Gelson De Almeida Jr.

O Espelho Divino

Se eu perguntasse para o que serve um espelho teria várias respostas, mas a maioria esmagadora delas seria a de que serve para “nos vermos”.

Ao longo dos anos foram realizadas diversas pesquisas afim de se determinar o tempo médio que passamos em frente a um espelho e elas mostram que as mulheres são as que mais gastam tempo diante do espelho, embora venha aumentando o tempo que os homens passam diante do espelho.

Mas ninguém, em todo o Universo, passa mais tempo olhando “espelhos”, que o Eterno. Antes que me acuse de heresia quero dizer que os “espelhos” para os quais Ele olha são bem diferentes daqueles que utilizamos.

Criado à imagem e semelhança do Eterno (Gênesis 1:26), o homem pecou e, desde os dias de Caim e Abel, sempre existiram duas classes de pessoas, as que tem prazer na lei do Senhor e nela meditam dia e noite e os que andam por caminhos tortuosos (Salmo 1:1 e 2).

Afim de que a humanidade não O perdesse de vista e soubesse como andar em Seus caminhos o Eterno escolheu, e capacitou, um povo para ser um exemplo aos demais, um povo que refletisse Seu Caráter e Bondade. Eles falharam e a missão foi dada a nós, somos os responsáveis por espelhar o Eterno a todos os que nos rodeiam. É nesse contexto que coloco você e eu como os “espelhos” para os quais o Eterno olha diária e incessantemente.

Mas pergunto, quando olha você o que Ele vê, Sua imagem retratada de forma fiel ou distorcida? Ninguém usa um espelho imperfeito, se está sujo o limpa, se está estragado ou quebrado o joga fora, o Eterno é diferente com Seus “espelhos”, Ele nunca desiste de um filho Seu e sempre busca restaurá-lo e melhorá-los

Não importa o tipo de espelho que você tem sido, o Eterno quer fazer de você um espelho fiel e para isso promete estar todos os dias ao seu lado (Mateus 28:20). Seja um espelho divino, Ele conta com isso e o mundo precisa disso.

Gelson De Almeida Jr.O Espelho Divino
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A Oração de Dorotéia

Dorotéia ajoelhou-se junto à cama para, junto com sua mãe, orar antes de dormir. Mal iniciou a sua oração ela se levantou e correu até outro cômodo da casa. Instantes depois voltou e se ajoelhou para continuar sua oração, mas a mãe a interrompeu indagando o quê, de tão importante, a fizera interromper a oração. Olhando fixamente para a mãe ela respondeu: “Sabe mamãe, eu havia escondido alguns blocos do meu irmão e resolvi devolver para ele antes de continuar a oração, acho que Jesus ficará muito mais satisfeito com minha oração agora que acertei as coisas”.

Do seu jeito, Dorotéia entendera que, o mais prudente e sábio a fazer antes de falar ao Pai em oração, é não ter erros conhecidos, pecados não confessados.

Disse alguém certa vez que os que guardam pecado em seu íntimo (pecado acariciado), perdem seu tempo orando ao Pai. Salomão é enfático ao dizer: “Deus despreza as orações de quem se recusa a ouvir a sua lei” (Provérbios 28:9, BV), já o salmista tinha uma certeza: “Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá” (Salmo 66:18, ACF).

Isso não quer dizer que o Eterno nunca atenderá a prece de um filho Seu, mas que devemos, do melhor modo possível, ordenar nossa vida de acordo com Seus ensinamentos, pois, sendo um Deus Justo, Puro, Reto e Íntegro, não espera nada menos que isso de Seus filhos. Nosso acesso a Ele depende, em grande medida de nossa comunhão com Ele e, quando estamos em pecado, quebramos essa comunhão.

Prestem atenção! O braço do Senhor não está encolhido para que não possa salvar! Ele não é surdo para que não possa ouvir. O problema são os seus pecados… Por causa dos seus pecados, Deus desviou o seu rosto de vocês e não ouve mais o que vocês pedem” (Isaías 59:1 e 2, BV).

