Publicações com Yeshua

# Vencedores

No texto deste sábado fiz alusão às pregações que nos levam a meditarmos sobre a fé que sustentou homens como Jó, José, Elias e Estevão entre tantos outros, mesmo no tempo da Nova Aliança, diante das dores, perseguições e humilhações a que foram submetidos em razão do seu amor a Deus.

Quero fazer justiça a dois personagens desse texto do sábado passado. Ao leitor e ao pregador. Acima de tudo, à Palavra Sagrada.

Quanto ao leitor, que pode ser o pregador também, quero dizer o óbvio. Problemas todos nós passamos. Não quero menosprezar a vida e nem os problemas de ninguém. Contudo, ao falar dos problemas naquele texto, me referia especialmente àqueles vividos no seu extremo, onde a fé é posta a prova de forma que quase nos leva à loucura. Aí reside toda a diferença que tornou a vida de Jó, José, Elias e tantos outros, marcos do cristianismo verdadeiro.

E quando digo problemas extremos, passo por aqueles que ainda estão sendo preparados pelo mundo para perseguirem os crentes, especialmente os que guardam os mandamentos e a fé no Messias.

Quanto aos pregadores do sermão acima mencionado, justiça seja feita, pois quando falam desse tipo de prova, estão a falar não apenas da fé daqueles homens, mas, todo o restante da pregação é dedicada a dizer sobre como se alimentar da fé, a como fortalecer-se com a fé, a como viver da fé, pois caso a cristão venha a ser confrontado, seja como for, possa, enfim, estar preparado.

Justiça seja feita aos pregadores, seus sermões têm como base a verdade e a experiência.

Falando em experiência, saímos das igrejas e as coisas acontecem. Acontecem no mundo, por que o mundo não para. O mundo não descansa e nem há de dar descanso a você. Ele o cercará de todas as maneiras. Seja para distraí-lo. Seja para atacá-lo, se assim o interessar. E muitas vezes somos seduzidos a deixarmos o nosso dever de casa espiritual para depois, a fim de dar uma passeada pelo mundo.

Mas, quando saímos das igrejas, também as coisas acontecem em nosso contexto espiritual, ou melhor, em nosso relacionamento com Deus, pois é o  momento para colocamos em prática, segundo a segundo, a pregação que ouvimos no sábado, os versos que estudamos na bíblia, e as interpretações que aprendemos no estudo bíblico. E isso é feito por meio da fé, pois “sem fé é impossível agradar a Deus“, nos diz a palavra da Nova Aliança. (Hebreus 11:6).

Enfim, amados do Pai que os chamou, justificou, por que antes os amou, essas palavras não são um enfeite de um livro de cabeceira.  Meditem nestas palavras: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, o perigo? Está escrito: ‘Por amor de Ti somos entregues a morte todos os dias’. Mas em todas essas coisas somos mais do que vencedores”. (Romanos 8).

Shalom Aleichem!

Sady – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Vencedores
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# Aprofundemos o assunto

Escreveram-me dizendo assim: “Raízes no relacionamento com Deus são iguais a uma chama, se ela é pequena, qualquer ventinho pode apaga-la, mas se a chama está grande e forte, quanto mais vento sobre ela, mais ela se alastrará!”.

Quando li essas palavras me afirmando que se as raízes do relacionamento com Deus não forem profundas o bastante, ou para melhor exemplificar, se forem como uma pequenina chama, bastaria um ventinho para arrancar suas curtas raízes, com a mesma facilidade que apagaria a chama, percebi duas coisas.

 Em se tratando de pequeninas chamas não é qualquer pequeno vento que a apaga e, a prova disso são as grandes queimadas que se alastram em tempos de seca neste imenso país. Basta uma ponta de cigarro, um fósforo acesso. Um ventinho. E pronto, um bioma inteiro de raízes profundas se vai em questão de poucas horas. Contudo, poucos meses depois, mesmo as curtas raízes de pequenas árvores, podemos testemunhar, o seu crescimento e fortalecimento é a olhos vistos.

Outra coisa que meu interlocutor quer dizer, é que devemos fortalecer nosso relacionamento com Deus como quem aprofunda raízes no solo, a ponto de virem os ventos fortes e a árvore permanecer firme. E essa imagem é correta, é boa, no entanto, há algo nesse sentido muito mais importante a ser dito.

