Publicações com Testemunho

O jardineiro

Ontem, quando ia para o trabalho, vi um jardineiro podando a grama e os arbustos em frente a uma casa que estava vazia e para vender. Enquanto pensava na cena lembrei da parábola do servo bom e do servo mau (Mateus 24: 44 – 50). Cristo elogia o servo que, sem saber o dia do retorno do seu senhor, deixa tudo em ordem e diariamente cumpre com suas obrigações.

Obviamente o jardineiro cumpria ordens do proprietário que quer tudo em ordem para atrair a atenção de um comprador. Quer tudo em ordem, pois, por não saber quando surgirá o comprador, não quer ser pego de surpresa.

Se imaginarmos que o proprietário é o Pai, a casa o Reino dos Céus e você e eu somos o jardineiro, fica fácil entender a importância do jardim. Assim como a atratividade da casa começa pelo jardim a atratividade do Reino dos Céus começa por aquilo que fazemos diariamente. Nossas palavras, nossas ações, nossa postura, são o cartão de visitas do Eterno, pois, em grande medida, mostram aos outros se vale a pena ou não investir neste projeto chamado salvação. Assim como eu, mesmo sem ver, admirei o proprietário daquele imóvel, as pessoas precisam admirar o Pai e desejar o Seu Reino por aquilo que demonstramos, é o que chamamos de testemunho. Cristo disse que seríamos Suas testemunhas em todos os lugares (Atos 1:8), portanto, cuide do seu testemunho, afinal ele poderá atrair ou repelir pessoas para o Reino.

Gelson De Almeida Jr.O jardineiro
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# Um instrumento de paz

perdaoSe há uma única lição importante que retirei destas eleições, é que cresci. Cresci enquanto me tornei capaz de refletir o quanto ao envolver-me nas discussões sobre a campanha, isso me levou a vivenciar tristezas, separações e inconvenientes, caminhos diferentes da sabedoria e do amor .

Gandhi dizia entender perfeitamente as falas de Jesus, no entanto, não compreendia como nós não nos espelhávamos nelas por completo. É isso. Como eu poderia viver sem respeitar, sem amar, sem perdoar, sem orar e abençoar aos que de mim discordam? Como poderia compreender as verdades cotidianas, se elas não se tornam motivo para que jorre de mim rios de água viva, a fim de abençoá-las? Como viver sem a sabedoria de Deus?

Não, eu não posso viver sem isso. Simplesmente, não posso. Preciso do amor para viver. O amor a ser doado, muito mais do que aquele que recebo. Só estarei vivo se for um instrumento de paz.

Acompanhava o desenrolar das campanhas com equilíbrio, no entanto, por ter concluído como justos os meus juízos, vaidoso eu fui; por manifestar-me apenas com firmeza e sem o ódio que caracterizou aqueles dias, ainda assim fui tolo e insensato.

O livro de Provérbios me diz: ”Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas. Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema ao Senhor e evite o mal”.

Sim, eu quero amar e deixar-me transformar, definitivamente, sem que tenha que julgar a quem quer que seja, na ocasião que se apresente. Meu destino é amar. Sinto isso como o ar que respiro, ainda que seja incapaz de fazê-lo por mim mesmo. Dependo de Deus. Dependo do alimento que só pode vir de Sua palavra.

E a confirmação a isso me vem da parte do Eterno, quando me mostra pela carta de Paulo a Timóteo que devo ter nas escrituras a utilidade para o meu ensino, para que eu, como homem de Deus, seja apto e plenamente preparado para toda boa obra”.

Eu aceito a correção de Sua palavra, Senhor! Curvo-me diante de Ti. Que eu diminua para que Cristo aumente em mim.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Um instrumento de paz
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Inspiração e Transpiração

1665Sabe aquele dia em que você se senta à frente de um computador para escrever uma meditação e nem um tema lhe vem à cabeça? Pior que isso é ter passado a semana inteira sabendo que chegaria esse momento, e por diversas vezes ao longo dos dias você encontra situações interessantes e logo pensa – vou escrever sobre isso na meditação de sábado.

