Publicações com Oração

O Preço do Discipulado

Perguntado sobre o segredo do crescimento espiritual D. L Moody (1837-1899), célebre conferencista que levou aos pés de Cristo cerca de 500 mil pessoas, respondeu de modo bem simples: “Gaste 15 minutos por dia ‘falando com Deus’ em oração. Gaste 15 minutos por dia ‘ouvindo Deus falar a você’ por meio de Sua Palavra. Gaste 15 minutos por dia ‘falando a alguém acerca de Deus’ e você será um cristão em constante crescimento”.

O que não falta são pessoas dispostas a ser discípulos do Mestre dos Mestres e seguir Seus passos, mas, infelizmente, um grande número não está disposto a pagar o preço do Discipulado. Querem se tornar discípulos à sua própria maneira, se lhes fosse apresentada a “receita” acima provavelmente tirariam algum “ingrediente” da receita.

Cristo, a Palavra em pessoa que, no princípio de tudo, foi o Agente criador; que encarnou a forma humana e viveu entre nós (João 1:1-4, 10-12, 14), viveu uma vida de serviço, em momento algum, descuidou da comunhão com o Pai e, quando assaltado pelas mais terríveis tentações, se esquivou com um “Assim diz o Senhor”.  Muitos gostariam de ter o Seu poder, mas poucos estão dispostos a pagar o preço que Ele pagou, mesmo sendo Deus entre nós.

Quando Ele diz que, se quisermos ser Seus seguidores  devemos tomar nossa cruz e segui-Lo (Lucas 9:23) Ele não está a dizer que teremos que suportar algo, alguém ou uma situação em especial, mas está nos convidando a uma vida de entrega e dedicação aos princípios do Reino. É impossível ser um discípulo Seu, na verdadeira acepção do termo, se não estivermos dispostos a pagar o preço do discipulado.

Não existe fórmula mágica ou atalho a ser seguido para o Discipulado que não seja Comunhão, Oração e Testemunho. A pergunta feita a Isaías séculos atrás, “A quem eu enviarei?”, ecoa ainda hoje. Não permita que nada o impeça de cumprir seu papel de discípulo. Apenas responda ao Pai: “Vou eu, envia-me a mim”. Ele faz o convite, a entrega é decisão pessoal. Qual será sua resposta?

Gelson De Almeida Jr.O Preço do Discipulado
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O Estranho “Sim” de Deus – Parte II

Deixem com Ele todas as vossas preocupações e ansiedades, pois ele está sempre cuidando de vocês” (I Pedro 5:7 – BV).


Quero recordar uma história conhecida de muitos, a do homem, cujo navio naufragara e estava sozinho numa ilha deserta. Para aguardar o resgate construiu uma cabana, onde se sentia abrigado e seguro. Diariamente clamava ao Pai pedindo pelo resgate. Certa manhã saiu pela ilha em busca de alimento, quando voltava, de longe viu uma fumaça, em desespero correu, pois vinha da direção de sua cabana, mas, quando chegou, não pode salvar absolutamente nada, o fogo consumira tudo. Sentiu-se o pior dos humanos, ficou chateado com o Eterno, nem sua cabana protegera!

No dia seguinte, ainda afundado em seus pensamentos, ouviu vozes vindas da praia, olhou e viu uma pequena embarcação que se aproximava, dentro dela um grupo de marinheiros viera até a ilha ver se precisava de ajuda. Surpreso com tudo aquilo perguntou como souberam que ele estava ali, eles disseram que o capitão do seu navio vira o sinal de fumaça e os enviara para ajudá-lo.

Além de nem sempre responder nossa oração do modo como desejamos, em algumas ocasiões o Eterno permite que o objeto de nosso maior amor, ou nossa maior devoção, seja tirado, afim de que Ele possa agir de modo mais completo por nós e em nós.

Muitas vezes somos míopes, até mesmo completamente cegos, quando se trata de enxergar o futuro, mas isso não deve nos deixar desanimados, pelo contrário, devemos confiar nEle, pois sabe o que é melhor para nós e, se não o atrapalharmos, Ele fará muito mais, e melhor, do que possamos imaginar.

Talvez, há muito, você peça algo ao Pai, não perca a fé, pode ser que exatamente agora Ele esteja se movimentando para atender sua súplica. Não desanime nunca, apenas confie e se entregue em Suas mãos, no devido tempo receberá muito mais do que pediu ou imaginou.

