Publicações com Testemunho

Diante da blasfêmia

Escrevi outro dia sobre a necessidade de cuidarmos do que lemos e quanto ao que nos alimentamos quando o assunto é nos informarmos na web, sobretudo nas redes sociais onde a loucura e a blasfêmia imperam. Reiterei a necessidade de apresentarmos em nossos comentários a essência que há nos ensinamentos bíblicos, em especial do Mestre Jesus, estimulando o crescimento dos frutos do espírito em nós, sobretudo em nossos leitores.

Hoje faço um adendo a esse posicionamento: Sim, alimente-se e busque sempre os frutos do espírito, contudo não se omita! Não se cale quando o assunto for o vilipêndio a tudo que represente as bases da fé em Cristo. Quando o fizer, entretanto, não use de palavras de ódio. Que a Palavra de Deus seja o seu único esteio. Ao herege, admoeste-o por uma, duas vezes. Depois disso, evita-o, sabendo que tal está pervertido e vive para o pecado. Por si mesmo está condenado. O Senhor pelejará por nós, e nós nos calaremos, ensinam as escrituras.

Por que digo isso? Não bastassem todas as blasfêmias que temos presenciado mundo afora, uma peça de teatro foi colocada em cartaz recentemente, retratando Jesus como homossexual. Houve censura. E neste fim de semana, um sujeito durante um show ocorrido em Garanhuns, diante de uma plateia em êxtase, reafirmou diversas vezes que Jesus é travesti e transexual. A nossa indignação, por certo, não tem tamanho diante de tal blasfêmia, contudo esse comportamento já era anunciado pelas escrituras. Admoeste, sem estimular o ódio e a violência, contaminações perigosas para quem almeja viver do amor de Deus. Não é fácil, mas fundamental.

A cada dia se vê mais o avanço de uma agenda satânica sendo implantada no mundo em nome de uma nova ordem mundial, alimentada por megaempresários internacionais e incensada por artistas e intelectuais, inclusive no Brasil, onde o cultivo dos valores judaico-cristãos são combatidos com veemência.

Vide a Europa que testemunha o caos em suas ruas. A Suécia, a Noruega e a Alemanha veem índices de violência e estupro aumentarem consideravelmente. Na Inglaterra, passeatas são feitas em nome de uma cultura oriental francamente desalinhada aos direitos humanos, haja vista defenderem o direito de bater em esposas e de matar os infiéis à sua religião. O Brasil dispensa comentários. É a própria expressão da decadência e da vergonha.

Estamos vivendo o fim dos tempos. A volta de Jesus é iminente e há apenas uma saída ao povo de Deus: buscar fortalecer-se na Palavra e viver por ela mediante a fé, orando e jejuando, refletindo o amor de Deus. Disse Jesus: “Quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, e pratica a palavra, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Orem pela humanidade que a cada dia se vê enredada pelas trevas. Revistam-se da armadura do Espírito para se protegerem no dia mal. Deus nos ajude, pois dele é essa batalha.

Sady Folch – O Peregrino da Palavra

Sady FolchDiante da blasfêmia
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Frutos do Testemunho

Hoje qualquer pessoa com acesso à internet pode se beneficiar do conhecimento do tema que desejar: educação a distância, estudar a palavra de Deus, tomar conhecimento de discussões políticas. Saber o que se passa no mundo em tempo real se tornou parte de nossas vidas. E isso é bom.

Contudo já percebeu como se perde tempo precioso nas redes sociais, sobretudo participando de seus discursos inflamados, sem dar bom testemunho? Se nos permitimos estar conectados, uma coisa é certa: podemos nos beneficiar do conhecimento e ao mundo com bom testemunho; do contrário, apenas nos desviamos das coisas do Reino, sendo contaminados por discursos pontuados pela linguagem do mundo.