Pense o seguinte: Se as raízes no relacionamento com Deus ainda são pequenas, posto que estejam em fase de crescimento, por certo não será um vento que as derrubará, nem mesmo um grande vento, pois não estamos a falar aqui de árvores ou ventos no sentido literal da palavra, mas de fé em meio às turbulências da vida. E a fé cresce de outra forma, diversa das raízes das grandes árvores. A fé cresce pelo amor à palavra de Deus que te sustenta e, pelo amor à cruz de Cristo que te redime.

E se de fato te alimentas da fé, então é por que sabes que as vicissitudes desta vida são feitas para teu fortalecimento, e só mediante esta fé, mesmo do tamanho de um grão de mostarda, é com que poderás transpô-las, posto que não vives da estampa cristã com que muitos insistem em se sustentar, sábado após sábado, mesmo aos domingos, fazendo fez ou outra um estudo bíblico, orando quando se lembram, pois têm compromissos a cumprirem, além de viverem escondendo-se da cruz do Messias.

Para se ter uma ideia do que estou dizendo, e é apenas uma ideia mesmo, pois quando nos pedem para entender em uma pregação sobre o que passou Jó, José, Elias, Estevão, a gente apenas entende, sem ter a mínima ideia, com exceção de uns poucos que por tais exemplos passaram.

Imagine-se agora, de uma hora para outra, vivendo situações dificílimas como eles viveram, sendo desprezado, e aí eu pergunto a você, querido (a) leitor (a): Nesse momento de estupefação, de surpresa incômoda: E aí? Terás ainda tua fé inabalável como uma rocha? Podes afirmar que estás bem alimentado em tua fé para que as tuas raízes não se rompam em meio aos ventos tempestuosos?

Aprofundemos o assunto e, quem lê entenda: Sendo tuas raízes profundas ou não, o teu relacionamento com Deus é profundo?

Shabbat Shalom

Ṣady – Um Peregrino da Palavra

 

Sady Folch# Aprofundemos o assunto
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# Vencedores

Se quer chegar onde a maioria não chega, faça o que a maioria não faz”; com este dito popular, traduz-se os esforços empreendidos pelos vencedores neste mundo.

Enquanto muitos estão gozando da vida social, dos descansos de finais de semana, das férias remuneradas, assim como do descanso noturno após um dia inteiro de trabalho, outros poucos utilizam desse tempo para empreender esforços junto a metas que os levarão a objetivos elevados, que certamente os destacarão dos demais. Em que pese ter grande valor a disciplina e a atitude que diferencia a quem destas práticas lance mão para atingir algo na vida, acrescento também esta passagem: “Não vos conformei-vos com este mundo, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente, para experimentar qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus”. (Rom. 12:2)

O mesmo ditado pode ser aplicado à vida do cristão no que se refere à busca da salvação, da ressurreição para a vida eterna ao lado do Criador. Enquanto muitos estão gozando dos prazeres da vida, procurando competir pelo melhor lugar de destaque na sociedade e na empresa, os discípulos de Cristo, ainda que abastados, buscam viver de forma onde seu tesouro esteja onde traça alguma possa corroer. Não se trata de enaltecer a ausência de riquezas materiais, mas, de sobretudo valorizar o que de fato é eterno e tem valor inestimável.

Os discípulos se dedicam horas de seu dia à oração, enquanto muitos preferem passar horas se divertindo, ou mesmo trabalhando influenciados apenas pelo mercado e pelo sucesso profissional. Ao final, os que oram, se levantam e suas vidas se encontram tão transformadas pelo diálogo com Deus, que este os transforma ativamente em relação às coisas do céu, ao ponto de não fazer a menor diferença julgar o mundo, posto a obviedade a que o mundo esteja exposto.

Já aquele que passou horas ocupado com suas próprias convicções, dificilmente poderá demonstrar outra coisa senão estar influenciado pelas dezenas de informações, muitas delas subliminares, a que se deixou viver passivamente diante dos conceitos do mundo, ainda que tenha feito suas escolhas diante dele. Sua vida, sua mente, suas relações com a família e consigo mesmo podem estar desequilibradas e prejudicadas em um futuro próximo, sem que ele se dê conta disso.

