Publicações com Sady Folch

# O nosso Redentor vive!

Páscoa (2)

A páscoa como festa judaica, instituída no Egito, representou a libertação do povo hebreu donde originou o Messias, a quem reconhecemos pelo filho de Deus, e o confessamos ressuscitado ao terceiro dia de sua morte, estando neste momento sentado à destra do Eterno, com a mesma glória que tinha antes que o mundo fosse formado. Bendito seja Deus por isso!

É sobre Cristo, a nossa páscoa, que os convido a meditar, ou melhor, a festejar! Sim, a festejar – Porque o nosso Redentor vive! – Ele que se fez páscoa ao derramar seu sangue, garantiu nos planos físico e espiritual, que no momento de sua volta possamos estar justificados, possibilitando-nos a entrada em seu reino.

Assim como a páscoa judaica recorda a libertação do povo rumo à terra prometida, a páscoa que se fez em Cristo nos leva, sobretudo a festejarmos a vitória da vida sobre a morte. Ao se entregar na cruz, derramou seu sangue com o propósito de convidar-nos a estar com ele em Seu reino, este comparado a um rei que celebra as bodas de seu filho.

Jesus Cristo é a nossa páscoa, ensina Paulo. Nesse contexto, contudo o apóstolo faz uma advertência para que nos livremos do velho fermento. Significa dizer que quando aceitamos estar com Cristo em seu reino, nos tornamos novas criaturas, devendo, portanto nos apresentarmos dignos para as bodas do filho do rei.

Somos massa nova, logo, para celebrarmos essa festa que salta aos nossos corações como luz que resplandece, cobrindo-nos de amor e esperança, posto não sermos nem mesmo merecedores, devemos nos certificar que seja o nosso trajar adequado, tal qual o pão feito com o mais puro trigo da sinceridade e da verdade que sempre revestiu a obra do Eterno, bendito seja o Seu nome.

Sermos honestos observadores da palavra de Cristo, identificados por meio de seu sangue com o qual aceitamos pela fé sermos marcados, tanto quanto pela circuncisão de nosso coração que deve viver segundo a plenitude do evangelho, nos levará, segundo Cristo, a celebrarmos a páscoa em ocasião tão mais especial, pois sobre ela, ele disse: “Porque vos digo que não a comerei mais, até que ela se cumpra no reino de Deus”.

E ele confirmou essa promessa, já ressurreto, quando disse a João: “Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. Estas são as verdadeiras palavras de Deus”.

Este é o esclarecimento, pois o nosso Redentor vive!

Feliz páscoa!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# O nosso Redentor vive!
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# Cordeiro Pascal

exodo-12_7Páscoa em hebraico é “pesah” e significa “pular além da marca”, “passar por cima” no sentido de “poupar”. A páscoa foi instituída no Egito mediante a ordenança de se sacrificar um cordeiro e com seu sangue marcar as casas, possibilitando o ato de poupar aos filhos dos hebreus no momento em que o anjo passaria para sacrificar os primogênitos naquela terra.

É preciso dizer que assim como o antigo testamento orientava o povo para a vinda do Messias, também muitos dos fatos ali registrados apontavam para ele. A páscoa foi um desses fatos que teria relação com o que ocorreria com o Messias.

Paulo afirma que Cristo é o cordeiro pascal. A prova disso está na clara relação de semelhança entre as ordenanças ritualísticas da páscoa judaica com a morte do Messias. Mas, não só isso. Há um aspecto de obediência que também marca a ambos os contextos.

Naquela páscoa, o cordeiro que verteria o seu sangue para salvar, não poderia ter os seus ossos quebrados. Cristo é o cordeiro pascal porque verte seu sangue para que todos sejam salvos, e como é narrado pelas escrituras, nenhum de seus ossos foi quebrado.

Há um importante aspecto a considerar com relação à obediência. Os filhos dos hebreus foram poupados porque eles obedeceram a tudo o que lhes fora ordenado. Eles agiram por fé, sendo obedientes, e por isso, salvos. Mesmo sabendo que o sangue de Cristo verteu-se para salvar a humanidade, todavia só serão poupados quando de sua volta, aqueles que se deixaram marcar por ele, aceitando-o pela fé e obedecendo aos ensinamentos de Jesus.

