Publicações com Salvação

O Toque Divino

Na última sexta feira (25/05) discorri acerca do encontro de Jacó com o Eterno no Vale do Jaboque. Retomando a narrativa recordo que Jacó pedira a proteção divina e, quando Deus viera em seu socorro, não percebendo Quem estava ao seu lado, lutou contra Ele a madrugada toda. Ao clarear do dia Deus tocou na “juntura” de sua coxa e ele sentiu a perna fraquejar.

Após tocar-lhe na coxa, o Eterno pergunta seu nome e ele responde: “Jacó”, talvez você pense, mas é claro que ele disse Jacó, esse era o seu nome, lembre-se, porém, que, cerca de vinte anos antes, diante de Isaque, seu pai, quando lhe foi perguntado o nome, dissera: “Esaú”, mentira, pois queria receber a benção da primogenitura. Em realidade, justificara seu nome, cujo significado era “enganador”.

A mentira dita a seu pai terrestre, não foi repetida para o Pai celeste. O toque do Pai completara a obra de transformação, de “enganador” passou a ser “príncipe vencedor”, reconhecendo tal mudança, o Eterno mudou-lhe também o nome, não se chamaria mais Jacó, mas Israel.

Não sei qual é o seu nome querido leitor, muito menos como você é conhecido entre os seus, quero apenas que saiba que, não importa quem você seja ou como o vejam, o Eterno tem um plano muito melhor para sua vida. Ele quer operar uma mudança de dentro para fora em você, se permitir, provavelmente não aqui, mas com certeza na Nova Terra, onde tudo será novo, você receberá seu novo nome também (Apocalipse 2:17). Deixe o Eterno tocar você, não importa o que vier depois, será bom, muito bom.

Gelson de Almeida Jr.O Toque Divino
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O Pecado Mais Antigo – Parte II

Semana passada apresentei como traços característicos do orgulhoso a “transferência de culpa”, a “dificuldade em aprender” e a “não aceitação a uma autoridade superior”. Concluo me detendo em mais algumas características da pessoa orgulhosa:

Autoimagem “distorcida”: O orgulhoso se vê de modo excessivamente bom, acha-se o melhor de todos, não perde uma única oportunidade de se vangloriar das oportunidades e conquistas obtidas, acredita que endireitará o “mundo”. A esses Paulo escreve: “Que é que faz vocês superiores a qualquer outra pessoa? Que é que vocês têm que Deus não lhes tenha dado? E, se tudo quanto vocês têm vem de Deus, por que proceder como se fossem tão grandes e como se tivessem realizado algo? ” (I Coríntios 4:7 – BV).

Espírito de Crítica:  Por se achar melhor que os outros, por acreditar estar num plano mais elevado que os demais, o orgulhoso acredita ter o direito de criticar/falar mal dos outros. Conheço pessoas que, na maioria das vezes em que falam de situações do seu cotidiano, é para se referir, de modo depreciativo, aos outros. A esse tipo de pessoa Tiago diz: “Não falem mal uns dos outros…” (4:7). Há muito ouvi de uma sábia pessoa: Se você não tem nada de bom para dizer de alguém, não diga nada.

Egocentrismo: Para a pessoa orgulhosa o centro de sua vida é ela mesma, ama-se tanto que não tem tempo/espaço para amar a mais ninguém, nem ao Eterno. Sendo o centro de seu universo a pessoa orgulhosa não foca em mais ninguém. Esquece que Cristo nos aconselha amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Mateus 22:37, 39).

O Eterno não consegue atingir um orgulhoso e salvá-lo, pois, não sentindo necessidade de nada, nem de ninguém, ele jamais O buscará e se renderá a Ele. Portanto, antes de elencar qualquer uma dessas características a outrem, busque-as em si mesmo e, encontrando alguma delas, peça ao Eterno uma transformação imediata.

Gelson de Almeida Jr.O Pecado Mais Antigo – Parte II
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Salvador do “Mundo”

“E ela dará luz a um filho, que será chamado Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles” (Mateus 1:21 – BV).


É impossível falar de Cristo sem falar de salvação, afinal essa foi a parte principal de Sua missão aqui na Terra. O texto de hoje, palavras do anjo ao desconfiado José, deixa isso bem claro. Mas a situação se complica ao confrontarmos esse texto com a afirmação de João de que Cristo veio para os que eram Seus, mas não foi recebido por eles (João 1:11). Que tragédia, viera salvar os Seus, mas não foi por eles recebido.

