Publicações com Crônicas

Flores e Espinhos

Flores e EspinhosO que é natural em nossa vida senão reagirmos às afrontas que nos chegam. Resultado de um processo humano que por milênios nos separou de Deus, tornando-nos escravos de inclinações carnais que não encontram, por exemplo, no domínio próprio, a reação equilibrada que nos faz andar na contramão do mundo.

Assim também as nossas ações que se voltam apenas para o curtir, comer, dormir, elas que são naturais ao homem. Instintos que precisam ser controlados para que não sejam a regra de vida. O domínio próprio faz morrer em nós essas atitudes que se desalinham à natureza de Deus.

Como todos sabem, a vida nem sempre são flores, mas alguns espinhos servem para nos proporcionar a direção ao justo e ao perfeito, aproximando-nos cada vez mais da cumplicidade necessária ao relacionamento com Deus. Por isso a necessidade de plantar sementes que venham do Espírito de Deus, segundo a palavra de Paulo em Gálatas. Se guiados pelo Espírito de Deus, somos tidos por filhos de Deus, segundo também a palavra de Paulo na carta aos Romanos.

Só assim poderemos colher frutos do amor verdadeiro e do crescimento. Vivenciar as dificuldades de um relacionamento pessoal, assim como a dois ou em sociedade, é preciso se alinhar à responsabilidade e à firmeza nos levam a superar nossos limites humanos, fazendo-nos a conhecer a essência do amor que está em nós, à espera da descoberta e crescimento, afinal, fomos feitos à imagem e semelhança de nosso Criador, bendito seja.

Só regando esse jardim se consegue superar problemas comuns aos relacionamentos, a começar de nós conosco mesmos, fazendo com que a vida valha a pena ser vivida de forma transformada. No mais, sim, tudo são flores. E que Deus nos abençoe a todos.

Sadi – Um peregrino da palavra

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Novos comportamentos

Jesus, o meu líderA empatia, segundo o dicionarista Antônio Houaiss, é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente, de querer o que ela quer, de apreender do modo como ela apreende, entre outras. Para exemplificar os momentos em que nos relacionamos com uma pessoa que age de forma errada conosco, tomemos de empréstimo a capacidade de sentir o que ela sente.

Diante de uma situação como essa o que fazemos normalmente é nos afastarmos da pessoa. É possível inclusive que nossos pensamentos se desdobrem em outros sem que os reconheçamos por enganosos. Pensamos em tudo o que acontece, verificamos os erros que nos atingiram e podemos até mesmo achar que há algo de errado conosco. Assim pode iniciar um processo de erros maiores ainda, pois julgamos apenas por nossos pontos de vista.

No entanto, se vivemos a vida pela fé em Jesus, cumprindo os mandamentos de Deus, a resultante é uma jornada madura espiritualmente falando, e nossas velhas formas de analisar se transformam em outras mais elevadas, incomuns ao mundo.

Quando agimos, por exemplo, com empatia por alguém, estamos nos dispondo a amar essa pessoa, ainda que não a amemos efetivamente. Quero dizer, amar como o mundo está acostumado a viver esse sentimento. O amor pode se representar também por um comportamento.

Muitas vezes nossos julgamentos podem estar corretos, mas é surpreendente como podemos estar errados enquanto acreditamos certos. “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento”, afirma o livro de provérbios. Alinhados às escrituras somos melhor instruídos do que o mundo poderia.

As palavras de Jesus nesse sentido estão registradas no evangelho de João quando lemos: “Não julguem segundo a aparência, mas segundo a reta justiça”. A resposta que buscamos pode ser encontrada através da empatia. Se algo se mostra em conflito diante de nós, que seja essa a nossa justa medida para compreendermos a situação.

O que pode estar se passando com o outro? Quais serão os problemas que o levam a agir assim? Por que, afinal, essa pessoa reiteradamente age de forma agressiva ou errônea comigo ou para com quem quer que seja? Ao fazermos essas perguntas diante do caso concreto percebermos a transformação de nossos pensamentos. Uma paz interior toma o lugar onde antes havia ocupação com julgamentos.

Sabe, as respostas advindas dessas perguntas podem fazer com que um mundo novo se abra diante de nossos olhos. É possível e bastante provável que as justificativas verdadeiras para aqueles atos de desequilíbrio surjam com grande clareza. E aí uma coisa é certa: fica muito mais fácil tomarmos as atitudes certas que de fato modifiquem o relacionamento com essa pessoa.