Trata-se, portanto, a páscoa, também de uma questão de obediência pela fé. A prova disso está em Paulo quando escreve sua carta aos hebreus, afirmando que pela fé celebrou-se a páscoa e a aspersão do sangue, para que o destruidor os poupasse no Egito.

Ao tomarmos Cristo como nossa páscoa é preciso entender que nossa justificação se dá pelo sangue, e nossa santificação pela obediência à Palavra. A salvação está para a fé e a obediência, assim como a perdição está para incredulidade e desobediência.

Ao aceitarmos o derramar de seu sangue por nós, sendo marcados por ele, somos libertos da escravidão do pecado, sendo, portanto, justificados. Obedecendo-o, cumprindo ao que ele ensinou, nós seremos salvos quando de sua volta.

Feliz Sábado!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Cordeiro Pascal
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# Não temas! Tende fé!

Não temasA semente deste domingo eu quero dedicar àquela palavra, ou melhor, à promessa mais mencionada pelo pelo Eterno em toda a escritura: Não temas! Tomo-a de empréstimo do edificante sermão da manhã deste sábado, lembrada pelo pastor na comunidade Nova Semente, onde nos reunimos para adorarmos a Deus e darmos graças por vivermos o chamado de Cristo.

Não temas!  Afirma o SENHOR! Não temas!

Essas palavras dignas de toda a confiança, mencionadas pelo pastor nesta manhã lembraram-me de Paulo, quando escreveu para os hebreus: “Com confiança ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei.”

A primeira vez que essa promessa é pronunciada pelo SENHOR, fora dirigida a Abraão quando ainda era apenas Abrão. Disse Ele: “Não temas, Abrão! Eu sou o seu escudo; grande será a sua recompensa!” Paulo registrou a isso também aos hebreus: “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia”.

Saiu sem saber para onde ia!! Não temeu! Agiu pela fé! Confiante certamente no mesmo diapasão revelado ao profeta Jeremias séculos mais tarde: “Eu sei os pensamentos que tenho a vosso respeito”. E Abrão confiou e tornou-se Abraão. Um novo homem.

A última vez que ela é pronunciada nas escrituras encontra-se no livro de apocalipse: “Isto diz o primeiro e o último, que foi morto e reviveu: Não temas!”

Por que haveríamos de temer, quando o Pai que iniciou a boa obra é fiel para termina-la? Por que temeríamos se o Filho a falou pelo que ouviu do Pai, testemunhado por Paulo mais uma vez aos hebreus quando afirmou: “Porque ele (Cristo) disse: Não te deixarei, nem te desampararei”.

Não temas! O Senhor está com a mão estendida em nossa direção. Nossa parte: segurá-la e seguir sem temor! E, relembrando ainda a Paulo, também aos hebreus, digo: “Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus.”

Sadi – Um Peregrino da Palavra

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# Não olhe para trás

arando-a-terraNo primeiro capítulo do livro O Peregrino, de John Bunnyan, o protagonista – Cristão – descobre que deve sair do lugar de conforto e sair em busca da resposta indicada para seu questionamento inicial – “Como posso me salvar da destruição do lugar onde estou e da ira vindoura?”. Orientado a se guiar pela luz (Palavra), pois só assim encontrará a porta estreita (Jesus) onde lhe dirão o que fazer, ele parte sem olhar para trás, uma vez que sua família se recusa a segui-lo.

Pois bem, logo que ele parte, dois amigos o acompanham, entre eles está o que atende pelo nome de Obstinado. Tentando dissuadi-lo a voltar, Obstinado pergunta a ele que loucura é essa em deixar família, casa, afazeres e amigos para trás. Cristão lhe explica que está indo ao encontro de respostas, pois o que deixou para trás são coisas que nada mais têm a ver com sua busca e quanto às pessoas, infelizmente não o seguem por não desejarem viver o mesmo.