Por que não faz, agora, uma oração de entrega completa ao Eterno?

Gelson De Almeida Jr.A Oração de Dorotéia
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Benção Pequena?

Gosto da lenda do homem que passava seus dias mendigando pelas ruas de uma cidade na Índia e que acalentava o sonho de um dia encontrar alguém com muitas posses, que se apiedasse dele e desse uma soma suficiente para sair de sua miserável situação.

Certo dia ouviu um tropel de cavalos, mesmo de longe, percebeu tratar-se de alguém importante, correu para a estrada e se postou no meio do caminho. O cavaleiro freou seu cavalo bem perto dele, quando ele levantou a cabeça viu tratar-se do rei, que lhe perguntou: Deseja uma dádiva do seu rei? Sim, disse ele. O rei então lhe perguntou: Mas o que você tem para dar ao seu rei? Não querendo se desfazer de nada e imaginando também não ter nada para dar, pegou os dois menores grãos de arroz de sua tigela, colocou na palma da mão e ofereceu ao rei. O rei pegou-os, jogou de volta na tigela e foi embora. Com pesar e raiva viu o rei se afastar, mas, ao olhar para a tigela viu que os dois grãos de arroz haviam se tornado em duas moedas de ouro. Pensou: Que pena não dei tudo para o rei.

Muitas vezes nos comparamos a outras pessoas e achamos que o Eterno tem sido injusto conosco. Olhamos ao redor, vemos outros com benção muito maior que a nossa e pensamos: Não existe justiça nesse mundo! Dias atrás conversei com uma pessoa que listou uma série de pessoas, próximas a ela, que não passavam pelas provas que ela passava. Disse que não era justo ela, uma cristã, passar por coisas que os outros, que não professavam religião alguma, não passavam.

Deus não é obrigado a nos abençoar, mas nos abençoa porque nos ama, mas Suas bênçãos, em muitos casos, são condicionais e vem na medida de nossa entrega e dedicação a Ele e no modo como “abençoamos” os que nos cercam. Ele pede apenas que dediquemos o nosso melhor para Ele (Provérbios 23:26) e, se assim procedermos, tudo o mais nos será acrescentado (Mateus 6:33).

Não reclame nem murmure, apenas se entregue e confie, Ele fará o melhor para você.

Gelson De Almeida Jr.Benção Pequena?
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Yom Kipur

Duas datas especiais foram comemoradas essa semana, o Dia da Compreensão Mundial (17 de setembro), criado pela ONU e o Yom Kipur, Dia do Perdão (18 de setembro), comemorado pelo povo judeu. As duas comemorações mostram que o melhor caminho para o entendimento entre as pessoas é o perdão.

Infelizmente praticamos o perdão temporário. Muito diferente do perdão vitalício, o perdão temporário é aquele onde não há o esquecimento do erro cometido pelo outro. Como é comum nos defrontarmos, anos a fio, com algum erro cometido! Quando nem nos lembramos mais do fato, do nada, surge alguém, geralmente do nosso convívio mais íntimo, e nos lembra que um dia, geralmente há muito tempo, cometemos um erro. Anos atrás, lendo sobre o perdão, me deparei com a seguinte frase, dita por um terapeuta: “Deus sempre perdoa, os homens às vezes perdoam, a Natureza nunca perdoa”.

É triste ver que a grande maioria daqueles que se dizem seguidores de Cristo não está disposta a conceder aos outros o perdão que deseja para si, se esquecem que no Pai Nosso, a Oração Modelo, deixada por Ele, diz: “… perdoa-nos as nossas ofensas, tal como temos perdoado aqueles que nos ofenderam” (Mateus 6:12, BV). O que seria de nós se o Eterno nos perdoasse desse modo?

O Yom Kipur é comemorado, no calendário judaico, na mesma data em que o antigo Israel comemorava o Dia da Expiação, era o dia em que todo o arraial do povo de Deus, inclusive o santuário, deveria ser limpo de todo e qualquer pecado. Torne hoje, e cada dia daqui para frente, o Dia do Perdão. Coloque sua vida em ordem diante do Pai e perdoe, por completo, todos os que lhe causaram algum mal.

