Publicações com Testemunho

Não entendi o que você falou

“O que você faz soa tão alto que não consigo ouvir o que você fala”. Esse é, talvez, um dos ditos populares mais profundos e corretos que conheço. Como é comum encontrarmos pessoas que “falam uma coisa e vivem outra”! Cristo disse que muitos, do Seu tempo, o honravam apenas com os lábios (Mateus 15:8).

Multidões O seguiam, tanto pelo que falava como por aquilo que fazia. Ele não conseguiu atingir a todos, mesmo entre os Seus discípulos não obteve sucesso absoluto, mas uma coisa que nunca poderemos dizer é que Ele não alcançou sucesso por falta de coerência em Sua conduta. Vivia o que pregava e pregava o que vivia.

Ele nos deixou a missão de ser o sal da terra e a luz do mundo. Muitos não obtêm o menor sucesso como pregoeiros da verdade porque seu testemunho não condiz com suas atitudes. Uma escritora cristã contemporânea afirmou que muitos não conseguem trazer amigos e familiares aos pés da cruz porque, quando os que os rodeiam ouvem o que lhes falam, e comparam com aquilo que fazem, não conseguem ver muita diferença entre sua prática e a destes. Que tragédia, ser admirado pelas palavras proferidas e execrado pelas atitudes cometidas!

Logo após terminar a cerimônia fúnebre de uma anciã de sua igreja um pastor foi abordado por uma senhora que queria se batizar. Disse-lhe que era uma sábia decisão, mas que seria preciso que ela estudasse as Escrituras para se preparar. A mulher perguntou se a idosa que haviam acabado de sepultar era uma boa cristã, o pastor disse que sim, ela disse que então não precisaria estudar nada, pois fora vizinha dela durante anos e sabia muito bem o que era ser uma cristã.

Cristo afirma que para que o Pai seja glorificado e sejamos Seus discípulos, é necessário que produzamos frutos, afirma ainda que devemos produzir frutos que permaneçam (João 15: 8 e 16), mas, para que isto aconteça, é necessário que sejamos coerentes no falar e no agir. Viva, pregue, testemunhe.

 

Gelson de Almeida Jr.Não entendi o que você falou
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Mas veja lá como fala

Há alguns dias, escrevendo aqui na semente do dia, procurei encorajar os @migos a falarem de sua fé como única forma de a conhecerem de fato, conhecerem seus fundamentos e estarem firmes quando as tempestades baterem. No mesmo dia recebi uma mensagem de Mario Jorge Lima chamando minha atenção para a forma como se fala. Ele reclamava que o que tem visto é uma pregação que amedronta, que humilha ou que espanta o interlocutor.

Ele tem razão. Para que esta mensagem seja equilibrada é preciso lembrar das sábias palavras de Albert Camus: não há vergonha alguma em alguém ser feliz, mas seria vergonhoso ser feliz sozinho. 

O feliz é um pouco comunista. Ele quer que a felicidade dele “envenene” todo mundo, não pode suportar que pessoas com a mesma vocação ou com as mesmas oportunidades que ele, sejam
infelizes. Ora, se a razão da nossa felicidade é a nossa fé em Cristo Jesus, a forma como a transmitimos só pode ser numa embalagem de um sublime e incomparável amor, com o desejo sincero de que o
nosso interlocutor escolha ser feliz também.

Embora passar adiante essa mensagem maravilhosa seja útil para nós mesmos e ninguém possa crescer espiritualmente guardando para si tal tesouro, não podemos jamais esquecer que o objetivo de nossa pregação é a salvação dos que ouvem. Só um legítimo interesse no bem estar das pessoas, andando de mãos dadas com um profundo respeito pelas suas escolhas, pela sua opção pessoal, servem como motivações legítimas à pregação. “Vossas palavras sejam temperadas com sal”, diz Pedro.

Não é, portanto, a extensão do próprio conhecimento que importa. Não é, também, o massacre das crenças íntimas da pessoa que se busca. Não é o pecado dela ou a ignorância de doutrinas bíblicas que está no centro da conversa, mas a vida abundante e a salvação magistral colocadas à disposição de todo aquele que crer.

