Publicações com Amor de Cristo

# Experiência real com Deus

A semana santa vai chegando ao seu final. Ela tem relação, para cada dia que a compõe, a uma lembrança entre os fatos mais significativos ocorridos depois do domingo que Cristo entrou em Jerusalém e foi saudado com folhas de palmeiras, poucos dias antes de sua morte e ressurreição.

Instituída pela igreja católica à época do Concílio de Nicéia, no século IV, tornou-se a data mais significativa no calendário cristão, iniciando no domingo de ramos e tendo seu ápice no domingo de páscoa, em que se comemora a ressurreição de Cristo. No entanto, de semelhante importância para os cristãos, é a lembrança de sua paixão e morte.

Há muitos que não creem na ressurreição de Cristo. Quanto à sua existência, seria tolice desacreditar, pois até mesmo o historiador judeu, Flávio Josefo, escreveu sobre ele à época, sendo o livro de sua autoria, um dos atuais best-sellers no mundo.

O fato é que, os episódios da vida e morte de Jesus, registrados pelo Novo Testamento, foram incrivelmente marcados pela exatidão do que já se encontrava predito nas passagens do Antigo Testamento, até então livros da religião judaica, tão somente. A possibilidade de alguém manipular o cumprimento de todas aquelas profecias é tão insignificante, que se pode dizer até mesmo impossível, pois em muitas, as circunstâncias humanas nunca poderiam influenciar.

Para poder se falar sobre a vida de Cristo, seja recusando ou aceitando de fato, é preciso conhecer a história, todo o encadeamento que há nos registros das escrituras. Também, levando-se em conta que, quanto aos livros que compõem o Antigo Testamento, quais sejam livros essencial e originalmente judaicos, em todos eles está harmonizada a obra de redenção a que ele veio para cumprir, e cumpriu.

Sua vinda, assim como seus feitos e sua ressurreição foram fatos sobrenaturais de quem esteve em plena comunhão com o Eterno, e em nenhuma outra religião, com todo respeito a elas, há qualquer semelhança de obra feita por um deus em prol do homem que é limitado à efemeridade da vida, submetido a humilhações, injustiças e toda sorte de infortúnios.

O motivo verdadeiro de toda possibilidade de religação, ou seja, de religião do homem com o Eterno, a partir do povo judeu, a quem foram confiadas as escrituras e as promessas, é justamente para que haja o retorno de uma convivência perdida no passado remoto.

Foi movido por um amor pelo mundo que excede ao entendimento humano, pela misericórdia aos que sofrem e pelo desprezo à miséria, que Deus entregou seu único filho para que todo aquele que em sua mensagem creia, possa ser salvo deste que é um contexto de dor e lágrimas.

Fatos como ressurreição dos mortos por ocasião da segunda vinda de Jesus e vida eterna nada têm a ver com contos fantásticos e utopia. Para chegar a esta conclusão, a humanidade precisa conhecer o real significado da existência desse processo de religação com o Eterno. Só há uma chance para isso. Aqui e agora. Durante o espaço de século que se tem para viver.

É preciso dar ouvidos à pregação do evangelho; não a que o distorce e o denigre por atitudes vis da parte de sacerdotes sem escrúpulo e temor de Deus, mas por aqueles que atendendo a um chamado verdadeiro, entregaram-se a uma vida simples, comum, a fim de esclarecer a mensagem e apontar o caminho, testemunho exemplar do que seja ter uma experiência real com Deus.

Ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida por outra pessoa.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Experiência real com Deus
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# O encontro da verdade

Conta uma história que a verdade saiu de casa com o fim de compartilhar seu conhecimento entre os homens. O primeiro grupo que encontrou não lhe deu a menor atenção. Achou estranho o tal comportamento, porém não desejou forçar-lhes a nada. Assim seguiu seu caminho, não se desviando nem para a direita, nem para a esquerda, até que encontrou outro grupo de pessoas. O tratamento lhe pareceu semelhante ao anterior. Resoluta, seguiu sem querer incomodar a nenhum daqueles com pergunta que fosse. Outras e outras ocasiões surgiram em meio ao caminho e em nenhuma delas teve uma recepção que diferenciasse das anteriores.

