Publicações com Decisões

Tempo, tempo, tempo

Tempo, tempo, tempoJá reparou como fazemos coisas o dia inteiro, um monte delas? Estamos sempre ocupados, trabalhando fora, estudando, graduando, pós-graduando, organizando a casa, o escritório, nossas agendas, nossas finanças, uma nova viagem, atendendo telefonemas, enviando mensagens, respondendo-as, cuidando dos filhos, do cônjuge, atendendo aos amigos, combinando encontros sociais, culturais, assistenciais, buscando incessantemente novas informações, publicando nas redes virtuais, comentando, curtindo, compartilhando, e quando sobra um espaço, lá vamos nós de novo pensar em algum projeto novo. Enfim, sempre envolvidos com algum tipo de atividade, até mesmo as que dizem respeito ao conhecimento do evangelho e participação em cultos semanais, e no meio disso tudo, a pergunta: Será que existe um tanto suficiente de nós em plena comunhão com Deus? Será mesmo que alguém consegue realizar tantas coisas, ainda que se voltem à obra de Deus, e ainda assim poder dizer que pôde ouvi-lo ao longo desses contextos? Caso Ele necessite adverti-lo sobre algo, você conseguiria ouvir a Sua voz? “E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada”. Aquele que lê, entenda.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

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Inclinações

InclinaçõesTodos já devem ter reparado que basta assistir uma edição de jornal para saber sobre as nefastas notícias que ocorrem no país e no mundo. A repetição nas outras edições do mesmo dia é uma regra. Você muda de canal, e lá está a notícia novamente, com comentários que pouco ou nada acrescentam ao tema.

Nesse diapasão, não raro permitimos a entrada de uma carga enorme de informações negativas em nossa mente. Saber o que se passa é importante, por isso a escolha que possa informar, comentar e analisar a notícia com qualidade e equilíbrio é fundamental. Ajuda-nos a pensar o mundo em que vivemos e a discutirmos a sociedade que queremos viver. Mas isso só não basta. É preciso manter a mente em paz, refletindo de forma nobre, pura e amável, voltando-a, sobretudo aos interesses do Alto.

Digo isso, pois, passei a perceber de uns tempos para cá que os desequilíbrios noticiados no Brasil e no mundo são tão intensos que influenciam muito o pensamento das pessoas, sobretudo sua paz de espírito, inclinando-as a comportamentos igualmente desequilibrados. Não raro percebo amigos que conhecem e vivem pelo evangelho, bastante alterados com as notícias.

Convenhamos, nada de novo debaixo do sol. E de mais a mais, com algumas exceções em que seja preciso se posicionar construtivamente, pergunto o que mais importa a quem vive do evangelho senão manter o espírito e a mente em paz.

Se deixarmos nos contaminar pelas ocorrências anunciadas todos os dias, o que sobrará de nossa fé? Devemos lembrar de Paulo quando anunciou que todos os lados somos pressionados, mas não devemos desanimar; que também ficamos perplexos, mas não desesperados. É preciso manter o equilíbrio da fé que vive em nós.

Importa nos livrarmos da contaminação deste mundo e do pecado que nos envolve, não andando ansiosos por coisa alguma, para que a paz que excede todo o entendimento guarde os nossos corações e mentes em Cristo. Assim, fixamos os olhos não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno, conforme ensina ainda a construtiva lição de Paulo.

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Prioridades no mundo

Prioridades no mundoA propaganda que enaltece os conceitos da vida moderna nos convida a uma série de situações e eventos e é muito comum priorizarmos os pensamentos por eles. Fazer parte de decisões sociais, alcançar objetivos futuros, viajar, obter conforto, ter uma boa aposentadoria, comprar o mais novo modelo de celular etc. Estas coisas são boas, contudo priorizá-las em detrimento da verdade é o problema.

Há um vídeo na rede em que o palestrante ilustra essa situação. Ele pega uma corda bem longa e pede à plateia que a imagine representar a linha do tempo infinito prometido à existência humana. Na ponta dessa corda ele mostra alguns centímetros pintados de vermelho e afirma representarem o tempo físico em que vivemos na terra.

