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Fugindo da depressão

Os dois exemplos de personagens bíblicos que sofreram de depressão citados na semana passada têm como causas da enfermidade um fato assemelhado. Elias viveu um pico emocional e espiritual no monte Carmelo, foi usado por Deus de forma espetacular perante todo o povo reunido. Decerto ele esperava que aquele evento fosse o despertar de um grande reavivamento nacional, um grande movimento de retorno ao culto a Deus, mas em lugar disso o povo voltou para suas casas e a rainha mandou dizer que ia matá-lo. Elias pulou do pico do monte para uma depressão profunda (a propósito, as depressões logo após grandes ápices espirituais são mais comuns do que se diz por aí).

Jonas, por sua vez, tinha idéias muito rigorosas de justiça e quando viu Nínive ser salva, embora houvesse de certo modo trabalhado para isso, pregado na cidade por três dias chamando-a ao arrependimento, caiu também ele na depressão profunda. Talvez estivesse preocupado com sua reputação, porque havia pregado que a cidade seria destruída. De qualquer forma, assim como foi com Elias, a depressão de Jonas nasceu da contrariedade. Eles esperavam que as coisas andassem num sentido, mas viram ela dar um pinote em direção diferente.

Nem preciso dizer que estamos todos sujeitos a contrariedades. Mesmo em coisas que são vitais para nós, não temos qualquer garantia de que elas vão acontecer e do jeito que sonhamos. O quê, então, precisamos fazer para quando esse dia chegar não cairmos numa caverna qualquer e pedir a morte a Deus, espalhando tristeza e desesperança também ao nosso redor?

É preciso confiar. “Entrega teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Salmo 37:5). Precisamos desenvolver agora, antes dos momentos de contrariedade, um espírito de confiança. Isso é o tipo de coisa que não aparece do nada e nem com relação a estranhos. Você só confia em quem conhece, por isso é preciso soltar nas mãos dEle hoje as coisas pequenas, depois as médias, para estarmos aptos a soltar as grandes quando elas não saírem do jeito que sonhávamos. É preciso ser capaz de falar com a boca cheia que temos um pastor e que nada nos faltará, nem que atravessemos vales sombrios. É preciso alimentar a mente de coisas positivas e luminosas.

Mas hoje em dia um gatilho muito comum da depressão é o stress. É de vital importância respeitarmos os limites do corpo. Dar-lhe descanso. E para vencer a tentação de se encher de atividades e
obrigações, de trabalhar excessivamente ou de relaxar assistindo um pouco de TV altas horas da noite ao invés de descansar é preciso colocar seu corpo como prioridade. Outra coisa interessante que as pesquisas apontam: apenas uma minoria das pessoas que sofrem de depressão tinham hábitos de exercícios físicos. Atividades físicas liberam endorfinas e mantém as defesas do organismo contra a depressão bem altas. Se essas atividades forem realizadas ao ar livre, muito melhor, o efeito será duplo.

O bem estar de amanhã depende de escolhas que precisam ser feitas hoje. Pense nisso.

Marco Aurélio BrasilFugindo da depressão

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