Gelson De Almeida Jr.O Estranho “Sim” de Deus – Parte II
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Faça-se a Tua Vontade

Anteontem escrevi nesse Blog sobre aqueles que fazem suas petições ao Pai sem saberem ao certo o que desejam. Ainda nessa linha quero falar sobre aqueles que sabem o que querem, mas querem as coisas do seu jeito.

Um monge, necessitando de óleo, plantou uma muda de oliveira. Pediu ao Pai chuvas brandas para que as tenras raízes da planta fossem regadas, a chuva veio. Depois orou pedindo sol, o sol brilhou em meio às escuras nuvens. A seguir pediu neve, pois a planta precisava se fortalecer, veio a neve, mas à noite a planta estava morta.

Desconsolado, foi ao quarto de outro monge e relatou sua triste experiência ao irmão de fé. O outro disse que também plantara uma pequena árvore, mas que ela estava muito viçosa e ele quis saber o segredo, “Orei ao Pai, mas, ao invés de ficar pedindo isto ou aquilo, disse-Lhe que confiava plenamente nEle e que queria que Ele cuidasse da planta do modo que achasse melhor”.

Muitos elevam sua prece ao Eterno, mas fazem como o primeiro monge, ao invés de pedir que o Pai faça a Sua vontade pedem o que acham ser o melhor. O Pr. Kleber Gonçalves tem uma frase que acho muito apropriada neste instante: “Cuidado com o que você pede a Deus, vai que Ele concede e você não vai gostar do resultado”. Muitas vezes o Eterno tenta cumprir Sua vontade em nossa vida, mas, insistimos tanto em que as coisas sejam feitas do nosso modo, que Ele nos atende o pedido, apenas para vermos, lá adiante, o erro que foi não deixar que agisse à Sua maneira.

É importante saber o que realmente queremos do Pai, mas, muito mais importante ainda, é deixarmos que a Sua vontade seja feita. Ore, peça, mas deixe-O agir livremente.

Gelson De Almeida Jr.Faça-se a Tua Vontade
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O que você quer?

Com certeza você já esteve diante de alguém que veio lhe pedir algo e, após um tempo interminável, você não sabia qual era realmente o pedido da pessoa. Sentiu vontade, ou falou algo do tipo: “Mas o que você realmente quer? ” Situação muito parecida com a de muitos quando fazem suas orações. Falam, falam e falam e depois ficam a se perguntar a razão da demora do Pai em responder. Não foram específicos…

Certa feita, ao sair de Jericó, Cristo encontrou um cego mendigando à porta da cidade. Quando o homem ouviu que era Jesus que se aproximava começou a gritar a plenos pulmões para que o Mestre o ajudasse. Cristo parou e mandou que o chamassem, assim que o homem estava diante dEle fez apenas uma pergunta: “O que queres que te faça? ”, sem pestanejar o homem disse: “Mestre, eu quero ver”. Para uma pergunta simples, uma resposta simples, foi curado e passou a enxergar.

Tiago afirma que muitos não recebem nada porque não pedem a Deus e, quando pedem, pedem errado (4:2 e 3). Portanto, na próxima vez em que se dirigir ao Pai, antes de pedir qualquer coisa, imagine que Ele está lhe perguntando: O que queres que te faça? Seja direto, objetivo e peça sem medo. O apóstolo Paulo diz que devemos ser intrépidos e confiantes ao nos dirigir ao Pai (Hebreus 10:22). Vá direto ao ponto e confie, o Eterno dará muito mais do que você pode imaginar ou desejar.

Gelson De Almeida Jr.O que você quer?
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O Segredo

maos-postas-em-oracaoCerta feita fui questionado por membros de uma igreja da Grande São Paulo ao dizer que poderíamos ter nossas orações atendidas, assim como os apóstolos haviam sido atendidos. Lembro-me que entre os que me questionaram estava um homem que disse que muitas de suas orações não tinham sido atendidas pelo Pai. Perguntei-lhes se acreditavam na Bíblia e todos disseram que sim. Em seguida pedi que lessem João 14:13-14, onde Cristo deixa bem claro que recebermos “tudo” quanto pedirmos em Seu nome. O questionamento foi mais forte ainda, um senhor disse que fazia todas as suas orações em nome de Jesus, mas que várias delas não eram atendidas.