Entristecida com todo aquele desprezo, ela voltou ao seu lugar de origem e ali permaneceu recolhida até que um dia alguém bateu à porta. Ao abrir, deparou-se com a parábola. A parábola foi logo perguntando o porquê daquele semblante tão triste, ao que de pronto ouviu a verdade dizer que havia tido uma péssima experiência com os humanos. A parábola, por sua vez abraçou-a e adentrando à casa, ofereceu-se para fazer um chá, assim conversariam um pouco.

Sentadas à mesa, a parábola passou a lhe explicar o motivo pelo qual havia sido tratada com tanto desprezo.

Os humanos não gostam de encarar os fatos, disse ela à verdade. Preferem, muitas vezes, a companhia até mesmo do engano e da mentira, pois estes lhes são bajuladores e, sem que eles saibam, normalmente lhes entregam uma confiança fruto de sofismas, criados por meio de conceitos antigos encontrados fora do caminho. Mistura-os a algum incentivo que poderia ser tomado como verídico, é assim fisgam definitivamente a confiança dos homens.

E a parábola continuou a lhe falar sobre os homens, até que a verdade, horrorizada com a explicação, e quase sem esperança de obter algum relacionamento com eles, perguntou se havia algo que pudesse fazer para obter a atenção dos humanos. Foi então que ouviu as seguintes palavras.

Veja bem, a maioria deles age da maneira como eu te afirmei; mas, também é certo que, assim como outros mais acessíveis, eles a entenderão melhor se a receberem vestida de forma que os faça pensar e percebam que estão diante dos fatos. Portanto, vou lhe dar algumas de minhas roupas, presenteadas pela sabedoria real, e assim com certeza poderá ganhar-lhes a confiança, abrindo-lhes, inclusive, os olhos para as más companhias a que se acostumaram.

A verdade pensou um pouco e questionou se aquela não seria também uma forma de disfarçar-se como o fazem o engano e a mentira. Nesse momento, com toda tranquilidade, a parábola mostrou à verdade que havia um enorme abismo entre eles, pois aqueles se valiam de artifícios para iludir aos homens, enquanto ela, conseguindo o acesso aos humanos, só haveria de beneficia-los com sua companhia.

Pense bem, concluiu a parábola, você não irá se esconder como se quisesse perverter a cabeça dos homens, mas irá tão somente vestir-se de maneira que eles aceitem ouvi-la e possam enxergá-la.

E assim fez a verdade, sendo, enfim, ouvida e aceita por muitos homens.

Que as palavras que Jesus ouviu do Pai e transmitiu à humanidade, Ele que é a Verdade que pode libertar, inclusive dos sofismas, transformem nosso entendimento.

Bendito seja o nome do Eterno!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# O encontro da verdade
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# Um coração transformado

Há uma lenda árabe que conta que dois grandes amigos seguiam pelo deserto quando um deles manifestou pensamentos depressivos e iniciou uma discussão. O amigo que o ouvia logo intercedeu pelo outro, tentando tranquiliza-lo. O indivíduo que estava desgostoso passou então a relatar os motivos de sua tristeza e começou a relembrar coisas que o outro o dissera e que o levaram àquela depressão.

Sem conseguir ser dissuadido de que as coisas que ouvira no passado haviam sido ditas para seu próprio bem, o indivíduo que estava profundamente entristecido sacou da adaga que carregava e tentou tirar a própria vida. Neste instante, durante uma rápida distração, teve a arma retirada de suas mãos e de pronto recebeu um tapa no rosto. Assim os ânimos acalmaram-se, e ficaram ali, aguardando em silêncio. Passado um tempo, o que foi ferido escreveu na areia sobre o tapa que havia recebido de seu amigo naquele dia.

