Publicações com Amor

Dar

Desde a entrada do pecado em nosso planeta o egoísmo se arraigou no caráter do ser humano. Muito antes de falar, ou sequer saber o que é, o ser humano mostra que o egoísmo faz parte delea . É um sentimento intrínseco aos seres humanos, aparece disfarçado com os mais diferentes nomes ou conceitos, mas ainda, em sua raiz, é egoísmo.

A lei que rege a Natureza é a “lei do dar”. O sol diariamente nos aquece e ilumina com seus raios; a flora nos dá sombra, flores e frutos; a água que recebem, os oceanos devolvem em forma de vapor, que as nuvens recebem e nos dão em forma de chuva.

Pecadores como somos temos muita dificuldade em dar, dificilmente damos sem esperar algo em troca. Dificilmente estendemos a mão para aqueles de quem receberemos algo além de reconhecimento. Por esta razão acredito que ao Paulo afirmar que “Há maior felicidade em dar do que receber” (Atos 20:35 – NVI) ele esteja trazendo uma das verdades mais difíceis de aceitarmos, talvez, em toda a Escritura, não exista passagem mais controversa para nós.

Como você reage quando lhe pedem algo? Quando está na igreja e pedem uma oferta qual é sua atitude? Quando criança lembro de apelos à liberalidade com palavras do tipo: “Enfie a mão no fundo do bolso e dê uma oferta para o Senhor”. Parece que esse conceito ficou, pois, ao dar, enfiamos a mão no fundo do bolso e pegamos umas poucas moedas que lá estão.

Em todo o Universo apenas nós, seres caídos em pecado, não seguimos a lei do dar. Mesmo nossa rebelião e desobediência não impediu o Eterno de dar, e deu o melhor que tinha, o Filho e o Filho deu o melhor que tinha, Sua vida. Deram o Seu melhor, pois deram de coração.

Na próxima vez em que for solicitado a contribuir com alguma coisa, lembre-se de que a lei que rege o Universo é a lei do dar, pois todo o Universo segue a lei que rege o coração do Pai, a lei do amor. Dê, mas dê com amor e alegria, porque Deus ama o que dá com alegria (II Coríntios 9:7).

Gelson De Almeida Jr.Dar
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Mais coisas que a distância faz com o relacionamento

Os pronomes possessivos na parábola do filho pródigo* são chave para sua compreensão. O pai que age de uma forma inesperada e surpreendente para com o filho que partiu explica sua atitude dizendo: “este meu filho estava morto e reviveu”. Ainda que pródigo, desrespeitoso, cruel, ele o via como seu filho. Bem, na sequência vamos encontrar o filho mais velho, também desrespeitoso, também deixando claro que não dava a mínima para os sentimentos do pai, fazendo um discurso mimizístico de como se sacrificou a vida toda sem ganhar nada em troca e termina assim: “…vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para o bezerro cevado” (Lucas 15:30).
Note que o filho mais velho não menciona o seu irmão. Menciona o filho do pai. Na cabeça dele, ao dar uma banana para o pai e para sua casa, com tudo o que ela simboliza, aquele rapaz havia deixado de ser seu irmão. Igualzinho eu faço quando vejo as pessoas que deram uma banana para Deus e Sua casa. Eles vão longe, ficam diferentes, adquirem um cheiro diferente, um sotaque diferente, uma escala de valores que eu simplesmente não entendo e que me escandaliza. Não quero esse tipo de gente na festa do pai. E é curioso, porque irmãos não podem deserdar irmãos, apenas o pai pode deserdar um filho.
Mas na parábola o pai corrige com muito amor o filho mais velho, aquele que acha que tem direito a um tratamento diferenciado pelo fato de ter feito tudo como manda o figurino. “Era justo alegrarmo-nos e festejarmos, porque este teu irmão estava morto e reviveu…” (verso 32).
Assim como o Pai se recusa a deserdar o filho rebelde, Ele reprova com amor quando eu, que não tenho legitimidade para o fazer, faço.
O que mostra claramente que, da perspectiva do Pai, a distância não afeta em nada o relacionamento. E, que sendo objeto de um tal amor, eu sou desafiado a  também não permitir que haja variação no meu julgamento de meus irmãos. Mesmo os esquisitos.
*concordo com Timothy Keller que esse nome é inadequado. Ele sugere “parábola dos dois filhos perdidos”
Marco Aurélio BrasilMais coisas que a distância faz com o relacionamento
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Ele me Remiu