Enquanto segue ao seu lado, Obstinado tenta a todo custo convencê-lo a voltar. Nesse tempo, Cristão lhe explica sobre a revelação que leu no Livro e pede que o amigo venha com ele. De pronto, Obstinado responde: “Que se dane o Livro”. Afinal, por nada deixaria para trás os amigos e todo o conforto que conquistara, e que Cristão deveria fazer o mesmo.

Cristão lhe responde: “Não, não vou, pois já pus a minha mão no arado”. No evangelho de Lucas está registrado que alguns homens seguiam a Jesus e um deles lhe disse que iria para onde o Mestre fosse. Jesus então o avisa que não tem nem mesmo lugar nesta terra para recostar sua cabeça em descanso, e estende o convite para segui-lo a dois outros, quando ouviu de ambos que tinham coisas a fazer que julgassem importantes, para só depois segui-lo.

A resposta que ouviram do Messias foi: “Ninguém que lance mão do arado e olhe para trás, é apto para o reino de Deus”.

O caminho é Cristo. A Luz que guia nossos pés, sendo lâmpada para reconhecermos o caminho é a Palavra do Eterno. O objetivo da jornada não é fazermos algo para que alcancemos méritos, pois os louros humanos são insignificantes como ingresso para o reino vindouro, mas percorrermos sem olhar para trás, revestidos cada vez mais do novo homem que se aperfeiçoa pela graça divina, que a tudo nos proporciona durante o percurso.

Estejamos sempre atentos aos convencimentos deste mundo que tentam nos dissuadir de nossa jornada rumo ao Eterno, e assim, orientados pela Palavra e firmes na rocha que é Cristo, possamos dizer em meio ao percurso as palavras do salmista: “Pai, de todo o meu coração eu te busquei; não me deixes desviar de teus mandamentos. Alegro-me nos teus estatutos e não me esquecerei de tua Palavra”. (Salmo 119)

A graça de Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam conosco!

Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Não olhe para trás
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# O início da jornada

LuzO livro de John Bunyan – O Peregrino – é o livro cristão mais lido no mundo depois das Escrituras. Narra a história de Cristão, um homem angustiado em busca de respostas depois que toma conhecimento que após a sua morte, será julgado pela forma como vivera a sua vida. Ele, então, desesperado, se pergunta: O que devo fazer para ser salvo?

Ao perceber que não estaria preparado para aquela situação e não conhecendo caminho que lhe apontasse solução, Cristão se atormenta profundamente e se abre com a família. Eles não o levam tão à sério e na manhã seguinte, vendo-o em igual estado de espírito, passam a trata-lo com rudeza para ver se surtiria efeito sobre seu comportamento, que tomaram por insensato.

Cristão vaga pelos campos nos arredores de sua casa, questionando-se sempre com a mesma pergunta, até que encontra um homem chamado Evangelista, que ao ouvir os motivos de sua angústia, pergunta-lhe por que não faz alguma coisa ao invés de restar parado. Ele responde não saber para onde ir.

Nesse momento, Evangelista lhe apresenta a passagem do evangelho de Mateus que adverte: “Fuja da ira vindoura!”. E então, Cristão lhe pergunta para onde deveria ir, ao que o homem lhe aponta um vasto campo e diz: “Vê aquela porta estreita?” (Cristo, em Mateus 7). Cristão responde que não. O homem lhe faz outra pergunta: “Vê lá longe aquela luz radiante?” (Salmo 119). Titubeando, afirma que sim e de imediato ouve que siga a luz até encontrar a porta estreita, e nela bata que lhe dirão o que deve fazer.

Sem olhar para trás, Cristão seguiu naquele mesmo instante em busca de sua resposta, resistindo aos clamores de sua família e amigos.

A segunda parte do salmo 119 assim inicia: “Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a Tua palavra”. Assim como Cristão seguiu em busca de sua purificação guiado pela Luz da Palavra, tornando-se esta, lâmpada para o seus pés e luz para o seu caminho, o mesmo salmo testemunha o conforto de seu escritor quando afirma que escolheu o caminho da verdade, propondo-se a seguir os juízos do Eterno.