Levantaram-se e seguiram o caminho pelo deserto. Ao encontrarem um grande oásis resolveram banhar-se. Aquele que levou o tapa no rosto avançou para a região aonde havia certa profundidade. Nesse momento começou a se afogar, o que fez com que o amigo que mesmo sem saber nadar, saltasse em sua direção, salvando-lhe a vida. Após recuperar-se, o que foi salvo escreveu em uma pedra o que acabara de acontecer.

Nesse momento, aquele que no mesmo dia o repreendeu e também o salvou do afogamento perguntou-lhe por que horas atrás escrevera na areia e ali registrava o ocorrido por sobre a pedra. Quando então, o que foi salvo respondeu: “Você é meu melhor amigo e eu não entendia os seus motivos de repreensão, tomando-os como uma agressão a minha vida. Mas, foram nos momentos seguintes, em que ficamos ali sentados em silêncio, que pude refletir o quanto tudo que fizera tenha sido para o meu bem. Por isso fui tomado pelo ato de registrar todos os ocorridos na areia, para que o tempo se encarregasse, através do vento, de apagar aquelas palavras arraigadas em minha mente“.

E continuou, dizendo: “Quando chegamos a este oásis, agora então com o espírito transformado, presenciei o ato maior de seu amor por mim, objetivando minha alegria, minha paz e salvação. Consciente disto e ao testemunhar aqui a medida real deste laço, senti a necessidade de escrever na pedra para que nada e nem ninguém pudesse apagar“.

Esta lenda nos leva a refletir sobre os testemunhos quando Jesus esteve na terra, dando a medida da compreensão sobre as coisas que Ele disse e tenha magoado pessoas em face das orgulhosas convicções de cada uma delas. Aqueles que não o aceitaram, por manterem vivo seu orgulho, em detrimento de sua paz, escreveram palavras duras em seus velhos corações, eternizando assim seus passos no deserto das trevas da ignorância.

No entanto, aqueles que perceberam que Ele era o Messias, e que mesmo sem pecado, dera sua vida pela humanidade perdida, estes deixaram transformar-se, permitindo a substituição do velho coração por um novo em seu lugar, aonde escreveram para a eternidade, o testemunho da compreensão do milagre do amor que os transformara, tornando-se luz e refrigério em seu caminho.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

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# O Senhor não faz acepção de pessoas

Ao relembramos algumas ocasiões bíblicas em que os pecadores e idólatras foram convertidos à verdade do Eterno, justamente por não terem sido repudiados, um personagem salta à memória. Jetro, um sacerdote idólatra, sogro de Moisés. Uma igreja, sendo formada por homens, está suscetível a opiniões divergentes quando as interpretações da Palavra não se deixam levar pela essência do Espírito do Eterno, esta que é amor e faz com que o engano se desfaça.

Entre as opiniões que fazem acepção de pessoas, causando divergências, inclusive com a Palavra do Eterno, muitas são movidas pelo orgulho, outras pela cegueira espiritual; e, a única coisa que delas se resulta é a dúvida, a insegurança e o esfriamento entre os membros, tal qual no exemplo de Amaleque que criou a falsa imagem entre os povos que poderia desqualificar o poder de Deus (entenda-se, defender apenas a letra, em prejuízo do Espírito que vivifica).

Deve ser este, pergunte-se, o testemunho quando estamos a falar do amor do Eterno e da Palavra vivenciada em Cristo, ele que nos deu único novo mandamento, qual seja “amai ao próximo como eu te amei”? Tais testemunhos, ainda que ditos zelosos, e aqui cumpre ressaltar, o mandamento é sim, fundamental, mas quando expostos sem anterior reflexão na Palavra, se deixam levar pelo espírito de Amaleque, este que vive da aparência e não deseja o coração transformado pela verdade (Êxodo 17).

Qual foi a atitude de Moisés quando se encontrou com Jetro, seu sogro, um sacerdote idólatra, senão a de testemunhar as maravilhas que fez o Senhor pelo seu povo, tirando-o das mãos da escravidão. E o resultado na vida de Jetro foi a sua conversão ao Senhor dos Exércitos. O SENHOR não faz acepção de pessoas. Moisés, ao invés de refutar ao sogro, recebeu-o em seu acampamento no monte Horebe, que quer dizer – O monte de Deus – cumprimentando-o e perguntando-o como estava passando, demonstrando assim, cuidado.