Keith L. Brooks (1888-1954) conta história de uma garota que estava no mercado de escravos para ser vendida. Chorava tanto que atraiu a atenção de um homem que estava na feira. Indagando o motivo do choro descobriu que fora criada com muito carinho por um proprietário bondoso e estava aterrorizada imaginando quem seria seu novo dono.

O homem indagou o preço e, mesmo achando um pouco alto, resolveu comprá-la. Logo após fechar o negócio dirigiu-se à garota e disse-lhe que estava livre, mas percebeu que o choro não cessara. Percebeu que ela não sabia o que era LIBERDADE, pacientemente explicou-lhe o que era liberdade. Quando acabou de explicar viu que a garota parara de chorar, mas sua reação foi impressionante. Disse ao homem: “Eu o seguirei. Eu o servirei a vida toda”. As pessoas que visitavam a casa daquele homem estranhavam o modo gentil e solícito como ela servia a todos, principalmente o dono da casa. Quando indagada a respeito ela respondia: “Ele me remiu”.

Como pecadores, ao mesmo tempo que temos uma sentença de morte sobre nossa cabeça temos a promessa da vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor, Salvador e Redentor (Romanos 6:23). Ele nos remiu e graças a isto estamos livres do cativeiro do pecado e de todas as suas mais funestas consequências. Nossa única resposta para tudo isto deveria ser a resposta do amor, isto é, o serviço amoroso e desinteressado por Ele e por todos os Seus filhos.

Deus amou o mundo de tal maneira que deu o melhor que tinha, deu o Seu Filho para morrer por nós afim de que tivéssemos direito à eternidade (João 3:16). Amor gera amor, qual é sua resposta a tão grandioso gesto de amor?

Gelson De Almeida Jr.Ele me Remiu
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Não há pessoas más

Um amigo adventista das terras de África me apresentou nesta sexta uma frase que afirmava o seguinte: “as pessoas não são más, tão somente estão perdidas”. Não há dúvida de que seja uma frase que demonstre a visão de quem acredita no amor, na compaixão, sobretudo em uma segunda chance. Se partirmos de um contexto em que a maldade fora exercitada, e havendo uma chance para um aconselhamento profundo e paciente, é possível levar com que o autor da ação enxergue seus atos maus, as consequências deles decorrentes e assim se arrependa, transformando-se.

É uma atitude nobre, convenhamos, ao que bastaria conceituá-la por cristã. A propósito, como discípulo de Cristo você se permitiria estender a mão a quem lhe faça uma maldade? Afinal, não diz o mandamento que devemos amar nossos inimigos e orar por quem nos persegue? E tendo a oportunidade de expor um viés positivo, transformador, a quem se mostre pautar por atos de maldade, você o faria? Lembre-se do que disse Paulo: “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”. Ao mesmo tempo, destaque-se o que se encontra escrito na carta aos Hebreus, segundo o Eterno Deus: “Porque Eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados”.

Uma coisa é preciso que se diga. A cada ato, sua responsabilidade. Se a maldade faz com que uma vida se perca, um bem seja tomado injustamente, tal ato, por certo, deve ser reparado pela justiça. Contudo isso não quer dizer que o agente deva ser deixado fora do alcance de atitudes que possam transformá-lo. Há quem se valha de especialidades como a psicologia para reparar tal caráter. Um bom caminho a ser apresentado ao homem mau, depois da revelação do caráter e da missão de Jesus Cristo, é o conteúdo do sermão da montanha. Há ali razões o suficiente para se manter um diálogo profícuo, em que pese boa parte dos homens “bons” desconsiderá-lo. Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.