Chega o pôr do sol da sexta e você não aproveitou qualquer um daqueles momentos e nada escreveu. E você pensa: tenho que escrever a meditação. O horário vai avançando e nada. Quando se dá conta, já é bem tarde e você não cumpriu com sua obrigação, e ainda acha ser capaz de resolver isso por pura inspiração. Ledo engano.

Não apenas se demonstra com esse posicionamento, a falta de prioridades para com as coisas de Deus, mas, sobretudo falta de disciplina e de busca que transforme nossa mente.

Disciplina. Treino. Insistência. Aperfeiçoamento. Experiência. Eis o resultado para tudo na vida.  Thomas Edison e Albert Einstein nos deixaram lições importantes, inclusive uma sentença cunhada, certamente, por alguém antes deles, quando afirmaram o que pensavam a respeito dos trabalhos que exerciam.

Edison afirmou que genialidade é resultado de 1% de inspiração e 99% de transpiração, enquanto Einstein afirmava que a física teórica moderna é 10% de inspiração e 90% de transpiração. A diferença da porcentagem é o que menos importa. A essência do pensamento diz tudo. Você só pode alcançar bons resultados se aproveitar todas as circunstâncias para se aperfeiçoar. Não amanhã, mas hoje, agora, e também amanhã, se houver.

Adquirir a experiência real com Deus passa por um posicionamento que temos que buscar, não por inspiração, pois estaríamos sujeitos a deixar passar momentos importantes de transformação, mas como quem transpira e faz acontecer, pois como disse o Eterno, o momento é agora, o tempo é agora, conforme a lição dita por Paulo aos coríntios, repetindo as palavras de Isaías, para que no momento em que mais precisarmos, sermos aprovados. Assim como Einstein superou todas as expectativas, e Edison, depois de centenas de tentativas, alcançou o objetivo.

No entanto, é preciso que se entenda algo importante: os altos índices de transpiração, de trabalho em busca do aperfeiçoamento que permite a transformação, depende sobretudo da graça que há no Senhor, pois por nosso esforço, como se dependesse apenas dele, não alcançaremos o objetivo que o Senhor pensou para nossas vidas.

A propósito, apenas conhecer bem as escrituras fará do leitor um homem transformado? O homem deve vigiar e orar, estar alerta, pois não sabe a hora em que voltará o Senhor para terminar a obra. Acaso não necessita o empregado estar alerta ao patrão que chegará a qualquer momento? Guiados pela sabedoria do alto, devemos escrever a história todos os dias, confiando que o Senhor nos aperfeiçoa, inspirando-nos 100% através de Sua palavra, e por ela, transpiramos 100% em nosso caminho, ou seja, nos posicionamos para que haja a transformação em nós.

Feliz Sábado!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady FolchInspiração e Transpiração
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# Não haverá mais lágrimas

cristo019Há poucos dias presenciamos a ceifa precoce da vida de Eduardo Campos. A sua morte prematura privou seus jovens filhos da companhia de um pai amoroso, que muito ainda teriam para conhecer da vida ao seu lado. Ontem, minha família e eu vivenciamos uma de nossas matriarcas perder sua filha, depois de ver partir outros dois de seus filhos em outros anos.

Duas situações incomuns, ao menos pelo que se espera da vida e que têm grande repercussão física e emocional em nós, causando-nos o escape do pranto. O que há em comum a todas as situações de perda, mesmo quando da partida dos mais velhos, são expressões de tristeza externadas pelas lágrimas.

O Mestre também chorou. Foi na ocasião da morte de Lázaro; no entanto, o relato de João afirma que Jesus, ao ver Marta e todos os que estavam com ela em prantos, teve seu espírito abalado intensamente, e ele chorou. Foi por compaixão. Em seguida disse a Marta: “Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?”. Com essas palavras, ele mostra a coerência do conhecimento que veio para ensinar. A certeza da ressurreição.