Jetro, por sua vez, ao ouvir o relato de Moisés sobre a vitória que o Senhor concedeu ao povo, disse: “Bendito seja o Senhor, que vos livrou da mão dos egípcios! Agora sei que o Senhor é maior que todos os deuses, pois com aquilo que pensaram destruir Israel, foram destruídos“. (Êxodo 18). Convertido pelo testemunho, ele ofereceu banquete ao Deus de Israel, tendo em sua companhia, Arão e todos os anciãos de Israel que se sentaram com ele, na presença de Deus. Quem, dentro da congregação, poderia julgá-los por terem se sentado com Jetro naquela ocasião?

O meu povo é destruído, porque lhe falta o conhecimento;”, relata o profeta Oséias (4). Há inúmeros relatos nas escrituras que demonstram que o Eterno trabalha as vidas, justamente por não serem perfeitas. Nabucodonosor foi outro desses exemplos, que ao fim, louvou ao Senhor. A existência, tal qual a conhecemos, não é perfeita. Tudo e todos estão a caminho da verdade revelada pelo Messias. E, tal como afirmou o apóstolo dos gentios: “Glória, honra e paz a todo aquele que pratica o bem, pois para com Deus não há acepção de pessoas” (Romanos 2), assim também o fez Pedro ao dizer: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas” (Atos 10).

Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

(Foto extraída do site Sétimo Dia)

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# Reconhecer e Amar

Entre tantos os relatos surpreendentes ocorridos durante as guerras, há aqueles que sobressaem por um gesto simples, no entanto ainda que em meio aos realizados por atos de nobreza e coragem, também têm em si a razão de um coração puro, forte e comprometido com a verdade. Houve um dia na vida de um homem americano, quando algo simples assim, o fez repensar suas atitudes.

Aviador e ex-combatente no Vietnã, ele teve seu avião derrubado. Quando enfim retornou aos Estados Unidos, ainda vaidoso e cheio de orgulho pelas inúmeras baixas de norte-coreanos, começou a palestrar sobre suas experiências. Ao entrar em um restaurante, deparou-se com um rapaz que, ao lhe abordar, chamou-lhe pelo nome indagando se de fato se tratava do aviador que ele havia conhecido, derrubado durante a guerra. Surpreso, perguntou de onde o conhecia. Quando então, o rapaz apresentou-se dizendo ser o soldado que dobrava os paraquedas dos aviadores.

Tomado por gratidão, o aviador disse ao rapaz que lhe devia a vida, pois só estava ali por ter conseguido abrir o equipamento e descido em segurança. Após conversarem, despediram-se e o herói foi para casa. Naquela noite não conseguiu dormir, pensando em quantas vezes havia cruzado com aquele simples soldado no porta-aviões, sem nem ao menos cumprimenta-lo ou agradecê-lo por tantas horas dedicadas por vidas que nem mesmo conhecia. Percebeu o quanto havia deixado de enxergar pessoas que se tornaram responsáveis para que seguisse com segurança, ao longo de sua vida. Recordou, enfim, a cada um daqueles instantes, reconhecendo sua gratidão e seu amor por cada uma delas.

Em nosso dia a dia, muitas são as vezes em que agimos assim com as pessoas simples ao nosso redor, no trabalho, na vizinhança, e até mesmo nos cultos das igrejas; elas que se desdobram para que tenhamos um caminho livre e agradável. Em nossa vida de conversão ao caminho do Eterno, aprendemos a identificar Aquele que entregou seu próprio Filho; este que se fez humilde a fim de dobrar nossos paraquedas, trazendo-nos em segurança ao momento em que, ele mesmo se tornará o chão firme para pisarmos e sermos um com ele e com seu Pai. Contudo, nem todos, plenamente, reconhecem esse compromisso de volta a Deus, ainda que nas igrejas.

