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Eis-me aqui, envia-me a mim

Aquela sexta-feira de algumas semanas atrás foi típica. Eu caminhando de manhãzinha e tentando descobrir sobre o que escreveria aqui. Eu estava fortemente impressionado a falar sobre
depressão, porque tinha vindo ao trabalho lendo no trem o capítulo a esse respeito de Mente, Caráter e Personalidade, de Ellen White, mas a ideia parecia esdrúxula. Afinal de contas, o que um advogado pode ter a falar sobre depressão? Mas a impressão continuou forte. Tamborilei os dedos sobre o computador olhando o cursor piscando sobre o branco da tela para me certificar que não teria uma ideia alternativa qualquer chegando lá de cima. Nada.

Apesar de bastante inseguro, acabei enviando a mensagem. Bem, fui surpreendido com respostas quase imediatas agradecendo e fazendo comentários valiosos sobre o tema. Algumas dessas respostas
engordaram minha listinha de objetos de oração especial, mas a mais surpreendente veio através de um e-mail de uma conta que não abria fazia tempos. Havia lá uma mensagem de um amigo que está
do outro lado mundo. Ele contou que estava vasculhando a internet atrás de material para ajudar sua esposa em atividades da igreja quando encontrou aquele texto sobre depressão hospedado em um site norte-americano voltado para brasileiros. Aquela mensagem, ele dizia, foi importantíssima por uma penca de razões. Será mesmo que aquela mensagem tivesse sido mesmo importante?

Algo parecido aconteceu quando escrevi sobre a escolha do(a) namorado(a) e em inúmeras outras oportunidades. Eu não sei porque estou escrevendo sobre aquilo, mas descubro mais tarde. E há também os dias em que escrevo inseguro e não tenho resposta nenhuma, mas estas respostas nas mensagens mais improváveis me fazem crer que para alguém aquilo pode estar sendo importante, ou quem sabe aquilo vá ser importante algum dia.

Certa vez li sobre uma mulher que vive para ajudar mendigos e desabrigados nos EUA. Ela dizia que nunca sabia o que ia acontecer durante o dia, ela não tinha agenda. Simplesmente se colocava à
disposição de Deus e Ele a conduzia para onde queria. E nunca estava desocupada.

Bem, o fato é que não existe sensação melhor neste mundo do que a de perceber haver sido usado por Deus. Não existe melhor ciência do que a de haver mitigado uma dor, despertado um sorriso, instilado esperança ou partilhado amor. Mas dificilmente isso acontece com planejamento rigoroso e de formas que podemos prever ou controlar. É acordar, ajoelhar-se e pedir para ser usado e inspirado por Deus. Esse pedido nunca falha.

Fomos chamados, amados, salvos para isso. Só precisamos estar à disposição.

Marco Aurélio BrasilEis-me aqui, envia-me a mim

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