Nunca mais me lembrarei dos seus pecados nem das suas maldades” (Hebreus 10:17, BV), essa é a promessa do Eterno a nós e que seja nossa prática diária com todos os que nos cercam.

Gelson De Almeida Jr.Yom Kipur
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Haja Paz na Terra

Em 17 de setembro, quando escrevi essa reflexão, comemorava-se o Dia da Compreensão Mundial uma das datas mais importantes, mas também uma das mais ignoradas datas do calendário mundial. Criada pela Organização das Nações Unidas, tem como objetivo fazer com que a humanidade se lembre de, pelo menos em um dia no ano, buscar a paz com o seu semelhante, deixar de lado o ódio, o preconceito, o desrespeito e a intolerância.

Acerca do nascimento de Cristo Isaías disse que Ele seria conhecido, entre outras coisas, por “…Príncipe da Paz” (Isaías 9:6, NVI). Sobre Seu nascimento anjos cantaram a um grupo de pastores uma melodia que dizia: “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lucas2:14, ACF).

Se Cristo é o Príncipe da Paz, se o Seu nascimento trouxe paz ao mundo, onde foi que a humanidade se perdeu a ponto de ser preciso a criação de um dia para ser lembrada da necessidade de compreensão mútua? Muitos diriam que foi com a entrada do pecado com Adão e Eva, a esses faço uma pergunta mais direta: Quando foi que você deixou de amar o seu próximo como a você mesmo, quando se tornou tão superior, a ponto de julgar seus semelhantes ou de desprezar tanto um filho de Deus, chegando ao ponto de não querer mais falar com ele ou de colocá-lo de lado?

O dia do nascimento de Cristo poderia muito bem ser chamado de Dia da Tolerância Universal, mas será um dia como qualquer outro se você e eu não tomarmos medidas efetivas para aceitar nosso semelhante como nosso próximo, como um igual a nós, merecedor de todo o nosso respeito, de todo o nosso carinho e da vida eterna.

“Assim como o corpo sem espírito está morto, também a fé sem obras é morta” (Tiago2:26, NVI). Você pode professar a fé que for, mas se não a traduzir em ações em favor dos que o cercam ela de nada valerá. O Dia da Compreensão Mundial já passou, mas a oportunidade de agir como Cristo agiria em seu lugar ainda não passou.

Gelson De Almeida Jr.Haja Paz na Terra
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Declaração de Amor

No dia 12/06, “Dia dos Namorados” aqui no Brasil, muitas declarações e juras de amor foram feitas, mas uma, trazida pelo portal de notícias G1, chamou muito a atenção. Na cidade de Santos – SP foi colocada uma faixa branca que trazia, em grandes letras vermelhas: “Saulo Volta… Te Amo”. A reportagem descobriu o destinatário da mensagem e o entrevistou, basicamente ele disse que não voltaria para sua ex. Essa notícia me fez traçar um paralelo entre o pedido da mulher e o amor do Pai para cada um de nós.

“Antes que você e eu fossemos um projeto na cabeça de nossos pais, já éramos amados por Ele. Não somos fruto do acaso, de uma contingência qualquer, somos frutos do amor entre duas pessoas, mas somos também a concretização de um desejo do Eterno.”

Antes de existirmos já havia um lugar reservado, para cada um de nós, ao lado do Pai, a promessa feita por Cristo, aos que forem fieis é clara: “(…) Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo” (Mt 25:34, NIV). Fomos criados com um propósito, o de, após um pequeno período nesta terra de alegrias, mas também de sofrimento e dor, passarmos a eternidade ao lado dAquele que verdadeiramente nos ama e deu Seu Filho para nos resgatar e salvar.

As palavras ditas ao povo de Israel ainda hoje se aplicam a nós: “(…) Amei-te, ó meu povo, com um amor eterno; foi com terna benignidade que te atraí a mim” (Jeremias 31:3 – O Livro). Não há como resistir a um amor desse.