Assim o homem moderno, secular, afirma o palestrante. Preocupa-se em como bem preencher esse pequenino espaço de tempo, considerando o fim da curta linha vermelha como a realização de ter bem vivido ou não a sua vida. Acredita tanto nisso que dificilmente o substitui pelo conceito da vida eterna dita por Jesus em sua oração ao Pai – “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.

A maioria do mundo não se rende à vida verdadeira, a eterna. Apenas o que está diante de seus olhos o importa e o convence. Mas, e os que agem dessa mesma forma, ao tempo em que também acreditam na eternidade da vida? Eis uma pergunta que me faz lembrar de um antigo sermão intitulado – Convencido ou Convertido?

Se acreditam na eternidade, por que é que algumas vezes agem sem cuidado para recebê-la como prêmio que é? O apóstolo Paulo, em sua carta aos coríntios, afirmou que todo aquele que luta exerce domínio próprio em todas as coisas, contudo o fazem por uma coroa corruptível, que ao tempo da morte física não terá proveito algum.

Sim, todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm. A eternidade dos dias, representada pela extensa corda daquele palestrante é a coroa incorruptível, o prêmio pelo qual Paulo e os demais apóstolos priorizaram seus esforços. Em que estamos investindo nosso domínio próprio? Pela coroa corruptível ou pela incorruptível? Quais as nossas prioridades? Qual a consequência de nos adequarmos um mínimo à propaganda do mundo, relativizando a Palavra?

Em sua oração, Cristo ressalta a prioridade de seu pedido. Que não se perca nenhum daqueles que o Pai o deu e que creram nele, pois esses, ainda que vivam no mundo, com ele não têm parte, diferente do que o traiu pela prioridade da ambição do mundo. Ele pede que o Pai nos santifique na verdade, ou seja, na Palavra. E por ela, ele diz que seu reino não é deste mundo. Como ser um com ele e o Pai, priorizando e enaltecendo a propaganda do mundo?

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Conexões estressantes

Conexões estressantesQue a internet é um instrumento poderoso de comunicação ninguém duvida, contudo, o que muita gente não sabe é que ela pode ser mais estressante do que se possa imaginar. Foi feita uma pesquisa pela empresa de telecomunicação Ericsson, em que algumas pessoas deveriam assistir um vídeo, mas, sem que soubessem, o tempo de carregamento seria diferente entre os grupos. Com um atraso de apenas três segundos para um deles, as pessoas tiveram um nível determinado de estresse. Com seis segundos em outro, o nível aumentou muito.

Os níveis de estresse alcançados foram maiores do que em situações, tais como longas filas de banco ou de supermercado, filmes de terror, estar literalmente à beira de um precipício, entre outras. O estresse foi comparado a situações em que se tenta resolver difíceis problemas de matemática. A pesquisa se deu apenas nesse sentido do carregamento dos vídeos, não adentrando a temas como comportamentos em redes sociais, etc.

Entre as inúmeras pesquisas sobre a internet, não raro se encontram resultados que demonstram que níveis de estresse são vivenciados também por distrações além da conta, perdendo tempo precioso que poderia ser útil. Não que a distração seja inútil, longe disso, mas deve ser acima de tudo, saudável. Há os casos em que a influência é tão forte, que as pessoas passam a acreditar em qualquer coisa que leem, até mesmo quando leem apenas o título de determinadas matérias. Sem falar na quantidade de fotos que levam pessoas a crer que a vida seria boa apenas se tivessem acesso a determinados objetos de consumo.

Ilusões de liberdade tomam o lugar de oportunidades de crescimento verdadeiro; discussões acaloradas e sem respeito tomam o lugar de conversas educadas e construtivas; valores seguem cada dia mais sendo desconstruídos por meio de opiniões maciças apenas com esse intuito, etc. O fato é que as relações pessoais estão cada vez mais perdendo a ordem natural, o conhecimento substancial vem sendo substituído pela superficialidade, não faltando, enfim, situações que aumentem os níveis de estresse.