Portanto, falar é essencial para você. Mas peça a Deus que te instile o amor genuíno pelas pessoas, caso contrário sua pregação será um instrumento de morte, quando você foi chamado a ser um
multiplicador de vida.

Marco Aurélio BrasilMas veja lá como fala
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O Preço do Discipulado

Perguntado sobre o segredo do crescimento espiritual D. L Moody (1837-1899), célebre conferencista que levou aos pés de Cristo cerca de 500 mil pessoas, respondeu de modo bem simples: “Gaste 15 minutos por dia ‘falando com Deus’ em oração. Gaste 15 minutos por dia ‘ouvindo Deus falar a você’ por meio de Sua Palavra. Gaste 15 minutos por dia ‘falando a alguém acerca de Deus’ e você será um cristão em constante crescimento”.

O que não falta são pessoas dispostas a ser discípulos do Mestre dos Mestres e seguir Seus passos, mas, infelizmente, um grande número não está disposto a pagar o preço do Discipulado. Querem se tornar discípulos à sua própria maneira, se lhes fosse apresentada a “receita” acima provavelmente tirariam algum “ingrediente” da receita.

Cristo, a Palavra em pessoa que, no princípio de tudo, foi o Agente criador; que encarnou a forma humana e viveu entre nós (João 1:1-4, 10-12, 14), viveu uma vida de serviço, em momento algum, descuidou da comunhão com o Pai e, quando assaltado pelas mais terríveis tentações, se esquivou com um “Assim diz o Senhor”.  Muitos gostariam de ter o Seu poder, mas poucos estão dispostos a pagar o preço que Ele pagou, mesmo sendo Deus entre nós.

Quando Ele diz que, se quisermos ser Seus seguidores  devemos tomar nossa cruz e segui-Lo (Lucas 9:23) Ele não está a dizer que teremos que suportar algo, alguém ou uma situação em especial, mas está nos convidando a uma vida de entrega e dedicação aos princípios do Reino. É impossível ser um discípulo Seu, na verdadeira acepção do termo, se não estivermos dispostos a pagar o preço do discipulado.

Não existe fórmula mágica ou atalho a ser seguido para o Discipulado que não seja Comunhão, Oração e Testemunho. A pergunta feita a Isaías séculos atrás, “A quem eu enviarei?”, ecoa ainda hoje. Não permita que nada o impeça de cumprir seu papel de discípulo. Apenas responda ao Pai: “Vou eu, envia-me a mim”. Ele faz o convite, a entrega é decisão pessoal. Qual será sua resposta?

Gelson de Almeida Jr.O Preço do Discipulado
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Fale dela

Após os incidentes envolvendo revoluções em presídios e ataques terroristas orquestrados pelo crime organizado em São Paulo, acaloradas discussões tem sido mantidas em todo canto. O curioso é
que na opinião da maior parte das pessoas que escuto, o verdadeiro vilão da história não é o crime organizado, nem o governo, mas “aquele povo dos direitos humanos”.

De uma forma geral, contudo, assegurar direitos universais do homem parece uma coisa boa. Sempre que assistimos a um filme que trata de racismo ou do holocausto perpetrado na II Grande Guerra, respondemos com indignação. Portanto, ao manifestarmos ódio aos que pregam tais direitos por aqui, estamos dizendo que são direitos muito bons se para defenderem os negros do sul dos EUA e da África do Sul ou os judeus da Europa, mas não se aplicam a quem nos incomoda aqui.

Alguns poderiam dizer que não se pode comparar negros e judeus a criminosos, e de fato a comparação é injusta. Por favor, entenda que estou opondo dois grupos que em algum momento da história recente foram tidos como indignos de serem considerados seres humanos, com um grupo que boa parte da opinião pública de aqui e agora deseja tratar como menos que gente.

Afinal de contas, somos favoráveis aos direitos humanos ou não? Nossa defesa deles não resiste ao momento em que alguém nos incomoda?