O Saulo da faixa disse que não voltaria para sua ex., imagine, porém, que está diante de uma faixa com o seu nome e os seguintes dizeres: “Volta… Te amo. Assinado: Seu Pai”. Qual será sua resposta?

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Uma Oração Infantil

Aos 5 anos de idade Emy ia à igreja com seus pais. Certa feita, ouviu um estudo sobre a fé e, como era a única de sua família que não possuía olhos azuis, pensando na promessa de Cristo de que tudo o que pedirmos crendo, receberemos, orou a Deus pedindo olhos azuis. Pela manhã, assim que acordou, correu para o espelho, decepcionada viu que seus olhos continuavam castanhos.

Sua decepção com Deus durou um bom tempo, mas superou isso e tornou-se missionária, sendo enviada a trabalhar em um local onde crianças eram vendidas em templos, por famílias que passavam fome, para serem oferecidas em sacrifício aos deuses. Sua missão era comprar crianças e depois libertá-las. Para entrar nos tempos, onde estrangeiros não eram bem-vindos, se disfarçava para parecer uma moradora local.

Certo dia, uma amiga sua, também missionária, olhou-a quando saía do templo com duas crianças que acabara de comprar e disse-lhe:

– Puxa, Emy! Como você ficou bem caracterizada. Quase não a reconheci. Você já pensou como faria para se disfarçar se tivesse olhos azuis como os de sua família? Que Deus maravilhoso! Ele lhe deu olhos castanhos, pois sabia que isso seria essencial para a missão que um dia Ele iria lhe confiar.

Emy olhou para as duas crianças que acabara de “comprar” e agradeceu a Deus por não ter atendido a sua “oração de criança”.

Muitos têm se decepcionado com o Eterno por achar que Ele não atendeu sua “linda”, “maravilhosa” e “sincera” oração de fé. Infantis como Emy, oraram pedindo algo que queriam, sem, contudo, Lhe perguntar se realmente precisavam daquilo.

Ao orar precisamos ter duas coisas bem claras em nossa mente, a primeira: Deus SEMPRE atende uma oração feita com fé, a segunda é que um “não” também é reposta. Portanto, quando orar, faça como Cristo, Ele pedia o que queria, mas deixava que o Pai fizesse Sua vontade.

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Meu Pai é Maior

Quem de nós, quando pequeno, não disputou com colegas para ver quem tinha o pai mais importante, mais poderoso ou que fazia coisas mais estupendas? Independente de qualquer coisa, cada um achava o seu pai o melhor de todos. Existe um pai, porém, que, sem sobra de dúvidas, é o melhor de todos, é o meu, o seu, o nosso Pai Celeste.

Sobre Ele Davi declarou: “Como Deus é grande! ” (Salmo 70:4 – NVI) e reconhecia Seu Poder: “Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua que preparaste…” (Salmo 8:3 – ACF); “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra de suas mãos… a sua voz ressoa por toda a terra e as suas palavras até os confins do mundo.” (Salmo 19: 1 e 4 – NVI).

Sobre Ele Ayrton Senna disse: “Deus é forte, Ele é grande, e quando Ele quer não tem quem não queira”, mesmo Einstein, que tinha uma visão muito particular da religião, afirmou: “Quando abro a porta de uma nova descoberta já encontro Deus lá dentro”, perguntado sobre o que era luz ele respondeu: “A luz é a sombra de Deus”. Deus é grande, maravilhoso e incomparável.

O melhor de tudo é saber que, do alto de Seu Poder e Sabedoria, Ele olha para cada um de nós, e nos trata, como se fossemos o único ser criado em todo o Universo, do alto de Sua Misericórdia e Bondade, nos trata como se nunca houvéssemos pecado e do alto do Seu Amor nos trata como se fossemos a melhor criatura de todo o Universo.
Muitos acham difícil entender que haja Alguém assim, mas, difícil mesmo, é entender como há pessoas que passam por essa vida sem aceitá-Lo como seu Salvador e colocá-Lo como o Senhor de sua vida.

