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Um Céu de pessoas

Às vezes você para, olha o próprio umbigo um pouquinho e se pergunta: “por que eu creio no que eu creio?” A oferta de filosofias e modos de pensar “críveis” é tão grande, por que razão eu creio justamente nisso?

Quando estou nessas vêm logo à minha mente algumas lembranças que me fazem responder: bom, eu creio no que eu creio, entre outras coisas, porque eu já fui feliz. Lembro, por exemplo, de cenas destacadas de viagens do Coral Carlos Gomes, acampamentos, conversas nos intervalos da faculdade, reuniões de estudo da Bíblia com pessoas fantásticas, filmes, festas, concertos, diálogos com minha esposa, momentos com meus filhos.

Ok, e o que isso tem que ver com crer no que creio? Se isso fosse algum tipo de evidência a fé seria mesmo 100% subjetiva, não?

É que creio em Jesus. Ele, que disse: “Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, crê também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas… vou preparar-vos lugar; se eu for, voltarei, para que onde eu estiver, estejais vós também.”(João 14:1-3) Naquela hora crucial, Ele já pressentindo o momento do até logo, não houve uma inflamada descrição de um lugar com ruas de ouro, lago de cristal e uma cidade com portas de pérola. A razão que Seus amigos tinham para não “turbarem-se os corações”, ou seja, para não terem medo nem ansiedade nessa vida, era que havia um lugar para eles; um lugar onde Ele estaria! 

Quando descreve o que vê, lá no Apocalipse, o mesmo João que registrou essas palavras não omite as ruas de ouro e tudo mais, mas sua descrição vem num crescendo e atinge o ápice quando diz que ali não haverá santuário, porque Deus será o santuário; diz que não haverá necessidade de Sol, Deus ilumina tudo. No verso 3 do capítulo 21, João, maravilhado, escreve: “Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará; e eles serão seu povo, e Deus mesmo estará com eles.” Entende? Deus mesmo estará com eles, eis a garantia de felicidade!

Em suma, os mais altos ideais de felicidade que estão para acontecer envolvem pessoas juntas. João não vê a si mesmo numa situação de conforto e delícias; ele vê uma multidão, morando perto de seu Salvador, e feliz. Ah, quer saber como é o Céu? Como é a eternidade? Tome essa “colherzinha das de chá” do Céu: tenha amigos. O Céu é exatamente isso, só que sem adeus, sem falhas na comunicação, sem desarmonia. O Céu são pessoas, pessoas vivendo juntas. Um Céu de pessoas, unidas por Quem tomou todas as medidas pra isso se fazer real. O resto que venha depois!

Pensar nisso não o faz refletir no que é de fato importante?

Marco Aurélio BrasilUm Céu de pessoas