Desculpe, estou usando este exemplo mas a intenção não é falar de direitos humanos propriamente ditos. Estou falando daquilo no que cremos e nas raízes de nossas crenças. Por que cremos no que cremos? Por que defendemos este ou aquele estilo de vida em detrimento de tantos outros? Por que nossa fé aponta nesta direção e não naquela ou em tantas outras direções possíveis? Ela resiste a algum incômodo? Se alguém opõe uma ressalva a algo que temos como um axioma principiológico, nossa fé vacila e cai?

Só há um meio de conhecer os fundamentos reais de nossas crenças: falar delas. Whitaker Penteado diz que “começamos falando o que pensamos e acabamos pensando o que falamos”. É preciso verbalizar, passar adiante, ensinar, para aprender. Nesse exercício as ideias tomam corpo, se encaixam, sedimentam e adquirem a consistência necessária para resistirem às tempestades.

Portanto “Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura” (Marcos 16:15) “e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da 
esperança que há em vós” (I Pedro 3:15).

Marco Aurélio BrasilFale dela
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Testemunhando

Há muitos anos, na cidade de Bedford, três mulheres conversavam à porta de uma residência acerca de sua experiência espiritual. Muito entretidas, não perceberam a chegada de um homem, que ficou a ouvir o que falavam. Aquilo marcou-o tanto que decidiu conhecer mais acerca do Jesus de quem falavam as mulheres, afim de ter experiência parecida com a delas. Se converteu, seu nome, John Bunyan, autor da célebre obra “O Peregrino”. E as mulheres, quem eram? Nunca se soube quem eram, mas, com certeza, deram testemunho eficaz da fé que abraçavam.

Provavelmente aquelas mulheres morreram sem imaginar o valor de um verdadeiro testemunho e a extensão do que fizeram naquele dia. A verdade, porém, é que somente a eternidade revelará o tamanho e a extensão do testemunho que deram em sua vida.

Ao longo da vida tenho encontrado pessoas que, em tom de desânimo, afirmam saber do seu dever de levar almas aos “pés de Cristo”, mas que se sentem incapazes de fazer isto, dizem “não ter jeito para a coisa”. Sempre digo que, muito mais importante que pregar Cristo para as pessoas, é viver Cristo para as pessoas.

O mundo precisa conhecer Cristo, apresente-O ao mundo, fale de Seu amor, mas mostre o Seu poder, poder que vivifica e transforma todos os que a Ele se achegam. Um exemplo de vida vale mais que muitos sermões pregados na mais imponente igreja.

Gelson de Almeida Jr.Testemunhando
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Sermão Vivo

Certa vez um missionário perguntou a um fiel o que mais o influenciara a se tornar um cristão. O homem, muito conhecido na região por haver sido muito ímpio, após pensar um pouco respondeu:

– Esses olhos já viram muitos males, estas mãos já praticaram muito pecado e violência. Minha mente estava constantemente premeditando e forjando o mal, mas… quando meus amigos que foram ladrões deixaram de roubar, quando mentirosos começaram a dizer a verdade, quando homens cruéis se tornaram bondosos, concluí que devia haver em sua religião cristã algo de valor. Vi isso não no templo, mas na vida deles.

Sem que soubessem, aqueles homens eram um sermão vivo acerca do poder transformador do evangelho do Mestre. Provavelmente não imaginavam que o mais poderoso sermão que poderiam pregar não seria através de palavras, mas de ações que comprovassem seu novo estilo de vida. Seu sermão vivo trouxe das trevas do pecado seu antigo companheiro de orgias e crimes.

Muitos afirmam possuir enorme dificuldade em levar alguém aos pés de Cristo, dizem não ter jeito, não saber falar, ter vergonha, etc. Em realidade deveriam procurar viver tudo aquilo que já aprenderam e se aprofundar, cada dia mais, no conhecimento da vontade do Pai.

Quer ser um “pregador” de sucesso? Fale menos e viva mais. Ti

Gelson de Almeida Jr.Sermão Vivo
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O Pão de cada dia

Humano que sou, não raro me pego pensando na necessidade de buscar riquezas que possam guarnecer minha casa de maneira que conforto algum falte à minha família. Instrução de qualidade, assim como alimentos, automóveis, roupas, lazer, tecnologia e objetos de trabalho de igual teor custam caro. Isto faz com que eu trabalhe sobremaneira, buscando alcançar a aquisição dos bens que o mundo me diz, fariam a diferença em minha vida.

