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# Vida

Há algumas semanas eu pedi à igreja que orasse por minha tia, pois ela estava com uma doença muito grave. O carinho e as orações vieram imediatamente. Falei com ela ao telefone e ouvi que daria a volta por cima, demonstrando grande alegria e força para viver.

A doença foi cruel. Levou-a antes mesmo que pudesse sair do hospital, deixando especialmente a seu marido com um sentimento de tristeza bastante difícil de ser vivenciado. A perda da esposa, companheira de toda vida até então. Ficamos nós, sua família, entristecidos e com um sentimento vazio bastante forte, ainda que certos que ela tenha descansado.

Digo vazio, pois é inexplicável a sensação que se tem quando se depara com o momento em que há a certeza de que não verá mais a pessoa; contudo, preenchidos e sustentados pela graça de Deus e pela Sua misericórdia, seguimos com esperança por conta da obra de redenção realizada pelo Messias e o momento da Sua volta; sabemos, inclusive, que naquele instante vindouro algo muito mais importante acontecerá no que se refere à vida e à morte.

Sim, pois todos nós poderemos nos encontrar novamente, contudo o importante desse reencontro residirá no fato se seguiremos juntos para a eternidade ou não. Portanto, ainda que seja muito difícil vivenciarmos a perda de um ente querido, se conhecermos as verdadeiras nuances da vida e da morte por meio do evangelho, vivemos e aguardamos nosso destino com a certeza da vida eterna e do reencontro de famílias inteiras, posto que aceitaram e viveram os mandamentos do Pai Eterno.

Paulo, o apóstolo dos gentios, dizia que morrer era lucro para ele, pois queria estar com Cristo. Sabia que ao acordar do sono da morte, por ocasião da segunda vinda de Yeshua, certamente O veria, pois vivia pelo e para o evangelho, a fim de ser conduzido à presença do Eterno para toda a eternidade.

Que assim seja com minha tia e com todos aqueles que um dia nos deixaram.

Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Vida

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