, abençoadas por Deus, acontecendo no mundo à nossa disposição e espera.

Levantamos todos os dias e os dias são maus? Sim, diz a palavra que os dias são maus, contudo, levantamos todos os dias e os dias são maravilhosos, pois os vivemos no Senhor, e Ele nos faz avançar e é a nossa força. O que temos nós com o fato de que alguém nos persegue ou não goste de nós? E se nos limita com seus poderes vãos e picuinhas? Pobre criatura, a alegria do Senhor é a nossa força! E que ela esteja também sobre tua vida!

Que neste sábado possamos meditar nestes aspectos positivos, com liberdade e destituídos de conceitos que misturam sentimentos santos e profanos; não nos esquecendo de que é no próprio sábado que encontramos a razão que nos diz sermos sustentados pelo Senhor. Por isso, também, nos convêm apenas adorar a Deus. além de amarmo-nos uns aos outros.

Pense nisso. Peregrino da palavra, somos todos. Feliz sábado!

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# O querer e o efetuar

aguiaPor certo que diante dos horrores que presenciamos com as guerras sentimos profunda tristeza, mas, nesse instante me permito um questionamento: quanto desse sentimento se move em direção à minha transformação? Quanto dela me faz movimentar rumo à lapidação de meu próprio comportamento, porquanto não raro permaneço inerte diante do sofrimento alheio ao meu redor?

Quanto de mim, entre o acordar e o dormir, está de fato, desperto e descansando? Quanto de mim está disposto a não reclamar, mas, a compreender; a não levantar a voz, mas responder com um sorriso que transmita a paz que desejo; a não se exasperar diante das injustiças, mas perdoar verdadeiramente ao que me persegue ou me ofende? Quanto de mim consegue refletir o comportamento de Madre Tereza, de Gandhi, de Mandela, de Cristo, enfim?

Nestes dias da semana que passou, eu conversava com minha esposa e propus a ela que pensássemos o quanto nos impressionam homens capazes de bondades e humildades extremas, tornando-se diante de nossos olhos um ideal que buscamos ao modelo de Cristo, mas não tomamos com a devida profundidade a própria bondade e a humildade inigualável do Messias.

Parece-me, às vezes, que a verdade é que nos acostumamos com o que é ruim, imperfeito e limitado, sem conseguirmos dar um passo verdadeiro em direção ao bom, ao perfeito e ao ilimitado. Jesus nos afirmou, e confiamos nele, que sua vinda foi para que tivéssemos vida e vida em abundância.

Por que, então, não buscamos essa transformação definitivamente? Por que ainda sou parte de uma civilização, que mesmo conhecedora e seguidora da palavra de Deus, ainda assim não consegue vivê-la por completo? Será que no fundo não confiamos na verdade? Será que estou tão contaminado pelo pecado e pela dúvida e pela carne que não consigo me desvencilhar desses aspectos, tornando-me de fato criatura santa, ou seja, separada para a obra?

A palavra que me chega à mente como resposta, e que me permite continuar rumo ao alvo é uma só, a de Paulo que afirma: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim”.

E, continua o apóstolo após compreender a essência da lei em Cristo: “se faço o que não desejo, admito que a lei é boa. Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus; Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado”.

E que Deus nos ajude, como o tem feito até aqui, a nos desvencilharmos da vida pela carne, e nos transformarmos verdadeiramente em um espírito que se liberta a cada dia, pois é Deus quem efetua em nós tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele que sabemos, também é perfeita e agradável.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

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# Não me envergonho do evangelho!

jcTemos presenciado uma enorme avalanche de desaforos dirigidos à palavra de Deus, como se ela, a obra nela e por ela revelada, os personagens que ali testemunham o poder de Deus, além do próprio Deus pudessem ser responsáveis pelos desequilíbrios que os próprios homens e seus vazios produzem.

Ainda que haja testemunhos cristãos que estejam compreendendo os rudimentos da palavra. Ainda que haja apaixonados pela palavra de Deus que sejam tomados por fanáticos. Ainda que o humilde discípulo seja o mais incômodo personagem diante do mundo, tomado por um tolo que se desvia dos prazeres da vida, uma coisa é preciso entender: somos família de Deus. Somos a igreja. Somos o corpo que encontra sua cabeça na pessoa de Cristo.