Pranteamos quando perdemos nossos entes mais velhos, porque somos humanos, criamos laços íntimos e alimentamos sentimentos que nos sustentam em meio à jornada da vida. Outras vezes, quando da perda de nossos jovens, porque somos impotentes diante da morte, sendo que, para ambas as situações, nós não compreendemos verdadeiramente o contexto da vida face às revelações do Eterno, tenha ela o tempo que tiver.

Pranteamos em diversas situações, e em quase todas, por alguma impotência que nos acometa diante de fato que justifique a tristeza. Jesus chorou por compaixão pela segunda vez, contudo nada mais poderia fazer. Ao entrar em Jerusalém, se deparou com uma infinidade de homens que se recusaram ao arrependimento e à mensagem de salvação. Ele chorou pela cidade, narra o evangelista Lucas.

Quando choramos, liberamos uma descarga emocional que acaba por nos aliviar de algo que não compreendemos ou suportamos, mas que está diante de nós. Sêneca, o filósofo grego contemporâneo do Messias, dizia que “as lágrimas aliviam a alma”.

Portanto, devemos reter em nós a total compreensão da promessa da vida, para que possamos viver pelo dia em que o Eterno enxugará dos nossos olhos toda lágrima. Quando não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor.

Sadi – Um Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Não haverá mais lágrimas
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Pensamentos

Romanos 12

Transformem-se pela renovação da sua mente […] Renoveis a vossa mente, pois seus pensamentos moldam sua vida”. Com estas palavras o pastor Kleber, na igreja Nova Semente, em São Paulo, entregava a tônica de uma mensagem ao pôr do sol do sábado, que pela graça de Deus, o vivenciamos no Senhor.

Mensagem providencial e sob medida, que parecia reforçar em mim um recado do Eterno, pois o primeiro ocorrera logo depois do pôr do sol da sexta, quando o ouvi sem saber que poderia estar sendo preparado espiritualmente, para dissabores que haveria de passar em pleno início do Sábado.

Naquele instante, a mensagem se completava pela revelação do Eterno ao profeta Jeremias: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito; pensamentos de paz e não de mal, para vos fazer acontecer o que desejais”.

O que passei, agora é o que menos importa, afinal, às vezes, todos vivenciamos dissabores tão fortes que são capazes de nos tirar o chão, tentando nos convencer de que não somos felizes. Após ter vivenciado o problema, bastante entristecido, pois não me deixei transformar totalmente pelo primeiro recado que recebera, resolvi ligar para um amigo em outro estado, pois sabia que encontraria nele uma boa conversa sobre o evangelho. Assim foi. Falamos da Palavra, oramos e ao final ele se vira e diz: “Devemos nos transformar pela renovação da nossa mente“.  

Amanheceu o sábado e eu ainda cabisbaixo. Nem mesmo fui à igreja. Estava me deixando vencer pela tristeza. Voltei a orar, a lembrar-me das palavras do evangelho ditas pelo meu amigo e fui me sentido melhor. Resolvi assistir ao culto do pôr do sol do sábado, transmitido pela Nova Semente na internet. Para minha surpresa, lá estava o Senhor falando comigo pela terceira vez em 24 horas e pela mesma mensagem. O recado estava sendo entregue pelo pastor Kleber.

Renovar a mente. Transformarmo-nos. Não nos conformarmos com esse mundo. Só assim nos alinharemos à vontade de Deus, que nos diz a palavra, é boa, perfeita e agradável, a fim de que se realize em nós, a vida em abundância.

O fato é que, deixei com que somente algumas horas depois do ocorrido, a palavra de Deus me ensinasse a filtrar os fatos, a orar e a interceder por quem me atacou. A não permitir que o lixo permanecesse em mim. Isso deveria ter acontecido enquanto estive vivenciando o problema, para o superarmos em paz. Precisamos nos lembrar quanto é importante nos abrirmos como a um solo fértil quando recebemos a palavra, pois só assim ela poderá crescer e nos fortalecer, renovando a nossa mente, nossos pensamentos e, consequentemente, as nossas ações.