Aos cristãos, nesta semana que inicia, melhor é que meditem também nestas palavras que Paulo escreveu na carta aos Romanos: “Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. E os que predestinou, a estes também chamou; aos que chamou, a estes também justificou; aos que justificou, a estes também glorificou.” (Rom. 8:28)

Shalom Alheichem!

Ṣady – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Vencedores
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# Escritura e Tradição

Afirma o papa, que a Igreja Católica é a única entidade habilitada a interpretar corretamente as escrituras. Defendendo a autoridade da tradição, o Papa afirmou que “a interpretação das escrituras não pode ser apenas um esforço intelectual individual, mas deve ser sempre confrontado, inserido e autenticado pela tradição viva da Igreja”. Isto é o que noticia o conhecido blog adventista bandeirante, evidências proféticas. Se há algum católico lendo este artigo, por favor, leia-o com discernimento, pois isto não é pessoal, e saiba que eu o respeito, portanto, peço que em seus dias você leia a bíblia e, assim, confronte as verdades de sua doutrina.

Segundo o artigo, o papa Francisco, em um discurso proferido, fez uma longa explanação a um texto do Concílio Vaticano II, especificamente a Constituição ‘Dei Verbum’ (A Palavra de Deus), para reafirmar o papel da igreja como intérprete única das escrituras sagradas. Para tanto diz que a “sagrada tradição” da igreja católica está “unida em pé de igualdade à bíblia”, pois “há uma unidade indissolúvel entre Escritura e Tradição”. E ainda arremata o pontífice: “tradição da igreja e bíblia são uma única coisa”.

É importante lembrar aqui que a tradição a que ele se refere é vivida desde os tempos papais, divergindo da tradição a que se refere Paulo nas cartas aos Coríntios, aos Tessalonissences. Nestas cartas, Paulo se referia à tradição do viver pela graça de Cristo, dos ensinamentos do evangelho da graça, e não pela tradição de homens, como estavam acostumados a viverem os judeus, ferindo a Torah, ao ponto de serem repreendidos por Jesus. O mesmo têm feito os papas ao longo dos séculos, justificando ser-lhes divinamente revelado, e dessa forma confrontando as palavras e as verdades pregadas por Cristo.

Para Francisco, levando em consideração a referida Constituição inserida no Concílio Vaticano II, o que na verdade, todos sabemos é o que acredita a Igreja Católica ao longo dos séculos, tem-se a seguinte verdade: “tudo que se relacione com a interpretação das escrituras está, em última análise, sujeito ao julgamento da igreja”. Acredita ele que tanto a palavra como a tradição foram divinamente reveladas.

Não me surpreende ouvir que a tradição católica seja divinamente revelada. Pois, como justificariam contrariar princípios básicos como, por exemplo, alguns mortos não estarem dormindo, à espera da ressurreição, por ocasião da volta de Cristo? Apenas através da autoridade papal. Pois quem mais poderia autorizar a um morto a possibilidade de estar vivo e fazendo milagres? Certamente que Deus o revelou esta possibilidade, e concedeu ao papa interpretar a exceção às escrituras. E nesse diapasão, Jesus é posto de lado, e o santo é endeusado, e a igreja o patrocina, e no final das contas, evangelho da graça que é bom, nada. O que importa é o que o papa disse, e dá-lhe um monte de “amém” e “assim seja”, sem nem mesmo uma consulta que seja à bíblia. É no mínimo um desrespeito ao ser humano. Alguém já viu um padre mandando um católico ler na bíblia onde ele louve os seus santos ou suas tradições? Jamais.

E aí eu pergunto ao papa Francisco, com todo respeito que lhe tenho: Então Cristo é mentiroso? É isso? Gostaria de ouvir dele que interpretação é essa que lhe autoriza dizer que aquela que foi santa enquanto viva, Maria, a mãe de Jesus, hoje está a interceder por mim ou por quem quer que seja? Creio com toda fé que me foi ensinada que Maria, que foi uma santa enquanto viva, ressuscitará dos mortos quando Jesus voltar. Isto sim é o que ensinam as escrituras, sem a menor necessidade de interpretações e doutores da lei.