Mostrei-lhes que não bastava orar e pedir em nome de Jesus, mas que existiam algumas regras básicas para que assim pudéssemos proceder. Nos versos anteriores e posteriores a esta promessa de Cristo Ele coloca algumas condições, crer nEle (v.12), guardar Seus mandamentos (v.15) e conhecer e ter o Espírito de Deus dentro de si (v.17). Davi, que teve muitas orações atendidas e outras não atendidas, a quem o Eterno chamou de “homem segundo o meu coração” (Atos 13:22) afirma que os que se deleitam no Senhor, entregam o seu caminho a Ele e nEle confiam, tem os desejos de seu coração atendidos (Salmo 37:4 a 6).

Quando o Eterno for o centro de nossa vida, o Senhor de nossas ações, quando, assim como Cristo, nossa comida consista em fazer a vontade do Pai, nossos pedidos serão por Ele atendidos. Caso contrário, até poderemos pedir “em nome de Jesus”, mas estaremos correndo um sério risco de citar o Seu nome, mas de fazer os pedidos em nosso nome e, nem sempre o que “eu quero” é o melhor que o Pai pode me conceder. “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e Ele tudo fará” (Salmo 37:4).

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Peça direito

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á”. Mateus 7:7


Gosto da alegoria do homem que chegou no Céu e foi recebido com festa. Logo um anjo o conduziu para aquela que seria a sua casa. Não se conteve de alegria ao conhecer a casa. Vendo a sala repleta de presentes pergunta ao anjo se são seus e se poderia abri-los, ouve um sim como resposta. Abre  o pacote maior, era uma bicicleta, desapontado pergunta anjo se ele não iria voar e o anjo diz que sim, pergunta então qual a razão de ganhar uma bicicleta se poderia voar. Diz ainda que na Terra ele queria tanto uma bicicleta, mas que nunca ganhara uma.

Abre outro pacote e vê uma quantidade enorme de dinheiro da Terra. Mais confuso ainda olha para o anjo que, antevendo a pergunta, lhe diz: “Não, você não usará esse dinheiro aqui, aqui tudo é de graça”. O homem abre uma enorme quantidade de pacotes e em todos havia coisas da Terra, que ele não usaria no Céu. Com voz solene diz ao anjo:

– Não consigo entender, porque estou recebendo esses presentes aqui no Céu? Por que não os recebi na Terra, quando realmente precisava deles?

O anjo responde: “Eles eram seus, sempre foram seus, você não os recebeu porque não os pediu. Ficaram estocados na sua sala”.

homem-ajoelhadoA alegoria acima mostra que o problema nessa relação Divindade X humanidade não está num Pai que não atende Seus filhos, mas nos filhos que não pedem direito. “(…) a razão pela qual vocês não tem o que desejam é que não pedem a Deus. E mesmo quando pedem, não recebem, porque o objetivo de vocês está todo errado…” (Tiago 4:2 e 3 BV).

Quando foi a última vez que você elevou o seu pensamento ou a sua voz ao Pai para pedir alguma coisa? O que pediu e como pediu? Se pedirmos corretamente, se for para nosso crescimento espiritual e engrandecimento do nome do Pai, com certeza o receberemos. O texto de hoje mostra que não devemos ter medo de pedir ao Pai, pois, com Seu caráter amoroso e perfeito em tudo o que faz, fará o melhor para você. Não duvide, confie, peça, você será atendido.

Gelson De Almeida Jr.Peça direito
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Respire fundo

“Muita oração”, dizia o pastor Jonas Pinho, “muito poder. Pouca oração, pouco poder. Nenhuma oração, nenhum poder”.