 A exemplo de Paulo, devemos entoar a uma só voz: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé“.

Disse-nos o Eterno por muitos profetas, e mesmo que muitas das palavras fossem para aquele tempo, contudo serviram como testemunho futuro sobre o Seu amor e poder.  Entre as tantas que traduzem essa verdade, uma frase do Cristo a nos abençoar esta manhã de novembro:

Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome. Este é o meu mandamento: amem-se uns aos outros. Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes odiou a mim. Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia. Lembrem-se das palavras que eu lhes disse: nenhum escravo é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também perseguirão vocês. Se obedeceram à minha palavra, também obedecerão à de vocês”.

Portanto, amados, não havemos de temer o mundo, antes permanecemos firmes na fé e oramos por ele, para que Deus toque os corações endurecidos, e estes se arrependam, aprendendo amar e a não se envergonharem do evangelho!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

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# Amor e Amizade

amor e amizadeNestes dias eu li um texto de um psiquiatra a quem admiro, contudo, não foi bem o que eu esperava encontrar. O assunto versava sobre a diferença entre o amor e a amizade, e à medida que o pensamento do autor se desenvolvia, restou claro que para ele o amor corresponde a uma busca para nos completarmos, sobretudo por carregarmos desde a infância a necessidade de sermos amados, devido ao recebimento do amor de mãe a que nos acostumamos.

Para o autor, as relações amorosas entre adultos se assemelham em muito com o sentimento que liga a criança à sua mãe, qual seja o da dependência, não havendo no mesmo diapasão que o da amizade, atitudes de confiança e cumplicidade.

Ao atribuir à amizade verdadeira tais valores, assim como a satisfação da companhia, por certo que o autor encontra boas razões a seus argumentos, no entanto, ao referir-se a esses valores entre amigos como algo mais solidamente alicerçado, por conta de afinidades e interesses comuns, do que caberiam aos casais, perdeu toda a credibilidade que pensei em atribuir ao artigo.

Por certo que ao falarmos de maturidade, o processo de fazer amizades guarda em si aspectos de individualidade bastante marcantes. Há, certamente, todo um paradigma para as escolhas, norteado, sobretudo por interesses comuns; entretanto, como não pensar o mesmo durante o processo de escolha daquele com quem desejamos passar a vida?

A busca do amor é sim, um processo adulto, porquanto deve haver em seu contexto a maturidade, jamais a dependência, ainda que o aprendizado que nos faz amadurecer seja um processo constante ao longo da vida. A busca de um amor que espera o suprimento de carências infantis, ou de um casamento que aguarda o preenchimento de valores materiais, está fadado a não conhecer o processo de amadurecimento que conduz à verdadeira cumplicidade.

Percebe-se, portanto, que o pensamento do referido articulista, mesmo vindo de um homem altamente preparado, inteligente, culto e educado, deve ser tomado como referência para se entender a diferença dos conceitos elaborados pelo mundo, daqueles fornecidos pelas escrituras. E estas proporcionam maturidade apenas àqueles que, de fato, se deixam transformar pelo Espírito do Eterno.

Ame, sim. Tenha amigos verdadeiros. E viva-os a partir da maturidade das escolhas, atribuindo respeito e admiração, jamais dependência. Aquele que busca um casamento para se completar, dificilmente será feliz. Aquele que atribui confiança e cumplicidade às suas amizades mais que ao seu cônjuge, vive incompleto.

O casamento, assim como a amizade, é uma escolha feita para compartilhar, calcado em confiança e cumplicidade iniciais que só devem crescer, e se há algo que dos relacionamentos se espere venham a acrescentar, que seja o próprio equilíbrio da relação, pois esta é a razão pela qual se propõem existir.

Casamento não é meio de suprir carências infantis e jamais poderá ser mensurado menor que um relacionamento de amizade. Ainda que existam amizades sólidas, e assim devem ser, o casamento se solidifica também pela amizade, tanto quanto por interesses comuns que passam a se multiplicar, sobretudo pelo amor. Muito mais do que poderia oferecer a melhor das amizades.