Quanto à jornada de Cristão, haveremos de falar sobre ela nas próximas sementes, à medida que a narrativa do Peregrino se desenrola. Quanto à jornada dos cristãos, havemos de dizer apenas: “Eterno, ainda que eu seja apenas um peregrino na terra, não esconda de mim os teus mandamentos, pois estou consumido de desejo por vivê-los”.

Feliz sábado!

Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# O início da jornada
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# Ouse Crer!

16Esta semana eu resolvi presentear a minha família e a mim com um livro que há muito estava curioso para ler. Ouse Crer, do escritor Marco Aurélio Brasil. Os leitores das meditações da Nova Semente já o conhecem, pois ele é o autor das sementes publicadas às terças e quintas no blog do site.

Pois bem, logo que decidi procurar pela obra, eu estava no fórum João Mendes, no centro de São Paulo, e por isso, de pronto pensei na conhecida rua que possui um vasto catálogo de literatura cristã, a Rua Conde de Sarzedas.

Fui até lá, animado, entrei na primeira loja e adivinhem. Saí inconformado. Não tinham ouvido falar do livro, nem tampouco da editora. E convenhamos, trata-se da Casa Publicadora Brasileira – CPB. Pensei comigo: é apenas um funcionário novo, uma pessoa jovem; natural que não conheça toda a literatura e as editoras.

Depois que saí da terceira loja, ouvindo a mesma resposta em relação ao livro e à editora, disse a mim mesmo: “como pode ser isso; ninguém conhece nem mesmo a CPB?”. Foi quando pensei no título do livro, e de imediato decidi que deveria entrar nas livrarias e trocar a pergunta pela exclamação. Entraria nas lojas e olhando nos olhos do atendente, diria de forma respeitosa, mas imperativa: Ouse Crer!

E como somos seres humanos, passíveis de paixões, medos, relações imperfeitas trazidas ao longo da vida, inseguranças, convencimentos distorcidos, supostas conversões, métodos complicados de cristianismo, e sem transformações verdadeiras, acreditei que não seria difícil identificar alguém que demonstrasse surpresa com a frase que diria de pronto.

Decidido a falar de Deus por meio dessa única frase, fui em frente. Logo me deparei com uma atendente bastante aborrecida, tentando convencer um colega de trabalho com seus argumentos. Ao perceber que eu estava parado a sua frente, desculpou-se e me perguntou: Em que posso ajudar? Eu disse apenas: Ouse Crer! De imediato vi um sorriso saltar daquele semblante, antes fechado e tenso.

Incrivelmente, em cada uma das lojas que entrei, mesmo ouvindo sempre que não conheciam o livro ou a editora, em todas eu saí satisfeito, pois onde entrasse e apenas exclamasse a ousada frase, percebia um sorriso de satisfação no rosto do atendente, e por algumas vezes até mesmo uma resposta positiva.

Falando do livro, o meu eu o achei na livraria da CPB na Praça da Sé, e o que tenho a dizer é que o recomendo, deixando que você mesmo busque a sua experiência pessoal com a leitura. Contudo, afirmo: ouse crer e busque o Eterno Deus em oração e Ele te ouvirá. Busque-o e o achará, quando o buscar de todo o seu coração. Creia, pois Ele fará mais por você, do que você pede ou pense poder receber.

Ouse Crer! Feliz sábado!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Ouse Crer!
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# Contradições

frase-se-a-igualdade-entre-os-homens-que-busco-e-desejo-for-o-desrespeito-ao-ser-humano-fugirei-dela-graciliano-ramos-126054A maneira como o comportamento humano tem se revelado nos dias atuais chega às barras da discrepância. As redes sociais, por exemplo, têm apresentado debates calorosos, defesas veementes dos mais diversos pontos de vista, como se isso representasse, de fato, comportamentos que regem a vida de seus advogados, engajados politicamente na vida das cidades e dos direitos cidadãos.