E como fica a vida daquele que um dia decidiu ter uma experiência real com Deus? Como fica o resultado de seus momentos de oração e de estudo da palavra? Será que permanecem íntegros e fortalecidos? Sinceramente é o que se espera, e para tanto é preciso ter discernimento e equilíbrio. É preciso compreender que o poder de influência e estresse proporcionado pela internet é tão alto que pode facilmente corromper a mente que se propôs estar separada deste mundo desconectado de Deus e da mensagem de Seu filho Jesus. Andar pelo evangelho e na contramão do mundo é o que nos manterá em paz.

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Santificar para suportar

Santificar para suportarDescobertas e inovações sempre encantaram as civilizações por facilitarem muito as suas vidas. O domínio do fogo, a invenção da roda, da escrita, a descoberta do ferro, entre tantos outros exemplos apenas no mundo antigo. Muito tempo depois, a descoberta do petróleo, da eletricidade, a invenção do aço. E na atualidade, então, nem se diz. As descobertas e a explosão de conhecimento aconteceram de uma tal forma que não há o que o homem pense ser impossível alcançar ou produzir.

Todas essas inovações sempre estiveram nas mãos de uns poucos, representando uma forma de poder, de controle. Para isso, lançaram mão de disputas, traições, mortes, escravidões e, sobretudo guerras. Sempre foi assim. É ainda nos dias de hoje. Somente as lendas como a de Atlântida dizem da existência de povos que viviam em perfeita harmonia, com equilíbrio populacional, moral, ético etc. Pura utopia. O mundo sempre se pautou pelo desequilíbrio civilizatório e humano.

Contudo, e de forma contraditória, pois os testemunhos nefastos de outros tempos deveriam servir como paradigma para a evolução de nosso comportamento, o mundo parece regredir a passos largos. As guerras são muitas vezes silenciosas e lentas, e a crueldade parece ter dominado a mente humana. As civilizações parecem estar vivenciando uma estupidez só mesmo vista em tempos muito antigos, a exemplo dos comportamentos que antecederam o dilúvio no mundo, catástrofe que encontra registro por parte das mais antigas civilizações.

As escrituras sagradas já previam isso. Jesus Cristo afirmou isso e os evangelhos confirmam suas palavras. No livro de Mateus encontramos os discípulos encantados com as edificações do templo, suntuosas a ponto de encher os olhos, no entanto, ele os adverte que nada daquilo sobreviveria. E pior, que os tempos apresentariam homens que falariam em nome de Deus, não passando de falsos profetas, e outros que escarneceriam da fé alheia, e também que guerras e fomes aconteceriam, além de ódios e traições de toda sorte, aumentando a iniquidade e diminuindo o amor.

Presenciamos exatamente esse mundo. O mundo onde homens sacrificam outros homens com requintes de crueldade em frente às câmeras apenas por causa de religião; onde milhares de pessoas em países pobres são deixadas à míngua, enquanto alimentos são desperdiçados a todo momento e nenhum dirigente poderoso se levanta para corrigir isso; onde a corrupção mostra ser prática corriqueira a toda uma classe política; onde, infelizmente, uma menina é brutalmente violentada por dezenas de bárbaros, para dizer o mínimo, divertindo-se com a exposição nas redes sociais, certos que estão da impunidade.

Pai! Envia o Teu filho de volta! Só o Senhor sabe esse dia, segundo ele próprio declarou quando esteve entre nós como homem! Antecipa, Senhor, a volta de Jesus, pois a humanidade se desumanizou a um extremo insano. Maranata! Vem, Senhor!

Que nossas vidas se voltem apenas o suficiente para as inovações que nos facilitam a vida, e muito mais para a existência que encontra na santificação a forma que nos permite manter a sanidade, suportando tanta iniquidade.