aaaÉ uma afirmação verdadeira, sem dúvida alguma, mas esconde aquela visão utilitária da fé sobre a qual escrevi aqui há algumas semanas. Você ora para acessar o poder. A oração é a ferramenta, o mero meio de transporte para chegar a ter poder. Ou para chegar até ter paz de espírito. Ou para chegar até ter aquilo que estamos pedindo: saúde, emprego, solução para um relacionamento conflituoso, mais dinheiro, amor, etc.
Mas para Oswald Chambers, “a oração não nos prepara para as obras maiores; a oração é a maior obra“.
Na oração do Pai Nosso, Jesus disse para orarmos pelo pão de cada dia, por perdão, pelo livramento do mal, mas começou tudo nos ensinando a se aproximar de Deus chamando-O Pai. A gente talvez tenha entendido errado as coisas. A gente não pede pão para um pai sob pena de, não o fazendo, passar fome. Ainda mais quando o Pai em questão é onisciente e tem pelo filho um amor que já se provou (na cruz) do nível mais sublime e abnegado que pode existir. Logo, eu não preciso pedir para ganhar. Ele não vai deixar faltar nada essencial, como um bom pastor.
Então por que sou encorajado a pedir? Bem, eu preciso pedir porque nesse ato estou em contato com Ele. E estando em contato com Ele, estou salvo. Estou crescendo. Estou adquirindo Sua mente e Seu olhar.
Essa também é a razão pela qual Ele não responde a oração na primeira vez em que a fazemos. Além disso nos dar a absurda ideia de que somos merecedores, seríamos desencorajados a continuar na presença dEle. Já teríamos alcançado o que pretendíamos. Por isso Ele diz:: perseverem, batam até abrir, insistam.
Se obedecemos essa ordem, veremos que nossa oração começa a mudar. Começamos a interceder mais do que a pedir por nós mesmos. Começamos a orar para que Ele mande mais servos para a obra, uma oração profundamente desinteressada, descentrada no eu. Uma oração espiritualmente madura, de quem começa a pensar mais parecido com Ele.
Ellen White disse que a oração é a respiração da alma. Se você não respira, não vive. Portanto, espiritualmente é fácil detectar se você está vivo, vegetando ou morto. Oro, logo existo.
Marco Aurélio BrasilRespire fundo
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A jornada do herói

Se Joseph Campbell, o famoso estudioso dos mitos, está certo, poucas histórias foram escritas. A maior parte delas são versões de uma mesma história. Uma delas é o que ele chama de “a jornada do herói”. O cara recebe um chamado para uma aventura, ele tem fortes razões para não aceitar, ele recebe uma ajuda para aceitar, ele passa por uma situação de prova muito grande, ele começa a ser treinado por um mentor, etc. Star Wars e Matrix são versões típicas da jornada do herói.

O fato de essa mesma linha narrativa alcançar os corações de tanta gente é explicado pelo psicanalista Carl Jung com a ideia do inconsciente coletivo. Seriam arquétipos de uma história gravada de alguma forma no nosso DNA e por isso as mesmas histórias encantam gregos e troianos, árabes e nórdicos, russos e africanos.
heros journey
A pergunta que me faço é: se isso está gravado em nosso inconsciente, estaria gravado em versões diferentes de quem você ou eu deveríamos ser na jornada do herói? Ou seja, pode ser que no meu inconsciente esteja gravado que nessa jornada eu deveria ser o amigo que ajuda o herói a superar os traumas, ao passo que você sente que seu papel é ser o mentor? Não, é claro que não. Nós todos nos sentimos talhados para ser o herói. Até aqueles caras cansados e adeptos da inércia e do imobilismo e do conforto-acima-de-tudo têm seus momentos de delírio com a assunção do papel de herói. Alguém está nos enganando sobre quem nós somos destinados a ser.
Os irmãos Arrais cantam uma música interessante sobre a negação desse paradigma. Ela diz coisas como “eu quis morrer na batalha, lutar pelo Reino até o fim/mas fui chamado a cantar das batalhas e guerras que nunca vi”. É a história da maturidade de quem chegou à conclusão de que seu papel na jornada do herói é outra, não é o papel do herói.
Segundo Harry Verploegh, nossa vocação real, nossa missão nesta vida, é aprender a orar. Não vencer as batalhas como um herói, mas aprender a pedir a ajuda do Herói arquetípico.“Queremos fazer algo importante para Deus, ser alguém importante para ele. Queremos edificar, mobilizar, mostrar a nossa força e exercer a nossa influência. A oração parece uma coisa tão pequena a fazer – quase absolutamente nada de fato. Entretanto, não foi isso o que Jesus disse. Para ele, a oração é tudo. É uma obrigação, assim como um privilégio; um direito, assim como uma responsabilidade. Nós usamos a oração como último recurso, ela dever ser nossa primeira linha de defesa. Oramos quando não há mais nada a fazer; para Jesus, devemos orar antes de fazer qualquer outra coisa.”
 