Cumpre ressaltar que muitas das manifestações ali presentes são pertinentes, afinal, testemunhamos a todo momento atitudes vis que destoam sobremaneira da moral e dos bons costumes, causando-nos profunda indignação. No entanto, qual a atitude do discípulo do Cristo, senão aproveitar para acrescentar conteúdo que expresse a necessidade do perdão, da oração, do perfil de Cristo. Quem ao escrever ou comentar tais notícias, faz da essência de seus comentários o enaltecer do Reino de Deus? Acaso o cristão está sendo tomado de surpresa pelos acontecimentos recentes?

Passei a questionar esse tipo de posicionamento no momento em que me deparei enredado por tais demandas, sentindo-me contaminado por toda essa celeuma. O que estou fazendo, ocupado com coisas que nada acrescentam, permitindo-me emaranhado a essas contendas? Não sei eu que a vinda de meu Senhor será em um piscar de olhos? Não sei eu que serei cobrado pelo o que disse, ao emitir opiniões mundanas para pessoas do mundo? Tal ocupação ou conteúdo é aprovado por meu Senhor?

Precisamos nos conscientizar do que estamos fazendo, com o que estamos alimentando a nossa mente, o nosso coração e o nosso espírito. Como podemos dizer que amamos se atacamos pessoas nos mostrando mais hostis ainda? Há alguém entre os que atacam tais atitudes vis, se ajoelhando em oração por essas pessoas?

Assim como uma passagem bíblica pode apresentar luzes diversas para um mesmo assunto, assim a nossa capacidade de nos observarmos constantemente, com isenção, sendo críticos em face de nossas ações. No mínimo traria mudanças em nosso comportamento, agradando a nosso Senhor que se ocupa nos preparando para o Seu reino. Os benefícios? Caridade, que é o amor divino colocado em prática; gozo, que é a própria manifestação da alegria; paz; longanimidade que é a expressão da tolerância tão esquecida; benignidade que é manifestação da gentileza; bondade, que é o ato de estender a mão a quem precise; fé que nada mais é que a constância em face da crença em toda promessa do Reino, venha o que vier sobre nossas vidas; mansidão, que é o sinônimo de doçura, serenidade e suavidade; e, por fim, temperança que é o domínio próprio tão necessário para não sermos vencidos pela carne.
Que a paz e a graça do Cristo estejam em sua mente e em seu coração. Feliz sábado.

Sady Folch – O Peregrino da Palavra

Sady FolchFrutos do Testemunho
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Não entendi o que você falou

“O que você faz soa tão alto que não consigo ouvir o que você fala”. Esse é, talvez, um dos ditos populares mais profundos e corretos que conheço. Como é comum encontrarmos pessoas que “falam uma coisa e vivem outra”! Cristo disse que muitos, do Seu tempo, o honravam apenas com os lábios (Mateus 15:8).

Multidões O seguiam, tanto pelo que falava como por aquilo que fazia. Ele não conseguiu atingir a todos, mesmo entre os Seus discípulos não obteve sucesso absoluto, mas uma coisa que nunca poderemos dizer é que Ele não alcançou sucesso por falta de coerência em Sua conduta. Vivia o que pregava e pregava o que vivia.

Ele nos deixou a missão de ser o sal da terra e a luz do mundo. Muitos não obtêm o menor sucesso como pregoeiros da verdade porque seu testemunho não condiz com suas atitudes. Uma escritora cristã contemporânea afirmou que muitos não conseguem trazer amigos e familiares aos pés da cruz porque, quando os que os rodeiam ouvem o que lhes falam, e comparam com aquilo que fazem, não conseguem ver muita diferença entre sua prática e a destes. Que tragédia, ser admirado pelas palavras proferidas e execrado pelas atitudes cometidas!

Logo após terminar a cerimônia fúnebre de uma anciã de sua igreja um pastor foi abordado por uma senhora que queria se batizar. Disse-lhe que era uma sábia decisão, mas que seria preciso que ela estudasse as Escrituras para se preparar. A mulher perguntou se a idosa que haviam acabado de sepultar era uma boa cristã, o pastor disse que sim, ela disse que então não precisaria estudar nada, pois fora vizinha dela durante anos e sabia muito bem o que era ser uma cristã.

