Publicações com Esperança

Cadê o final da história?

Nos tempos de faculdade fiquei fascinado com um filme franco-polonês chamado “A dupla vida de Verònique”, do diretor Kzistof Kieslowski. Tão fascinado que o assisti quatro vezes em um espaço de um ou dois anos. E a verdade é que assisti quatro vezes na esperança de conseguir entender alguma coisa. Depois da quarta vez tenho aqui a pretensão de haver começado a entender. Mas o fato é que ele termina com Irene Jacob meio que abraçando uma árvore e sorrindo. Fique tranquilo que isso não é nenhum spoiler, a árvore não tinha aparecido antes e salvo ledo engano aquilo não representava efetivamente um desfecho para a trama. Então é isso. Pela janela do carro ela faz um cafuné numa árvore, dá um sorriso, e sobem os créditos e você, acostumado com o cinema tudo-explicadinho-americano, exclama: ei! cadê o fim da história?

1aaA Bíblia muitas vezes está mais para o cinema franco-polonês do que para o americano. O livro de Jonas termina com uma pergunta de Deus para o protagonista. Qual teria sido a resposta do profeta teimoso? Não sabemos. O livro de Jó termina com um bom desfecho para a trama, mas a gente fica sem saber se Jó teve alguma pista da razão de todo seu sofrimento, já que quando Deus lhe aparece, despeja um monte de perguntas sobre ele e vai embora. A parábola do filho pródigo termina sem dizer se o filho mais velho deu razão ao pai e entrou na festa que havia sido preparada para o filho ingrato que havia voltado. Cadê o final da história?
O que importa é que o que poderíamos de chamar de “o último final”, o grand finale, o final de todas as histórias, esse a Bíblia não esconde. “Então a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo… Então vi novos céus e nova terra… Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, a antiga ordem já passou” (Apocalipse 20:14, 21:1-4).
Ou, emprestando as palavras de Ellen G. White: “O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até o maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e gozo, declaram que Deus é amor.” (O Grande Conflito, p. 678)
Portanto, o último final é mais à la cinema americano. Cada i recebe seu pingo, cada dúvida recebe sua resposta, cada dor encontra seu fim e cada injustiça recebe sua paga. E o final é feliz.
E por ser assim, feliz, por hoje aqui serem muitas as injustiças, por multiplicarem-se as dúvidas e incertezas, e porque as dores não dão trégua aos meus queridos, a mesma pergunta me ocorre, mas por razões diversas: cadê o final da história?
Em meus ossos sinto vibrar a resposta: ele vem logo. Ele vem logo.
Marco Aurélio BrasilCadê o final da história?
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O ruído do templo

Esdras 3 relata os primeiros esforços da comitiva que voltou a Jerusalém depois do exílio em Babilônia e Medo-Pérsia no sentido de reconstruir o templo. Ele havia sido completamente destruído por Nabucodonosor quando tomou Jerusalém.

O final do capítulo é interessantíssimo. Conta que quando os encarregados da reconstrução acabaram os alicerces, o povo todo veio. Havia sacerdotes tocando trombetas e uma enorme algazarra. O curioso da tal algazarra é que no meio dela estava uma série de velhinhos que haviam conhecido o templo que Salomão construíra e que agora choravam em altos brados, bem à moda oriental, e Esdras diz que a coisa era de tal modo escandalosa que era difícil distinguir quem gritava por júbilo dos que o faziam de tristeza

A cena da mais extrema alegria convivendo com tão extravagante tristeza causa estranheza. Decerto os que haviam visto o primeiro templo choravam por ver que o novo, mesmo estando ainda só nos alicerces, não seria mais que uma pálida sombra daquele. Claro, o primeiro fora construído no momento de ápice do reino de Israel. Davi passou boa parte de sua vida acumulando materiais finíssimos para que seu filho Salomão erigisse um belo edifício, um dos mais gloriosos do Oriente, e assim foi. Daí a dor dos saudosistas. Foi profetizado, contudo, que a glória do segundo superaria a do primeiro. Dito e feito, Cristo andou foi pelo segundo, conferindo a ele um tipo de glória diferente, menos visível, mas mais real. Infinitamente mais glória!