É preciso abrir a mente e o coração para dar lugar a esse novo comportamento. Peça a Deus para que te revele o que esteja oculto. Permita-se colocar-se no lugar de outra pessoa. A diferença de vida será notória, e o seu caminho pode ser bem mais leve e suave. Que a paz do Cristo esteja contigo.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Níveis de Gratidão

Níveis de GratidãoUma amiga cristã adventista elegeu o mês de abril como o mês da gratidão e seu desafio é incentivar a publicação na rede social, ao longo dos trinta dias desse mês, motivos pelos quais somos gratos. Um testemunho positivo para quem lê, sobretudo para quem escreve, porquanto se faz necessário o exame minucioso dos pensamentos. A propósito, fica aqui o desafio.

Mas o que significa gratidão? Segundo o dicionarista Houaiss, gratidão é a qualidade de quem é grato, é o reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor.

Pois bem, lendo nesses dias um texto de autoria do professor membro da Real Academia Espanhola de Letras de Barcelona, Luiz Jean Lauand, fruto de uma conferência proferida na Universitat Autònoma de Barcelona, deparei-me com uma lição bastante interessante. Ali ele ressalta o aspecto das informações contidas nas formas de linguagem do relacionamento cotidiano adotadas pelos idiomas, por exemplo, o agradecimento, e como elas incidem na realidade humana.

Segundo o professor Lauand, com o uso cotidiano as palavras perdem a sua transparência na medida em que deixamos de conectá-las à sua etimologia, à sua origem, ao seu étimo. Ele faz essa introdução para adentrar ao estudo da gratidão. Ao destacar o Tratado de Gratidão, de Tomás de Aquino, ele traz à lume a informação que ensina existirem três níveis para expressar a gratidão, esta que é uma complexa realidade humana. O nível superficial que apenas reconhece, o intermediário que dá graças pelo favor recebido, e profundo que se presta a retribui-lo.

Ato contínuo, voltando à conexão das palavras com sua origem, o professor Lauand explica que cada um desses níveis justifica o sentido etimológico das palavras europeias que expressam gratidão, esclarecendo, portanto, as diferentes realidades dessa qualidade.

O superficial é o que se expressa pelo simples reconhecimento do favor recebido. Ou seja, um exercício intelectual, porquanto o ato de pensar o efetiva. Por isso a expressão em inglês (thank you) demonstra a gratidão apenas como reconhecimento, porquanto a palavra To Thank (agradecer) e To Think (pensar) se originam de um mesmo étimo. Só agradece quem pensa.

A gratidão compreendida pelo nível intermediário se expressa como um gesto ligado a dar uma mercê, dar uma graça, por isso em francês se agradece dizendo “merci”, em italiano – “grazie” – e em espanhol – “gracias”. Quando se agradece se faz dando graças pelo que foi recebido.

Para o nível mais profundo da gratidão, seu significado está em se tornar vinculado por aquilo que se recebe, ou seja, se expressa a gratidão pela compreensão do dever de retribuir aquilo que foi recebido, na medida do possível, é claro. Obviamente compreende os dois níveis anteriores. É, portanto, completo. E somente em português se expressa dessa maneira, quando se diz: obrigado.

Conforme nos ensinou Paulo na carta aos colossenses: “Que a palavra do Cristo habite em vocês, com toda a sua riqueza, à medida que ensinam e aconselham uns aos outros com toda a sabedoria e com gratidão ao Eterno”.

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Páscoa – Obediência e Fé

Páscoa - Obediência e FéPáscoa em hebraico é “pessach” e significa “passagem”, “pular além da marca”, “passar por cima” no sentido de “poupar”. A páscoa foi instituída no Egito mediante a ordenança divina de se sacrificar um cordeiro e comer sua carne acompanhada de ervas amargas e pão sem fermento. Com seu sangue os hebreus marcariam suas casas e assim o anjo pouparia seus filhos no momento em que passasse para sacrificar os primogênitos dos egípcios, devido à resistência de faraó em manter o povo escravizado.

As obras que compõem o antigo testamento também orientaram o povo para a vinda do Messias, e muitos dos fatos ali registrados apontavam o quê e como haveria de ocorrer com ele. A páscoa judaica no Egito foi um desses fatos.

