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O Encontro – Parte II

Continuando a série sobre encontros especiais com o Mestre, quero meditar um pouco naquele que, para mim, é um dos encontros mais emblemáticos. Relatado em Marcos 10:46-52) mostra o encontro de um mendigo cego, que vivia a esmolar às portas de Jericó, chamado Bartimeu e Cristo.

Mesmo cego, o homem devia possuir um conhecimento razoável acerca de Cristo, pois ele muito desejava esse encontro. O relato afirma que, quando ouviu falar que Jesus de Nazaré se aproximava, começou a gritar o Seu nome e a clamar por misericórdia. Repreendido para que se calasse, gritou mais alto. Nessa época já existiam os que trabalhavam para impedir um sincero filho de Deus de se expressar livremente ou clamar Seu auxílio. Parando, o Mestre mandou que o chamassem. O restante do relato mostra um homem determinado, sabedor do que realmente queria e de um desprendimento invejável.

Destaco dois aspectos que o texto apresenta daí para a frente, o primeiro é que, assim que lhe disseram que o Mestre o chamava ele largou tudo o que tinha, uma capa, para trás e foi até Ele (v. 50); o segundo é que, logo após receber o seu milagre, o dom da visão, passou a seguir o Mestre pelo caminho (v.52).

Esse relato mostra que não precisamos ter uma boa visão para nos encontrar com o Mestre, precisamos determinação para sair ao Seu encontro e disposição para nos despojar daquilo que nos impeça de ir até o Pai e por Ele ser abençoados. Muitos não conseguem um encontro de qualidade, pois não se despem da capa, que pode ser de vários tipos, do preconceito, do orgulho, da justiça própria, da desconfiança, da autossuficiência, do “zelo” cristão, etc.

Vá ao encontro do Pai, dispa-se de tudo que impeça de ser um encontro “mágico”, e, quando receber o dom do Pai, siga-O pelo caminho. Não basta ter o encontro, ele tem que operar uma mudança em você.

Gelson De Almeida Jr.O Encontro – Parte II

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