Publicações com Salvação

Visão Divina x Visão humana

“(…) Quero ficar em tua casa hoje” … “Ele se hospedou na casa de um pecador”. Lucas 19:5 e 7


 

olhos-jesusEncerro a série de reflexões comparativas entre o modo de ver divino e o humano abordando a história de Zaqueu. Difícil é dizer qual o sentimento maior se tinha por ele, se ódio ou inveja. Era odiado por ser um cobrador de impostos corrupto, mas invejado pela fortuna. Mas, o que realmente importa em sua história, era seu grande desejo de ver Jesus.

Ao saber que Cristo estava em sua cidade decidiu que aquele seria o momento. Devido a sua baixa estatura subiu em uma árvore e se escondeu em meio à folhagem à espera o Salvador. Para sua surpresa e espanto, assim que estava debaixo da árvore, Jesus para, lhe chama e se oferece para ir em sua casa. Enquanto descia para receber o Salvador a multidão se queixa que Jesus se hospedava em casa de pecadores.

Aí está a grande diferença entre a visão divina e a humana, enquanto Deus olha as necessidades e os anseios de cada alma penitente, o homem, olhando apenas o exterior, condena e não se preocupa com as necessidades e anseios do seu próximo. Para o Salvador ali estava alguém por quem viera a este mundo, para os homens ali estava um grande pecador, digno da mais severa condenação.

Reconhecendo-se pecador Zaqueu deixou Cristo entrar em sua casa e tomou medidas efetivas para justar contas com seu passado, como bônus recebeu a salvação (Lucas 19:8 e 9). Os murmuradores ficaram do lado de fora, não testemunharam o milagre da conversão de Zaqueu, muito menos participaram da salvação oferecida a ele. Assim como fez com Zaqueu o Salvador quer entrar em sua casa, em sua vida e trazer-lhe a salvação. Ele não quer saber quem é você ou qual o seu passado, apenas quer ser o seu Salvador. Ele já deu o primeiro passo, o próximo é seu.

Gelson De Almeida Jr.Visão Divina x Visão humana
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Visão Divina x Visão humana – IV

olhos-jesusEm algumas horas a maior parte do mundo ocidental comemorará o Natal, festividade em que se celebra o nascimento do menino Jesus entre nós. Talvez você fique a perguntar o que o nascimento de Jesus tem a ver com o título que escolhi para essa série, pois tem tudo a ver. Não existe exemplo mais clássico para se entender como o Eterno nos vê que a vinda de Seu Filho ao nosso planeta.

Paulo afirma que “(…) vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho…” (Gálatas 4:4) para morrer por nós enquanto ainda éramos pecadores (Romanos 5:8). Tendo em mente que pecado é iniquidade e iniquidade é rebelião contra o Eterno, fica muito difícil entender a atitude divina para com cada um de nós. Desculpar/perdoar o erro de alguém é coisa por demais difícil para nós seres humanos, mas perdoar, restaurar e tratar um ofensor como se nada tivesse acontecido é algo além da nossa compreensão.

Quando Pedro perguntou ao Mestre quantas vezes deveria perdoar alguém, Cristo disse-lhe que deveria perdoar 490 vezes, o mesmo erro. Do alto da perfeição absoluta o Eterno não nos olha com olhos acusadores, mas com olhos de amor. Gosto da frase que diz que: “A Natureza nunca perdoa, os homens às vezes perdoam, mas Deus sempre perdoa”.

Os olhos humanos são para as falhas, os olhos divinos são para os que cometeram as falhas. Enquanto o homem se detém no erro cometido, o Eterno olha os motivos que levaram ao erro e a disposição de quem errou em acertar na próxima vez. Diariamente o Eterno faz com você o mesmo que fez com Adão e Eva assim que pecaram, ao invés de condenar busca sua restauração, a Adão e Eva prometeu um Libertador, a você ele mostra a cruz e lhe dá a certeza da vida eterna. Deus é isso e sendo Ele quem é e o que é, podemos nos sentir seguros e nos aproximar sem medo da condenação.

Gelson De Almeida Jr.Visão Divina x Visão humana – IV
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360

Enquanto escrevo essas linhas, esse é o número de mortos nas três últimas grandes tragédias que abalaram nosso planeta.  224 no avião russo que caiu no Egito, 7 identificados e 18 desaparecidos após o desastre ecológico em Mariana – MG e 129 no ataque terrorista na França. Vendo tudo isto, aliado à violência urbana diária, aos escândalos de corrupção em nosso país replicamos a pergunta de Etã: “Até quando, Senhor?” (Salmo 89:44a).