Cristo poderia ter vindo mil vezes que não seria recebido por muitos do “Seu povo”. A salvação que queriam era diferente da salvação que Ele oferecia. Pregou para toda a sorte de auditório, mas a maioria dos que aceitaram Sua mensagem eram marginalizados pela sociedade. DEle se acercaram, e O aceitaram, prostitutas, cobradores de impostos, ladrões, adúlteros, endemoniados, leprosos, etc., pessoas rejeitadas pela igreja da época Ele aceitou de braços abertos, como faz até hoje (João 6:37).

Foi rejeitado por aqueles que, durante séculos, foram conhecidos como “povo de Deus”, mas foi muito bem aceito pelos desvalidos, desesperançados e marginalizados da sociedade, que se tornaram o Seu povo, não porque merecessem, mas porque O aceitaram.

Em breve Ele retornará a essa Terra, afim de buscar aqueles que o aceitaram como seu Salvador, credo religioso, nacionalidade, etnia, status, etc., de nada servirá nesse dia. Ele levará consigo o “Seu povo”, isto é, aqueles que O aceitaram e O tornaram o Senhor de sua vida. Por que não Lhe diz, agora, que O aceita e quer fazer parte do Seu povo?

Gelson de Almeida Jr.Salvador do “Mundo”
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Volte (logo) Jesus

Lembro, com certa nostalgia, do tempo em que a Volta de Cristo era tema constante nas mensagens pregadas em nossas igrejas, mas Cristo não veio, ainda estamos aqui e parece que se abateu sobre nossa geração a mesma letargia que se abateu sobre os judeus, que aguardavam a Vinda do Messias, mas que não estavam preparados, ou o descrédito dos antediluvianos quando ouviam sobre o Dilúvio. O que aconteceu conosco que não falamos mais sobre a Volta de Cristo e, quando falamos, nem sempre temos aquele brilho no olhar de quem está empolgado?

Há, aproximadamente 25 anos, um dos meus filhos, bem criança ainda, disse que queria que Cristo voltasse, mas apenas depois que ele completasse dezoito anos. Quando perguntei o porquê, com a maior candura do mundo, ele disse que queria crescer, casar e ter filhos antes de Cristo voltar. Nem Cristo voltou e nem ele casou.

Segunda feira (26/03) fiquei alguns minutos em choque ao saber que um grande amigo, contemporâneo no Seminário de Teologia na década de 1980, falecera. Ele estava em uma campanha evangelística em Moçambique e, semanas atrás, começou a sentir que havia algo errado com sua saúde. Retornou ao Brasil e, no último sábado, passou muito mal, foi internado e diagnosticado como acometido de malária, colocado em coma induzido faleceu sem retornar ao seu estado de lucidez. Em sua página numa rede social alguém escreveu que para ele Cristo já voltara, mas que nós ainda tínhamos um caminho a percorrer. Uma amiga comum me enviou uma mensagem perguntando o que mais precisaria acontecer para despertarmos e entendermos a brevidade do tempo e que Cristo está às portas.

Ouvem-se os passos de um Deus que se aproxima! Nem você, nem eu, podemos precisar quando Ele chegará, ou quanto tempo ainda teremos aqui, mas seremos, no mínimo tolos, se, não constar, em nosso planejamento imediato de vida, o preparo para esse dia. Não tenha planos que não sejam de estar pronto quando o dia chegar. Prepare-se, pois, querendo ou não, gostando ou não, Ele voltará. Maranata.

Gelson de Almeida Jr.Volte (logo) Jesus
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Cansaço

Coisas que têm me deixado particularmente assustado ultimamente: o planeta Terra só foi ter um bilhão de pessoas pulando em cima dele lá por 1840d.C.. Ou seja, levou quase 6.000 anos para chegarmos ao primeiro bilhão. Já estamos no sexto, contudo, e entre o quinto e o sexto foram meros 12 anos. Evidentemente estamos vivendo uma explosão demográfica impressionante.