Dirigindo com o rádio desligado para pensar um pouco no que havia acabado de ler, lembrei da minha igreja. Da minha igreja e do seu barulho. Também ali misturam-se duas sortes distintas de ruído: júbilo e tristeza. Há muita gente feliz, animada, olhando o futuro, certos de que a glória que está por vir há de superar em muito a que se perdeu. Há, contudo, muita gente clamando em alta voz e chorando copiosamente porque um dia viu uma outra igreja, mais pura, com maior conhecimento da Bíblia, mais contrastante com o mundo ao redor. O escopo desse choro é, no mais das vezes, não frisando as vantagens daquela sobre esta em que são agora obrigados a viver, mas apontando o dedo para o que consideram errado, podre e distorcido. Dias há, devo dizer, em que o clamor destes é bastante mais forte que o dos outros.

Não creio que um grupo esteja certo e outro errado. Acho legítimo o choro, embora reprove o método com que o externam muitas vezes. Mas que é legítimo suspirar por algo mais substancioso, isso é. Prefiro, contudo, ser contado entre os que confiam na glória que está por vir e se regozijam. Nesse aspecto estou com Vinícius: “é melhor ser alegre que ser triste”.

850_400_oracaopoderosacuraQuando estou nesse dilema volto sempre a João 4:35. É Jesus quem diz que o que nos parece um campo ainda verde, longe de estar maduro, é para Ele um campo em flor, pronto para a sega. Ele diz:”levante os olhos”. Então levanto os meus e os coloco ali, naquele futuro que pode ser estupidamente próximo, já que depende não de minha força ou da dos meus irmãos, mas unicamente da ação dEle, que o prometeu.

Conhecer a profecia, conhecer a promessa, é imprescindível para escolher o tipo de clamor que você deve alçar. Deus o abençoe!

Marco Aurélio BrasilO ruído do templo
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De hoje em diante.

Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” 2 Coríntios‬ ‭5‬:‭17‬ NVI

Não não vou falar daquela música do Evaldo Vicente no CD do Ministério Jovem de 2009… lembro amor ” de hoje em diante escolho viver por  Jesus…” É interessante pensar que gostamos de novidades, das últimas tendências (seja de moda, de eletrônicos, etc) e no entanto somos avessos às mudanças. Elas dão realmente trabalho (quem já mudou de casa sabe o que estamos falando!). De algum modo, nos apegamos emocionalmente às situações que correspondem a determinados sentimentos presentes em nosso coração. 
Isso acaba por resultar, entre outras coisas, na melancolia ou saudosismo. Claro, não estou afirmando que tais sentimentos são problemáticos per si, mas podem ser futuramente. Nosso Deus promove o movimento na vida de Seus filhos em direção ao crescimento espiritual, quando vamos nos tornando mais parecidos com Jesus. 

O grande obstáculo? Nossa natural resistência ao novo. 

O texto bíblico evidencia que olhar para trás e afirmar que os melhores dias estão lá é tolice. Não imagine que o Senhor esteja ignorando as boas lembranças que vamos carregar conosco para sempre. Não se trata disso. A ideia aqui é de uma pessoa diante um caminho novo, cheio de possibilidades, mas no entanto ela permanece estática. Você consegue imaginar a frustração do Senhor ao querer abençoar Seus filhos, e eles simplesmente não saírem do lugar? 

É por isso que Deus não faz remendos ou “puxadinhos” na nossa vida. Nós “damos um jeito” nas coisas, Deus não. Nós improvisamos, Deus não. Nosso Pai celestial simplesmente nos toma de onde estamos e nos dá uma vida inteiramente nova em Cristo. Uma vida não desconectada do passado, mas bem resolvida quanto à ele e direcionada para o futuro. 

De hoje em diante”. Que a partir desta nova semana em uma simples segunda feria, o Senhor possa lhe mostrar um futuro incrível e brilhante, cheio de Sua glória e alegria. 

Adriano VargasDe hoje em diante.
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# Os caminhos da vida

O repertório da sabedoria oriental oferece-nos um cabedal de contos maravilhosos. Frutos que saltam da observação dos gestos mais simples, se tornaram tábua de reflexão em todo o mundo. Um deles conta uma história em que dois homens seguiam cabisbaixos por um caminho, cada qual em direção contrária ao outro.