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Justa Compreensão

fardoCompreender as passagens da bíblia também se relaciona ao conhecimento dos contextos que envolveram cada uma daquelas situações descritas. Um exemplo a ser destacado está na passagem do evangelho de Mateus – “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

Por que ele disse isso? Em um vídeo de René Kivitz, ele nos explica que naquela ocasião as crianças desde muito cedo ficavam sob a responsabilidade de rabinos para aprenderem a Torá. Terminado esse tempo, todos sabiam de cor aqueles versos. Muitos voltavam para suas casas e aprenderiam o ofício de seus pais. Os que se sobressaiam, continuavam os estudos, decorando os outros livros e aprendendo a interpretar a Torá, segundo a vontade de Deus.

Pois bem, todos os rabinos tinham seu próprio jugo, o que significa dizer, um conjunto de regras e interpretações que tinham da lei de Moisés. Em muitas dessas situações o jugo era pesado. Jesus também tinha seu jugo, sua interpretação da lei e queria mostrar aos discípulos e às pessoas qual era a vontade de Deus segundo a Torá. O peso dos outros era tanto que não à toa ele disse: “Ai de vós também, doutores da lei! Porque carregais os homens com fardos difíceis de suportar, e vós mesmos nem ainda com um dos vossos dedos tocais nesses fardos”.

O fardo dele, no entanto, era leve e seu jugo suave. E ele quando nos convida a irmos a ele, o faz sem distinção se temos pouco ou muito conhecimento. Para discípulos seus ele escolhe a todos, sem distinção, e as interpretações da lei que ele nos ensina nos destacam, pois não estão relacionadas ao brilhantismo e à erudição, mas à essência que pode se resumir em poucas palavras, esclarecendo-as como nenhum outro poderia, dando-nos a viver ações que contêm mais solidez que todo erudito conhecimento da letra da lei alcançaria.

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No caminho da Sabedoria

No Caminho da SabedoriaProcuro meditar no fim de todos os dias, um costume meu que me soa mais do que um simples balanço, mas também uma forma de identificar e compreender se houve sabedoria em meu caminho. Ato contínuo me lanço em busca de uma leitura bíblica. Ao por do sol desta sexta, para a minha surpresa, me deparei com a palavra do quarto capítulo do livro de provérbios, que contém exatamente as linhas gerais sobre a supremacia da Sabedoria.

Viver sob a égide da sabedoria é um princípio que encontra o equilíbrio para todas as situações. É, antes de tudo, a atitude que se coloca debaixo das asas do Eterno, bendito seja o Seu nome. Andar por sabedoria é encontrar o caminho correto na relação com todas as coisas e pessoas. É também permanecer calado quando não se consegue nem mesmo enxergar a melhor resposta, afinal, não raro nesses casos é propriamente a melhor resposta a ser dada. É, enfim, compreender o mundo, não para julgá-lo, mas para perceber onde nele podemos ser luz e sal.

Eis a atitude que nos transforma e nos faz avançar em caminhos que não poderíamos sequer saber como pensar ou agir por nós mesmos, pois ainda que haja a presença do melhor da sabedoria humana, por ela não encontraríamos a transformação que nos leva a vivermos, por exemplo, momentos angustiosos sem nos abalarmos com isso, pois sabemos que não é este o nosso mundo. A sabedoria divina nos concede equilíbrio, paz, crescimento espiritual. Fortalece-nos de uma forma extraordinária.

Tolo o homem que se credite ser sábio sem que a sabedoria lhe seja dada do Alto. Quando as primeiras linhas do provérbio em comento se iniciam, registra o escriba: “Ouvi, filhos, a correção do pai…”. Se este pai não contiver a sabedoria do Alto, ele e seu filho andarão apenas pelos justos conceitos humanos, guiados por sabedoria e justiça advindos dessa seara – o que é admirável, diga-se de passagem -, contudo nada representando diante da obra de Deus, pois neles se ausenta o ser sal e luz entre os homens, a fim de lhes dar o testemunho do Cristo. Quando no livro de provérbios o Criador, pelas mãos do escriba, afirma ao filho que ouça seu pai, se refere ao pai que anda na vereda do Eterno. Eis a diferença.