Portanto, em nossa vida espiritual, nossa maior gratidão se expressa ao amá-lo de todo nosso coração, de toda nossa alma, de todo nosso entendimento e com todas as nossas forças. Assim cumprimos o primeiro dos dois maiores mandamentos, segundo as palavras de Yeshua, o Messias (Marcos 12). Aos nossos iguais, não os excluindo dos atos com os quais escrevemos nossa jornada espiritual, devemos, não apenas como um gesto de boa educação, mas sim ao olharmos em seus olhos com gratidão, e munidos de um sorriso ainda que singelo, saudá-los, agradecê-los, sobretudo preocupando-nos com seu estado e ajudando-os, pois assim estaremos cumprindo ao segundo maior mandamento, qual seja amar ao próximo como a ti mesmo.

Com gratidão e amor ao Eterno, recebemos o Shabbat. Com gratidão e amor participamos dele, entregando-nos à lapidação pela base dos mandamentos. Deste reconhecimento e seu consequente ato, reiniciaremos nossas atividades em uma nova semana – louvado seja Deus – buscando-O de todo coração, pois só assim o acharemos, ao percebermos que só Ele nos sustenta.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Reconhecer e Amar
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# Natal

Chega o fim do ano e duas festas marcam a vida de quase o mundo inteiro. Natal e Réveillon. E ambas apresentam algo em comum. Pessoas saudando seus pares e até mesmo a desconhecidos, trocando presentes, desejando-lhes que tenham saúde, paz e alegria.

Convenhamos afinal, isso é muito bom, pois o mundo precisa mesmo que as pessoas preocupem-se umas com as outras, manifestando desejos sinceros de toda a sorte de prosperidade, seja ela em que área possa se manifestar.

Na época do natal em especial, há também o desejo manifesto por parte dos cristãos convictos, que o Senhor possa tanto abençoar todos a sua volta, quanto venha a viver no coração de cada um. E muitos saem às ruas para estender a mão aos mais necessitados, sendo está prática, em alguns casos, uma constante durante o ano.

Nestes dias de festas, assisti uma propaganda em que uma criança bem pequena, ao responder para Papai Noel o seu desejo pelo presente que gostaria de receber, disse querer uma caneta que consertasse letra feia. Quando e como foi o dia em que deixei de acreditar em Papai Noel?

Realmente não sei. Apenas o que me lembro desse tempo, pouco se falava naquela noite sobre o nascimento do menino Jesus, sobre sua vida, morte e ressurreição; algo como uma noite para se ouvir uma história especial. Alguma oração era feita e então, os jantares e as brincadeiras eram ressaltados. Os presentes, estes eram abertos na manhã seguinte, quando o bom velhinho os teria colocado aos pés da árvore de natal.

Atualmente, percebe-se que até mesmo os presentes são trocados na própria noite que antecede ao dia de natal, assim como, não raras vezes, pouco ou quase nada se fala a respeito de Cristo. A importância está apenas no comer e beber e nada mais. A frase de fim de noite quase sempre é: “Que noite agradável”.

Com todos estes aspectos criados pela sociedade imediatista, de consumo, sem adentrar no sentido simbólico de todos os enfeites de natal, tanto quanto da própria data em si, uma pergunta não se cala ano após ano: E o Messias, em que momento é exaltado em todo esse contexto? Como é que Ele se sente ao presenciar todas estas atitudes?

Realmente não sei, pois, segundo as escrituras, tem um amor por nós que não o compreendemos. Portanto, ainda que não tenhamos comemorado o natal de Cristo como ele mereça, que nossos dias seguintes sejam para a honra e glória de Seu nome, exaltando-o por onde formos.

O importante é vivermos o exemplo desse amor, como a única coisa que nos resta a fazer para nos tornarmos seus discípulos. Se a isto o fizermos, todas as outras situações que o personalizam, serão inevitáveis em nossa vida.