Cristo afirma que para que o Pai seja glorificado e sejamos Seus discípulos, é necessário que produzamos frutos, afirma ainda que devemos produzir frutos que permaneçam (João 15: 8 e 16), mas, para que isto aconteça, é necessário que sejamos coerentes no falar e no agir. Viva, pregue, testemunhe.

 

Gelson De Almeida Jr.Não entendi o que você falou
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Mas veja lá como fala

Há alguns dias, escrevendo aqui na semente do dia, procurei encorajar os @migos a falarem de sua fé como única forma de a conhecerem de fato, conhecerem seus fundamentos e estarem firmes quando as tempestades baterem. No mesmo dia recebi uma mensagem de Mario Jorge Lima chamando minha atenção para a forma como se fala. Ele reclamava que o que tem visto é uma pregação que amedronta, que humilha ou que espanta o interlocutor.

Ele tem razão. Para que esta mensagem seja equilibrada é preciso lembrar das sábias palavras de Albert Camus: não há vergonha alguma em alguém ser feliz, mas seria vergonhoso ser feliz sozinho. 

O feliz é um pouco comunista. Ele quer que a felicidade dele “envenene” todo mundo, não pode suportar que pessoas com a mesma vocação ou com as mesmas oportunidades que ele, sejam
infelizes. Ora, se a razão da nossa felicidade é a nossa fé em Cristo Jesus, a forma como a transmitimos só pode ser numa embalagem de um sublime e incomparável amor, com o desejo sincero de que o
nosso interlocutor escolha ser feliz também.

Embora passar adiante essa mensagem maravilhosa seja útil para nós mesmos e ninguém possa crescer espiritualmente guardando para si tal tesouro, não podemos jamais esquecer que o objetivo de nossa pregação é a salvação dos que ouvem. Só um legítimo interesse no bem estar das pessoas, andando de mãos dadas com um profundo respeito pelas suas escolhas, pela sua opção pessoal, servem como motivações legítimas à pregação. “Vossas palavras sejam temperadas com sal”, diz Pedro.

Não é, portanto, a extensão do próprio conhecimento que importa. Não é, também, o massacre das crenças íntimas da pessoa que se busca. Não é o pecado dela ou a ignorância de doutrinas bíblicas que está no centro da conversa, mas a vida abundante e a salvação magistral colocadas à disposição de todo aquele que crer.

Portanto, falar é essencial para você. Mas peça a Deus que te instile o amor genuíno pelas pessoas, caso contrário sua pregação será um instrumento de morte, quando você foi chamado a ser um
multiplicador de vida.

Marco Aurélio BrasilMas veja lá como fala
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O Preço do Discipulado

Perguntado sobre o segredo do crescimento espiritual D. L Moody (1837-1899), célebre conferencista que levou aos pés de Cristo cerca de 500 mil pessoas, respondeu de modo bem simples: “Gaste 15 minutos por dia ‘falando com Deus’ em oração. Gaste 15 minutos por dia ‘ouvindo Deus falar a você’ por meio de Sua Palavra. Gaste 15 minutos por dia ‘falando a alguém acerca de Deus’ e você será um cristão em constante crescimento”.

O que não falta são pessoas dispostas a ser discípulos do Mestre dos Mestres e seguir Seus passos, mas, infelizmente, um grande número não está disposto a pagar o preço do Discipulado. Querem se tornar discípulos à sua própria maneira, se lhes fosse apresentada a “receita” acima provavelmente tirariam algum “ingrediente” da receita.

Cristo, a Palavra em pessoa que, no princípio de tudo, foi o Agente criador; que encarnou a forma humana e viveu entre nós (João 1:1-4, 10-12, 14), viveu uma vida de serviço, em momento algum, descuidou da comunhão com o Pai e, quando assaltado pelas mais terríveis tentações, se esquivou com um “Assim diz o Senhor”.  Muitos gostariam de ter o Seu poder, mas poucos estão dispostos a pagar o preço que Ele pagou, mesmo sendo Deus entre nós.