Aonde está a autoridade para interpretar a bíblia se nem mesmo a Igreja de Roma a respeita em seus princípios mais básicos? Quero reiterar meu profundo respeito aos católicos, mas, creio que devam ter um pouco de bom senso e ler a bíblia. Desculpe-me, mas tenho que dizer a verdade. Não posso agradar a crentes e romanos. Acredito apenas em Cristo. E a Bíblia…especialmente os evangelhos, são muito simples. São diretos. Sem margens para interpretações. Pode se dizer de uma ou outra passagem, mas, convenhamos, será que é tão difícil entender o que seja amar ao próximo como a ti mesmo? amar a Deus acima de todas as coisas? Se quiser seguir a Cristo, Pegue a sua cruz e siga-o?  Se alguém pregar a Cristo além da Cruz e do amor? Desconfie.

Não é preciso nem mesmo citar o livro do apocalipse 17:1-6, para falar das intenções de satanás que se levanta para enganar a igreja que é o corpo de Cristo na terra, mas cumpre-nos citar a palavra mencionado pelos lábios do Mestre ao se dirigir ao fariseus, intérpretes da Torah, segundo as suas tradições: “Bem profetizou Isaías acerca de vocês, hipócritas; como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens’. Vocês negligenciam os mandamentos de Deus e se apegam às tradições dos homens”. E disse-lhes: “Vocês estão sempre encontrando uma boa maneira para pôr de lado os mandamentos de Deus, a fim de obedecer às suas tradições!” (Marcos 7:6-9).

Shabbat Shalom !

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Escritura e Tradição
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# Sábados Especiais

Desde a criação, quando o sábado foi abençoado e santificado, que não ocorria um evento tão significativo no plano divino como naquele que se encontrou entre a sexta em que ocorreu a crucificação de Jesus e o domingo quando foi constatada a Sua ressurreição anunciada por Ele próprio.

Contudo, no plano humano, à diferença com o que ocorrera no Éden, os homens não se encontravam felizes. Há dois mil anos os discípulos de Cristo estavam vivendo um dos piores sábados de suas vidas. Mesmo com todas as evidências de milagres e sinais sobrenaturais que deram conta ser Jesus o Filho de Deus, o Messias esperado, eles ainda assim temeram, duvidaram, sentiram-se sós e desamparados ao longo daquele santo dia.

Não creram por que a verdade da redenção tinha um aspecto que mais se aproximava de uma libertação política e material do que propriamente aquela que de fato ela representa, qual seja a libertação da morte e do pecado para que fossemos preparados espiritualmente para a vida eterna.  Poucos à época entendiam e estavam tão afinados à voz do Espírito como ocorrera com os profetas bíblicos.

Imagine você, leitor, naquela ocasião, vivendo ao lado do Mestre, ouvindo dele suas pregações, tentando entender suas parábolas e explicações quanto ao verdadeiro entendimento das escrituras, e depois de todos aqueles três anos de convivência diária com Ele, sentir o mundo como desmoronando sobre sua alma.

No entanto, no plano espiritual, o SENHOR naquele sábado providenciava mediante o Seu poder, a programada ressurreição de Jesus. Presenciavam tamanha maravilha todos os anjos que há nos céus, e provavelmente os demônios, posto que vivenciaram naquela ocasião, por três dias, o processo em que a chave do inferno foi retirada de suas mãos. Apenas poucos homens na terra tinham a esperança de encontrá-lo ressurreto, conforme havia prometido.

Ainda que ocupado com o plano de redenção da humanidade por intermédio da ressurreição de Cristo, Deus cuidou também naquele sábado, da segurança dos discípulos, pois eles deveriam presenciar nos dias seguintes a ressurreição diante de seus olhos, assim como seriam os responsáveis a iniciarem a pregação do evangelho em todo o mundo, mediante o poder que receberiam do alto.

Nós, como eles, veremos a ressurreição dos mortos com a volta de Jesus, tanto quanto somos chamados a viver e testemunhar a verdade do evangelho que se efetivou com o Cristo vivo, para que pudéssemos hoje vivermos o dia de sábado com toda a fé e alegria na adoração do Deus vivo.

Que o amor de Deus, a graça do Filho e a comunhão do Espírito Santo esteja com todos nesta época da páscoa espiritual.

            Shabbath Shalom !

            Sadi –  Um Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Sábados Especiais
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# O Amor de Cristo

Vindo para São Paulo nesta semana, percebi um diálogo entre alguns passageiros que se identificaram pela fé em Cristo. Diziam eles sobre seus pastores e os ministérios das respectivas igrejas, dando conta do orgulho que tinham por pertencerem às suas denominações, manifestando até mesmo algum preconceito para com outras, ainda que dito de maneira sutil. Nada grave; apenas humano.