Que o natal de Cristo seja revivido em todos os dias de sua vida.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Natal
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# Batismo

Há exatos quatro anos, eu desci às águas do batismo pelas mãos ordenadas do pastor Kleber, ele que é um servo do Senhor Jesus, também um instrumento da grande comissão instruída pelo Mestre. Jesus, já ressurreto, disse aos onze apóstolos: “É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”. Mateus 28:18-20.

Desde esse dia tenho procurado ouvir as pregações, ler a palavra, orar, fazer a obra mediante os dons concedidos por Deus e, especialmente, manter-me distante do velho homem que fui. Confesso que por mim mesmo, não é nada fácil controlar sentimentos, julgamentos, e aspectos outros que sempre marcaram minha carne, minha mente pensadora e crítica, ainda que justificada por valores morais que, de fato, são importantes em face do mundo. O que me leva a concluir que somente ao aceitar a graça de Jesus, entregando meu fardo a Ele, é que de fato consigo viver modificações consistentes em minha vida.

É importante deixar para trás o velho homem, para que o novo renasça em seu lugar. E, tenho buscado vivê-lo dessa forma, ainda que muitas vezes, a exemplo do apóstolo Paulo, acabo por fazer o que não quero, e o que quero, isto não faço. Contudo, de fé em fé tenho andado em direção ao alvo que é Cristo, e assim minha vida tem mudado. Nada de melhor que havia em meu velho homem, supera o que tenho aprendido nos dias posteriores ao meu batismo. Valores justos para o mundo, é preciso que se saiba, podem não valer nada na seara cristã. Nela, o novo homem que saiu das águas, sempre irá se deparar com situações em que mais vale se calar, que propriamente defender-se. Mais vale aceitar com humildade as provações, eivado de sentimentos nobres desconhecidos pelo mundo, do que lutar com as próprias forças para modificá-las ou lamentar-se por sua ocorrência.

O mundo de Cristo é bastante diferente. Tudo que o formata é perfeito, ainda que estranho aos olhos do mundo. Por isso a contestação de tantas mentes ditas inteligentes como de Sartre, Nietzsche, entre outros sejam limitadas, pois se recusam a estarem abertas ao comportamento que vive e espera, segundo os valores do Filho de Deus. Não se trata simplesmente em aceitá-los pelo sim ou pelo não. Ao contrário, o mundo de Cristo quando buscado, é revelado ao nosso coração pelo Espírito Santo, ainda que tropecemos aqui ou acolá. O fato é que quando a ele somos apresentados e recebemos seu sinal, nunca mais somos os mesmos.

Naquele 30 de novembro de quatro anos atrás, disse-me o pastor Kleber no momento em que me retirou das águas do batismo, segurando meu rosto e olhando nos meus olhos: “Sady, mantenha os olhos firmes em Jesus“. Eu sou profundamente grato a Deus por ter arquitetado toda essa obra de redenção e, por ter constituído servos por meio da grande comissão. Também sou grato ao pastor Kleber que ouviu ao chamado de Deus e hoje batiza e prega a palavra por todo o mundo, sendo eu, uma das ovelhas que ele entregou a Cristo.

Shabbat Shalom

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Batismo
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# Um anjo no caminho

Na quinta-feira passada, minha esposa e eu comemoramos nossas bodas. Um dia feliz, a ser prontamente relembrado em oração de gratidão, pois, cremos, foi Deus quem nos uniu. Após o cair da tarde, fomos caminhando a um conhecido restaurante, próximo de nossa casa, o que nos permitiu deixar o carro na garagem.

Lá íamos nós quando, no meio do caminho, nos deparamos com uma senhora que atende pelo nome de Suely. Ela, uma moradora de rua, nos abordou para pedir algum dinheiro. Tendo apenas os cartões, desculpamo-nos, no entanto, resolvemos dar-lhe alguns minutos de nossa atenção. Eis que para nossa surpresa ela, de imediato, começou a nos falar de seu casamento e quanto havia sido feliz por longos anos. Exatamente assim, como se soubesse o que se passava conosco.

