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# O meu redentor vive!

Há algumas relações interessantes entre a páscoa judaica e a cristã.

Pessach em hebraico significa passagem. A festa da páscoa na cultura judaica, como todos sabem, comemora a libertação de Israel da escravidão no Egito. Isso teria acontecido no mês de nissan, que marca também a transição entre o inverno e a primavera no hemisfério norte. Por aí é fácil verificar como inverno e escravidão, primavera e liberdade se relacionem simbolicamente.

A páscoa cristã, por sua vez, comemora a ressurreição de Cristo e representa a vitória da vida sobre a morte, relacionando-se à libertação da sujeição do ser humano ao pecado e, consequentemente, da morte que não nos permitiu vivermos a plenitude com Deus desde a separação.

No entanto, por vivermos, ainda, em corpo corruptível, o pecado permanece em nós, todavia pela realização da promessa de liberdade por ocasião da morte ter sido vencida, recebemos a possibilidade de vivermos pela graça, rejeitando o pecado, até a volta de Jesus.

A ressurreição de Cristo se tornou nossa páscoa, ou seja, nossa passagem: da morte espiritual para a vida e, porque ainda esperamos a sua volta, para enfim vivermos a plenitude dessa vida espiritual, a graça representa um reflexo da vida plena que haveremos de viver, assim como os israelitas que foram libertos da escravidão, continuaram no deserto até que pudessem entrar na terra prometida.

A abundância que vivemos o é por meio da graça, que nos permite suplantar a corrupção de que é feita nosso corpo. Isto, pois, em Cristo depositamos toda a confiança que precisamos para seguir com fé neste deserto. A ele entregamos nossos fardos, impossíveis de carregar por nós mesmos e, recebemos a sua paz que excede ao entendimento humano, justamente para que possamos ter uma postura diferenciada da que tem o mundo diante das adversidades.

Dito isto, é importante ressaltar uma forte semelhança entre os fatos que ensejaram ambas as páscoas. Cumpre dizer que a festa de “pessach” tem seu significado – passagem – por conta da passagem do anjo enviado por Deus ao Egito, e não da passagem, essencialmente, da escravidão para a liberdade. Aqui reside a semelhança maior. Foi comunicado a Moisés que as casas dos israelitas deveriam ter seus umbrais marcados pelo sangue de um cordeiro, e assim os escolhidos não seriam atingidos pela morte.

Cristo é esse cordeiro. Dele é o sangue que nos marca, que nos sela para o tempo do juízo, que haverá de ocorrer por ocasião de sua volta. Maranata! E, como afirmou Paulo ter o Eterno ressuscitado a seu filho, o pregação do evangelho e a fé em Cristo não são vãs.

Por tudo isso podemos evocar as palavras de Jó, e dizer felizes: Porque eu sei que o meu redentor vive!

Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# O meu redentor vive!

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