Paulo afirma que Cristo é o cordeiro pascal. A prova disso está na clara relação entre as ordenanças ritualísticas da páscoa judaica com a morte do Messias. O sacrifício do cordeiro aponta para o aspecto de que só a marca do seu sangue (Cristo) pode salvar. O pão sem fermento demonstra a necessidade de se apartar dos conceitos do mundo, não permitindo se contaminar. As ervas amargas remetem à lembrança do amargor vivido no mundo (Egito) para que a ele não voltemos. Mas não só isso.

Tomando ainda a ritualística pascal observada no Egito, o cordeiro que verteu o seu sangue para salvar deveria ser perfeito e não poderia ter os seus ossos quebrados. Cristo é o cordeiro pascal porque nele não se encontrou erro, nele não se encontrou pecado. E como narram as escrituras, nenhum de seus ossos foi quebrado.

Há também outros aspectos nesses contextos pascais. A obediência de Cristo sem questionamentos ao que lhe fora ordenado resultou em Sua ressurreição e, consequentemente, na nossa salvação por meio dele. De outro lado, o aspecto humano. Os hebreus obedeceram porque movidos pela fé. Paulo escreve na carta aos hebreus que pela fé celebrou-se a páscoa e a aspersão do sangue no Egito. A páscoa, portanto, se trata também do testemunho da observância da obediência e da obediência pela fé.

A estes aspectos, as características dos que se separam para o Eterno, quais sejam, a obediência aos mandamentos de Deus e a fé no Messias. Mesmo que saibamos que Cristo verteu seu sangue em favor da humanidade, só o acompanharão quando de sua volta aqueles que de fato se deixaram marcar por seu sangue, que observaram seus ensinamentos e o aceitaram pela fé.

Ao tomarmos Cristo como nossa páscoa é preciso entender que nossa justificação se dá pelo sangue e nossa santificação pela obediência à Palavra. Há sabedoria nestas palavras, não se limitando aos olhos que enxergam apenas a história.

Feliz sábado e feliz páscoa a todos!

Sadi – O peregrino da palavra

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Temperança seja o proceder

Temperança seja o procederUm conhecido palestrante fez a seguinte pergunta: quem pode de fato me ofender, tirar a minha paz, quando me dirige palavras destemperadas ou de baixo calão? A pergunta que eu deveria me fazer, afirma o palestrante: se trata da verdade ou de uma mentira? Se sou aquilo pelo que me chama, não me ofenderei. Se eu não sou, não devo me ofender. Não devo porque, como bem ensina o provérbio, “a ira do insensato se conhece no mesmo dia, mas o prudente encobre a afronta”.

Em que pesem as hipóteses reclamadas pelo palestrante serem simples, não explorando outras que de fato poderiam nos alcançar a honra, ou ainda a integridade física, ainda assim é preciso pensar no assunto sobre o ponto de vista da temperança, do domínio próprio e, sobretudo da negação do eu.

Se não sou um ladrão ou um homicida, não tenho que me preocupar com isso. Posso, eventualmente, processar a quem me dirige tais insultos, por me expor a uma situação em que minha reputação fique em xeque diante de quem não me conhece. No entanto, pergunto: isso mudaria o que sou? Isso consolidaria ainda mais quem sei que sou? Não, de forma alguma. Apenas satisfaria meu ego ofendido e nada mais além disso.

Saber quem somos e termos domínio sobre nós mesmos é o que nos faz manter a paz em nosso coração e em nossa mente. Quem somos afinal? Nós, chamados a igreja, somos o corpo em que o cabeça é Cristo. Quanta honra! Partindo dessa premissa, por que nos ofenderíamos, se sabemos de tudo que nos proporciona a paz?  “Venham sobre mim também as tuas misericórdias, ó Senhor, e a tua salvação segundo a tua palavra”. Segundo o salmista, esta deve ser a nossa resposta ao que nos afronta, pois confiamos em Deus.

Não há motivos para se ofender. Mesmo ao que não conhece a Deus. O homem que tem controle sobre sua vida, que sabe quem ele é de fato, não se mete em disputas egocêntricas. Aqui a preciosa lição do livro de provérbios: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”. Ato contínuo, quando ao que se refere é a nossa crença, a lição de Paulo aos romanos, mencionando o livro dos salmos: “Sim, por amor de ti, somos mortos todo o dia; somos reputados como ovelhas para o matadouro”.

Imagine se Jesus tivesse respondido a cada uma das ofensas e blasfêmias que lhe dirigiram. Pedro escreveu em sua carta: “Não tornando mal por mal, ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados, para que por herança alcanceis a bênção”.