Este pensamento é tão forte nos homens, mesmo entre os crentes em Deus e em Seu filho Jesus, que sua maioria, mesmo sabendo bem viver com o básico, nutre tal desejo. Dito isso, contudo, justificado pela intenção do coração que ouve o chamado para viver pela Palavra, busco compreender a profundidade e a intenção do seu contexto; também a que sustenta o mundo.

Acaso sei quanto tempo irá durar a vida que recebi para viver como alma vivente? Acaso posso dizer com segurança – amanhã farei isso ou aquilo – se isso não for da vontade de Deus? Pergunto: o que me diz a Palavra quanto ao que devo buscar? O reino de Deus e sua justiça. Isto é o que devo buscar enquanto viver, e tudo o mais me será acrescentado. Esta palavra de Cristo me ensinou que não devo desperdiçar meu tempo, afinal, ele deve ser empregado com o que de fato importa.

Qual foi a sua lição, senão que ajuntemos tesouros nos céus, de onde nada se perde. Afirmando ainda que onde estivesse nosso tesouro, eis aí revelados os desejos do nosso coração. Sendo discípulo, acaso a minha vontade não deve estar diretamente relacionada à do Pai, revelada pelo filho? Qual seja, viver pelo tempo eterno que me é oferecido, em detrimento do temporal que pouco passa de um século. Não se engane. Ninguém pode servir a dois senhores.

Tomo também o exemplo de Paulo e me corrijo. Ao escrever aos filipenses, afirmou ter aprendido a se adaptar a toda e qualquer circunstância, sabendo o que era passar necessidade e também ter fartura. Aprendeu o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, estivesse bem alimentado ou com fome, tendo muito ou passando necessidade. Sentenciou ele, como quem conhece a razão de sua existência, depois de ouvir o chamado de Deus por meio de Cristo – “Tudo posso naquele que me fortalece”.

O que melhor me sustenta, percebo, se resume em uma conclusão: se tenho intimidade com Deus, tenho coisas muito mais importantes para me preocupar. Não posso acrescentar nem mesmo uma hora à vida que vivo, em contrapartida sou convidado a viver atitudes que me levem a ter direito à eternidade junto ao meu Criador, vivendo riquezas incomensuráveis e que não se comparam às riquezas do mundo.

Se tenho necessidade de mantimentos de toda sorte, antes de minha consciência em relação a isso, meu Pai sabe que delas necessito, e Ele as supre à medida em que busco Seu reino e Sua justiça. Não há nada mais importante para me preocupar enquanto viver.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady FolchO Pão de cada dia
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Vá pro inferno

E se eu lhe disser que é isso mesmo, que você tem mais é que ir para o inferno? A gente se esforça demais para ir para o Céu quando deveria estar indo na direção oposta porque foi isso que Jesus fez e nos ordenou fazer também.

Do jeito que Dante fez, mas todo santo dia

Segundo Romanos 8:15, nós fomos adotados por Deus. Isso não tem nada que ver com nosso comportamento e nossas boas obras, mas com nosso relacionamento com o Filho dEle. Sendo adotados por Deus, a herança que Ele tem para cada filho Seu, o Céu, está garantida. Basta mantermos de nosso lado o relacionamento que nos ergueu à condição de adotados pelo Deus todo poderoso. Na verdade, o Céu é nossa origem e nosso destino final, então porque tanto esforço para ir para o lugar que já é nosso?