‘Por quê’ e ‘até quando’ certamente são as perguntas que mais se faça ao Eterno. Como seres humanos, desde pequenos, queremos saber a razão de tudo e, às vezes, nos esquecemos que, como criaturas que somos, nunca compreenderemos os desígnios e os caminhos do Criador, pior ainda, em alguns casos não os aceitaremos. Vivemos tempos cada vez mais difíceis, em II Timóteo 3:1-4 Paulo escreveu que, perto do retorno de Cristo a essa Terra, os tempos seriam cada vez mais difíceis, com pessoas completamente más, duras de coração, rudes, cruéis, irascíveis, etc. (Bíblia Viva). Falando sobre a má semente plantada junto à boa Cristo afirmou: “Um inimigo é quem fez isso” (Mateus 13:28).

Originalmente nosso planeta, e tudo o que nele havia, foi criado perfeito e nele reinava a mais perfeita ordem e harmonia, pois o Eterno era o centro do pensamento, das emoções e atenções dos seres humanos, mas o pecado aqui se instalou e, desde então, vemos toda a sorte de desgraça se abater sobre nós. Um inimigo fez isso e continuará a fazer até que o Eterno dê um basta. Quando isto ocorrerá eu não sei, mas as profecias mostram que o planeta que conhecemos, e esse estado de coisas, tem muito pouco tempo pela frente. A  boa notícia vem de Lucas 21:28, “Portanto, quando todas essas coisas começarem a acontecer,  levantem-se e ergam a cabeça com ânimo, pois a salvação de vocês está próxima” (Bíblia Viva).

Muitos alteraram a sua foto de perfil, em uma conhecida rede social, para as cores da bandeira da França, numa homenagem aos mortos na tragédia do último final de semana. Longe de mim esteja o criticar, foi uma atitude digna e nobre, mas que de nada adiantará se a mudança ficar apenas na foto. Precisamos mudar nossa vida e ações e nelas colocar as cores da “bandeira do Céu”. Ao assim proceder estaremos dando um colorido maior a esse mundo enegrecido e brutalizado pelo pecado e seus efeitos. Ore e peça que o Eterno torne você aquele que dará o colorido que falta na vida dos seus semelhantes.

Gelson De Almeida Jr.360
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Como criança

Dias atrás comemorou-se o Dia das Crianças. Embora a UNICEF adote 20 de novembro como o dia das crianças, no Brasil, por força de decreto (4.867/24) comemora-se em 12 de outubro. Mas a comemoração tomou força quando a fábrica de brinquedos Estrela, num golpe publicitário, resolveu reviver a data em 1955. E o Dia das Crianças está aí até hoje, não para se exaltar as qualidades desses pequenos, mas como mais uma maneira de aquecer as vendas no comércio.

Augusto Cury afirma que: Todos tem uma criança alegre dentro de si, mas pouco a deixam viver”. Infelizmente essa frase é muito mais real que se pode imaginar. Coincidentemente, no dia das crianças estava em uma casa onde existe um garoto que recém completou 2 anos de idade. Ele veio até onde eu estava e me mostrou dois carrinhos de plástico que ganhara em sua festa de aniversário no dia anterior. Perguntei-lhe a quem pertenciam e ele disse que eram seus, imediatamente perguntei qual era o meu e ele pegou um deles e disse: Toma. A todos que lhe perguntavam de quem eram os carrinhos ele respondia: “Esse é meu e esse é de Gelson (sic)”. Ao longo do dia, várias vezes ele veio com os dois carrinhos e entregou o meu, para que eu brincasse.

Fiquei a pensar em como o comportamento dessa criança é diferente do meu, mal acabara de abrir seu presente e já o dividira comigo, algo impensável para um adulto. Talvez seja por isto que o Mestre afirmou que: “(…) a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus”(Mateus 18:3). Duas coisas saltam aos olhos no texto, a primeira é a obrigatoriedade de se tornar como uma criança para alcançar o reino dos Céus, a segunda é que não se chega a isto sem que se passe pelo processo de conversão.Amor desinteressado, inocência, sensibilidade, companheirismo, desprendimento, memória curta para desavenças e memória longa para atos de amor são apenas algumas das características que temos que copiar de uma criança. Louis Pasteur dizia que ao ver uma criança dois sentimentos lhe invadiam, ternura pelo que ela era e respeito pelo que poderia vir a ser. Se em nossas relações diárias nos tornarmos como crianças infundiremos sentimentos parecidos naqueles com quem entrarmos em contato e, melhor ainda, teremos dado um grande passo rumo a Eternidade ao lado do Pai.