Somos criaturas de Deus e filhos quando O aceitamos como Pai, no entanto isso não quer dizer que sejamos melhores uns que outros. Apenas felizes por termos acesso à verdade e às chances reais de vivermos ao lado do Criador da vida, mediante experiências que o mundo seja incapaz de criar ou até mesmo compreender.

O importante nessa caminhada é estabelecermos de coração aberto essa dependência que nos leva às situações inusitadas e alegrias que nos transmitem uma segurança bastante sofisticada. Viver com Cristo, comemorar a vida com Ele, participar da Santa Ceia a fim de relembrarmos juntos, o quão grande é o seu amor por nós, e mais, fortalecendo nosso compromisso espiritual, é viver além do que possa representar os costumes desta ou daquela igreja.

Quando descobrimos o que seja amar a Deus, a Cristo, e seus mandamentos, descobrimos a razão de viver, e tudo o mais além se torna ritualístico, formalidade, que, sim, devem existir, mas tão somente para alcançarmos esse alvo maior. A mente é feliz por que reconhece que ouviu o chamado de Cristo, o atendeu, compreendeu, aceitou, e com Ele decidiu seguir. Todas as outras coisas que estejam ao redor disso são na maioria delas, a confraternização desse amor.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra 

Sady Folch# O Amor de Cristo
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# Verdadeiros Adoradores

Hoje ao acompanhar o início do culto de adoração e louvor a Deus na Nova Semente, via internet pelo motivo de estar fora de São Paulo, percebi um diálogo pelo chat entre uma integrante da igreja adventista do sétimo dia e dois integrantes de nossa sede.

A irmã, que parecia admirada, lança sua pergunta inicial ao assistir as integrantes do louvor: “Eu não entendo bem…esse povo é Adventista do sétimo dia??” (sic). Os integrantes da NS respondem apropriadamente que sim, esse “povo” aqui é adventista do sétimo dia. De imediato, ela afirma que também faz parte desse “povo”, mas não entende o que vê, porque na igreja que frequenta é bem diferente, pois se fizesse parte do louvor vestindo calças compridas, não seria bem vista pelos membros.

Os integrantes explicam a ela que a NS tem uma nova metodologia, que nada tem a ver com rebeldia, pois acreditam nas mesmas coisas que ela em sua igreja, e, acima de tudo, é a Sede Global do novo projeto apoiado pela Conferência Geral. Um projeto para seculares e pós-modernos. Ainda assim, não convencida, compreensivelmente pelos hábitos que adquiriu, sem examinar tudo e reter o bem, replicou defendendo os costumes da igreja adventista dizendo que na igreja que frequenta eles têm regras, e ressalta – a igreja tem regras.

Com toda a propriedade e respeito, os integrantes da NS responderam à irmã de fé que a igreja a que ela se refere também obedece às regras advindas da direção geral da IASD, inclusive fazendo parte da Missão Mundial da IASD, tratando-se de um movimento de grandes ajustes nos formatos, sem comprometer os princípios bíblicos e adventistas. Nesse momento ela afirma não ser isso o que vê, e que tal mudança de paradigma ainda não havia chegado a sua igreja, afirmando inclusive que seus pastores pregam que devemos ficar longe das influências do mundo.

Foi então que uma quarta pessoa entra no chat e, contrariado com o diálogo conduzido por um ancião e um diácono, que faziam seu papel como deve ser, qual seja esclarecer as dúvidas de nossa irmã de fé, e pergunta se não tem como desligar o chat, pois julgava que era um absurdo aos seus olhos que aqueles três estivessem discutindo durante a oração.

Diante deste diálogo profícuo e respeitoso por parte dos três, que terminou com trocas de endereços eletrônicos para dirimirem as dúvidas, com amor endereço ao irmão que se incomodou com o chat (que não emite sons a fim de atrapalhar-lhe a oração), a lembrança de um filme que retrata a hipotética existência de um quarto rei que deveria estar na companhia dos outros três que visitaram Jesus menino, mas lhe foi impossível, pois as jóias que tinha para presenteá-lo, ele delas se utilizou pelo caminho para salvar pessoas que se encontravam aflitas por algum motivo. Ao final do filme, passados mais de trinta anos cuidando dos carentes mediante o uso das pedras preciosas que tinha em seu poder, ele encontra o Mestre e ao reconhecê-lo diz não ser digno, pois não tinha mais as jóias com que deveria presenteá-lo. Quando então Cristo lhe diz que viu durante todos aqueles anos a maneira como o rei delas dispôs, afirmando-lhe que com tal atitude, ele Lhe concedeu o melhor presente dos quatro reis.