Quando Ele diz que, se quisermos ser Seus seguidores  devemos tomar nossa cruz e segui-Lo (Lucas 9:23) Ele não está a dizer que teremos que suportar algo, alguém ou uma situação em especial, mas está nos convidando a uma vida de entrega e dedicação aos princípios do Reino. É impossível ser um discípulo Seu, na verdadeira acepção do termo, se não estivermos dispostos a pagar o preço do discipulado.

Não existe fórmula mágica ou atalho a ser seguido para o Discipulado que não seja Comunhão, Oração e Testemunho. A pergunta feita a Isaías séculos atrás, “A quem eu enviarei?”, ecoa ainda hoje. Não permita que nada o impeça de cumprir seu papel de discípulo. Apenas responda ao Pai: “Vou eu, envia-me a mim”. Ele faz o convite, a entrega é decisão pessoal. Qual será sua resposta?

Gelson De Almeida Jr.O Preço do Discipulado
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Fale dela

Após os incidentes envolvendo revoluções em presídios e ataques terroristas orquestrados pelo crime organizado em São Paulo, acaloradas discussões tem sido mantidas em todo canto. O curioso é
que na opinião da maior parte das pessoas que escuto, o verdadeiro vilão da história não é o crime organizado, nem o governo, mas “aquele povo dos direitos humanos”.

De uma forma geral, contudo, assegurar direitos universais do homem parece uma coisa boa. Sempre que assistimos a um filme que trata de racismo ou do holocausto perpetrado na II Grande Guerra, respondemos com indignação. Portanto, ao manifestarmos ódio aos que pregam tais direitos por aqui, estamos dizendo que são direitos muito bons se para defenderem os negros do sul dos EUA e da África do Sul ou os judeus da Europa, mas não se aplicam a quem nos incomoda aqui.

Alguns poderiam dizer que não se pode comparar negros e judeus a criminosos, e de fato a comparação é injusta. Por favor, entenda que estou opondo dois grupos que em algum momento da história recente foram tidos como indignos de serem considerados seres humanos, com um grupo que boa parte da opinião pública de aqui e agora deseja tratar como menos que gente.

Afinal de contas, somos favoráveis aos direitos humanos ou não? Nossa defesa deles não resiste ao momento em que alguém nos incomoda?

Desculpe, estou usando este exemplo mas a intenção não é falar de direitos humanos propriamente ditos. Estou falando daquilo no que cremos e nas raízes de nossas crenças. Por que cremos no que cremos? Por que defendemos este ou aquele estilo de vida em detrimento de tantos outros? Por que nossa fé aponta nesta direção e não naquela ou em tantas outras direções possíveis? Ela resiste a algum incômodo? Se alguém opõe uma ressalva a algo que temos como um axioma principiológico, nossa fé vacila e cai?

Só há um meio de conhecer os fundamentos reais de nossas crenças: falar delas. Whitaker Penteado diz que “começamos falando o que pensamos e acabamos pensando o que falamos”. É preciso verbalizar, passar adiante, ensinar, para aprender. Nesse exercício as ideias tomam corpo, se encaixam, sedimentam e adquirem a consistência necessária para resistirem às tempestades.

Portanto “Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15) “e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da 
esperança que há em vós” (I Pedro 3:15).

Marco Aurélio BrasilFale dela
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Testemunhando

Há muitos anos, na cidade de Bedford, três mulheres conversavam à porta de uma residência acerca de sua experiência espiritual. Muito entretidas, não perceberam a chegada de um homem, que ficou a ouvir o que falavam. Aquilo marcou-o tanto que decidiu conhecer mais acerca do Jesus de quem falavam as mulheres, afim de ter experiência parecida com a delas. Se converteu, seu nome, John Bunyan, autor da célebre obra “O Peregrino”. E as mulheres, quem eram? Nunca se soube quem eram, mas, com certeza, deram testemunho eficaz da fé que abraçavam.

Provavelmente aquelas mulheres morreram sem imaginar o valor de um verdadeiro testemunho e a extensão do que fizeram naquele dia. A verdade, porém, é que somente a eternidade revelará o tamanho e a extensão do testemunho que deram em sua vida.