Gelson De Almeida Jr.Como criança
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O seu papel nisso tudo

Sabe aqueles imperativos absolutos que nós amamos fazer malabarismos retóricos para conseguir relativizar? Coisas como “buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de TODO o coração” (Jeremias 29:13) ou “buscai PRIMEIRO o reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33)? Pois é. A Bíblia é recheada deles e quando a gente finalmente entendeu e aceitou a ideia da graça esses imperativos vêm e nos confundem.

Afinal de contas, somos salvos pela graça ou só depois de empregar TODO o coração e de colocar essa busca em PRIMEIRO lugar? Por que razão o mandamento nos ordena a amar com TODO o coração, TODA a alma e TODAS as nossas forças?
de todo coração
Em minhas leituras diárias estou quase terminando o Novo Testamento e pela primeira vez fiz acompanhar minhas leituras do registro de minhas impressões delas em um caderno. Eu leio um capítulo e então registro no caderno aquilo que me impressionou ou que entendi no texto e essa experiência tem sido fantástica, principalmente para entender a mensagem mais global, e não compartimentada em capítulos. E o resultado dessa experiência tem sido notar a tônica comum a Paulo, Tiago, Pedro e João. Parece que todas aquelas epístolas são um grito desses homens inspirados: “não usem a ideia revolucionária da graça para colocarem o motor na banguela! não pensem que a graça os joga numa zona de conforto! Como disse o profeta Isaías, ‘aqui não é lugar de descanso” ainda. O descanso está mais à frente, não parem de andar!”
A resposta que vejo à pergunta que fiz dois parágrafos acima é: sim, somos salvos TOTALMENTE pela graça. Antes de conseguirmos buscar a Deus com 1% do nosso coração. Enquanto o reino de Deus era a última de nossas prioridades. A graça nos alcançou enquanto estávamos longe e de costas para Deus.
Mas o complemento necessário é: se a graça nos salvou inteiramente enquanto ainda éramos o oposto de Jesus Cristo, ela colocou em nosso coração o desejo genuíno de caminhar na direção da semelhança absoluta com Ele. Isso se faz com a aplicação de todo o coração e fazendo dessa busca o objeto primeiro de nossa agenda. Isso se faz empregando na tarefa de aprender a amar nosso coração, nossa alma e nossos esforços. Não para sermos salvos, mas porque fomos. Não para tentar nos melhorar como pessoas, mas para estar em harmonia com o poder que é capaz de o fazer.
Enquanto estamos nessa caminhada, Cristo alegremente completa o que falta com Sua justiça perfeita. Quando, contudo, interrompemos essa caminhada, estamos acreditando na mentira de que o grau de semelhança com Ele que já alcançamos é suficiente porque já é bem maior do que o das pessoas ao nosso redor ou bem maior do que aquele que tínhamos tempos atrás.
Se Ele te deu o desejo de buscá-lO, é porque você foi alcançado. Empregue nisso tudo o que tem. Ele vai operar cada vez mais o querer e o efetuar.
Marco Aurélio BrasilO seu papel nisso tudo
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A derrota de Davi – Parte I

“Na primavera, época em que os reis saíam para a guerra, Davi enviou para a batalha Joabe com seus oficiais e todo o exército de Israel… Mas Davi permaneceu em Jerusalém”. 2 Samuel 11:1 (NVI)


 

O texto acima é o início do relato de um dos momentos mais negros na vida de um filho de Deus. Em sua continuação mostra um homem, que em meio ao ócio, passeia pelo terraço do palácio e vê ao longe Bate-Seba, mulher de Urias, soldado de seu exército que se banhava. Davi esquece de tudo que aprendera acerca da vontade do Eterno e cobiça a mulher. Nem o conhecimento de que era casada o desanima da ideia de possuí-la. O restante da história é conhecido, ela engravida e Davi arquiteta o plano mais perfeito que uma mente ímpia poderia conceber, plano que culminará com a morte de Urias, marido de Bate-Seba.

O primeiro grande erro de Davi foi deixar o povo de Deus sair para a batalha e ficar em um de seus palácios. Como se diria em linguagem popular, enquanto o povo de Deus batalhava, Davi “curtia a vida”. Sem fazer qualquer tipo de exercício especulativo, me detendo apenas ao texto bíblico, afirmo, sem medo de errar, que,  se Davi tivesse cumprido com suas funções e saído à luta com o povo, não teria caído como caiu e chegado onde chegou.

