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Sentindo Deus

Eu passei por um despertar espiritual muito grande na minha adolescência. O meu interesse por religião, Bíblia e Deus foi muito forte aos meus quinze anos de idade. Não sei exatamente o porquê, mas, nesta idade, passei a sentir de uma maneira muito significativa a presença de Deus em minha vida.

Com o tempo esse sentimento foi diminuindo. Tem vezes que ele chega a desaparecer e outras em que ele volta com toda força. Às vezes sinto que Deus está longe, às vezes perto e às vezes mais ou menos. Mas o que está acontecendo? Cadê todo aquele fogo que eu sentia quando adolescente? Para onde foi toda aquela paixão que eu tinha no início? Por que parece que meu coração passa por esse sobe e desce espiritual?

Uma vez um texto bíblico me acalmou quanto a estes questionamentos. Ele diz: “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” [Jeremias 17:9].

O meu problema? Eu sempre medi minha religião pelo sentir. Sempre acreditei que, nas coisas de Deus, tinha que ter uma impressão muito forte no meu coração. Mas a Bíblia, que é um Livro cheio de ensinamentos que fogem do senso comum, mostra que o nosso coração (onde ficam nossos sentimentos) é enganoso, nos prega peças e que não podemos confiar nele. Não há problema nenhum em buscar emoções nas coisas de Deus, mas nossa espiritualidade não pode estar baseada nelas. Nossa única e verdadeira base na vida espiritual deve ser Cristo.

Deus pode despertar sentimentos em nossos corações, mas é preciso saber que eles nem sempre estarão lá. O que fazer, na caminhada cristã, quando nos sentimos desanimados ou longe de Deus? Apenas crer nas promessas de Jesus:

“[] tenham ânimo! Eu venci o mundo”; “[eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.” [João 16:33; Mateus 28:20].

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