Que o amor de Deus, a graça do Messias e a comunhão com o Espírito Santo esteja com você ao longo de toda a semana, como pilares que hão de sustentar e solidificar a transformação da sua mente pela renovação, encontrando paz e graça para viver.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

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A alegria da união

Senhor, que Tu possas segurar a mão de cada um de teus filhos, para que sintam a Tua direção, a Tua presença, a Tua graça e o Teu amor. Que não desistam quando os problemas e as dificuldades estiverem diante deles, mas que continuem fiéis a ti”.

Na manhã de sábado, logo depois de ter realizado o batismo de quatro pessoas, sendo três delas de uma família inteira, com essas palavras o pastor Kleber terminava a sua oração intercessora, em nome de Jesus, pelos novos membros da família de Cristo, inclusive, por aqueles que ainda estão por tomar a decisão de dizer, sim, ao Senhor, sendo esta, também conforme suas palavras de sacerdote, a mais importante decisão que o ser humano pode tomar em sua vida.

A alegria vivida nessa manhã transbordou todo o entendimento, não podendo ser descrita em palavras. A única forma honesta com que posso tentar traduzir aquele instante está nas palavras de Vinícius, um adolescente, membro da igreja, que ao chegar próximo a mim, disse-me: “Tio, o céu está em festa nesta manhã”.

Ver aquelas pessoas ali, recém-convertidas, orando em comunhão com igreja, revestidos de humildade diante da grandeza de Deus e da consciência de serem dependentes dEle, razão da sua decisão de entrega e, por isso mesmo, exaltados por Ele, é um dos maiores testemunhos de fé que se pode vivenciar; além de representar o começo da caminhada com Cristo, também é um exemplo para todo aquele que pense em seguir esse caminho, tanto quanto para aquele que, afastado dele, precise voltar.

Testemunhar essas novas criaturas unidas a Cristo, elas com a igreja e a igreja em união orando por elas, exerce sobre nós uma alegria espiritual indescritível, remetendo-nos àquela vivenciada pelo rei Davi quando salmodiou a união dos irmãos em torno do Eterno.

Uma experiência, de fato, real com Deus. É como o orvalho que desce do Hermom aos montes de Sião que estão ao seu redor. Todos são beneficiados com vida.

Que nossa semana seja sustentada pela essência dessa união vivida em comunidade, pois ela provém da certeza de que Cristo é o nosso Mestre, o nosso redentor, o cabeça da igreja, e que de mãos dadas com ele e por meio dele, é que retornamos ao convívio com o Pai, razão de termos nascido, estarmos vivos e, pela sabedoria ensinada do alto, termos escolhido viver felizes em união com os irmãos de fé.

Louvado seja Deus, porque a Sua misericórdia dura para sempre! Amém!

Um Peregrino da Palavra

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Caminhos e escolhas

Às vezes olho para os lados e tenho a impressão de estar vivendo dias aterrorizantes. Não só pelo desrespeito do homem para com a palavra de Deus, mas também para com seu semelhante. Em algumas dessas ocasiões, confesso, sou tomado pela vontade de expressar as razões do julgamento daquilo que vejo, mas, por saber os rumos que tomam tal processo, prefiro calar-me, e o que prevalece é o sentimento de tristeza por ver tanta gente que se ache alguma coisa, não sendo nada, agindo com desrespeito pelos de sua família, que dirá para com desconhecidos. E o que me resta é interceder por eles, orando, pois a palavra profetizou a seu tempo que chegaria uma hora em que o amor esfriaria e a iniquidade se multiplicaria, tornando os homens indiferentes.