Olhamos um ao outro, surpreendidos e felizes pelo tema abordado por ela, afinal estávamos em plena comemoração pelo dia que resolvemos nos unir. Seus olhos e seu sorriso brilhavam enquanto nos relatava sua experiência de vida, sem nem mesmo saber de nossa razão de estarmos ali. Falamos a ela o motivo que nos fez sair de casa e nos encontrarmos naquele local. Ao sabê-lo, sua alegria saltou aos olhos. Uma mulher simples, hoje já sem o marido, mas feliz pelo que havia vivido, segundo ela, com muito amor e, pela graça de Deus.

Conter nossa surpresa foi fácil, pois a tomamos como uma oportunidade dada por Deus para que pudéssemos refletir o quanto a riqueza do amor e a felicidade que o reconhecimento a ela proporciona, possam ser vividas mesmo em meio à situações precárias. Contudo, difícil foi conter a emoção do momento que vivíamos naquele instante, pois, como cremos, o era pela graça de Deus.

Digo isto, pois, não fosse pela beleza do fato que vivíamos, é o segundo ano consecutivo que o mesmo ocorre conosco, em idêntica situação e data, ao deparar-nos com alguém em meio ao caminho. Ano passado foi um senhor que da mesma forma, em outro local, sem que falássemos nada, nos abordasse para igual pedido e, ao darmos atenção a ele, do nada começou a nos falar da alegria de seu casamento. Assim, pensamos juntos que Deus envia “anjos” para sua obra, desejando falar, constituir e abençoar; envia recados providenciais que se tornam impossíveis serem vistos como coincidência. E, por essa possibilidade, afirma o relato de Paulo: “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos“. (Hebreus 13:2).

Esta frase do apóstolo não apenas certifica ocorridos verídicos do Antigo Testamento, mas, sobretudo nos leva a ter uma postura amável, atenta, pois qualquer situação poderá estar sendo dirigida por Deus a nos falar. No final de nossa rápida conversa, certos do recado que recebíamos da parte de Deus, minha esposa, esta por quem orei ao Senhor que a me concedesse, de pronto afirmou àquela doce mulher que tudo o que vivemos vem pela graça de Deus, e pelas mãos de nosso redentor, Jesus Cristo. Ela concordou, de pleno. De fato, uma mulher simples, no entanto, que alcançou tamanha riqueza que nos deixou repletos de alegria. De fato, mais um abençoado anjo em nosso caminho.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Um anjo no caminho
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# Uma Comunidade Cristã

“Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união! É como óleo precioso derramado sobre a cabeça…É como o orvalho quando desce sobre os montes de Sião. Ali o Senhor concede a bênção da vida para sempre”. (Salmos 133:1-3)

Neste domingo a comunidade Nova Semente, cristãos adventistas do sétimo dia, estará unida em vigília para louvar e orar a DEUS em nome de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo; e também para participar da última santa ceia do ano.

Membros e visitantes que aos sábados pela manhã têm estado presentes aos cultos e, à tarde, ao programa Viva, encontram a verdade sendo ensinada segundo a pureza do evangelho de Cristo, orientados a viverem juntamente aos pastores, uma experiência real com Deus.

Em muitos lugares encontramos a Palavra de DEUS sendo pregada segundo os interesses humanos. Não há outra maneira de se dizer isso. Ou se prega a verdade pura e simples, ou a distorce ao bel prazer de motivos pessoais. Quando o Salmo 133 fora escrito, ressaltando a beleza e a alegria de estarem os crentes unidos em nome do Senhor, não abrangia àqueles que, juntos, buscam às satisfações materiais para seu próprio deleite.

Na igreja Nova Semente encontram-se homens com defeitos como em qualquer lugar, pois esta é a característica da humanidade, no entanto, em busca da verdade do Senhor, da revelação da Palavra e dos ensinamentos do amor de DEUS, a encontram sem que dourem a pílula para entregá-la; aprendem a buscá-la não apenas para conhecerem as bênçãos que o Senhor concedera ao testemunhado pelo Antigo Testamento, mas, sobretudo para nestes tempos finais, alcançarem o pleno conhecimento da obra de redenção realizada por Cristo na cruz.