Ao longo da vida tenho encontrado pessoas que, em tom de desânimo, afirmam saber do seu dever de levar almas aos “pés de Cristo”, mas que se sentem incapazes de fazer isto, dizem “não ter jeito para a coisa”. Sempre digo que, muito mais importante que pregar Cristo para as pessoas, é viver Cristo para as pessoas.

O mundo precisa conhecer Cristo, apresente-O ao mundo, fale de Seu amor, mas mostre o Seu poder, poder que vivifica e transforma todos os que a Ele se achegam. Um exemplo de vida vale mais que muitos sermões pregados na mais imponente igreja.

Gelson De Almeida Jr.Testemunhando
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Sermão Vivo

Certa vez um missionário perguntou a um fiel o que mais o influenciara a se tornar um cristão. O homem, muito conhecido na região por haver sido muito ímpio, após pensar um pouco respondeu:

– Esses olhos já viram muitos males, estas mãos já praticaram muito pecado e violência. Minha mente estava constantemente premeditando e forjando o mal, mas… quando meus amigos que foram ladrões deixaram de roubar, quando mentirosos começaram a dizer a verdade, quando homens cruéis se tornaram bondosos, concluí que devia haver em sua religião cristã algo de valor. Vi isso não no templo, mas na vida deles.

Sem que soubessem, aqueles homens eram um sermão vivo acerca do poder transformador do evangelho do Mestre. Provavelmente não imaginavam que o mais poderoso sermão que poderiam pregar não seria através de palavras, mas de ações que comprovassem seu novo estilo de vida. Seu sermão vivo trouxe das trevas do pecado seu antigo companheiro de orgias e crimes.

Muitos afirmam possuir enorme dificuldade em levar alguém aos pés de Cristo, dizem não ter jeito, não saber falar, ter vergonha, etc. Em realidade deveriam procurar viver tudo aquilo que já aprenderam e se aprofundar, cada dia mais, no conhecimento da vontade do Pai.

Quer ser um “pregador” de sucesso? Fale menos e viva mais. Ti

Gelson De Almeida Jr.Sermão Vivo
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O Pão de cada dia

Humano que sou, não raro me pego pensando na necessidade de buscar riquezas que possam guarnecer minha casa de maneira que conforto algum falte à minha família. Instrução de qualidade, assim como alimentos, automóveis, roupas, lazer, tecnologia e objetos de trabalho de igual teor custam caro. Isto faz com que eu trabalhe sobremaneira, buscando alcançar a aquisição dos bens que o mundo me diz, fariam a diferença em minha vida.

Este pensamento é tão forte nos homens, mesmo entre os crentes em Deus e em Seu filho Jesus, que sua maioria, mesmo sabendo bem viver com o básico, nutre tal desejo. Dito isso, contudo, justificado pela intenção do coração que ouve o chamado para viver pela Palavra, busco compreender a profundidade e a intenção do seu contexto; também a que sustenta o mundo.

Acaso sei quanto tempo irá durar a vida que recebi para viver como alma vivente? Acaso posso dizer com segurança – amanhã farei isso ou aquilo – se isso não for da vontade de Deus? Pergunto: o que me diz a Palavra quanto ao que devo buscar? O reino de Deus e sua justiça. Isto é o que devo buscar enquanto viver, e tudo o mais me será acrescentado. Esta palavra de Cristo me ensinou que não devo desperdiçar meu tempo, afinal, ele deve ser empregado com o que de fato importa.

Qual foi a sua lição, senão que ajuntemos tesouros nos céus, de onde nada se perde. Afirmando ainda que onde estivesse nosso tesouro, eis aí revelados os desejos do nosso coração. Sendo discípulo, acaso a minha vontade não deve estar diretamente relacionada à do Pai, revelada pelo filho? Qual seja, viver pelo tempo eterno que me é oferecido, em detrimento do temporal que pouco passa de um século. Não se engane. Ninguém pode servir a dois senhores.