Ao encontrarem-se, perceberam que traziam consigo uma quantidade de diversa de sementes. Resolveram fazer uma troca e assim seguiram sua rota. Mais a frente, um deles, o mais velho, mais observador que o outro, percebeu que o jovem homem que acabara de encontrar carregava algo além. Ao recordar-lhe o semblante, esclareceu-se uma tristeza por detrás daqueles grandes olhos. Virou-se para trás, mas as colinas já o escondiam.

Pensou – “Talvez perdido em seus pensamentos; mas, que siga em paz”. Passou o tempo e os homens cruzaram-se mais uma vez no mesmo caminho, agora a carregarem um fardo de pães. A troca mais uma vez fora feita, contudo, o homem que atinara dos sentimentos do mais jovem iniciou uma conversa. De fato, aquele era um homem triste. A solidão, em uma região de homens que tinham esposa e filhos, fora a sorte tecida pelo destino em sua vida.

Estava diante de um homem bastante tímido, porém íntegro, e também um bom pastor de cabras, conhecedor dos cuidados que a elas se deve para crescerem fortes, pelo que se revelou no pouco que disse ao responder sobre o que fazia. Por este motivo, também, foi que então o convidou para cear com ele em sua casa, pois sua mulher estava na casa de parentes, e assim, no dia seguinte poderia conhecer o seu rebanho e dar sua opinião. Aceito o convite, seguiram juntos, conversando sobre a criação, até que o anfitrião achou de lhe contar sobre a agrura que se abateu sobre sua família.

Desta feita, o destino, caprichoso, não havia trazido alguém como se espera aconteça, mas, retirado. Quatro de seus filhos tinham sido mortos por ladrões em uma emboscada. Restara-lhe a esposa, já avançada em idade como ele.

Este fato os aproximou mais ainda. O homem tímido sentiu a dor daquele que acabara de conhecer. Após a ceia, ficaram do lado de fora da casa observando a noite que estrelava as imensas possibilidades do universo. Após algumas horas de conversa, perceberam na experiência de cada um, o equilíbrio vital que os impelia continuar a viver.

O homem solitário encontrou escondido em si mesmo, as razões que o fortaleciam sem que as vislumbrasse, sendo a vida, ainda que solitária, a oportunidade de estender a mão a quem precisasse, tornando-a repleta de familiares como as estrelas daquele céu. O mais velho, por sua vez, revelou também a si próprio, não apenas a beleza que ainda encontrava nos olhos de sua mulher, sem se dar conta, mas, inclusive, de quanta vida há para ser conhecida, ainda que a noite caia em meio ao caminho.

Ocorreu-lhes nesse momento a lembrança de uma passagem do evangelho, em que Jesus, que não teve esposa e nem filhos, pois sua vida voltou-se ao plano divino, a ele reservado para carregar um fardo que só ele o poderia fazê-lo, em determinada ocasião, ao estar com pessoas que o ouviam falar do reino de Deus, precisou repreender ao interlocutor que o interrompia insistente, avisando-lhe que sua mãe e irmãos se encontravam do lado de fora da casa, dizendo: “Quem é minha família senão os que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus?”. Razão que exemplificava a necessidade imediata a ser suprida aos que têm fome espiritual.

Ao final, ao recolherem-se para descansar a espera do dia, compreenderam que, de fato, os laços familiares são em si, as oportunidades mais próximas que temos para revelar o sentido da vida. Contudo, se não os temos, igualmente os homens em nossos caminhos, solitários ou ávidos por um conforto, são aqueles a quem devemos voltar nossos pensamentos, tornando-nos conscientes do peso do ego e da força do amor, este, o alimento legítimo a ser trocado por onde quer que se vá, da maneira como se esteja vivendo, pois sempre haverá alguém que precise de algo mais do que nós.

Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Os caminhos da vida
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Fé é um dom poderoso que está disponível ao ser humano. Deus a colocou em nossos corações para enfrentarmos o dia a dia, continuarmos lutando mesmo em meio aos problemas e permanecermos firmes nos Caminhos dEle.