Já o inferno, descrito na Bíblia como um lugar de esquecimento em que todos jazem na morte e que será jogado no lado de fogo junto com a morte, segundo Apocalipse 20:14, bem, o inferno é também um lugar que está no presente, e não no futuro. Porque Jesus chamou aqueles que não estão se relacionando com Ele de mortos (Mateus 8:22) (e lugar de morto é no inferno, no esquecimento). Porque Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a igreja (Mateus 16:18).
Sabe, eu já topei o dedo e até a cabeça em algumas portas, mas eu sei que não foram elas que me atacaram e sim eu, estabanado, quem me feri. Quando Jesus diz que as portas do inferno não prevalecem sobre a igreja, Ele não está se referindo ao ataque do inferno à igreja, porque portas são imóveis. Ele está Se referindo ao exato contrário: a igreja atacando o inferno. Entrando nele. Fazendo discípulos entre os mortos espirituais. Salvando almas que jazem no esquecimento.
Você está preocupado em não se deixar influenciar pelos mortos? Você só se permite relacionar, e superficialmente, com aqueles mortos mais coradinhos, que não cheiram tanto quanto mortos, que não agem tanto como mortos, que não ouvem músicas que mortos ouvem normalmente e não comem e bebem e injetam na veia coisas que mortos comem, bebem e injetam normalmente? Você teme que os mortos possam tirar você do caminho do Céu? Por medo das más influências você está abdicando de ser a boa influência, de ser a luz maculando as trevas? Será que você não leu a advertência terrível do Mestre afirmando que qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, salva-la-á (Lucas 17:33)? Você exige que os mortos fiquem mais parecidos com os vivos para só então chamá-los de irmãos?
Meu amigo, e se eu lhe disser que o caminho do Céu não é esse que você está trilhando, e sim o exato oposto? E se eu eu lhe disser que o seu lugar é invadindo o inferno repetidas vezes, intencionalmente, decididamente, alegremente, amando cada morto como se ele fosse seu pai, seu irmão de sangue, seu primo, exatamente como Jesus Cristo fez?
Ora, vá para o inferno. Hoje.
Marco Aurélio BrasilVá pro inferno
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Viva a Vida

“Viver é a coisa mais rara do mundo, já que a maioria das pessoas se limita a sobreviver” dizia Oscar Wilde com sua habitual espirituosidade. Eis aí uma grande verdade, embora o conceito que ele tinha de “viver” não tenha nada a ver com a ideia que eu faço do assunto.

Na verdade, não é apenas quanto ao que seja vida que os conceitos das pessoas diferem brutalmente. Poderia dizer o mesmo dum monte de coisas, como liberdade, por exemplo. Ora, a despeito de Jesus ser uma pessoa universalmente admirada, Seus conceitos a respeito dessas coisas não gozam de muita popularidade. Quer ver? Por mais que Ele diga: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32), atrelando, pois, a ideia de liberdade ao conhecimento da verdade, o mundo idolatra a liberdade do “é proibido proibir”, do “faça o que tu queres pois é tudo da lei”, do “cada um cada um”. A despeito de a Bíblia afirmar que devemos proceder como quem será julgado pela “lei da liberdade”, qualquer lei nos cheira a cerceamento da dita cuja. E por mais que Jesus Cristo diga, continuando o texto supra citado “Eu sou o caminho, a verdade e a vida…, viver de fato para a esmagadora maioria das pessoas não envolve a pessoa dEle necessariamente, ou envolve mas muito distantemente, muito perifericamente. Viver seria sexo livre em profusão, ou dinheiro a rodo, ou poder, ou fama ou todas as alternativas ao mesmo tempo. Não Cristo, isso não. Isso não se parece com vida!

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Na contramão e sorrindo

Imagina só se o cidadão que pasta pra levar o pão nosso de cada dia pra mesa da família, espremido nos ônibus da vida, imagina só se esse cabra está, de fato, vivendo. Nunca! Impossível!

Como fez com o conceito de pecado (Mateus 5), contudo, Cristo mostra que vida e liberdade são coisas que se encontram muito abaixo da epiderme, atrás da testa, algo nada superficial mas interiorizado, não tão aparente. Logo, o cidadão mencionado acima pode muito bem ter vida, e vida em abundância e o observador desatento não o sabe!

Oras, cada um pensa conforme o que vê e ouve, conforme as experiências de vida que teve. Falta a algumas pessoas a evidência em contrário, a evidência de que vida pode ser algo diferente, porque os que conhecem a vida e a liberdade não se orgulham dela.

Jesus deu Sua última ordem aos que O seguem: “ide e pregai o evangelho“. Ele queria, portanto, que cada um de nós fosse, saísse do lugar. Não disse: convidem para que as pessoas venham à igreja ouvir o evangelho! É preciso a evidência pulsando ao lado de cada um para que ninguém tenha a desculpa de não saber o que realmente seja ter vida em abundância, o que realmente significa ser livre!