Pense nisso, e seja feliz com seu amor e com seus amigos.

Sady Folch – O Peregrino da Palavra

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# O olho do furacão

12Nesta sexta do final de outubro de 2015 o mundo ficou impressionado com a notícia inesperada de um fenômeno meteorológico que se abateu sobre o México. Trata-se do furacão Patrícia, que em poucas horas passou de tempestade tropical a um gigantesco furacão de categoria 5, nível máximo na escala Saffir-Simpson.

Segundo os especialistas, é o maior fenômeno dessa natureza ocorrido no planeta. Não há registro anterior semelhante ao Patrícia, que chegou a ventos constantes de 325 km/h, alcançando em alguns momentos a velocidade de 400km/h. De fato, algo bastante destruidor.

As escrituras afirmam sobre os sinais do tempo do fim, quando ocorreriam abalos naturais significativos. Não fala em furacões, mas em Mateus 24 podemos ler que “…os poderes dos céus serão abalados”. Parece-nos perfeitamente possível que tantos fenômenos com ocorrências reiteradas e grandes proporções em suas escalas sejam mesmo o prenúncio do tempo do fim.

É possível estarmos no olho do furacão. E é sobre isto que quero enfocar. Antes, ressalto que a expressão “o olho do furacão”, muito utilizada para retratar situações de extremo perigo, tem outro significado ao que erroneamente se aplica ao termo. Explico.

A parte conhecida por “olho do furacão” é a região central da megatempestade, contudo, ao contrário do que se pensa pelo uso errôneo do termo, nela o tempo é bastante calmo e pode-se até mesmo avistar o céu limpo ao se olhar para cima. Portanto, ao utilizá-la como figura de linguagem, quero dizer exatamente o que digo. Estamos vivendo, possivelmente, um momento de calma e tranquilidade em meio à tormenta.

Paulo escreve aos tessalonicenses advertindo que quando disserem: “Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição”. Referia-se ao momento em que o dia do Senhor haveria de vir como o ladrão da noite, contudo os que estão em Cristo não se surpreenderiam, pois estariam vigilantes, sobretudo exortando e edificando uns aos outros.

Como figura de linguagem para um contexto espaço-temporal, tomo de empréstimo a passagem da primeira borda do furacão Patrícia para retratar os tempos turbulentos vividos pela humanidade nos dois séculos mais recentes, onde guerras ocorreram incomparavelmente a outros idos e a população mundial se tornou altamente volumosa.

As duas últimas décadas, em que pesem as significativas desigualdades, há discursos de paz, sobretudo mediante ofertas de consumo que proporcionam confortos como nunca antes, sugerindo vivermos uma época de prosperidade, felicidade e integração. Contudo, sabe-se bem, são aspectos ilusórios que apenas mascaram a realidade, fazendo com que inclusive o amor esfrie diante de tanta competição e distrações tecnológicas.

Talvez estejamos vivendo exatamente uma época em meio ao olho do furacão, porquanto o tempo pareça limpo e agradável, em especial por todo o conforto que o consumo e a tecnologia proporcionam. Não se deixe enganar. No momento em que o solo que estamos deixar de vivenciar o olho do furacão e passar a receber os primeiros ventos tempestuosos das bordas seguintes que o completam, é o momento em que repentina destruição certamente surgirá.

Quem tem ouvidos, ouça, sobretudo o que diz mais a profecia aos tessalonicenses: “Orai sem cessar. Não extingais o espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo e retende o bem. E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

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# Conhecer a Vontade de Deus

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Se dissermos que a nossa oração foi atendida, significa que Deus fez a nossa vontade? Sim ou não? Nestes dias me chamou a atenção ter ouvido de pessoas diferentes uma outra frase:  “Deus não atende as minhas orações!”.

Quando a ouvi pela segunda vez, lembrei-me da primeira em dia anterior e prestei atenção ao contexto em que esta pessoa estava afirmando tal sentença negativa. Em nada diferia da pessoa que dissera a mesma coisa anteriormente. Percebi que elas não consideravam a onisciência de Deus nessas situações. Olhavam apenas para si mesmas e aos seus pedidos de oração.