Por volta de 1950, um cientista chamado Curt Richter observou o poder que a esperança tem realizando um experimento com ratos. Ele colocou alguns destes roedores em um balde com água e cronometrou quanto tempo levaria para eles morrerem afogados. Repetindo a experiência algumas vezes, ele viu que ratos nadam, em média, 15 minutos até desistirem de “lutar” por suas vidas e se afogarem. Constatando isso, ele pegou ainda outro grupo desses bichinhos, colocou no balde com água e começou a cronometrar novamente. Quando o cronômetro estava perto dos 15 minutos, Richter salvou os ratinhos e cuidou deles. Depois de recuperados do trauma, Curt os colocou novamente no recipiente, mas sem a intenção de ajudá-los desta vez. Resultado? Os ratos nadaram 60 horas antes de desistirem e morrerem afogados.

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem” (Hebreus 11:1). O que o cientista fez no experimento acima foi desenvolver esperança naqueles animais. Os ratos, dentro das limitações deles, acreditavam que seriam resgatados novamente. Para enfrentar este mundo, cheio de tristezas, problemas e desilusões, é preciso ter fé. Fé em um Salvador (João 3:16), em um Deus que está sempre ao seu lado dando todo apoio e força de que precisa. No mundo existiram pessoas que, pela fé, saíram do conforto de seus lares para enfrentar um futuro incerto e acabaram se tornando grandes ícones da história, outras que salvaram a humanidade e ainda outras que foram transladadas para o Céu (leia o capítulo 11 de Hebreus). Fé é o próprio poder de Deus e sem ela é impossível agradá-Lo.

Precisa de forças para lutar? Não encontra motivação para viver? Apenas tenha fé. Como ter fé? Comece acreditando em João 14:2 e 3: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” Diferente do cientista, Cristo realmente virá para te buscar.

Comunicação
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Em quem confiar

“(…) Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor! (…)não verá quando vem o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável. Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja confiança é o Senhor. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano da sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto.” (Jeremias 17:5-8)

Gelson de Almeida Jr.Em quem confiar
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# Morte e Vida

Percebo que se tornou um hábito escrever esta semente do domingo depois de ouvir as palestras do programa Viva que acontecem no sábado à tarde. Não que faltem testemunhos do dia a dia, razão da existência das sementes semanais, para traçar um paralelo com a palavra de Deus. Mas, depois que me mudei para outro Estado, não podendo estar presente às programações, tenho me voltado mais ao site Nova Semente, pois assim continuo no caminho em que Deus me colocou a ouvir verdades que têm transformado minha vida. Ainda que pelo tanto que tenho sido transformado desde que ingressei em fevereiro de 2006, creio que a distância tem exercido sobre mim um poder ainda maior, provando ser a experiência real com Deus, testemunhada e ensinada ali, a responsável pelas transformações que tenho passado, à medida que me permito tamanha felicidade.

É de fato uma experiência real com Deus que acontece naquela comunidade. Como os homens que andaram com Cristo, assim como os que fazem parte da Nova Semente, tenho cada vez mais tido a consciência de quanto preciso continuar a andar com Deus, deixando-o na condução da minha vida, não podendo prescindir de forma alguma da Sua presença, e nem da Sua dependência que aprendi, me faz andar seguro por onde for, pois ouço a Sua voz, em especial pela Palavra que leio nas escrituras, vivenciando-as na prática.

Certa ocasião Jesus percebeu a atitude de alguns discípulos que antes andavam com Ele, começarem a se distanciar por não confiarem naquilo que Ele dizia. Foi que Ele então perguntou aos seus discípulos mais próximos se também eles desejavam ir. Respondeu Simão Pedro: Para onde iremos, se só tu tens a palavra da vida eterna. (João 6). Sinto-me como esse apóstolo. Para onde irei, e onde posso me apoiar e confiar, ainda que o mundo se prostre aos meus pés, se apenas em Cristo sinto meu coração, minha mente e meu espírito seguros e felizes de fato? E ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, eu nada temerei, pois Tu estás comigo. (Salmo 23). Ao crermos nessa proteção, vivemos momentos que os olhos carnais não presenciam naturalmente.