Muitos há que, em plena guerra espiritual, onde o povo de Deus luta, não contra homens, mas contra as forças espirituais do mal (Efésios 6:12) se afastam, ficam à margem da batalha como se aquilo nada tivesse a ver com eles. Pensam que alguém pode lutar por eles, que a vitória do outro será a sua, esquecem que, quando se trata de salvação, a responsabilidade é individual. O povo estava em guerra e Davi estava dormindo, quando despertou levantou e foi passear pelo terraço, a tentação estava à sua espreita e ele caiu. Paulo afirma que é hora de despertarmos do sono, de sairmos da letargia e nos revestirmos de Cristo, pois nossa salvação está muito próxima (Romanos 13:12).

Davi pertencia ao povo de Deus, mas foi derrotado. Não saiu para a batalha deixou e deixou de lado o Eterno e Sua vontade. Não espere chegar ao ponto em que ele chegou, apegue-se ao Eterno e Seu poder, e saia para lutar, a vitória é certa e segura.

Gelson De Almeida Jr.A derrota de Davi – Parte I
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Independência X Salvação

Hoje, quando escrevo, foi comemorada a independência do Brasil, feriado onde ocorrem comemorações por todo o país. Quero traçar alguns paralelos  entre a história oficial da independência do nosso país do jugo português com a salvação que obtivemos da pena de morte a nós imposta pelo pecado, onde cada um poderá aprofundar suas reflexões.

Enquanto a independência foi assinada pelo filho do rei de um país europeu, nossa salvação foi concedida pelo filho do Rei do Universo; D. Pedro era filho de um monarca tirano, Cristo é Filho de um Rei que nos ama incondicionalmente; o símbolo da independência é uma espada erguida, o símbolo da salvação é uma cruz erguida; como país o Brasil já nasceu endividado, como libertos do pecado, nascemos completamente livres, Cristo pagou o preço; D. Pedro se tornou um monarca egocêntrico e autoritário, Cristo fundou um reino baseado no amor e na bondade; ao primeiro sinal de oposição mais forte Pedro I fugiu para seu país de origem, não foi a oposição ao Seu trabalho que fizeram Cristo retornar ao Seu local de origem, foi o Seu amor por nós e o desejo de preparar um lugar para você e eu.

A corrupção e a ganância dos homens colocaram nosso país à beira do caos, quanto ao reino fundado por Cristo nada nem ninguém poderá abalar ou destruir, é um reino eterno (Daniel 2:44). Não importa o que os homens façam ou tentem fazer, o Eterno sempre faz melhor, tudo é perfeito e duradouro, pois perfeição e eternidade são atributos Seus, que, em Sua infinita bondade e misericórdia, deseja conceder a você e a mim. É uma oferta, você aceita se quiser, a escolha é sua, mas, diante de tudo isto, só tenho uma coisa a dizer: “Ora vem, Senhor Jesus”.

Gelson De Almeida Jr.Independência X Salvação
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O Caminho em meio a caminhos

“Senhor, nós não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?” João 14:5


 

A afirmação/pergunta acima foi feita por Tomé logo após Cristo dizer que retornaria aos Céus, mas que voltaria para buscar os que Lhe fossem fieis. Mais de três anos de convivência diária, e Tomé fala isto! Pior ainda, se nenhum dos outros discípulos discordou da fala é porque concordaram com ele. Intitulados “discípulos” não tinham clareza da pessoa de Cristo e do caráter de Sua missão. Cristo então afirma de forma categórica e inequívoca, “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (v. 6).

Sábado passado uma pessoa me disse não entender a razão de existirem tantas igrejas afirmando ter o “caminho da salvação” sendo que todas utilizam a mesma Bíblia. Em realidade podemos afirmar que,  “caminhos” existem muitos, mas Caminho existe apenas um e ele tem nome, Cristo. O melhor de tudo é saber que não importa o “caminho” em que estivermos, o Caminho nos alcançará, pois, com Seu amor incondicional, nunca desiste de nós. Foi assim com Adão e Eva, com Ló, com Balaão, com Sansão, com Davi, com Pedro, com Paulo e com tantos outros personagens da história bíblica.

Dia a dia, a todo momento Ele nos busca em nossos caminhos, luta conosco para nos abençoar e nos fazer desfrutar as delícias do Caminho. Agora mesmo está fazendo isto com você. Não O impeça de agir, permita que Seu amor regenerador o atinja e o Seu poder transformador mostre a todos que você está no Caminho, o único que realmente leva à Salvação.

Gelson De Almeida Jr.O Caminho em meio a caminhos
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Fé que salva

Amanhecia o dia e o sol iluminava a vasta campina do Jordão. Como nos seis dias anteriores os moradores de Jericó mais uma vez viam com curiosidade e apreensão a marcha do temido povo de Israel. Temido porque se afirmava que tinham um Deus que lutava por eles. Há dias a cidade estava literalmente fechada, ninguém entrava ou saía de Jericó, numa inútil tentativa de proteção. Nem todos, porém, partilhavam do medo coletivo. Havia esperança no coração de uma família que se reunira numa casa construída sobre os muros da cidade, era a família de Raabe, conhecida prostituta local.