Em ambas as situações veio à minha mente a palavra de Paulo dizendo aos romanos: “… transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimente qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.

Não raro, as conversões passam por uma superficialidade tamanha, ficando as pessoas sujeitas à incompreensão quanto ao que seja a experiência real com Deus, que acabam por desistir do caminho ao qual acreditaram terem se entregue um dia. Aí cabe lembrar a importância dos estudos bíblicos que conduzem os discípulos à verdadeira compreensão dos atos a que devem se atentar para percorrer o caminho; sobretudo permitindo que sua mente seja transformada mediante a renovação realizada pelo espírito que age pela palavra.

Mas, enfim, no caso da oração ser  atendida, significa Deus ter ouvido o pedido? Depende. Se deixarmos Deus ser Deus, a resposta é sim. Se interferir para o resultado for possível e assim o fazemos, pode ser que Deus tenha agido, pode ser que não. É comum ouvirmos pessoas afirmando gratidão e atribuindo responsabilidade a Deus por terem alcançado conquistas que na verdade são essencialmente mundanas. É preciso conhecer a Sua vontade!

E, como conhecermos a vontade de Deus, afinal? Estudando a Sua palavra. Afirmar que Deus não nos ouve ou não atende às nossas orações é antes de tudo não termos nos permitido a transformação para que conhecêssemos a Sua vontade. Isso sem dizer que mostramos desconhecer o que signifique Deus ser soberano.

O Eterno, bendito seja o Seu nome, ao não nos conceder um pedido feito em oração, certamente ou está agindo por Sua própria onisciência, evitando, portanto, que tal concessão venha a prejudicar o nosso crescimento espiritual; ou está agindo conforme Sua própria justiça prenunciada na palavra e que um discípulo deveria no mínimo conhecê-la.

Afirmou o Messias: “Pedí, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á”. Mas, por que e quando é cumprida essa promessa? Porque amamos a Jesus Cristo, pedindo, portanto em Seu nome; mas, sobretudo por cumprirmos os mandamentos.

Eis a chave para sermos prósperos: estarmos alinhados à vontade do Eterno, conhecendo-a; e isso ocorre quando nos alimentamos de Sua palavra, afinal, é mediante esse contexto ideal revelado por Deus que até mesmo as orações por pedidos que pareçam impossíveis aos olhos do mundo são atendidas. Caso não o sejam, não lamente, estude a palavra, submeta-se à Deus, entregando-se a Ele, consciente de que a Sua vontade é boa, perfeita e agradável.

Sadi – Um Peregrino da Palavra.

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# Norteie-se pela Palavra de Deus

BússolaNesta sexta, o pastor Odailson, que apresenta vídeos curtos chamados “Selfie do Código”, proporcionando uma reflexão profunda de fatos cotidianos em face da palavra de Deus, citou uma situação inusitada que aconteceu em um restaurante americano reconhecido por sua higiene extrema, mas que pelo descuido da autoconfiança foi surpreendido por um incidente que maculou sua reputação.

A mensagem nos recorda a passagem do livro de Mateus, em que Cristo bradou: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície”. O vídeo ressalta que não importa a aparência, ainda que bonita, mas o que de fato seja a essência que há por dentro do ser humano, e a diligência que aplicamos a ela alinhados à palavra de Deus.

Ele traz o exemplo retirado do livro de Jeremias para que possamos perceber como mesmo Israel, o povo escolhido e abençoado, esteve naquela ocasião desalinhado do Eterno pelas decisões de seus dirigentes. Essa reflexão nos leva a pensar nosso caminho diante de Deus, não raro enganoso por detalhes que passam despercebidos, ainda que se pautem pela aparência da correção e do acerto, segundo nosso próprio entendimento.

Jeremias anuncia o juízo de Deus aos dirigentes, aos pastores e ao povo que os segue. Contudo, porquanto o Eterno é misericordioso, o profeta traz o recado do Altíssimo àqueles que meditam em Sua palavra com o coração puro, e se afastam do engano. Trata-se dos versos 5 e 7 do capítulo 23, em que o escritor inspirado declara da parte de Deus que virão dias em que Ele levantará um Renovo justo, um Rei que reinará com sabedoria e fará o que é justo e certo na terra.