Se engrossarmos o caldo com a noção de que até há cem anos a população no Ocidente estava concentrada 80% no campo e só 20% nas cidades, mas que a proporção se inverteu completamente agora, constataremos que esse monte de gente está empilhada nas grandes cidades, com espaços reduzidos para tudo, cotoveladas, pisões, puxões, empurrões, odores fétidos, irritações e quejandos.

Se adicionarmos à receita a lei da demanda e da oferta, veremos que por estarmos no coração da explosão demográfica, há muito mais gente correndo atrás do pão de cada dia, que, por sua vez, está cada vez mais longe, a não ser que você chame comida congelada de pão-nosso. E se lembrarmos que o que o homem considera “pão nosso de cada dia” hoje é muito mais do que considerava há décadas, ou seja, que inventamos necessidades que não existiam e consumimos uma montanha de lixo inútil sem pestanejar, teremos uma ideia das razões pelas quais vivemos todos cansados e estressados a ponto de o coreano Byung-chul Han rotular nossa sociedade como “A sociedade do cansaço” (Editora Vozes).

Durante boa parte da história do homem, ele viveu cansado pela busca da salvação de sua alma. Essa foi a preocupação preponderante em eras e eras. “O que devo fazer para ser salvo?”, a pergunta que o jovem rico fez a Jesus, era mais repetida que o “de onde viemos e para onde vamos?” Não à toa as principais personagens de todas as sociedades eram aqueles que detinham a resposta a essa pergunta: os sacerdotes.

Agora, contudo, que vivemos a quilômetros da horta e do pomar mais próximos, que encontrar o básico e aquilo que nós consideramos ser básico – e que não é – custa muito esforço, requer atenção a uma infinidade de coisas acontecendo ao mesmo tempo, em velocidade frenética, agora que sobreviver requer uma longa caminhada para longe das coisas da alma e das preocupações com a eternidade, o cansaço é epidêmico e mil vezes mais venenoso, porque não tem o consolo da esperança que a preocupação com a eternidade dá. Fomos longe de Deus e estamos estafados – este poderia ser o resumo do raio-X do nosso século.

Mas olhem a resposta-convite que achei. “Pois assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Voltando e descansando, sereis salvos; no sossego e na confiança estará a vossa força” (Isaías 30:15). A salvação é uma volta e um descanso. Não precisamos de mais nada além disso.

Marco Aurélio BrasilCansaço
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O Senhor é… Salvação

“O Senhor é”. Quando falou a Moisés na sarça ardente o Eterno ordenou-lhe que fosse diante de faraó pedindo que libertasse os hebreus e que lhes anunciasse a libertação, titubeante Moisés perguntou-Lhe quem ele deveria dizer ao povo que o havia enviado, e ouviu: “Diga que o Eu Sou me enviou a vós” (Êxodo 3:14). Dentro dessa série de mensagens trazidas pelo Salmo 18:2 acerca de quem é o Eterno para nós, hoje veremos que Ele é Salvação, sempre foi e sempre será o único meio de salvação dos homens.

Dias atrás comentei o diálogo entre Cristo e os fariseus, quando Lhe disseram nunca haverem sido escravos de ninguém (João 8:33), logo, não precisavam de libertação. Quanta arrogância! Ao falar que o Eterno é nossa Salvação, espero que você não tenha atitude parecida com a deles e afirme não estar perdido e não precisar de um Salvador, pensamento muito comum em tempos de Pós-Modernismo.

Paulo disse que todos estavam perdidos e, como tal, condenados à morte, pois haviam pecado (Romanos 3:23 e 6:23). Falando aos líderes religiosos da época Pedro afirmou que não existia a menor possibilidade de salvação senão através do Filho (Atos 4:12).

Portanto, se você é um pecador, e é, está condenado à morte, a não ser que o Eterno intervenha, como já fez ao enviar o Filho para salvar o seu povo dos seus pecados (Mateus 1:21). Não importa quão longe tenha ido em sua vida de pecados, quão escuro seja seu passado ou até o presente, não importa nada, o Senhor é Salvação e o melhor de tudo é que essa maravilha é completamente gratuita, o preço já foi pago no Calvário.

Em breve, muito em breve, o Deus da Salvação virá buscar os que aceitaram Sua graciosa oferta. Naquele dia dois grupos estarão presentes diante dEle, os que fizeram o bem para a Salvação e os que fizeram o mal para o castigo “eterno”. Escolha certo, escolha o Deus da Salvação.