Para nossa amada irmã, portanto, deixo a seguinte passagem para que reflita – João 4: 7-10. A história do encontro de Jesus com a Samaritana. Samaritanos eram julgados pelos judeus por não seguirem as regras, em especial por se casarem com pessoas de outros povos. Por tudo isso os judeus não falavam com os samaritanos e nem mesmo os permitia frequentarem o templo. Jesus quebrou essa ignorância essencialmente humana ao se aproximar dela, não a julgando de forma alguma, ao contrário, pedindo a ela que lhe desse um pouco de água para beber.

E para todos nós, adventistas ou não, aos que se preocupam com as formas de adoração que justifiquem a aceitação de Deus, ou julgam aqueles que paralelamente ao culto estejam fazendo a obra de Deus, sem se preocuparem com a regra, mas apenas com o que lhes toca o Espírito Santo naquele momento, a resposta de Jesus:

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” João 4:23-24.

 Shabbat Shalom

Ṣadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Verdadeiros Adoradores
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# EM FAMÍLIA

                                   O homem quando deixa a casa de seus pais para unir-se a uma mulher, segue a compreender a vida de outra forma, afinal surgem diferentes responsabilidades; assim também é um pouco diversa a compreensão do outro com que passa compartilhar o dia a dia, isso sem falar nos filhos, estes que se tornam parte da razão de sua existência. Uma parte bastante forte, diga-se de passagem.

A formação da família. Certo é que muitas famílias, por diversos motivos, seguem a se estruturem por meio de novos casamentos. Seja qual for a situação quando isso acontece, o fato é que ao se deparar com os filhos ainda na fase do aprendizado para a vida, a convivência reserva ao varão, sobretudo a responsabilidade de educar.

Esta pode ser a história de todos nós, seres humanos, especialmente dos homens e seus filhos, ou dos homens que não tiveram filhos, mas, que de fato, foram pais verdadeiros. Esta é também a história da honra, da fé, do amor e da obediência, que trazem equilíbrio ao mundo.

Jesus contou certa vez uma história sobre um homem que tinha  dois filhos, sendo que o mais moço resolveu pedir sua parte na herança e sair pelo mundo. Ao gastar tudo de forma irresponsável, se viu diante de privações básicas, e aí se lembrou de casa, contudo percebeu que poderia mais voltar. Resolveu trabalhar com um fazendeiro de porcos, o que era uma ofensa à memória de seus antepassados, pois, esse trabalho era considerado impuro.

Arrependido por suas escolhas, ele decidiu voltar e pedir emprego nas terras de seu pai. Para sua surpresa este o recebeu de braços abertos, recolocando-o em seu lugar, demonstrando perdão pelos erros do filho que estava perdido, ensinando-o assim lições de amor e de fortalecimento dos laços de família. (Lucas 15:11)

História de amor incondicional também se passou com José, o carpinteiro, pois, ao tomar Maria em casamento, além de cumprir o desejo de seu coração com aquela que lhe era graciosa aos seus olhos, viveu esse amor também na obediência e na fé ao pedido de Deus, e, acima de tudo por saber que responsabilidade maior teria ao amparar a criança que seria o salvador do mundo, conforme lhe avisou o anjo. (Mateus 1:20-21)

Esses fatos bíblicos nos fazem pensar os valores com que pautamos a vida em família, seja com nosso cônjuge, seja com nossos pais ou mesmo com os filhos. Servem também para pensarmos na nossa relação com o Pai, e entendermos como tem sido a nossa postura de filhos.

Por mais pedagogia que se estude hoje em dia, melhor cartilha para um pai educar seus filhos sempre se encontra na palavra de Deus. “Instrui o filho no caminho que deve andar e quando crescer, dele não se desviará.” (Provérbio 22:6)

 Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino na Palavra

Sady Folch# EM FAMÍLIA
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# A Profecia Excelsa

Nestes tempos, como em outros passados, a humanidade tem falado sobre profecias, no entanto, poucos têm vivenciado a maior de todas elas, qual seja a que anunciou a vinda do Messias. “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. (Isaías 9:6). Naquela época e depois dela, muitos foram os que a rejeitaram.