Não raro, quando estou diante dessas situações, me vem à mente as palavras do sacerdote desta comunidade no dia do meu batismo, me dizendo: “Mantenha os seus olhos em Cristo e deles não te desvies”.  É isso. Ainda que não haja a possibilidade de fechar os olhos e os ouvidos para o que se passa no mundo ou ao nosso redor, o que podemos e devemos fazer é manter o nosso foco em Jesus, em especial vivenciando essas circunstâncias tal como ele e os profetas antes dele o fizeram: não se misturando com os que são indiferentes ao mandamento, mas, ainda assim, amando-os por serem criaturas de Deus e, também não lhes dando a importância que achem que tenham, mas orando por eles. E, por estarem entregues à sorte do mundo, exatamente por isso é que devemos esclarecer-lhes o que diz a verdade. A mais do que isso, nada podemos fazer senão vier e testemunhar a palavra em nós.

Ao colocarmos Cristo como o Mestre da nossa nova existência, o nosso coração será guiado a buscar a compreensão da razão de sua vinda, qual seja tornarmo-nos novas criaturas para retornarmos ao convívio de Deus; Ele que revela a sabedoria retratada em provérbios 2, a qual somente por seu intermédio compreenderemos o temor do Senhor e acharemos o conhecimento de Deus, pois só assim nos manteremos firmes nos caminhos dos homens de bem e nas veredas dos justos, afinal estes habitarão a terra, mas os infiéis dela serão arrancados.

Shabbat Shalom

Um Peregrino da Palavra

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# Maturidade

Nestes mesmos dias de maio, há exato um ano, a OAB/SP realizava o primeiro congresso internacional sobre liberdade religiosa e contou com a participação de ninguém menos que Ganoupe Diop, diretor do Centro de Estudos Religiosos da Igreja Adventista, e representante da Comissão de Direitos Humanos da ONU. Nesta semana o evento se repetiu na casa dos advogados paulistas.

O tema, atualíssimo nestes tempos, destaca os direitos humanos e os fundamentais como a base para o encontro. Em nosso país, ainda que a Constituição Federal garanta direitos fundamentais como liberdade de expressão, de crença, de realização de culto entre outros, não há dúvida que as pessoas ainda precisam aprender a pensar sua convivência e em tudo que se refira ao respeito inviolável a eles, levando-se em conta os limites a que estejam sujeitos os direitos de cada um.

Perceba o exemplo do desrespeito social. Televisão ligada e quando menos se espera, a personagem da novela do horário nobre, de posse de uma serpente, assegura aos presentes não tenham medo do animal, pois, afinal, foi graças a ela que o casal no paraíso conheceu o sexo, do contrário estariam vivendo de tédio até os dias de hoje.

O exemplo, em si, por se tratar de Brasil, não relata a falta de liberdade religiosa, mas o desrespeito às crenças religiosas. No momento em que por um discurso, um texto ou um programa, o ateu ou o ímpio, como queira, ou mesmo um sacerdote desrespeite crença alheia, ele não se restringe a zombar tão somente dos conceitos morais e padrões éticos que, diga-se de passagem, são os responsáveis pelo tecido do respeito social que ele mesmo exige para si, mas, sobretudo atinge a relação existencial de religação do ser humano com o sagrado. E, por esse motivo, em especial pela seara cristã, saiba o homem do que diz a escritura: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba”.

Em se tratando de liberdade religiosa, o Brasil tem testemunhos ímpares. Não muito tempo atrás, sentenças judiciais determinaram a quantidade permitida de decibéis produzidos pelos cultos em áreas residenciais. A primeira reação foi achar que o vizinho ao templo ao não aceitar ouvir a pregação estaria revestido pelo espírito do mundo. Da mesma forma, é comum ouvir membros de diversas igrejas e crenças atribuindo uns aos outros ofensas sem fim. Ora, convenhamos, seja antes, o seu testemunho de amor, a sua oração, o poder maior de transformação para o homem que não conheça a Deus.

O país não sofre com restrições como em países muçulmanos que proíbem cultos cristãos, entre tanto outros exemplos, contudo, presenciamos como na última semana, um juiz de direito declarar em sua sentença que determinado culto não se trata de religião por não cumprir os requisitos básicos que a conceituem como tal. O absurdo foi tamanho que a reconsideração da decisão judicial veio a reboque. Caso o magistrado não o tivesse feito, certamente uma corte superior o teria.