Gelson de Almeida Jr.O Senhor é… Salvação
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O Senhor é… ROCHEDO

Dentro da série de mensagens “O Senhor é” quero me fixar no primeiro adjetivo que Davi dá ao Eterno, ROCHEDO. Segundo as definições mais conhecidas, “rochedo” é uma grande massa de pedra firme, sólida, resistente e inamomível, pode ser escarpada, e, em muitos casos, está próximo ao mar. Como então entender o Eterno como o nosso Rochedo?

Ao escrever o Salmo 18 Davi se recorda da profunda angústia pela qual passara, afirma que estivera à beira da morte e sentia-se cercado de inimigos por todos os lados, mas havia se firmado no Rochedo. Que bela analogia para se utilizar para o Eterno, ROCHEDO!

Provavelmente você já tenha se deparado com um rochedo, quem sabe gastou precioso tempo admirando-o, mas com o ROCHEDO essa não é a melhor atitude, olhar o Eterno e apenas admirá-Lo, pouco ou nada adiantará, em algum momento uma tempestade nos derrubará.

Como nosso ROCHEDO o Eterno nos convida a uma relação mais dinâmica, nos convida a “escalá-Lo”. Quando escala uma montanha um alpinista normalmente enfrenta toda a sorte de problemas, ventos, tempestades, sustos com pequenos escorregões, temor, etc. Da mesma forma podemos passar por coisas do tipo ao buscar o cume do ROCHEDO.

Assim como o alpinista enfrenta problemas durante uma escalada poderemos enfrentar provas durante a subida. O alpinista nunca desiste no meio da escalada, se um problema mais sério surge ou o cansaço é extremo, temporariamente ele interrompe a escalada, mas nada o afasta do rochedo.

Não sei em que ponto você está da subida, pode ser que esteja difícil, mas não desanime, a “vista” no alto compensará qualquer esforço. Acredite, quando chegar lá em cima seu único pensamento será: Valeu a pena subir.

Portanto, não desista de escalar o ROCHEDO da salvação, por mais difícil que seja a escalada e por mais provas que surjam durante a subida, o prêmio final é maravilhoso. Hoje o ROCHEDO lhe dá toda a sorte de segurança e proteção, mas em breve Ele lhe dará a salvação.

Gelson de Almeida Jr.O Senhor é… ROCHEDO
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O Filho Consegue

Durante a Guerra Civil norte americana um velho homem chorava assentado no muro em frente à Casa Branca. Um garoto que passava viu que estava chorando e perguntou-lhe a razão do seu choro. O homem disse que seu filho fora condenado à morte e que apenas o presidente Lincoln poderia conceder-lhe o perdão e salvá-lo da morte, mas que não o deixavam entrar para falar com o presidente. Olhando fixamente para o homem o garoto disse:

– Vou leva-lo para dentro, eles não podem impedir que eu entre. O senhor venha comigo.

Apenas quando foi levado à presença de Lincoln foi que o homem descobriu que estivera a falar com Tad, um dos filhos do presidente.

Nossas transgressões nos separam do Pai (Isaías 59:2) e, em virtude do pecado, nos tornamos réus de morte, mas graças a Cristo temos direito à vida eterna (Romanos 6:23).

Assim como Tad levou o pobre homem diante do pai afim de expor o seu problema e conseguir o perdão presidencial, Cristo nos leva diante do Pai afim de conseguirmos perdão de nossos pecados e ter direito à salvação, apenas Ele pode fazer isso (Atos 4:12).

Não importa o tamanho do seu pecado ou de sua culpa, se você pedir, o Filho o levará diante do Pai, mais que isso, será seu Advogado de Defesa, um dia Ele morreu a morte devida a cada pecador e agora está a interceder diante do Pai por cada pecador arrependido (I João 2:1). Não tema a morte eterna, pois seu Advogado é o Filho do Pai, você não consegue ir até o Pai, mas o Filho fará isso por você.