Tomo também o exemplo de Paulo e me corrijo. Ao escrever aos filipenses, afirmou ter aprendido a se adaptar a toda e qualquer circunstância, sabendo o que era passar necessidade e também ter fartura. Aprendeu o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, estivesse bem alimentado ou com fome, tendo muito ou passando necessidade. Sentenciou ele, como quem conhece a razão de sua existência, depois de ouvir o chamado de Deus por meio de Cristo – “Tudo posso naquele que me fortalece”.

O que melhor me sustenta, percebo, se resume em uma conclusão: se tenho intimidade com Deus, tenho coisas muito mais importantes para me preocupar. Não posso acrescentar nem mesmo uma hora à vida que vivo, em contrapartida sou convidado a viver atitudes que me levem a ter direito à eternidade junto ao meu Criador, vivendo riquezas incomensuráveis e que não se comparam às riquezas do mundo.

Se tenho necessidade de mantimentos de toda sorte, antes de minha consciência em relação a isso, meu Pai sabe que delas necessito, e Ele as supre à medida em que busco Seu reino e Sua justiça. Não há nada mais importante para me preocupar enquanto viver.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady FolchO Pão de cada dia
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Vá pro inferno

E se eu lhe disser que é isso mesmo, que você tem mais é que ir para o inferno? A gente se esforça demais para ir para o Céu quando deveria estar indo na direção oposta porque foi isso que Jesus fez e nos ordenou fazer também.

Do jeito que Dante fez, mas todo santo dia

Segundo Romanos 8:15, nós fomos adotados por Deus. Isso não tem nada que ver com nosso comportamento e nossas boas obras, mas com nosso relacionamento com o Filho dEle. Sendo adotados por Deus, a herança que Ele tem para cada filho Seu, o Céu, está garantida. Basta mantermos de nosso lado o relacionamento que nos ergueu à condição de adotados pelo Deus todo poderoso. Na verdade, o Céu é nossa origem e nosso destino final, então porque tanto esforço para ir para o lugar que já é nosso?

Já o inferno, descrito na Bíblia como um lugar de esquecimento em que todos jazem na morte e que será jogado no lado de fogo junto com a morte, segundo Apocalipse 20:14, bem, o inferno é também um lugar que está no presente, e não no futuro. Porque Jesus chamou aqueles que não estão se relacionando com Ele de mortos (Mateus 8:22) (e lugar de morto é no inferno, no esquecimento). Porque Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja (Mateus 16:18).
Sabe, eu já topei o dedo e até a cabeça em algumas portas, mas eu sei que não foram elas que me atacaram e sim eu, estabanado, quem me feri. Quando Jesus diz que as portas do inferno não prevalecem sobre a igreja, Ele não está se referindo ao ataque do inferno à igreja, porque portas são imóveis. Ele está Se referindo ao exato contrário: a igreja atacando o inferno. Entrando nele. Fazendo discípulos entre os mortos espirituais. Salvando almas que jazem no esquecimento.
Você está preocupado em não se deixar influenciar pelos mortos? Você só se permite relacionar, e superficialmente, com aqueles mortos mais coradinhos, que não cheiram tanto quanto mortos, que não agem tanto como mortos, que não ouvem músicas que mortos ouvem normalmente e não comem e bebem e injetam na veia coisas que mortos comem, bebem e injetam normalmente? Você teme que os mortos possam tirar você do caminho do Céu? Por medo das más influências você está abdicando de ser a boa influência, de ser a luz maculando as trevas? Será que você não leu a advertência terrível do Mestre afirmando que qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, salva-la-á (Lucas 17:33)? Você exige que os mortos fiquem mais parecidos com os vivos para só então chamá-los de irmãos?
Meu amigo, e se eu lhe disser que o caminho do Céu não é esse que você está trilhando, e sim o exato oposto? E se eu eu lhe disser que o seu lugar é invadindo o inferno repetidas vezes, intencionalmente, decididamente, alegremente, amando cada morto como se ele fosse seu pai, seu irmão de sangue, seu primo, exatamente como Jesus Cristo fez?
Ora, vá para o inferno. Hoje.
Marco Aurélio BrasilVá pro inferno
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