A liberdade de se pregar o evangelho nas praças, de ver respeitada a guarda do sábado, enfim, é a mesma que garante alguém realizar suas procissões ou cumprir seus rituais religiosos. Somente o contesta quem não tenha o discernimento espiritual necessário para a convivência pacífica entre os povos. Ainda assim, julgá-los é uma tolice. Orar por eles é maturidade espiritual.

Um pastor ou quem louve ao Senhor com músicas, não visita outra denominação e chegando lá diz aos presentes que eles não obterão a salvação por não observarem determinado mandamento. Se a revelação das escrituras encontrou solo fértil em seu coração, excelente. Se as observações são díspares nas diversas denominações cristãs, apenas trate de constatar isso para si mesmo, e dentro de sua comunidade, se isso for produtivo a vocês.

Afinal, quem nunca ouviu um sacerdote afirmar que não se diz que apenas determinada denominação haverá de se salvar, sendo que é sabido em tantas outras conterem pessoas de fé inabalável, amor incondicional ao próximo, vida santificada e dependência total ao Eterno. A quem compete julgar é o Senhor, que o cumprirá na segunda volta de Cristo, conforme acreditamos.

Aquele que está maduro em sua fé, pela experiência real que tenha com o Eterno, seja dando graças em meio à tribulação, seja louvando a Deus por alguma alegria, enfim, mantendo viva a sua religação com Deus, esse não se abala com as escolhas alheias de adoração. Antes as respeita. Se quiserem lhe ouvir, ele falará de sua fé e revelará o caminho, a verdade e a vida.

O SENHOR sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Maturidade
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# Transformações

Lemos no livro de Provérbios: “O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos”. Já parou para pensar nessa frase? Faça isso e responda-se o que ela lhe traduz além da obviedade de seu sentido literal. Talvez haja muitas possibilidades, pois algumas frases na palavra de Deus tem esse condão: revelar-nos sabedoria para diferentes situações, sem perder sua essência; mas, fiquemos com seu sentido literal.

Quando se conhece a mensagem revelada pelo Messias, há uma transformação em nossos sentimentos que se diz tratar-se do primeiro amor. E deve ser mesmo isso. Como poderia esquecer do que senti naqueles dias? Nem preciso perguntar se você ainda se lembra dos seus, não é mesmo? Certamente que sim. Se não, é porque ainda não foi apresentado a ele. Permita-se.

O fato é que se não somos criados desde o berço conhecendo os frutos do evangelho, normalmente ele nos chega quando, mesmo sem sabermos, mais precisamos conhecer algo que seja verdadeiro e consistente o suficiente para nos tirar do estado vazio em que nos encontramos. Os testemunhos, que em poucos instantes conseguem fazer as vezes de centenas de versos, são excelentes modos de se apresentar o evangelho.

Alegre. É assim que se sente o coração que acaba de conhecer a boa nova, assim como aquele que durante a caminhada se permite crescer no conhecimento espiritual. No entanto, se esta alegria estagnar-se, não recebendo nutrientes para produzir e entregar frutos, como o faz a terra fértil, pronta a receber sementes que germinarão novos ramos, fortalecendo-os desde a raiz, não poderá crescer como bom testemunho a quem precise, e nem as nós mesmos.

E, o resultado mais nefasto desta decisão pode se traduzir no abatimento, sendo-o de forma mais terrível quando este chega a nos secar os ossos, tudo por cultivarmos um coração que se encha de vaidade e de orgulho, de rancores e de enganos, criando falsas verdades, sem a mínima presença da essência maior do evangelho, que é o amor. Com este, a mansidão, a tolerância e o perdão são entre outras, as transformações que nos permitem viver a lucidez de um coração alegre.