É preciso que você viva a liberdade e a vida aonde as pessoas que alimentam outras ideias a respeito dessas coisas estão. Quem jamais abriu a Bíblia precisa ler seus princípios fundamentais no seu sorriso, na sua prestatividade, no seu desprendimento, na sua não-cobiça, não-orgulho, não-egoísmo. Nas suas atitudes e nas suas omissões eles precisam ver Cristo, ver a sua vida como uma carta viva dEle, explicando as coisas, colocando os pingos nos is.

Se você se sente remando na contramão por ter um conceito diferente da maioria sobre vida, liberdade e outras coisas mais, pense que isso é uma responsabilidade que Cristo lhe confiou e alegre-se! Nas coisas de Deus, grandes responsabilidades representam concomitantemente grandes, enormes alegrias!

Se você se sente remando junto com a corrente, contudo, abra os olhos e procure uma dessas cartas vivas e permita que Cristo expresse Suas idéias. O resultado disso, amigo, há de ser certamente VIDA e LIBERDADE.

Marco Aurélio BrasilViva a Vida
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No caminho da Sabedoria

No Caminho da SabedoriaProcuro meditar no fim de todos os dias, um costume meu que me soa mais do que um simples balanço, mas também uma forma de identificar e compreender se houve sabedoria em meu caminho. Ato contínuo me lanço em busca de uma leitura bíblica. Ao por do sol desta sexta, para a minha surpresa, me deparei com a palavra do quarto capítulo do livro de provérbios, que contém exatamente as linhas gerais sobre a supremacia da Sabedoria.

Viver sob a égide da sabedoria é um princípio que encontra o equilíbrio para todas as situações. É, antes de tudo, a atitude que se coloca debaixo das asas do Eterno, bendito seja o Seu nome. Andar por sabedoria é encontrar o caminho correto na relação com todas as coisas e pessoas. É também permanecer calado quando não se consegue nem mesmo enxergar a melhor resposta, afinal, não raro nesses casos é propriamente a melhor resposta a ser dada. É, enfim, compreender o mundo, não para julgá-lo, mas para perceber onde nele podemos ser luz e sal.

Eis a atitude que nos transforma e nos faz avançar em caminhos que não poderíamos sequer saber como pensar ou agir por nós mesmos, pois ainda que haja a presença do melhor da sabedoria humana, por ela não encontraríamos a transformação que nos leva a vivermos, por exemplo, momentos angustiosos sem nos abalarmos com isso, pois sabemos que não é este o nosso mundo. A sabedoria divina nos concede equilíbrio, paz, crescimento espiritual. Fortalece-nos de uma forma extraordinária.

Tolo o homem que se credite ser sábio sem que a sabedoria lhe seja dada do Alto. Quando as primeiras linhas do provérbio em comento se iniciam, registra o escriba: “Ouvi, filhos, a correção do pai…”. Se este pai não contiver a sabedoria do Alto, ele e seu filho andarão apenas pelos justos conceitos humanos, guiados por sabedoria e justiça advindos dessa seara – o que é admirável, diga-se de passagem -, contudo nada representando diante da obra de Deus, pois neles se ausenta o ser sal e luz entre os homens, a fim de lhes dar o testemunho do Cristo. Quando no livro de provérbios o Criador, pelas mãos do escriba, afirma ao filho que ouça seu pai, se refere ao pai que anda na vereda do Eterno. Eis a diferença.

Ali, ao meditar as palavras que dizem – “adquire sabedoria e não a te afaste de tua boca; não a abandone e ela te guardará; ama-a e ela te protegerá” – me perguntei o que mais poderia querer para bem seguir a vida, afinal, os mesmos versos concluem – “retenha em seu coração essas palavras, guarda os meus mandamentos e vive”. Bendito é o Senhor que me conduz pelo caminho da sabedoria e me encaminha por veredas retas!

Sadi – O Peregrino da Palavra

Sady FolchNo caminho da Sabedoria
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