Importa sabermos que mesmo que todos nasçam pecadores, e segundo as escrituras citadas por Paulo não haja um justo sequer, nem todos se tornam maus. A maldade, sabemos, pode advir de um desvio de caráter, contudo pode ser apenas uma reação do indivíduo diante do mundo, motivado pelo que possa ter vivenciado em seu passado. Um filho, por exemplo, que passou a infância e/ou adolescência apanhando, sendo injustiçado ou mesmo renegado por seus pais, pode muito bem reagir dessa forma quando adulto.

A maldade pode ser uma atitude com a qual a pessoa desconte no mundo algo que no passado tenha lhe atribuído dor e sofrimento profundos. Identificada tal limitação, é preciso trabalhá-la, mostrando o quanto a vida pode ser boa e o bem deve ser praticado, sem olhar a quem, pois até mesmo indivíduos maus podem estar sofrendo e precisando de um ato de bondade para que se transformem, encontrando-se como pessoa humana. Pensemos nisso. Feliz sábado.

Sadi – O Peregrino da Palavra

Sady FolchNão há pessoas más
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Inclusive você e eu

O discurso de inclusão radical demorou 2.000 anos para pegar no breu. Jesus disse que não rejeitaria ninguém que fosse a Ele e comandou Sua igreja a fazer o mesmo pelos mais pequeninos. Ele afirmou que até mesmo os perdedores (pobres de espírito, pacificadores, de coração partido e cheios de misericórdia) tinham lugar à mesa de Seu Reino. Não há dúvidas de que o discurso inclusivo tem seu nascedouro em Jesus Cristo.

Nos últimos anos, muitas vezes apesar dos cristãos, e não por causa deles, esse discurso começou a repercurtir. Raça, religião, gênero e até opção sexual passaram a não mais se prestar a rotular pessoas como inferiores.
A cruzada da inclusão não parou aí. O avanço das ciências humanas e biológicas (sobretudo psicologia, sociologia, antropologia e terapia ocupacional) começou a apontar outros párias que precisamos incluir em nossa marcha civilizatória: deficientes físicos e mentais, índios, pessoas com transtornos ou déficits de integração sensorial (que em outro tempo seriam rotuladas simplesmente de esquisitas ou frescurentas), portadores de síndromes e transtornos dos mais diversos.
Engraçado que quanto mais se avança nesse sentido, maior e mais violenta passa a ser a reação contrária. Quanto tempo não ficamos sem ver uma manifestação ostensiva dos supremacistas brancos? Por que os atentatos do fundamentalismo Islâmico deslocaram-se do mundo muçulmano para o ocidente que prega tolerância e inclusão? Por que maníacos que se dizem conservadores pregando um discurso totalmente anti-inclusão, segregador e eugenista começam a crescer em popularidade?
O ser humano precisa de referências sólidas. Uma hierarquia de gêneros ou raças, ou a superioridade do bonito sobre o feio e do popular sobre o esquisito é um referencial dos mais simples – tentar dinamitá-lo pode suscitar um ódio que a zona de conforto anterior sequer suspeitaria.
E qual é o papel do cristão nisso tudo?
O cristão precisa desesperadamente nascer de novo. Ele precisa deixar o velho homem morrer e nascer uma nova criatura. Uma criatura despida de outros referenciais que não aqueles marcos radicais de amor universal – sim, até aos inimigos! – que Ele lançou.
Para que o discurso de Jesus não seja apropriado indevidamente por quem O odeia e despreza e para que o mundo saiba que o evangelho tem poder.
Marco Aurélio BrasilInclusive você e eu
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Raízes e Frutos

Cristo ao entregar sua vida pela humanidade, limpou-nos definitivamente do pecado e ato contínuo nos proporcionou o caminho que leva à salvação, consequentemente, à vida eterna. Nesse ínterim, que compreende reconhecermos o sacrifício, aceitá-lo e alcançarmos a salvação, somos chamados a produzir frutos. Caso contrário, seremos arrancados e lançados fora.

