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# Natal

Chega o fim do ano e duas festas marcam a vida de quase o mundo inteiro. Natal e Réveillon. E ambas apresentam algo em comum. Pessoas saudando seus pares e até mesmo a desconhecidos, trocando presentes, desejando-lhes que tenham saúde, paz e alegria.

Convenhamos afinal, isso é muito bom, pois o mundo precisa mesmo que as pessoas preocupem-se umas com as outras, manifestando desejos sinceros de toda a sorte de prosperidade, seja ela em que área possa se manifestar.

Na época do natal em especial, há também o desejo manifesto por parte dos cristãos convictos, que o Senhor possa tanto abençoar todos a sua volta, quanto venha a viver no coração de cada um. E muitos saem às ruas para estender a mão aos mais necessitados, sendo está prática, em alguns casos, uma constante durante o ano.

Nestes dias de festas, assisti uma propaganda em que uma criança bem pequena, ao responder para Papai Noel o seu desejo pelo presente que gostaria de receber, disse querer uma caneta que consertasse letra feia. Quando e como foi o dia em que deixei de acreditar em Papai Noel?

Realmente não sei. Apenas o que me lembro desse tempo, pouco se falava naquela noite sobre o nascimento do menino Jesus, sobre sua vida, morte e ressurreição; algo como uma noite para se ouvir uma história especial. Alguma oração era feita e então, os jantares e as brincadeiras eram ressaltados. Os presentes, estes eram abertos na manhã seguinte, quando o bom velhinho os teria colocado aos pés da árvore de natal.

Atualmente, percebe-se que até mesmo os presentes são trocados na própria noite que antecede ao dia de natal, assim como, não raras vezes, pouco ou quase nada se fala a respeito de Cristo. A importância está apenas no comer e beber e nada mais. A frase de fim de noite quase sempre é: “Que noite agradável”.

Com todos estes aspectos criados pela sociedade imediatista, de consumo, sem adentrar no sentido simbólico de todos os enfeites de natal, tanto quanto da própria data em si, uma pergunta não se cala ano após ano: E o Messias, em que momento é exaltado em todo esse contexto? Como é que Ele se sente ao presenciar todas estas atitudes?

Realmente não sei, pois, segundo as escrituras, tem um amor por nós que não o compreendemos. Portanto, ainda que não tenhamos comemorado o natal de Cristo como ele mereça, que nossos dias seguintes sejam para a honra e glória de Seu nome, exaltando-o por onde formos.

O importante é vivermos o exemplo desse amor, como a única coisa que nos resta a fazer para nos tornarmos seus discípulos. Se a isto o fizermos, todas as outras situações que o personalizam, serão inevitáveis em nossa vida.

Que o natal de Cristo seja revivido em todos os dias de sua vida.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Natal

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