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Que tal um feriado na praia?

Obedecendo a uma ordem divina, Abrão saiu do meio de sua parentela, perambulou sem destino conhecido por centenas de quilômetros, durante vários anos. É fácil afirmar que ele fez a escolha certa, pois sabemos o final da história, mas não refletimos no que realmente implicava a sua decisão. Afinal, obedecer ao Eterno implicava em sair de um dos lugares mais prósperos da época, um lugar onde prosperidade, riqueza, conforto, respeito e status faziam parte de seu dia a dia. Mas ele nunca quis saber o que ganharia em largar tudo para trás, apenas obedeceu a uma ordem divina. Como recompensa, seu nome tornou-se conhecido e respeitado em várias nações, sua riqueza tornou-se muito maior que antes, recebeu o bem mais precioso que um pai poderia desejar na época, um filho, e, ainda de quebra, tornou-se o grande patriarca do “povo de Deus”.

Sequer podemos imaginar o que pode acontecer na vida dos que decidem fazer a vontade do Eterno. Comparando o que temos com aquilo que o Eterno nos quer dar, C. S. Lewis (O Peso da Glória) afirma que somos como um garoto de favela, que prefere fazer “bolinhos de barro” a passar um feriado na praia. Por não conseguir olhar além dos bolinhos, o garoto fica com eles. Criticamos o garoto, mas fazemos como ele, nos os contentamos com muito pouco, pois nossa curta visão de futuro nos impede de escolher coisas maiores.

Deixe de lado os bolinhos de barro e aceite a proposta do Eterno, com certeza será muito melhor que sua realidade atual.

Gelson De Almeida Jr.Que tal um feriado na praia?

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