Ali, ao meditar as palavras que dizem – “adquire sabedoria e não a te afaste de tua boca; não a abandone e ela te guardará; ama-a e ela te protegerá” – me perguntei o que mais poderia querer para bem seguir a vida, afinal, os mesmos versos concluem – “retenha em seu coração essas palavras, guarda os meus mandamentos e vive”. Bendito é o Senhor que me conduz pelo caminho da sabedoria e me encaminha por veredas retas!

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Flores e Espinhos

Flores e EspinhosO que é natural em nossa vida senão reagirmos às afrontas que nos chegam. Resultado de um processo humano que por milênios nos separou de Deus, tornando-nos escravos de inclinações carnais que não encontram, por exemplo, no domínio próprio, a reação equilibrada que nos faz andar na contramão do mundo.

Assim também as nossas ações que se voltam apenas para o curtir, comer, dormir, elas que são naturais ao homem. Instintos que precisam ser controlados para que não sejam a regra de vida. O domínio próprio faz morrer em nós essas atitudes que se desalinham à natureza de Deus.

Como todos sabem, a vida nem sempre são flores, mas alguns espinhos servem para nos proporcionar a direção ao justo e ao perfeito, aproximando-nos cada vez mais da cumplicidade necessária ao relacionamento com Deus. Por isso a necessidade de plantar sementes que venham do Espírito de Deus, segundo a palavra de Paulo em Gálatas. Se guiados pelo Espírito de Deus, somos tidos por filhos de Deus, segundo também a palavra de Paulo na carta aos Romanos.

Só assim poderemos colher frutos do amor verdadeiro e do crescimento. Vivenciar as dificuldades de um relacionamento pessoal, assim como a dois ou em sociedade, é preciso se alinhar à responsabilidade e à firmeza nos levam a superar nossos limites humanos, fazendo-nos a conhecer a essência do amor que está em nós, à espera da descoberta e crescimento, afinal, fomos feitos à imagem e semelhança de nosso Criador, bendito seja.

Só regando esse jardim se consegue superar problemas comuns aos relacionamentos, a começar de nós conosco mesmos, fazendo com que a vida valha a pena ser vivida de forma transformada. No mais, sim, tudo são flores. E que Deus nos abençoe a todos.

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Novos comportamentos

Jesus, o meu líderA empatia, segundo o dicionarista Antônio Houaiss, é a capacidade de se identificar com outra pessoa, de sentir o que ela sente, de querer o que ela quer, de apreender do modo como ela apreende, entre outras. Para exemplificar os momentos em que nos relacionamos com uma pessoa que age de forma errada conosco, tomemos de empréstimo a capacidade de sentir o que ela sente.

Diante de uma situação como essa o que fazemos normalmente é nos afastarmos da pessoa. É possível inclusive que nossos pensamentos se desdobrem em outros sem que os reconheçamos por enganosos. Pensamos em tudo o que acontece, verificamos os erros que nos atingiram e podemos até mesmo achar que há algo de errado conosco. Assim pode iniciar um processo de erros maiores ainda, pois julgamos apenas por nossos pontos de vista.

No entanto, se vivemos a vida pela fé em Jesus, cumprindo os mandamentos de Deus, a resultante é uma jornada madura espiritualmente falando, e nossas velhas formas de analisar se transformam em outras mais elevadas, incomuns ao mundo.

Quando agimos, por exemplo, com empatia por alguém, estamos nos dispondo a amar essa pessoa, ainda que não a amemos efetivamente. Quero dizer, amar como o mundo está acostumado a viver esse sentimento. O amor pode se representar também por um comportamento.

Muitas vezes nossos julgamentos podem estar corretos, mas é surpreendente como podemos estar errados enquanto acreditamos certos. “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento”, afirma o livro de provérbios. Alinhados às escrituras somos melhor instruídos do que o mundo poderia.

As palavras de Jesus nesse sentido estão registradas no evangelho de João quando lemos: “Não julguem segundo a aparência, mas segundo a reta justiça”. A resposta que buscamos pode ser encontrada através da empatia. Se algo se mostra em conflito diante de nós, que seja essa a nossa justa medida para compreendermos a situação.