Eleitores defendem os partidos políticos que mais lhes agradam, e convenhamos, isso é legítimo, contudo à medida que seguem escrevendo o que lhes vai ao coração, aos sentimentos, muitas vezes cheios de rancor e ódio, se fazem acompanhar pela incoerência, se não diante do quadro político nacional que defendam, por certo que diante da essência do brocardo: “faça aos outros o que quer que façam a você”.

Sim, este, na maioria dos casos das pessoas que passaram a expressar suas opiniões, incentivados pela larga visualização e possibilidade de debate na internet, é aquele ditado que, penso, seja comum a todos. No entanto, não é o que se vê. Ataques levianos e desrespeito para com o ser humano passaram a ser moeda corrente aos que se dizem politizados e detentores de opiniões abalizadas sobre direitos fundamentais.

Pergunte a alguém que defenda a política neoliberal ou a socialista, ou a quem as ataque a uma ou outra, se ela sabe discernir em mínimas palavras, a essência dessas correntes. Vai se surpreender com a quantidade de ignorância a esse respeito, tanto quanto vai se deparar com conceitos enganosos quando comparados à verdade que fundamenta essas teorias. O que dizer então dessas mesmas pessoas que fazem muito barulho mas nunca foram capazes de escrever um e-mail sequer para cobrar posturas de seus representantes.

A vida parece que se tornou um ringue. As pessoas parecem estar armadas para atacar ao primeiro que emita uma opinião sobre qualquer assunto e que seja contrária ao que elas pensem. Isso sem falar na prática da generalização, tomando a parte pelo todo, sem qualquer justiça à particularidade do indivíduo. Onde está o respeito? Pessoas que se dizem defensoras das liberdades de expressão e opinião têm sido as primeiras a responder com indignidade, se confrontadas as suas opiniões com os direitos que reivindicam.

A humanidade está precisando de um pouco mais de tolerância. As pessoas se digladiam na internet e nas ruas, sendo elas mesmas que no frigir dos ovos, esperam para si e para seus filhos, a possibilidade de vivenciarem o respeito e o direito de ser contrário. Como podem esperar algo que não sejam capazes de dar? O que esperam colher com isso senão o ódio? Não se paga o mal com o mal. A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira. A língua dos sábios torna atraente o conhecimento, mas a boca dos tolos derrama insensatez.

O Cristo quando esteve neste mundo de dores e sorrisos forçados, de dentes que rangem ao menor sinal de discordância, demonstrando a intolerância e o desrespeito, e mesmo o egoísmo que não chega a ser reconhecido, falou daquilo que lhe é inerente: Divindade, no sentido mais amplo que possa traduzir o amor. Ele mesmo disse: Dê a cada um aquilo que lhe pertença. Quanto à vida de erros vivenciada pelos homens, advertiu-os: arrependam-se.

Para se arrepender de algo, é preciso antes reconhecer o erro. E todas estas coisas ele as pronunciou com amor, como quem conhece o homem até mesmo naquilo que lhe vai mais oculto ao coração, incapaz de reconhecer. Como pode alguém dizer que ama a Deus, que não vê, se não é capaz de amar ao seu semelhante, que pode ver? Isso tudo é, no mínimo, uma vida de contradições.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Contradições
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# O joio e o trigo

joio-trigoNeste sábado, a partir de uma história bastante criativa que encontrei em uma meditação matinal, adaptei um texto para mostrar como os defeitos humanos motivam o desprezo a homens que poderiam se tornar bons comunicadores da palavra do Eterno.

Com o propósito de apontar esse tipo de julgamento, homens bíblicos como Noé, Moisés, Salomão, Pedro, Paulo e Jesus se tornaram personagens fictícios, entrevistados por um dirigente de igreja que tinha uma vaga de pastor a ser preenchida. No final não aprovou a nenhum deles, dando preferência a apenas um, chamado Judas, que lhe pareceu o mais apto aos requisitos do cargo.

O fato é que a vida como a conhecemos é feita de homens inseguros, cheios de defeitos, com dificuldade para lidarem com suas próprias limitações. Em se tratando do exemplo de Jesus, está mais do que claro que se voltasse a este mundo como um desconhecido, e dissesse às igrejas as mesmas verdades que se sustentam há dois mil anos, seria prontamente repudiado.