Se pensarmos nossas vidas como árvores, a seiva que nos alimenta e faz crescer é a Palavra. Por ela crescem frondosos os nossos galhos e raízes. Pela Palavra aprendemos os mandamentos e, através deles, convertidos e conduzidos pelo Espírito Santo, produzimos frutos.

Em tempos de desequilíbrio e violência, é fácil nos contaminarmos com julgamentos e ira. O Brasil e o mundo têm apresentado situações intoleráveis de corrupção e injustiça que facilmente contaminam o coração. E aqui importa ressaltar – contamina tão somente àquele que não tenha seus pés fincados à Rocha – vale dizer, em Cristo e nos valores e mandamentos ensinados por ele.

Por ocasião de sua carta aos efésios, o apóstolo Paulo apresentou o seguinte ensinamento contido no Salmo 4 – “Quando vocês ficarem irados, não pequem. Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha e não deem lugar ao diabo”.

Somente somos contaminados se nos encontramos imaturos, faltando-nos suficiente apoio recebido pela Palavra, pela oração e pela entrega incondicional ao Espírito de Deus que nos transforma. É como a árvore que possui galhos longos, mas uma raiz curta. Aqueles em dado momento lhe serão pesados e ela por certo tombará.

Diante das corrupções de toda sorte deste mundo de orgulhos, a quem compete o julgamento efetivo, podendo fazê-lo com verdadeira justiça? Ao Eterno, tão somente. A nós, nos é devido cumprir os mandamentos e guardar a fé em Jesus, para que tenhamos direito à árvore da vida. Ainda em face dos desequilíbrios humanos, se nos cabe lançar mão da lei dos homens – e muitas vezes é justo que o façamos –, que ela seja buscada e aplicada com amor, afinal, o que diz o mandamento, senão – amai-vos uns aos outros, amai os vossos inimigos e por eles orai.

Para alcançarmos tal desiderato, guardando-nos da contaminação do mundo, necessitamos do conhecimento das escrituras, mediante o qual compreendemos efetivamente a necessidade de levarmos o nosso pensamento cativo a Cristo, rogando ao Pai, em nome do Justo, que nos purifique o coração e a mente, livrando-nos do mal.

Eterno, damos graça por sua infinita bondade. Que possamos crescer com o mandamento. Que nossos galhos possam crescer frondosos e bonitos, com raízes fortes e profundas. E que possamos dar bons frutos, pois, do contrário seremos arrancados. Para tanto, que cada um de nós compreenda quão imprescindível seja o esvaziar-se, para que o Espírito Santo habite em seu interior.

Sadi – O Peregrino da Palavra

Sady FolchRaízes e Frutos
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O aroma do Céu

Quem quer perfeição? Minha esposa, que é enfermeira, narrou a conversa que ouviu no hospital certa vez: uma médica queixava-se a um colega de ter que fazer determinada tarefa, ao que ele respondeu que, se ela não fizesse, não iria para o Céu. Ela, então, retrucou dizendo que isso seria ótimo, porque o Céu devia ser muito chato.

No filme Matrix, a realidade seria uma ilusão criada por um imenso computador, e essa “realidade irreal” seria propositadamente imperfeita, porque seres humanos não conseguiriam viver bem em um ambiente perfeito. Como Ulisses, vestido de vestes riquíssimas, comendo a comida dos deuses em uma ilha paradisíaca e dividindo a cama com a belíssima deusa Calipso, mas sempre suspirando por sair dali.