O amor pelo próximo, por Deus e por todos os frutos do Espírito são os únicos meios pelos quais podemos, de fato, viver a transformação verdadeira proposta pelo evangelho. Sem isso, ainda que achemos andar por suas palavras, caminhamos por veredas que nos levam à solidão, resultado de um coração endurecido pelo orgulho ou de julgamentos precipitados, frutos da vaidade.

O evangelho é o amor de Deus pelo homem e, ainda que sua inteira compreensão o seja quase inacessível ao nosso entendimento, posto que somos mortais e imperfeitos, se o praticarmos em nossa vida conduzidos pelas mãos do Eterno, tendo o testemunho de Cristo em nossa mente, tanto quanto a própria mente dele em nós, aí poderemos dizer que vivemos com o coração alegre, como que restaurados de uma doença após tomarmos o bom remédio.

Shabat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

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# Confia no Senhor

Dois amigos haviam entrado em uma floresta para colher ervas medicinais, quando, de repente, perceberam que estavam diante de um enorme lobo. Um deles, o mais ágil, de imediato e sem nem pensar no companheiro, virou-se e subiu a primeira árvore que o permitiu estar a salvo. O outro que não teve a mesma reação, sustentou-se em Deus, aceitando o resultado que lhe viesse. Então, abaixou-se e se fingiu de morto. O lobo se aproximou, cheirou o rapaz e, por acreditar estar morto, foi embora.

O amigo desceu da árvore e perguntou ao outro se foi uma alucinação o que presenciara do alto, pois tinha acabado de ver o animal sussurrar algo em seu ouvido. Quando então ouviu daquele que sobreviveu no chão, que o lobo o aconselhou escolher melhor os amigos, pois em tempos de dificuldade é que se percebe quais são os que permanecem.

Nesta semana, durante uma entrevista à televisão portuguesa, o ex-presidente ao ser pego de surpresa quando a entrevistadora lhe disse que os condenados foram seus homens de confiança na administração federal, ele, surpreendentemente, mais do que rápido e sem pestanejar negou que o fossem de sua confiança. Ainda que a atitude lhe revele o caráter, é lamentável que tenha de ser assim.

Pois bem, os fatos falam por si mesmo na maioria dos casos semelhantes, assim como os registros nas escrituras são inúmeros quanto ao tema: “Melhor é confiar em Deus do que no homem.” (Sl. 118). “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem e aparta o seu coração do Senhor! Bendito o homem que confia em Deus!” (Jeremias 17).

No dia em que o Jesus se reuniu com seus discípulos para a última ceia, revelou-lhes que seria preso e condenado à morte, no entanto, que ressuscitaria depois de três dias; nesse instante, o apóstolo Pedro afirmara que jamais deixaria isso acontecer. Todos sabem, não foi o que as escrituras registram ter acontecido. No momento crucial, Pedro abandonou seu amigo, e mais, chegou a até mesmo por três vezes, negar conhecer o condenado.

Durante a ceia, após repreender as frágeis palavras de Pedro, Jesus afirmou que aquele que conhece o evangelho e ainda assim prefira viver preocupando-se com si mesmo, escolhendo “salvar sua vida”, este por certo a irá perder. Apenas quem ame o evangelho a ponto de abrir mão de seu ego, viverá.

Cristo confiou em Deus, por isso, independentemente da opinião dos homens crerem ou não na obra de resgate que o Eterno está realizando, entregou-se para que atribuísse a ela o seu sentido maior que precisou ser vivido, qual seja dar a sua própria vida pela humanidade.

Ele é o exemplo de caráter a ser seguido. O pastor que deu a vida pelo rebanho. E, de fato, pela obra da cruz, ele enfrentou o lobo, tirando de suas garras a possibilidade infinda deste sustentar a morte.

Está chegando ao fim o tempo do homem que deseja salvar a si próprio, ou daquele que se aparta de Deus para confiar no homem. Esse tipo de homem salva sua vida e sente-se satisfeito por isso. Não se arrepende. É orgulhoso e vaidoso. Por certo será tarde demais quando da volta de Jesus. É melhor que pense nisso agora. Confia no Senhor!

Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Confia no Senhor
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