Se tivesse que resumir Deus em uma frase, qual seria a sua? Se tivesse que dizer uma frase para Ele, qual seria? Dê a Ele o primeiro lugar em sua vida e, muito breve, poderá dizer-Lhe, face a face.

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De quem é a culpa?

É muito comum, ao vermos alguém, com comportamento social altamente reprovável, tentarmos identificar a raiz do problema. Muito se discute acerca do verdadeiro papel do meio na formação do caráter/personalidade dos indivíduos. Existem os que afirmam que somos muito influenciados, até moldados, pelo meio onde estamos inseridos, ou fomos criados e os que não concordam com isso. Não sendo especialista no assunto, muito menos desejando discorrer sobre isso, farei apenas uma breve reflexão no campo espiritual.

Dias atrás recebi um post, via rede social que, comparando Adão X Cristo, dizia: “ Adão fracassou no Paraíso e Jesus venceu no deserto”. Por mais simplista, e até injusta, que possa parecer a comparação entre nós e Jesus, sabemos que uma das razões para Ele viver entre nós foi a de ser nosso exemplo de conduta. Isto deve fazer com que pensemos quais aspectos de nosso cotidiano podemos melhorar e chegar perto do ideal divino para Seus filhos.

O texto bíblico relata que Enoque, até sessenta e cinco anos de idade, viveu uma vida como qualquer ser humano, mas um dia resolveu andar nos caminhos do Eterno e assim o fez por trezentos anos e ele não foi mais achado entre os seus, pois Deus o arrebatou para si (Gênesis 5:24 – NIV). Enoque foi viver, fisicamente falando, ao lado de quem vivera trezentos anos, espiritualmente falando. Com certeza ele passou por muitas provas e tentações, mas não caiu, tinha um alvo, viver ao lado do Eterno. Muito antes do que imaginava ele conseguiu.

Muito mais que produtos do meio, somos produtos de nossas escolhas, tanto para Adão, como para Cristo, o meio não serviu como desculpa para suas escolhas. Enoque não se deixou influenciar pelo meio onde vivia, pois tinha um alvo e o perseguiu incessantemente. Seu alvo para essa vida envolve também a vida futura? Se sim, peça então ao Pai que o auxilie na caminhada, ande com Ele e, muito mais cedo que imagina, você O encontrará e viverá ao Seu lado, por toda a eternidade.

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Não Consigo Encontrar Deus!

Anos atrás, após ter pregado em uma igreja, uma pessoa se aproximou e disse-me que desejava encontrar Jesus, queria muito, dizia ela, ter uma experiência do encontro e conversão que fossem impactantes. Segundo ela, ia à igreja sempre, procurava fazer o que estava na Palavra de Deus, mas não sentia nada de especial, de espetacular acontecendo em sua vida, como outros diziam.

R. A. Torrey (1956-1928), evangelista norte-americano, considerado por muitos, o sucessor de D. L. Moody, conta a história de uma mulher que foi ao seu pastor e disse: “Há dois anos que estou procurando a Cristo sem achá-lo”. O ministro disse-lhe que mostraria quando ela poderia achá-Lo, vendo sua surpresa o homem abriu sua Bíblia e leu: “Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o vosso coração” (Jeremias 29:13 – NIV). Este é o segredo para o mais importante “encontro” que um ser humano pode ter, buscar o Eterno de todo o coração, com todas as suas forças.

Buscar o Eterno, muitos buscam, a maioria O encontra, mas, infelizmente, um grande número dos que O encontram, não gasta tempo em aprofundar a amizade com Ele. Para muitos que levam o Seu nome Ele é um ilustre desconhecido. Conhecem-no de ouvir falar, conhecem alguns de Seus feitos e se contentam com isto, mas, buscá-Lo de todo o coração, demanda tempo, exige dedicação e entrega contínuas.

Os filhos de Coré assim expressaram sua busca pelo Eterno: “Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus” (Salmo 42:1). Isaías nos aconselha: “Busquem o Senhor enquanto se pode achá-lo; clamem por Ele enquanto está perto” (55:6). Busque-O e tenha sua experiência real e única com Ele. A distância entre Ele e você é de apenas uma “oração sincera”.

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