Seríamos mesmo incompatíveis com a perfeição? Haveria algum gene em nossa formação que nos poria ao avesso do paraíso? Seríamos fadados a tentar achar uma felicidade fugaz, relativa, dolorida e esquálida por entre um universo entrópico, por entre a sujeira, a incompletude, a solidão, a dor e a fome? Ao pararmos para lembrar dos momentos de gozo passados, parece que somos forçados a concluir com Vinícius de Morais: tristeza não tem fim, felicidade sim, porque mesmo a mais doce felicidade acaba passando, acaba enjoando, acaba perdendo a força.

Pois bem, acontece que Deus é amor. Está lá (I João 4:8), é a definição mais exata do que Ele é. A coisa interessante a respeito de ser amor é que tudo aquilo que quem é amor faz acaba sendo amor também. É impossível para quem é essencialmente amor fazer desamor. Amor é mais que uma virtude, faz parte do núcleo do ser, é princípio, ele dita os atos. Logo, a realidade sonhada por Deus é exatamente aquele estado de enlevo que a gente flagra de quando em quando em pessoas muito apaixonadas, só que eternamente. O Céu não pode ser chato, na medida em que foi pensado pela encarnação do amor! Quem amou, sabe.

Experimentando esse tipo distinto de gozo, calcado na esperança do amor continuado, do amor sem fim, temos o privilégio de conhecer já aqui um tipo de alegria incomum. Podemos experimentar paz, podemos respirar o ar do Céu, que faz com que a lógica se inverta: tristeza tem fim, a felicidade genuína não.

O Céu só é chato para quem não sentiu o seu aroma já aqui.

Marco Aurélio BrasilO aroma do Céu
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Enquanto isso…

Só acho importante você saber que enquanto nós ficamos discutindo a rebimboca da parafuseta teológica, as pessoas da igreja adventista do bairro mais afetado pelo Carnaval de rua em São Paulo decidiu não fazer nenhum retiro espiritual, ao contrário, decidiram massivamente vestir um colete com uma declaração de amor ao bairro e, armados com esfregões, luvas e parrudos sacos de lixo, exaustivamente se aplicarem a limpar a vizinhança em todos os quatro dias do feriado, despertando a admiração e surpresa gerais e inspirando outros a fazerem o mesmo.

Por que Ele fez a gente cuida

E que, enquanto nós ficamos planejando o casamento perfeito, com todos os detalhes para nossa satisfação e glória, alguns jovens decidiram inverter radicalmente a lógica das despedidas de solteiro clássicas, fazendo do seu dia mais especial uma oportunidade de serviço (no caso, contrataram duas prostitutas e as levaram a um local cheio de jovens animados que as sentaram junto a uma mesa lindamente preparada, serviram-lhes um jantar de gala e disseram que naquela noite elas não serviriam, mas seriam servidas, convidando-as a contar sua história, seus sonhos e frustrações e perguntando no que as poderiam ajudar verdadeiramente).

Gostaria que soubesse que enquanto a gente afia as lâminas do julgamento do nosso próximo, um grupo de jovens se reúne todo fim de tarde de sexta-feira em plena Avenida Paulista com cartazes onde se lê coisas como “quer um abraço?”, “quer desabafar?” e “posso orar com você?”, impactando dezenas de pessoas surpreendidas pela graça no meio do deserto de asfalto.
Que, enquanto bolamos estratégias para conseguir mais tempo para assistirmos mais séries, jovens batistas saem pelas ruas de São Paulo entrevistando moradores de rua e postando sua história e sua foto no Instagram, humanizando o que de outra forma veríamos apenas como a degradação humana sem rosto.
Só queria hoje que você soubesse, através desses parcos exemplos que me chegaram aos ouvidos recentemente, que o evangelho de Jesus Cristo está vivo e pulsando, e que algumas pessoas respiram o Reino já aqui e estão mais preocupadas em morrer do que em viver, para viver quando a grande maioria morrer (e para que essa grande maioria seja menor do que seria se eles permanecessem inertes e indiferentes à missão que Cristo nos confiou).
Marco Aurélio BrasilEnquanto isso…
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Isto sim é amor

Anos atrás um orfanato vietnamita foi atingido durante um bombardeio. Várias crianças tiveram morte instantânea e outras ficaram seriamente feridas, entre as que estavam em estado grave havia uma garota de oito anos, que necessitava urgentemente de transfusão de sangue. Testes foram realizados e ninguém da equipe médica era compatível. Saíram pela aldeia procurando um doador. Devido aos ferimentos poucos estavam em condições de doar sangue, mas encontraram um garoto, que era doador compatível.