É ela o que, de fato, importa em nossos tempos. A cruz de Cristo e tudo o que ela representa. Com ela, e por ela, alcançamos a força para seguir pelo caminho da salvação eterna, a paz para compreender e aceitar ainda estarmos neste mundo e, o amor para vivermos a nossa própria entrega nas mãos do Senhor. Coisas que o mundo não conhece e não entende.

Contudo, para os crentes que buscam a boa, perfeita e agradável vontade de Deus, sendo provados e purificados como o ouro que passa pelo fogo, seguindo os exemplos dos apóstolos, movidos pela fé que moveu Abraão e tantos outros, a estes podem dizer com sinceridade e pureza: “Como é bom estarmos unidos em nome do Senhor. Ali Ele derrama Suas bênçãos”.

Que a semana de todos seja  movida pela união à Palavra de Deus.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Uma Comunidade Cristã
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# Amor, o elo da perfeição

Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento”. Palavras de Jesus no evangelho de Mateus (9:13). Misericórdia aqui tem o significado de bondade, de boa vontade e de desejo em ajudar ao miserável, ao aflito. Foi para isso que Cristo veio ao mundo. Para sermos atendidos por Ele e, mediante Seu exemplo de amor, agirmos igualmente para com o próximo.

No texto de ontem, lancei a pergunta: O que fazer quando deparados com filhos rebeldes ao extremo, sem qualquer respeito pelos pais, por si mesmos e pela vida. Crivelmente, pois é Deus quem providencia tudo, o sermão da manhã deste sábado entregou a resposta. O amor de Deus a respondeu à igreja pela pregação do pastor Felipe.

Não posso prescindir desse maravilhoso sermão para aqui concluir. Portanto, que nos seja rememorado o que disse ao citar o novo mandamento dado por Cristo: “Amem-se uns aos outros, pois só assim serão reconhecidos como meus discípulos”. A prova maior a que somos submetidos, desde que ouvimos o chamado e o aceitamos, é exatamente sermos e agirmos como Jesus foi e agiu.

Como poderíamos, então, mesmo cansados, entristecidos, agredidos e ofendidos pelo filho difícil, mesmo já adulto, abrir mão dele? Afirmamos amá-lo e ao mesmo tempo o jogamos a este mundo perverso? Haveria a paz verdadeira nesse lar, mediante a ausência desse filho? Jamais.

O amor é o elo da perfeição, disse Paulo aos colossenses, advertindo-os que se revestissem de compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência, suportando a tudo e perdoando.

Portanto, agimos, isto sim, conforme o exemplo do homem que imitou a Cristo quando hospedou um usuário de drogas em sua casa e, esperando-o voltar durante a madrugada, dizia a ele: “Que bom que você voltou. Eu te amo”. E o amor de Cristo vivido por aquele discípulo, transformou a vida miserável, aflita. Foi essa atitude e não a que se reveste dos limites do mundo, a que, tal como Cristo, se entregou ao amor pelo próximo, aroma agradável a Deus, segundo a Palavra.

Pela miséria do pecado e pela aflição imposta neste mundo, somos atacados diariamente. No entanto, se de fato estamos transformados pela Palavra de Deus, é nela que encontramos a força para seguirmos, a alegria mesmo nas tribulações, a fé que move circunstâncias antes inacreditáveis e o amor que transforma vidas.

Como bem disse o pastor nesta manhã de sábado, inspirado na verdade do evangelho, “se Jesus não tivesse vivido o que viveu, não saberíamos o que seja amar alguém”, pois aquele exemplo de amor sofreu sem reclamar e ainda assim entregou-se por nós. Razão maior de nossa existência hoje. Vivermos pelo evangelho do amor, a fim de alcançarmos excelente testemunho diante de Deus e dos homens, para que um dia, aí sim, possamos viver em paz na eternidade.

Que tua semana seja repleta do amor de Deus, exemplo maior vivido por Cristo, sendo teus filhos abençoados por essa atitude.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Amor, o elo da perfeição
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