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# Novas Criaturas

nova-criaturaSemana passada, iniciei a escrever as meditações publicadas aos sábados e domingos, a partir da análise dos estereótipos usados pelo escritor John Bunnyan, na obra O Peregrino, que retrata a jornada de Cristão, o personagem que movido por revelações que leu no evangelho, resolve levantar-se de seu lugar de conforto e partir em busca do conhecimento da Palavra do Eterno.

No último episódio, narrado no domingo passado, Cristão ao decidir sair em busca de seu encontro pessoal com as promessas do Eterno, foi perseguido por dois de seus amigos, Obstinado e Volúvel, que tentavam dissuadi-lo daquilo que acreditavam ser uma loucura.

Obstinado por não querer abrir mão de suas conquistas pessoais, e fazendo pouco das promessas do livro mencionado (evangelho), não aceitou o convite de Cristão para que o acompanhasse e voltou para o vilarejo sozinho, pois Volúvel resolveu deixar para trás a sua vida antiga e seguir Cristão em busca das promessas.

Na primeira situação em que surgiu um problema, Volúvel pediu explicações a Cristão, dizendo: “Essa é a felicidade da qual me falou?”. E concluiu: “Se no início já começamos mal, o que esperar do restante dessa jornada?”; assim repensou sua iniciativa, abandonou o caminho e retornou à vida que acreditava ser tranquila.

Este tem sido um entre os muitos pontos questionados por quem não conhece a realidade revelada pelas escrituras, contudo torna-se um posicionamento ainda mais sério e sem sentido quando feito por aqueles que um dia confiaram suas vidas ao Espírito do Eterno, e por meio da Palavra de Jesus decidiram tornarem-se novas criaturas.

Mas, o que significa uma nova criatura para o evangelho?

A palavra de Paulo aos gálatas e aos coríntios afirma que é todo aquele que deixa o mundo e seus conceitos para trás. É todo aquele que ao aceitar o sacrifício do Messias, entende ter sido o meio pelo qual nos foi aberta a porta para nos reconciliarmos com o Eterno, fato que nunca poderíamos ter realizado por nós mesmos.

Portanto, se ainda subsistem os problemas, não o é por falsas promessas; e se mesmo um entre os homens, que se dizem discípulos de Cristo, ainda questione tal razão de existência, é porque não conheceu a verdade, pois o próprio Messias, que é a representação física e espiritual da vida, afirmou que no mundo ainda teríamos problemas, mas, pela fé em seu caminho, e pela reconciliação com o Eterno desde agora, haveríamos de suportá-los com a paz que o mundo não conhece, a fim de alcançarmos o objetivo maior que nos é proposto.

Que o amor do Eterno, a graça do Filho e a comunhão do Espírito Santo estejam conosco durante a jornada.

(Um Peregrino da Palavra)

Sady Folch# Novas Criaturas

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