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Páscoa – Obediência e Fé

Páscoa - Obediência e FéPáscoa em hebraico é “pessach” e significa “passagem”, “pular além da marca”, “passar por cima” no sentido de “poupar”. A páscoa foi instituída no Egito mediante a ordenança divina de se sacrificar um cordeiro e comer sua carne acompanhada de ervas amargas e pão sem fermento. Com seu sangue os hebreus marcariam suas casas e assim o anjo pouparia seus filhos no momento em que passasse para sacrificar os primogênitos dos egípcios, devido à resistência de faraó em manter o povo escravizado.

As obras que compõem o antigo testamento também orientaram o povo para a vinda do Messias, e muitos dos fatos ali registrados apontavam o quê e como haveria de ocorrer com ele. A páscoa judaica no Egito foi um desses fatos.

Paulo afirma que Cristo é o cordeiro pascal. A prova disso está na clara relação entre as ordenanças ritualísticas da páscoa judaica com a morte do Messias. O sacrifício do cordeiro aponta para o aspecto de que só a marca do seu sangue (Cristo) pode salvar. O pão sem fermento demonstra a necessidade de se apartar dos conceitos do mundo, não permitindo se contaminar. As ervas amargas remetem à lembrança do amargor vivido no mundo (Egito) para que a ele não voltemos. Mas não só isso.

Tomando ainda a ritualística pascal observada no Egito, o cordeiro que verteu o seu sangue para salvar deveria ser perfeito e não poderia ter os seus ossos quebrados. Cristo é o cordeiro pascal porque nele não se encontrou erro, nele não se encontrou pecado. E como narram as escrituras, nenhum de seus ossos foi quebrado.

Há também outros aspectos nesses contextos pascais. A obediência de Cristo sem questionamentos ao que lhe fora ordenado resultou em Sua ressurreição e, consequentemente, na nossa salvação por meio dele. De outro lado, o aspecto humano. Os hebreus obedeceram porque movidos pela fé. Paulo escreve na carta aos hebreus que pela fé celebrou-se a páscoa e a aspersão do sangue no Egito. A páscoa, portanto, se trata também do testemunho da observância da obediência e da obediência pela fé.

A estes aspectos, as características dos que se separam para o Eterno, quais sejam, a obediência aos mandamentos de Deus e a fé no Messias. Mesmo que saibamos que Cristo verteu seu sangue em favor da humanidade, só o acompanharão quando de sua volta aqueles que de fato se deixaram marcar por seu sangue, que observaram seus ensinamentos e o aceitaram pela fé.

Ao tomarmos Cristo como nossa páscoa é preciso entender que nossa justificação se dá pelo sangue e nossa santificação pela obediência à Palavra. Há sabedoria nestas palavras, não se limitando aos olhos que enxergam apenas a história.

Feliz sábado e feliz páscoa a todos!

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Sady FolchPáscoa – Obediência e Fé

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