Gelson de Almeida Jr.O Filho Consegue
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Perdoado

Provavelmente você conheça a história do médico e filantropo escocês que tinha por hábito ajudar os menos favorecidos. Após sua morte, examinando seus livros, sua esposa, de coração não tão bom quanto o seu, descobriu aquele que seria o “livro caixa” do marido. Em todas as folhas havia o nome de uma pessoa, o procedimento médico realizado e o custo do mesmo, mas, sobre alguns nomes estava escrito: “Perdoada, demasiado pobre para pagar-me”.

A avarenta mulher levou o caso aos tribunais para ver a melhor maneira de receber aquelas pendências, mas ouviu dos magistrados que, se aquelas anotações haviam sido feitas por seu marido, não haveria tribunal no mundo que permitisse que ela cobrasse.

Ao que você nascer, na frente do seu nome o Eterno escreveu “Perdoado, com direito à salvação”. Você já parou para pensar na profundidade disso? Consegue imaginar em como a dinâmica do universo foi alterada apenas para que o Criador viesse aqui morrer em seu lugar? E o preço de toda essa operação, quanto seria? Se sequer conseguimos imaginar o valor, como poderíamos pagar o preço de nossa salvação?

Só existe uma pessoa em todo o universo capaz de fazer com que você perca a salvação, VOCÊ mesmo. Nem o Eterno tirará esse direito de você, pois, tem a imutabilidade como uma de Suas características, Ele não muda (Malaquias 3:6), mas deixou a cada um de nós o direito de escolha.

Salvação ou perdição, só existem essas duas opções, nossas escolhas diárias definirão nossa situação final. Viva bem para viver eternamente.

Gelson de Almeida Jr.Perdoado
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Chegando “lá”

Depois de os adventistas do sétimo dia estudarem o revolucionário livro de Gálatas por quase três meses, fizeram uma pesquisa perguntando “se Jesus voltasse hoje, você estaria salvo?” A maioria respondeu que não, com isso querendo dizer que não sentem que “chegaram lá” ainda. O que eles realmente estão dizendo, contudo, é que não entenderam porcaria nenhuma da mensagem de Gálatas.

Falando sobre a primeira das bem-aventuranças do sermão do monte ena última semana no Unasp campus São Paulo, Tiago Arrais defendeu a definição de “pobres de espírito” como sendo algo como “aqueles que sabem que não são bons o bastante”. Eles sabem que não conseguem guardar a lei em todas as suas nuances. Eles são pobres de espírito. Mas são bem aventurados. Deus os considera os mais felizes.
Eu cresci achando que Jesus tinha vindo tornar a guarda da lei mais fácil, mais soft. Comparando o estilo de Jesus de guardar o sábado, por exemplo, com as mais de 600 regras sobre o assunto criadas pelos religiosos judeus ao longo dos séculos pós-exílio, parecia que Jesus era mesmo muito mais “liberal”. Só que logo depois de dizer as bem-aventuranças Ele disse que não matar era muito mais do que tirar a vida de alguém, era abster-se de odiar em pensamento. E que não adulterar era muito mais do que ter relações sexuais com quem não é seu cônjuge, na verdade, desenvolver pensamentos e fantasias envolvendo outra pessoa já é adultério.
Jesus dá um pontapé no sarrafo já muito alto erguido pelos fariseus e o lança para uma altura simplesmente inalcançável, pelo menos quando se é nascido em pecado e governado por tendências pecaminosas como eu sou.
Gálatas diz que nenhuma guarda da lei, repito, nenhuma, pode alterar nossa natureza e nos recomendar a Deus. A obra de salvação é 100% dEle e está 100% completa na cruz. A promessa é de, a todo mundo que atende ao chamado “vinde a mim vós cansados e oprimidos”, Ele revestir nossa natureza insuficiente com a super suficiente natureza dEle. E isso significa estar salvo, plenamente salvo. “Chegar lá”, portanto, é exclusivamente “chegar nEle”. Em outras palavras: eu só consigo quando reconheço que não consigo.
É uma mensagem dura. Depois de estudar 13 semanas muitos ainda não aceitam porque, como cantam Douglas e Marcelle, “é tão difícil não poder pagar” por aquilo que ganhamos. Ficaríamos muito mais satisfeitos em saber que nossos esforços obrigam a Deus a fazer o que na verdade Ele já fez há muito tempo, quando ainda éramos pecadores inveterados.
Marco Aurélio BrasilChegando “lá”
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