Ainda em menção a Pedro, ele nos diz que devemos acrescentar à virtude o conhecimento, e a este o domínio próprio. Mas como alcançar o domínio próprio? Revestindo-nos de Cristo e vivendo pelo Espírito. Seja este o nosso proceder, sobretudo porque conhecemos a que Rei e a que Reino pertencemos, efetivamente.

Que a graça e a paz de Cristo estejam com todos.

Sadi – O peregrino da palavra

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Jesus, meu líder

Jesus, o meu líderAntes de tudo, como recomenda a Palavra, que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade, pois isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.

A falta de líderes mundiais como Martin Luther King, Mahatma Gandhi, Madre Teresa e Nelson Mandela, no sentido de corresponderem aos anseios fundamentais dos povos, apresentando valores de verdadeiras liberdade e justiça, faz com que cada vez mais o mundo se decepcione, perca a esperança e os homens se voltem uns contra os outros. Não à toa, os rumores de uma proposta de o governo mundial estar às portas, a oferecer equilíbrio aos povos. Segundo os livros – Apocalipse, Daniel e Tessalonicenses, tal líder, inteligente e enganador, surgirá e governará com consentimento internacional.

O que diz o dicionário sobre o termo – líder? A pessoa cujas ações e palavras exercem influência sobre o pensamento e comportamento de outras. Pois bem, esta reflexão se volta para essa definição, encontrando nas escrituras o seu pleno sentido positivo para a vida. Há quatro mil anos o Eterno Deus tem levantado e preparado homens que formem a liderança que busque influenciar a humanidade a se retirar da corrupção e do engano, voltando-se ao ideal maior de liberdade e justiça, representado pelo reino eterno.

Não apenas tal ideal tem sido ensinado, mas, sobretudo o líder à altura de tamanha missão tem sido anunciado desde então, pois no melhor sentido da liderança, ele dá a sua vida pelos seus. Eis o gesto maior de um líder. Ele é a quem o Senhor anunciou pela voz de Isaías, que sobre ele repousa o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor.

Ele não julga segundo a vista dos seus olhos, nem repreende segundo o ouvir dos seus ouvidos, mas com justiça, pois este é o cinto dos seus lombos. Segundo o mencionado profeta, ele é como um esconderijo contra o vento e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta.

Não se deixem, portanto, enganar por toda promessa de liderança, tampouco se permitam enredar em contendas e iras, mas exortai os líderes com as escrituras, orando sempre por eles. No mais, que nossa mente se volte exclusivamente ao verdadeiro e único líder a quem devemos entregar todos os nossos anseios, ele que atende pelo nome de Jesus e que é Deus conosco.

Uma semana de paz e felicidades.

Sadi – O peregrino da palavra.

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Sabedoria e amor

Sabedoria e amorAlguém sofre ao seu lado, precisa de seu apoio e quando o recebe, é incapaz de ouvir completamente o que lhe dará condições para avaliar a situação que esteja vivendo. Quem de pronto se defende, não quer mudar, ou melhor, ainda não está preparado para mudar, possivelmente por medo de mudar. Está preso a algum lugar de sua mente onde o orgulho reina e as defesas estão sempre prontas a argumentar.

O que se pode fazer quando alguém a quem você ama não se permite ouvir palavras construtivas que o exortem, passando a se defender, traduzindo a clara resistência ao crescimento? Entristecer é a minha primeira reação. Contudo, me resigno, me fortaleço no Senhor e oro intercedendo. É o que posso fazer, além de, em algumas outras vezes, com algum jeito, tentar mostrar que o que tentava dizer anteriormente se mostra bastante claro pela repetição de determinada atitude.

Resignar-se, sim, mas no sentido de se submeter sem revolta, nunca no sentido de se conformar. Por isso a necessidade, sobretudo da oração intercessória e de continuar pronto ao aconselhamento, em especial quando se trata de laços de amizade muito próximos, de laços consanguíneos, de familiares de toda sorte e também de família da fé.

É preciso respeitar a limitação alheia, em especial quando a pessoa demonstre desconhecimento da palavra de Deus, ou, em caso contrário, conhecendo-a, evidencie ausência da transformação a que se refere a palavra aconselhada por Paulo na carta aos romanos – “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.