Deitado numa cama ao lado da garota o menino olhava fixamente para o teto enquanto seu sangue era coletado, mas, instantes depois, começou a soluçar e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico pediu que a intérprete verificasse se ele sentia dor, ele disse que não. Minutos depois soluçou novamente e lágrimas escorriam pelo seu rosto. O médico pediu à intérprete que falasse com ele novamente. Após a conversa ele se acalmou e a enfermeira disse que ele chorara, pois pensara que teria que doar todo o seu sangue para a garotinha.

Com ajuda da enfermeira intérprete o médico perguntou ao garoto porque se oferecera para doar sangue se achava que morreria. Serenamente ele disse:

– Porque ela é minha amiga.

Há pouco mais de dois mil anos, muito antes de você e eu sermos um projeto de vida, Cristo doou Seu precioso sangue para que a morte eterna não nos atingisse (I Pedro 1:18-20). Amor incomparável e indescritível pela raça, essa é a única explicação para ato de tamanha generosidade (João 3:16). Ao invés de nos abandonar à própria sorte, vítimas de nossas próprias escolhas, o Eterno se apiedou de cada pecador, assumindo nossa culpa, Cristo pagou o preço por nossa transgressão.

O sangue do garoto garantiu vida para a amiga, o sangue de Cristo garantiu vida eterna para cada pecador arrependido, a quem Ele carinhosamente chama de amigo (João 15:15). Cristo foi pregado na cruz, mas não foram os pregos que o prenderam na cruz, o que o prendeu na cruz foi o Seu amor por você e por mim. Qual é a sua resposta diante de tão grande prova de amor?

Gelson De Almeida Jr.Isto sim é amor
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O Melhor Amigo

Existe uma lenda árabe que relata a história de dois amigos que discutiram quando viajavam pelo deserto. A discussão foi tão acalorada que um deles acertou o rosto do outro com um soco. Imediatamente, o que foi agredido, se curvou e escreveu na areia: “Hoje, meu melhor amigo me deu um soco no rosto”.

Continuaram a viagem em silêncio até que se depararam com um oásis, começaram a se banhar e, o que havia levado um soco, começou a se afogar e foi salvo pelo outro. Assim que se recuperou, pegou um instrumento pontiagudo e escreveu numa pedra: “Hoje, meu melhor amigo salvou minha vida”.

pazA Bíblia apresenta inúmeras demonstrações de amizade do Eterno para conosco. O Salmo 23 apresenta um pequeno resumo disso. Afirma que o Eterno é nosso Pastor e, como tal, não nos deixa faltar alimento, nos faz repousar em lugares tranquilos, nos refrigera a alma, está ao nosso lado nos momentos mais difíceis, nos ampara e restaura mesmo quando rodeados de adversários. Finaliza dizendo que bondade e misericórdia são Seus traços característicos.

Cristo morreu em nosso lugar, pois é nosso Amigo e Seu amor é incondicional. Somos seus amigos por escolha Sua (João 15:3 3 16). É por essa razão que que quando o magoamos Ele escreve nossas faltas na “areia” do tempo. Ele não guarda rancor nem mágoa, faz questão de esquecer as coisas ruins (Hebreus 10:7), mas valoriza cada ato de obediência de nossa parte, pois é assim que mostramos ser seus amigos (João 15:14). Portanto, vá até Ele, você pode procurar, mas nunca achará amigo igual ou maior ao Eterno.

Gelson De Almeida Jr.O Melhor Amigo
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