Em Cristo foram cumpridas todas as profecias do Antigo Testamento que concerniam a sua vinda, crescimento, santidade, obra, padecimento e ressurreição. Quem as viveria senão o único que poderia na terra efetivá-las? Quem pode contestar o cumprimento delas em Cristo, se em sua maioria não estiveram ao alcance de arranjos humanos para que parecessem verídicas? Só mesmo um tolo se presta a deixar de viver esta experiência real com Deus.

As profecias a respeito de Jesus foram tão maravilhosamente cumpridas que até aos contextos temporais preditos centenas de anos antes dele foram minimamente verificados.  Como desconsiderar ou renunciar a fatos tão precisos?

Tão certo quanto ao cumprimento destas profecias, sábio e prudente será aquele que observar e viver pelas palavras do evangelho da graça, pois, a profecia excelsa ainda está por se cumprir, e cedo virá. Assim disse o Mestre a respeito dela: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”. (João 14).

Para aquele que aguarda a Sua volta pensando estar só, não bastasse a presença do Espírito Santo que intercede por nós, e nos revela tudo o que ouve do Pai, estas são as palavras que entregam a paz que o mundo não pode dar: Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama. Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. Tenho-vos dito isto, estando convosco. Ouvistes que eu vos disse: Vou, e venho para vós. (João 14).

E para aqueles que ainda insistem em desacreditar na realidade que está diante dos olhos, meditem também nesta palavra:Eu vo-lo disse agora antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis”. (João 14).

Que o amor de Deus, a graça do Filho e a comunhão do Espírito Santo estejam sobre todos neste Natal.

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Feliz Natal!

Sady – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# A Profecia Excelsa
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# Fim do Mundo ou Mundo do Fim ?

Fala-se muito sobre o fim do mundo. Aliás, há tempos o homem vem “profetizando” esta possibilidade. Cometas, asteroides, catástrofes geológicas, profecias resultantes de interpretações dos textos de Nostradamus, dos Maias, e até mesmo, por que não dizer, houve os que profetizaram a volta de Cristo no século XIX, e assim venderam seus bens e o aguardaram pela manhã, seguida pela tarde, e quando a noite havia caído, sentiram a escuridão de sua decepção.

É engraçado dizer isso, mas a imprecisão parece ser o que há em comum a essas previsões. E o que causa surpresa são aquelas vividas pelos cristãos. Oras, se eles têm uma base de fé encontrada nas sagradas escrituras, estas que afirmam incondicionalmente que a ninguém é conhecido o dia do fim, ou se quiser usar da terminologia teológica, o dia do juízo final, a pergunta que não se cala é: Por que se preocupam tanto com estas possibilidades? Ou melhor, por que se dispõe a abrir sua boca para “profetizar” algo que se sabe esteja diretamente em contradição com a palavra de Deus?

Talvez por que o homem tenha uma hereditária incapacidade de se desvencilhar dos sons que emanam da carne, é que se perca neste labirinto em que ele próprio cria para se deixar enredar. E para concertar o estrago cria uma situação nova que o redime. Quem lê, entenda. As histórias das dezenas de profecias falam por si. E pelos homens.

As ditas profecias de fim do mundo parecem ter sido nada mais que a expressão da angústia humana que em determinado momento alcançou ápice. Mas, por que isto ocorre? Poder-se-ia dizer que pela própria angústia que acompanha o ser desde o dia em que nasce, posto que conheça seu destino – a morte física – e assim vive em um mundo de impropriedades.

Enfim, deixemos de lado todas estas ponderações e vamos ao que interessa. Seria a expressão correta falar do fim do mundo, ou o mundo do fim? Provavelmente por ser esta segunda hipótese a que mais esteja relacionada à vida humana, é que o homem tente se esconder por detrás da primeira – o fim do mundo – pois nesta, permita-me repetir o termo, ele se redime de suas atitudes, ainda que ocultas, que levam ao mundo do fim.

Shabbat Shalom!

Sady – Um Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Fim do Mundo ou Mundo do Fim ?
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