Digo isso não porque minha vida já esteja plena das realizações que tenho sonhado junto ao sonho de Deus, mas por que ao andar com Ele, dependendo das palavras vivas que contêm a Sua pregação no evangelho de Cristo, percebo estar a caminho de uma forma que o mundo não pode entender. Percebo a existência do tempo de Deus pelo que Ele me conhece, e sabe quando estarei preparado para receber e assim conservar o seu melhor na minha vida. Percebo os sinais pelos quais Ele me direciona rumo aos seus sonhos. Percebo que erro menos e, quanto me sinto mais feliz por tudo que vivencio na sua Palavra quando a coloco em prática. Percebo que quanto mais escuto as pregações de meu pastor, mais aumenta a minha fé, mais compreendo minhas reais necessidades, e por fim, testemunho a mim mesmo todos os dias, o quanto a alegria de viver assim tem aumentado à medida em que permito a transformação dos sonhos de Deus em minha vida. (Jeremias 29:11-13)

Volto a reportar sobre a palestra de ontem no programa Viva, a que sugiro assistam clicando neste link, pois por ele testemunho o quanto o processo de conversão e bênçãos é um caminho interminável, pois senti um impacto tão grande, tão forte que não apenas a alegria de novos esclarecimentos tomou conta de mim, mas vivenciei a revelação de um medo que ainda estava oculto sem que eu conseguisse o confessar, fazendo de aspectos da minha vida paralisados, e o senti extirpado quando as lágrimas que correram em meu rosto, no momento da prece final, disseram ao meu coração que não devo temer, nem permitir que o passado se oculte em mim, mas viver a mesma certeza que viveu o paralítico a quem Jesus perdoou os pecados e, ao ouvir a voz do Mestre e crer que Ele tinha poder de vida eterna, levantou tomou sua maca e andou pela vida conforme os sonhos de Deus para ele.

Que a vida de todos vocês que me leem seja abençoada pela dependência de Deus.

Shalom Aleichem  

Ṣadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Morte e Vida
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# Mulher virtuosa

Ainda que mereçam homenagens em todos os dias do ano, nesta sexta foi comemorado no mundo inteiro o dia internacional da mulher. Mulheres casadas ou simplesmente as que entregam sua vida às causas humanitárias, religiosas e mesmo científicas, fazendo da humanidade a sua família, sejam elas quais forem, uma coisa é certa, elas merecem todo o respeito como ser humano que são, exclusivamente pelo notório e intrigante conjunto de delicadeza e força que apresentam em seu comportamento.

Os especialistas em convívio familiar comentam que os casais devem conhecer sobre as diferenças de comportamento entre homens e mulheres, objetivando o aperfeiçoamento e o equilíbrio da convivência. Considero-me um marido feliz, bem casado, e amo muito minha mulher, mas isso não termina aí, pois reconheço que ela precisa sentir o mesmo que eu, ainda que os padrões de comportamento e percepção sejam diferentes entre os gêneros.

As mulheres sempre foram importantes colunas de sustentação da vida em sociedade. Contudo, sabe-se que muitos levam em conta que os homens foram os personagens principais na história. Parece-me prematuro afirmar isso com tanta intensidade, pois gostaria de presenciar que tipo de autonomia nós, maridos teríamos sem que elas estivessem no controle da família.

É por isso que se diz que ambos se completam. E por isso o próprio Deus quando a criou, dizem as escrituras, a colocou diante do homem, e não atrás dele. (Gen.2:18). O certo é que as mulheres ao longo de milênios ao terem um contato mais íntimo com a família, com os filhos e com a própria administração da casa, obtiveram uma visão mais ampla do que representa esse contexto quanto ao verdadeiro significado da vida.

Elas têm maneiras de sentir o mundo que estão um pouco além do que o homem seja capaz de identificar ou entender. Há exceções, é óbvio. Contudo, as ocupações masculinas em geral, por estarem basicamente no plano da razão, tornam sua visão sensorial em relação à vida um pouco mais limitada. Com a simplicidade de um gesto de carinho, por exemplo, os homens muitas vezes não entendem que podem transformar e fazer toda a diferença em seu matrimônio.

As mulheres ao seu turno têm uma linguagem que nasce de uma percepção distinta, talvez por isso o salmista diga – quanto ao dia de amanhã, elas não têm preocupações – pois, ao tratar de sua família no dia de hoje, ela vislumbra mais do que a garantia do aspecto financeiro conseguido pelo marido, mas, a certeza de que a segurança de seus atos são firmes o bastante não só para que a família siga em harmonia, mas, sobretudo para agirem e se manterem em equilíbrio caso a adversidade venha a surgir.