A cada marcha empreendida por Israel Raabe se assegurava de que o cordão escarlate estava pendurado na janela. Ele era a segurança de que ninguém naquela casa seria destruído. Conforme prometido assim aconteceu, no dia em que Jericó foi destruída Raabe e todos os seus foram preservados. De toda a cidade apenas eles sobreviveram. O conhecimento que Raabe tinha do Eterno e Seu poder fez com que abrigasse os espias, mesmo ameaçada de morte pelos soldados do rei. O conhecimento gerou a fé que fez com que mantivesse o cordão na janela e garantisse a sobrevivência de sua família.

Além da sobrevivência no dia da destruição Raabe foi agraciada com outros presentes. Pode morar no meio do povo de Deus, casou-se com um íntegro homem e gerou a Boaz. Embora ela não saiba, de sua linhagem vieram Davi e, séculos mais tarde, o Messias, o Salvador da humanidade. Duas mulheres se destacam na vasta galeria de heróis da fé (Hebreus 11), Raabe é uma delas.

A história de Raabe mostra que ninguém é insignificante para o Eterno. Mostra que Ele não olha para aparência, porte físico, profissão, ou seja lá o que for, Ele olha para nossa fé e a disposição para o serviço. Você quer que o Eterno se agrade de você? Busque-O com fé e creia que Ele é galardoador dos que assim procedem (Hebreus 11:6).

Gelson De Almeida Jr.Fé que salva
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# Nestes tempos

maxresdefaultUma amiga nesses dias escreveu-me e dizia ao final: “Jesus, volte logo, pois o mundo está estranho”. O desrespeito neste País parece ter tomado proporções inacreditáveis. Por todos os lados, os mais diversos assuntos perderam completamente a razão do debate para dar lugar a opiniões essencialmente agressivas, eivadas pela intolerância.

Praticamente nenhum assunto escapa dessa linha de exposição, tampouco os valores, e aí se incluem a lisura e a ética na política ou o amor e a paz propostos pela religião.  Entre governantes e pastores, homens que se espera tenham um comportamento exemplar pela função a que se propuseram, percebe-se a preferência por discussões que envergonhariam o mais crédulo partidário ou um simples frequentador de igreja.

Pegue o mínimo exemplo de intolerância de um crente, político ou não, e pergunte a ele o que acredita que o Cristo faria em seu lugar. Pegue um político, crente ou não, e pergunte-o sobre a clássica frase do jurista Rui Barbosa que dizia haveria um tempo em que o homem sentiria vergonha de ser honesto.

Para a política, valho-me da frase do grande Rui Barbosa pelo que já diz tudo. Quanto ao cristianismo menciono a célebre frase do líder indiano Mahatma Gandhi ao pronunciar-se sobre a realidade dos discípulos do cristianismo: “Não conheço ninguém que tenha feito mais para a humanidade do que Jesus. De fato, não há nada de errado no cristianismo. O problema são vocês, cristãos. Vocês nem começaram a viver segundo os seus próprios ensinamentos”.

Sobre este tempo de alta intolerância e desonestidades de toda a sorte alguém diria que são os sinais dos tempos, possivelmente fazendo menção à carta de Paulo a Timóteo. Diz o trecho que nos últimos dias os tempos serão terríveis, porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, cruéis, traidores, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus.

Contudo, nada está perdido. Há muitos lugares onde ainda se pode encontrar o manifesto da honestidade e da tolerância, e a igreja adventista do sétimo dia é um bom exemplo disso, em que pese não haver um lugar que deixe de conter representantes que desvirtuem as bases de seus valores. Os discípulos de Gandhi não entendiam a extensão de sua postura de paz, e não raro tomaram medidas violentas que em muito feriram a consciência de seu líder. Pedro não fez diferente no monte das oliveiras ao usar a espada, obrigando Jesus a reparar o ferimento na orelha do soldado romano.

Desejar esse comportamento de amor, tolerância e um comportamento impecável me faz lembrar a resposta de Pedro ao Cristo, quando este disse que o apóstolo e os outros poderiam ir embora se quisessem: “Para onde iríamos se só tu tens palavra de salvação?”.

Que a palavra do Cristo esteja contigo ao longo da semana é o desejo do peregrino da palavra a você e a toda a sua família.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Nestes tempos
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