Por tudo isso, a necessidade de que aquele que exorte, o faça com sabedoria e amor, pois nem sempre a reação de quem ouve poderá ser sábia ou concordante. Normalmente quem se defende de uma exortação justa, o faz de forma exasperada, procurando justificar-se, isso quando não se defende acusando. Para tais situações, a sabedoria do livro de provérbios enquanto afirma que a resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira.

Não sejas sábio a teus próprios olhos, nem aquele que exorta, tampouco o que ouve o bom conselho, repudiando-o, em especial quando reconhece intimamente que dele precisa. Não faça de sua boca a de um tolo, que apenas derrama a insensatez. O insensato, sabe-se bem, faz pouco caso da disciplina de seu pai, mas quem acolhe a repreensão revela prudência.

E assim seguimos plantando sementes que possam de fato dar frutos a cem por um. A vida é para ser vivida com sabedoria e amor. Sem esses ingredientes, pode-se até alcançar algum resultado, mas o processo é desequilibrado e muito desgastante. Sem necessidade.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Sonhos e realizações

Sonhos e RealizaçõesÀs vezes nos deparamos com sentimentos que andam há muito tempo conosco e eles mexem com a gente de alguma forma. Determinadas situações revelam alguma saudade do que ficou, do que não ocorreu ou mesmo do que não sabemos explicar, pois se encontra oculto ou perdido em algum lugar de nossas mentes. Essas situações podem nos impedir de avançar rumo ao Eterno, de sermos felizes.

As decisões que tomamos podem mudar todo o curso de nossas vidas. Algumas pessoas têm sonhos verdadeiros desde menino, no entanto, quando chegam a algum lugar de sua jornada adulta, se permitem a influência do mundo e por ele se deixam levar, esquecendo-se de si mesmos. Outros acreditam tanto em seus sonhos que quando crescem se transformam em pessoas felizes como poucas que conhecemos. É a leveza de se saber o que é.

Quais é o sonho de Deus para a nossa vida? Para cada um em particular, acredito que seja desenvolvermos o que há de melhor em nós, conforme o dom que nos foi dado viver, norteados pela luz da Palavra. E, por esses dons, colocarmos todo o empenho para que o resultado de nossa produção seja, enfim, a expressão do Seu amor. Em geral, creio que o sonho de Deus a nós seja de vitórias e alegrias altruístas, vivenciadas enquanto caminhamos em Sua direção, a fim de sermos um com Ele e com Seu filho Jesus.

Esta conclusão me leva a pensar no salmista que escreveu afirmando – “Quão grandes são os pensamentos de Deus a nosso respeito”. Assim como, também, o profeta Jeremias, que registrou a vontade do Eterno ao escrever que o Pai é quem sabe os pensamentos que tem a nosso respeito, muito maiores do que pensamos ou imaginamos.

Como, enfim, sabermos se nossos sonhos são os sonhos de Deus? Jesus disse que se estivermos nele, tudo o que pedirmos, receberemos. Cumpre dizer que se o recebemos, foi porque também estivemos alinhados à verdade que diz que é Deus quem opera em nós o querer e o efetuar. É importante lembrar também da sabedoria ensinada por Tiago: “Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo”.

Portanto, que nossa comunhão seja completa no Pai e no filho, pois assim conheceremos a Sua vontade, podendo até mesmo refletir a realidade de nossos sonhos de juventude. E se isso tudo for verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama, havendo alguma virtude e algum louvor, nisso devemos pensar.

Se seus sonhos foram deixados lá trás e você os ache impossíveis de se realizarem, e tendo eles as características de virtude anteriormente enumeradas, sobretudo estando alinhados ao pensamento de Deus, não tema. Coloque-os diante do Pai e Ele os realizará de alguma forma. Seja feliz. Um abraço do peregrino da palavra.

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Geração eleita

Geração EleitaO candidato à presidência dos Estados Unidos, Ben Carson, anunciou esta semana ter deixado de participar da corrida à Casa Branca. Disse ele em um uma convenção – “Há muitas pessoas que me amam, mas elas não votam em mim”. Convido-os para que juntos tomemos de empréstimo esta frase para meditarmos sobre ser ou não seguidor de Jesus.

É muito comum vermos pessoas sem religião ou de outra que não o cristianismo elogiarem o Mestre. Muitas o admiram pelo que ouvem falar, sobretudo ressaltando o amor ensinado por ele. Outros atribuem a ele uma liderança carismática. E, por fim, religiões o tratam por profeta ou por alguém que evoluiu espiritualmente.