Não à toa elas hoje se sobressaem em trabalhos que antes eram realizados apenas pelos homens, afinal, foram milênios de formação nos bastidores, muitas vezes caladas, mas, sobretudo analisando as situações da vida e chegando à conclusões equilibradas. Não à toa a bíblia registra mulheres maravilhosas, virtuosas, que fizeram a diferença.

Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias. A força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações. Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua. Atende ao bom andamento da sua casa e não come o pão da preguiça. (Provérbios 31:10-31)

Shabbat Shalom!

Sadi – Peregrino da Palavra

Sady Folch# Mulher virtuosa
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# A sabedoria da Palavra

Só mesmo a sabedoria da Palavra, que nos diz como posicionar as velas em proveito dos ventos, a fim de navegarmos com firmeza em meio às tempestades que nos golpeiam, tornar-nos-á reconhecidamente vencedores, fazendo-nos surgir incólumes pela transparência que nos permitirá navegar as águas tranquilas. 

Shabbat Shalom!

adi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# A sabedoria da Palavra
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# Falar com Deus

Quem assistiu a pregação da manhã deste sábado, proferida pelo pastor Felipe Tonasso, deparou-se com uma das maiores lições de cristianismo, oração e conversão. Dizia ele sobre nossas orações e pedidos a Deus, que costumeiramente podem estar revestidos de materialidade, efemeridade, sem falar em orgulho, vaidade e total falta de intimidade com a vontade de Deus. A resposta a tais “intimidades” que cremos ter, pode vir por meio de uma inevitável pergunta, tal como, O que você deseja de fato fazer com esse pedido, é me honrar? Você me conhece? Sabe quem Eu sou? Sabe o que pretendo para você? Por que quer saber mais sobre você mesmo, se nem conhece a mim? Filho, a quanto tempo você não fica comigo?

Estas perguntas mexeram muito comigo, pois elas demonstram o real nível de conhecimento e intimidade com Deus, à maneira que Cristo costumava testemunhar – Eu estou no Pai, e o Pai está em mim. E isso não é tão simples de colocar-se em prática. Requer muito daquilo que Paulo dizia: Não sou eu mais quem vive, mas Cristo vive em mim. No capítulo 14 de João, Jesus ensinava aos discípulos que tudo que pedíssemos ao Pai em nome dele nós seríamos atendidos. Contudo, qual é a essência desses pedidos, levando em conta que o Pai conhece tudo de que necessitamos? No verso anterior a essa afirmação, Jesus dizia que se crêssemos nele, faríamos as obras que ele fez, e maiores ainda. Veja. Aqui está a essência dos pedidos que devemos endereçar a Deus,  testemunho de dependência e de obediência.

Ao longo desta semana eu li algumas vezes o capítulo 17 do evangelho de João, e a passagem é linda, pois retrata a oração que Jesus faz ao Pai na presença de seus discípulos, onde naquele momento Ele roga por si próprio, depois pelos discípulos, para enfim, pedir por aqueles que acreditariam nele por intermédio da Palavra. E nessa conversa com o Pai, nos revela três dos conhecimentos mais importantes para a vida cristã – a vida eterna, a verdade e o testemunho da fé, para que alcancemos a unidade com Cristo e o Pai, que são um.

Cristo na passagem citada, ao conversar com Deus fala do poder que Ele recebeu a fim de dar-nos a vida eterna. E explica – A vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.  E em seguida, ao rogar pelos discípulos, Ele afirma: Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. E ao rogar por toda a humanidade que haveria de crer nele pela Palavra, justifica: Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti.

Não é exatamente o caminho que ouvimos maravilhados na manhã deste sábado? Afinal, se a busca do cristão é a vida eterna, Cristo nos revela que para entendê-la devemos conhecer ao Pai em sua completude, assim como ao Filho. Se devemos santificar-nos para compreendermos a essa busca, isso só pode ser chancelado pelo Pai por meio da verdade, que é exatamente a Palavra, e que segundo João 1, Cristo é a Palavra no início de tudo, e, segundo João 14, Cristo é a verdade. E por fim, é o nosso melhor pedido ao Pai que Ele nos dê a fé, dom de Deus, para que possamos nos entregar ao novo nascimento, e assim a Palavra possa viver em nós, e sermos perfeitos em unidade com o Pai.

Shalom Aleichem!

adi – Um Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Falar com Deus
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