O que pode estar se passando com o outro? Quais serão os problemas que o levam a agir assim? Por que, afinal, essa pessoa reiteradamente age de forma agressiva ou errônea comigo ou para com quem quer que seja? Ao fazermos essas perguntas diante do caso concreto percebermos a transformação de nossos pensamentos. Uma paz interior toma o lugar onde antes havia ocupação com julgamentos.

Sabe, as respostas advindas dessas perguntas podem fazer com que um mundo novo se abra diante de nossos olhos. É possível e bastante provável que as justificativas verdadeiras para aqueles atos de desequilíbrio surjam com grande clareza. E aí uma coisa é certa: fica muito mais fácil tomarmos as atitudes certas que de fato modifiquem o relacionamento com essa pessoa.

É preciso abrir a mente e o coração para dar lugar a esse novo comportamento. Peça a Deus para que te revele o que esteja oculto. Permita-se colocar-se no lugar de outra pessoa. A diferença de vida será notória, e o seu caminho pode ser bem mais leve e suave. Que a paz do Cristo esteja contigo.

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Páscoa – Obediência e Fé

Páscoa - Obediência e FéPáscoa em hebraico é “pessach” e significa “passagem”, “pular além da marca”, “passar por cima” no sentido de “poupar”. A páscoa foi instituída no Egito mediante a ordenança divina de se sacrificar um cordeiro e comer sua carne acompanhada de ervas amargas e pão sem fermento. Com seu sangue os hebreus marcariam suas casas e assim o anjo pouparia seus filhos no momento em que passasse para sacrificar os primogênitos dos egípcios, devido à resistência de faraó em manter o povo escravizado.

As obras que compõem o antigo testamento também orientaram o povo para a vinda do Messias, e muitos dos fatos ali registrados apontavam o quê e como haveria de ocorrer com ele. A páscoa judaica no Egito foi um desses fatos.

Paulo afirma que Cristo é o cordeiro pascal. A prova disso está na clara relação entre as ordenanças ritualísticas da páscoa judaica com a morte do Messias. O sacrifício do cordeiro aponta para o aspecto de que só a marca do seu sangue (Cristo) pode salvar. O pão sem fermento demonstra a necessidade de se apartar dos conceitos do mundo, não permitindo se contaminar. As ervas amargas remetem à lembrança do amargor vivido no mundo (Egito) para que a ele não voltemos. Mas não só isso.

Tomando ainda a ritualística pascal observada no Egito, o cordeiro que verteu o seu sangue para salvar deveria ser perfeito e não poderia ter os seus ossos quebrados. Cristo é o cordeiro pascal porque nele não se encontrou erro, nele não se encontrou pecado. E como narram as escrituras, nenhum de seus ossos foi quebrado.

Há também outros aspectos nesses contextos pascais. A obediência de Cristo sem questionamentos ao que lhe fora ordenado resultou em Sua ressurreição e, consequentemente, na nossa salvação por meio dele. De outro lado, o aspecto humano. Os hebreus obedeceram porque movidos pela fé. Paulo escreve na carta aos hebreus que pela fé celebrou-se a páscoa e a aspersão do sangue no Egito. A páscoa, portanto, se trata também do testemunho da observância da obediência e da obediência pela fé.

A estes aspectos, as características dos que se separam para o Eterno, quais sejam, a obediência aos mandamentos de Deus e a fé no Messias. Mesmo que saibamos que Cristo verteu seu sangue em favor da humanidade, só o acompanharão quando de sua volta aqueles que de fato se deixaram marcar por seu sangue, que observaram seus ensinamentos e o aceitaram pela fé.

Ao tomarmos Cristo como nossa páscoa é preciso entender que nossa justificação se dá pelo sangue e nossa santificação pela obediência à Palavra. Há sabedoria nestas palavras, não se limitando aos olhos que enxergam apenas a história.

Feliz sábado e feliz páscoa a todos!

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