A nossa jornada começa pela dolorosa negativa do papel de protagonistas da história. Começa pela humildade de quem se sabe pó ambulante, ex-pó fadado a voltar ao pó. “Me reduziria ao pó de onde vim”, na música dos Arrais. O passo seguinte é esse arranjo transitório de células vivas conectar-se ao que é Eterno para nEle descobrir uma vocação completamente nova, provavelmente absolutamente diferente daquela que ambicionávamos outrora. No tempo dEle. Do jeito dEle. Essa é nossa real jornada, a única que vale a pena ser trilhada.
Feliz sábado, @migos!
Marco Aurelio Brasil, 02/09/16
Marco Aurélio BrasilA jornada do herói
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Peça com Fé

mãos postas em oraçãoQuando estava nas ilhas britânicas John McNeil conta que pastoreou uma igreja que tinha pesadas dívidas. Preocupado com a situação orou a Deus e pediu-Lhe que fizesse algo a respeito. Dias depois um estranho entrou em seu escritório, disse-lhe que tinha conhecimento das dívidas da igreja e que queria ajudar, em seguida, entregou-lhe uma folha de cheque em branco. Disse que fizesse o levantamento do total da dívida e preenchesse o cheque, pois dali a alguns dias viria para assiná-lo. McNeil quase não acreditou no que acabara de ouvir.

Após o estranho sair começou a pensar que tudo aquilo era muito bom para ser verdade. Como o homem prometera saldar uma dívida que era tão grande! Não querendo abusar da bondade do homem, preencheu o cheque com a metade do valor da dívida. Dias depois o homem retornou e nem prestou atenção no valor preenchido, apenas assinou o cheque e saiu. Arrependido descobriu que se tivesse colocado o valor total da dívida o homem, um rico filantropo da região, teria assinado o cheque, mas agora era tarde demais.

O pastor orara ao Pai pedindo ajuda com o problema das dívidas da igreja, quando sua oração foi atendida não teve fé suficiente para ir até o fim. Como ele, muitos abrem o coração ao Pai e suplicam por algo, mas quando o Eterno se manifesta não possuem fé suficiente para receber toda a dádiva, a benção completa.

Tiago aponta duas razões básicas para nossas orações não serem atendidas, a primeira é que nunca pedimos, e quando pedimos, pedimos mal (4:2 e 3), outra razão é que não pedimos com fé, segundo ele devemos pedir e em nada duvidar, pois “(…) se vocês não pedirem com fé, não esperem que o Senhor lhes dê nenhuma resposta concreta” (1:8 BV).

Na próxima vez que elevar uma prece ao Céu não duvide, pois “toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sobra de variação” (Tiago 1:17).

Gelson De Almeida Jr.Peça com Fé
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Quando pequeno meu pai me contou uma história sobre fé que recordei dias atrás. Num vilarejo assolado pela seca que castigava a região, a população, que vivia à base da agricultura, estava perdendo a esperança de aproveitar qualquer coisa daquilo que plantara.

Certo dia resolveram se reunir no final da tarde em uma capela que ficava no alto de um monte. Quando todos estavam reunidos na praça, prontos para iniciar a subida, uma garotinha deu um grito e pediu que todos esperassem, ela tinha esquecido algo em casa. Corre em casa e volta com um guarda-chuva debaixo do braço. Alguns sorriram e perguntaram qual a razão de voltar para pegar um guarda-chuva já que a estiagem era tão grande. Com a inocência própria de uma criança ela respondeu:

– Se vamos orar para que chova, eu não quero me molhar!

homem orandoBasicamente pode-se afirmar que existem três tipos de atitudes ao se orar:

  • Os que oram duvidando de resposta favorável. Sua frase típica quando a resposta não vem de imediato é: “Eu sabia que não iria conseguir! ”
  • Os que oram com fé, mas possuem uma fé tão pequena que é praticamente imperceptível. Sua frase favorita: “Cansei de esperar, Deus nunca me responde mesmo! ”
  • Os que verdadeiramente oram com fé. Sua frase típica: “Senhor, não sei qual a Tua vontade, mas confio que farás o melhor! ”

Tiago afirma que se orarmos ao Pai com uma mente duvidosa não devemos esperar dEle nenhuma resposta concreta (Tiago 1: 6-8 BV). Paulo diz que não se pode agradar a Deus sem fé, sem confiar nEle e que qualquer um queira ir até Ele deve crer que Ele existe e que recompensará os que sinceramente O procuram (Hebreus 11:6 BV).

Como você tem orado ao Pai? Sua oração e sua atitude ao orar mostram o tipo de fé que você possui.

Gelson De Almeida Jr.
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