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# Para viver a unção

Ao tempo da antiguidade, o azeite extraído do fruto das oliveiras tinha dois destinos básicos: alimentação e iluminação. O primeiro a sair da prensa, mais puro, servia para a alimentação, e o produto final tinha seu destino aos candeeiros, a fim de que queimassem e fornecessem luz.

Ao atentarmos para o livro de Êxodo (27), o Eterno no momento em que instrui sobre os cuidados para com o candelabro (menorah) que deveria ficar acesso o tempo todo dentro do templo, no lugar santo, requereu que se usasse o melhor azeite. Aquele da primeira prensa. O azeite, como se sabe, representa a unção. O candelabro acesso, o Messias, aquele em quem a luz não para de brilhar.

Ele mesmo disse a respeito da luz em diversas ocasiões. Mediante o sermão das bem-aventuranças, por exemplo, sua luz brilha até os nossos dias, porquanto revelou ali algumas verdades que se entendidas e aceitas, nos conduzirão ao reino dos céus; portanto, ao abrir nossos olhos pôde afirmar sermos a luz do mundo, e  que, então, resplandecêssemos diante dos homens, para que estes vissem as boas obras e glorificassem ao Pai. (Mateus 5).

Mas, por que seríamos a luz do mundo? Sobre si mesmo, a luz verdadeira que veio ao mundo e que ilumina a todo o homem, afirmou que aquele que o segue não andará em trevas, tampouco receberá a condenação por tê-las amado mais do que a luz. Por isso, abriu-nos mais uma vez aos olhos, como fez ao cego, colocando em nós, a luz.

O azeite que provê a iluminação é a unção excelente, esta proveniente do Eterno, fonte da luz que é o Messias. Mas, por que muitos não aceitam a melhor unção e nem ao seu resultado que é a luz? A resposta pode ser dada por, no mínimo, dois motivos: pela omissão da verdade, muitas vezes exercida por quem a ela deveria revelar; ou ainda, se pronunciada claramente, pelo incômodo que pode provocar diante dos interesses pelo mundo.

Muitos querem a unção, todavia não aceitam quebrantar-se diante do Eterno. Yeshua, o Messias, assim procedeu para que vivesse toda a unção que foi preparada a ele. Só assim pôde revelar as obras das trevas mediante sua luz. O Senhor quer trabalhar em nossas vidas, tornando-nos um vaso novo, exatamente como faz o oleiro; enquanto nos entregarmos parcialmente às Suas mãos, Ele nos quebrará e quebrará, tantas vezes for necessário. Há um preço para sermos feito novas criaturas, para recebermos e sermos luz no mundo.

A menorah (candelabro do templo) era um sinal do que haveria de vir, a luz para as nações. Esta, a unção excelente. A todo aquele que guarda o mandamento e tem a fé no Messias, ela permanece viva. Bendito seja o nome do Eterno.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Para viver a unção

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