Mesmo com todos os defeitos que tenha o homem, isso não faz com que seja desprezado pelo Eterno, porquanto a Sua obra se volte para a criatura, e o chamado vise à transformação dos conceitos que povoam a mente humana em relação ao mundo e ao próprio indivíduo. Assim proporcionará ao homem retornar ao convívio da intimidade divina, pois partindo dessa experiência real é que nos tornamos novas criaturas.

Tomando de empréstimo as palavras registradas em Mateus, o joio está sempre ao lado do trigo na seara, no entanto, não é difícil perceber que o joio tenha grande semelhança morfológica com o trigo, e voltando-nos à imensidão da seara, podemos notar que há ceifeiros que se revestem falsamente das verdades do Eterno, tornando-se quase inconfundíveis, não fossem os frutos que os assemelhem ao joio, diferenciando-os do trigo.

O problema significativo dentro da igreja, à semelhança do joio, é quando as distorções bíblicas são engendradas em proveito da denominação, dos pastores que a compõem, influenciando erroneamente às pessoas que se convencem de todo um contexto de sofismas. Se ainda há quem os siga, das duas, uma: ou são pessoas simples, enganadas em seu entendimento, ou estão a nutrir os mesmos interesses de seus líderes.

Nas comunidades dos primeiros séculos, ninguém explorava financeiramente aos desvalidos com promessas de bênçãos. Ninguém se prestava a “profetizar” se não estivesse cabalmente afinado aos mandamentos e repleto pelo Espírito do Eterno. Nenhum deles nunca nem mesmo ousou dizer o que o Eterno deveria fazer em troca de uma oferta.

A consciência de que vivemos e nos fortalecemos apenas quando em comunhão com o Espírito que é santo, é o que sempre moveu a todos que serviram à obra com retidão e caráter. A transformação é isso: deixar os rudimentos, a sabedoria, os conceitos e valores do mundo, para viver ao que para ele é a própria loucura. Esse é o testemunho dos que andam no caminho do Eterno.

Que o homem possa reconhecer a voz do Pastor.

Ṣadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# O joio e o trigo
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Inspiração e Transpiração

1665Sabe aquele dia em que você se senta à frente de um computador para escrever uma meditação e nem um tema lhe vem à cabeça? Pior que isso é ter passado a semana inteira sabendo que chegaria esse momento, e por diversas vezes ao longo dos dias você encontra situações interessantes e logo pensa – vou escrever sobre isso na meditação de sábado.

Chega o pôr do sol da sexta e você não aproveitou qualquer um daqueles momentos e nada escreveu. E você pensa: tenho que escrever a meditação. O horário vai avançando e nada. Quando se dá conta, já é bem tarde e você não cumpriu com sua obrigação, e ainda acha ser capaz de resolver isso por pura inspiração. Ledo engano.

Não apenas se demonstra com esse posicionamento, a falta de prioridades para com as coisas de Deus, mas, sobretudo falta de disciplina e de busca que transforme nossa mente.

Disciplina. Treino. Insistência. Aperfeiçoamento. Experiência. Eis o resultado para tudo na vida.  Thomas Edison e Albert Einstein nos deixaram lições importantes, inclusive uma sentença cunhada, certamente, por alguém antes deles, quando afirmaram o que pensavam a respeito dos trabalhos que exerciam.

Edison afirmou que genialidade é resultado de 1% de inspiração e 99% de transpiração, enquanto Einstein afirmava que a física teórica moderna é 10% de inspiração e 90% de transpiração. A diferença da porcentagem é o que menos importa. A essência do pensamento diz tudo. Você só pode alcançar bons resultados se aproveitar todas as circunstâncias para se aperfeiçoar. Não amanhã, mas hoje, agora, e também amanhã, se houver.

Adquirir a experiência real com Deus passa por um posicionamento que temos que buscar, não por inspiração, pois estaríamos sujeitos a deixar passar momentos importantes de transformação, mas como quem transpira e faz acontecer, pois como disse o Eterno, o momento é agora, o tempo é agora, conforme a lição dita por Paulo aos coríntios, repetindo as palavras de Isaías, para que no momento em que mais precisarmos, sermos aprovados. Assim como Einstein superou todas as expectativas, e Edison, depois de centenas de tentativas, alcançou o objetivo.

