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Declaração de dependência

Um tempo houve nesta terra em que as leis eram feitas por pessoas que não nasceram aqui. Pior, pessoas que jamais haviam pisado aqui. Nesse tempo, as leis visavam quase que exclusivamente proteger os interesses deles, os de lá, d’além mar. Os barcos chegavam, entupiam-se do melhor que por aqui havia, e rumavam de volta para lá. Por caprichos do destino os tais legisladores locupletadores vieram dar aqui, terra de muita luz, mosquito e calor, mas nada mudou, o sumo da terra continuava a ser canalizado para eles e os que protegiam. Assim foi até o dia em que declaramos nossa independência.

É a data mais importante de nosso calendário cívico, feriado nacional, cantada em vetustos e imponentes versos logo no começo do hino nacional, merecedora até de um hino próprio, onde se canta a plenos pulmões que “já raiou a liberdade no horizonte do Brasil”.

Agora estamos livres. Livres para não ser mais espoliados por outros. Agora podemos nos espoliar nós mesmos. Agora os que se locupletam são filhos desse solo, não temos mais a vergonha de
entregar o ouro ao estrangeiro. E os filhos da terra se mostram exímios nessa arte, não devemos nada a ninguém. A liberdade deste mundo é sempre precária.

Ainda assim, independência é algo que nos soa positivamente, ao passo que dependência tem sempre um aspecto negativo. Ser dependente de alguém é ser fraco, é não ter personalidade.

E, no entanto, é o único caminho para salvação e para vida eterna. “Sem mim nada podeis fazer”, diz Jesus Cristo (Jo.15:5). A diferença para a dependência ruim que estamos acostumados a
encontrar é que Jesus não nos espolia. Temos um “colonizador” que quer efetivamente nosso melhor, quer que nosso ouro, o ouro que Ele mesmo planta em nós, reverta para nossa vida e dos que nos rodeiam. Mais que isso, Ele quer que retenhamos o ouro que vale a pena reter.

A ilusão da liberdade é que ela nos faz usá-la para coisas altamente perecíveis. Submetendo-a a Jesus, somos verdadeiramente independentes da morte e de seus sub-produtos. Nesse caso, amigo, é
dependência ou morte.

Esta é minha declaração de dependência. Confesso ante todos que sem Cristo eu não sou nada e que O seguirei por onde pedir, porque experimentei a Vida e me apaixonei por ela.

Marco Aurélio BrasilDeclaração de dependência

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