Há os que o conhecem literalmente, e por isso o aceitaram um dia como seu senhor e salvador. Quanto a estes, não raro encontramos aqueles que ao se depararem com a realidade do que seja ser seu discípulo, optaram em não seguir os seus mandamentos, relativizando-os, tentando justificar contrariamente as suas palavras.

Por que tantos o amam e o admiram, mas não votam nele? Assim como o candidato Ben Carson, respeitadas as óbvias proporções, seu discurso incomoda. O Dr. Carson perdeu espaço quando começou a falar em escravidão e em desarmamento. Cristo incomoda porque enumera algumas recomendações para que sejamos reconhecidos como seus discípulos.

Ao longo de toda a humanidade que ouvira o seu evangelho, quantos de fato se dispuseram a aceitá-lo completamente? Sim, pois seria preciso estarem dispostos a abandonar o mundo, a amá-lo mais que à sua família ou à sua própria vida.

Cristo, segundo o evangelho de João, diz que para sermos seus discípulos precisamos amar uns aos outros. Contudo, quando nos deparamos com o significado de amar como sendo também ao nosso inimigo, sobretudo orando por quem nos persegue, levanta-se uma barreira gigantesca.

Ele diz: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos”. O que diz a sua palavra? Renunciem a si mesmos, ou seja, às vossas opiniões e vontades; carreguem sua cruz, que quer dizer, aceitem serem envergonhados e humilhados por amor de meu nome; e, enfim, me sigam, que significa dizer, caminharmos em total obediência e dependência dele para tudo.

Haverá um dia em que ele voltará e o escrutínio das eleições se dará pelo seguinte posicionamento: Quem de vocês renunciou a si mesmo, tomou sua cruz e me seguiu? Quem permaneceu em mim que sou a videira, sem a qual não se produz frutos que glorifiquem ao Pai, podendo assim ser chamado de meu discípulo?

A resposta aos que o elegeram será a seguinte: Aqueles que me amaram e confiaram o seu voto a mim, na verdade vocês se revestiram como eleitos de Deus. Permaneçam, portanto, à minha direita, pois viverão no reino que preparei para vocês. Lugar onde corre o rio da água da vida no meio da rua principal da cidade. Onde há a árvore da vida que dá fruto todos os meses. Onde as folhas da árvore servem para a cura das nações. Onde já não haverá maldição nenhuma. Onde não haverá mais noite e não precisarão nem da luz do sol, pois o Senhor Deus os iluminará; e onde reinarão para todo o sempre.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Aparências

lobo_cordeiro_6vi_Nem sempre aquilo que parece, é realmente. Não se deve acreditar em tudo o que se vê, pois a aparência pode não traduzir a realidade. Uma pessoa calma pode esconder alguém agressivo. Uma pessoa vestida com roupas caras pode passar a imagem de alguém abastado. O contrário também é verdade. Alguém que se diz discípulo do Mestre, pode ser alguém sem transformação alguma, jamais abrindo mão do que o mundo tenha a oferecer.

A aparência sempre anuncia um conceito, contudo, diz a sabedoria, não devemos nos deixar movermos por ela. Importa conhecermos melhor as pessoas, as intenções, as situações. Se julgarmos apenas pela aparência, podemos nos deparar com sepulcros caiados – que conforme afirmou Jesus, parecem formosos exteriormente, mas seu interior está repleto de ossos mortos.

Certa ocasião, o Messias teve fome e avistando uma figueira repleta de folhas, o que denunciava a possibilidade de conter frutos, aproximou-se dela e percebeu que não havia um sequer, tornando-se uma anomalia diante de seus olhos. Situação que faz lembrar ao contexto bíblico anteriormente citado, em que Jesus ainda compara tais pessoas a seres que aparentam uma justiça exterior, mas interiormente estão cheios de hipocrisia.

Normalmente se escondem por detrás de seus próprios medos. Da mesma forma os que apontam os pecados alheios e são rápidos para relativizarem os seus próprios. Se não houver conteúdo verdadeiro e benéfico, sobretudo instruindo a si próprio segundo as escrituras, a aparência não passará de superficialidade que induz ao erro. Pior ainda quando engana-se a si mesmo.

Algo para se pensar a partir de nós mesmos em nossa relação com o Caminho, a Verdade e a Vida. Que o Espírito Santo possa alcançar os corações e mentes, convencendo o mundo do pecado, da justiça e do juízo.

Sadi – O Peregrino da Palavra.

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