No entanto, é preciso que se entenda algo importante: os altos índices de transpiração, de trabalho em busca do aperfeiçoamento que permite a transformação, depende sobretudo da graça que há no Senhor, pois por nosso esforço, como se dependesse apenas dele, não alcançaremos o objetivo que o Senhor pensou para nossas vidas.

A propósito, apenas conhecer bem as escrituras fará do leitor um homem transformado? O homem deve vigiar e orar, estar alerta, pois não sabe a hora em que voltará o Senhor para terminar a obra. Acaso não necessita o empregado estar alerta ao patrão que chegará a qualquer momento? Guiados pela sabedoria do alto, devemos escrever a história todos os dias, confiando que o Senhor nos aperfeiçoa, inspirando-nos 100% através de Sua palavra, e por ela, transpiramos 100% em nosso caminho, ou seja, nos posicionamos para que haja a transformação em nós.

Feliz Sábado!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady FolchInspiração e Transpiração
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# O reequilíbrio definitivo

jesusNesta semana, conversando com uma amiga advogada que há muito não encontrava, falávamos sobre processos judiciais, até que ela passou a desabafar sobre suas lutas, mencionando o desgaste e o cansaço que a esgotavam devido a uma série de fatores.

Em um dado instante da conversa, ela justificou ainda suportar tanto peso por ser praticante de artes marciais leves e do budismo, que em muito reequilibram o seu vigor físico e mental no dia a dia. Logo ela se voltou para mim e disse que todos deveriam conhecer essas diretrizes. Com o carinho de sempre com que lhe trato, respondi apenas que meu equilíbrio busco no convívio com o Eterno, desde o tempo em que conheci sua palavra.

Ela prontamente respondeu que não deixa de ser também uma fonte de energia e de sabedoria, mas que ela não estava falando de religião. Este normalmente é o xis da questão para as pessoas que desconhecem a busca – pensam logo em religião – especialmente, no sentido mais distorcido que os tempos e os homens providenciaram para conceitua-la.

Respondi a ela que eu não estava a falar de religião, no sentido de denominação religiosa, e sim de todo um contexto espiritual que ocorre desde a criação até os nossos dias, e que somente mediante o estudo, a meditação e a busca de intimidade com as escrituras judaico-cristãs, se pode chegar à verdadeira compreensão de seu propósito, que é simples, por sinal. Conduzir o homem de volta ao convívio efetivo com o Criador dos mundos.

Disse-lhe que entendo que a sabedoria desses exercícios orientais proporcione benefícios à saúde, até mesmo um reflexo de paz interior, no entanto, que também penso estar limitada a isso, e ao tempo de nossa existência e de nossos esforços, residindo aí, sobretudo, a diferença da proposta essencial do Criador para este tempo físico-existencial, afinal o seu benefício não poderia ser proporcionado ao homem pelo esforço do próprio homem, qual seja o viver a paz verdadeira.

Esclareci que essa paz de que eu falava, o mundo não pode nos dar, e que há uma sabedoria suprema que foi ocultada aos sábios e instruídos, sendo, inclusive, loucura para o mundo, motivo de escárnio, e que fora revelada ao único ser que, de fato, pode revigorar-nos, dando-nos descanso à alma, pois a conheceu antes de estar entre nós. Um ser totalmente real, acreditasse ou não.

Podemos viver bem, reequilibrando-nos do estresse com uma série de práticas saudáveis, mas só a sabedoria do alto pode nos proporcionar uma vida em que o equilíbrio seja uma constante sobrenatural, contudo, para que isso aconteça, é preciso ter uma experiência real com Deus, pois só assim passaremos do estágio de tentativas limitadas de reposição do vigor, para um amadurecimento espiritual que transforma, dando-nos a capacidade de vivenciarmos qualquer situação.

Feliz sábado a todos!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# O reequilíbrio definitivo
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