A mensagem é da dependência à palavra de Deus a que devemos nos atentar a todo o instante, sobretudo ao senhorio de Cristo, pois o homem está suscetível a se perder caso se mova fora da circunscrição do Espírito do Eterno, ainda que seja um doutor em teologia, mestre da Lei ou convertido desde o seio de sua família.

Alinhados à vontade de Deus, guardando os mandamentos e a fé em Jesus, vivemos o retorno aos caminhos do Eterno, obtendo com isso a fé no Criador, a esperança de dias melhores, a sabedoria que norteia nossos atos, sobretudo calçados no amor que os solidifica e se apresenta como a razão de ser e existir.

Não há por que seguir acreditando que podemos resolver alguma coisa sozinhos, acreditar no homem ou preenchermos nossas vidas com direções que não nos alimentam profundamente a alma, o corpo e o espírito.

Pense nisso ao se acreditar autossuficiente. A tudo o que fizer, contraponha à palavra do Eterno para saber se está no rumo correto. Somente em Deus encontramos o Caminho, a Verdade e a Vida, e uma vez decididos a sermos morada de Seu Espírito, a Agulha dessa Bússola sempre nos apontará a direção rumo ao Eterno, fazendo de nosso exterior o reflexo da luz que há em nós, a iluminar tanto a estrada quanto os nossos passos peregrinos.

Um feliz sábado é o que lhes deseja o Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Norteie-se pela Palavra de Deus
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# Vivendo e aprendendo

jesus-21-300x225Há situações na vida que facilmente podem nos tirar do sério, levando-nos a agir sem o equilíbrio que é uma das colunas que sustentam a mensagem da palavra de Deus. Contudo, diante de tais fatos é preciso parar e refletir, afinal mesmo que por razões que pareçam justas aos nossos argumentos, podemos estar contribuindo pouco ou quase nada às pessoas, a nós mesmos e ao contexto à nossa volta, se agirmos fora do espírito.

Visto, sobretudo por esse prisma, somos apoiados na máxima paulina que afirma – todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Se assim cremos, com isto crescemos.

Há algumas semanas, um escritor teceu uma crônica a ser apresentada como abertura à mensagem principal em uma palestra. Pois bem, tais linhas deveriam ser lidas mediante o recurso de um teleprompter que auxilia a apresentação, permitindo-lhe inclusive a interpretação que se fazia necessária. Contudo, na hora certa o recurso não foi acionado, deixando o leitor à própria sorte diante da plateia.

Tomado pela insegurança, o leitor que também era o escritor daquele texto tentou buscar na memória a sequência da história. Como era repleta por detalhes que faziam toda diferença à compreensão do texto, infelizmente a mensagem que era para ser motivacional, tornou-se inadequada, pois não recordara de tudo o que havia sido escrito.

Isso causou-lhe inicialmente uma indignação, afinal, depositara nas mãos daquele recurso tecnológico, operado pelo humano, toda a possibilidade de se alcançar o resultado desejado. A indignação levou-o à insegurança e assim desencadeou-se o desequilíbrio.

Contudo, pela mensagem encontrar respaldo na palavra de Deus, isso fez a diferença enquanto o escritor se permitiu refletir a partir dela após o fato. Para uma situação que inicialmente encontrara motivos para se indignar, ele se esvaziou de si mesmo e chegou à conclusão de que não apenas aprendera a esperar em Deus, preparando-se ao ponto de enfrentar as surpresas de todo dia de forma positiva, assim como percebeu que a situação a que fora exposto serviu sobremaneira para que seu ego fosse identificado e cortado pela raiz.

Sim, grandes lições nos levam ao crescimento, sobretudo espiritual, quando nos permitimos vivenciar a máxima que diz que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Se você ama a Deus, por certo haverá de encontrar mesmo nas situações mais difíceis, um bom motivo que se aplique ao seu crescimento espiritual, proporcionando ações positivas ao seu redor, extraindo o melhor de tudo o que te acontece.

Que todos possam desfrutar do sábado a partir do por do sol desta sexta. Um abraço do Peregrino da Palavra

Sady Folch# Vivendo e aprendendo
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