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Valsa Nossa de Cada Dia

“Um pra lá, dois pra cá”
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Você passa um tempão questionando porque Deus não lhe abençoa. Ora, jejua, tem comunhão e anseia por uma resposta que, aos seus olhos, demora uma eternidade para vir. Essa provação causa desgaste físico e emocional, chega a afetar o seu relacionamento com as pessoas que mais gosta. Mas, cada vez mais, você se apega a Deus e finalmente entende o que Ele queria lhe dizer todo este tempo, como você deve agir e o que é recomendável mudar. E “voilá”, eis que a resposta de Deus chega, a tão almejada bênção é concedida e um sentimento de felicidade completa é despertado. “Um pra lá…”

Ao conseguir essa bênção, do alto de sua alegria, você muda tudo para se adaptar a nova rotina. Inclusive, esquece de demonstrar gratidão e ter a sua comunhão diária com Aquele que lhe trata como um filho, justamente por ser seu Pai. Não bastasse isso, você sente que nada poderá impedi-lo, comete pecados que havia deixado para trás, nada poderá pará-lo porque sente que Deus está ao seu lado, que gosta de você e lhe concederá tudo o que quer, tornando-o soberbo e pretensioso. “… Dois pra cá”.

A idéia de compararmos nossa vida espiritual à uma valsa não é tão fantasiosa assim. Somos imaturos e acabamos tratando a Deus como um supermercado, onde os produtos que queremos devem estar sempre ao nosso alcance e se não estão, reclamamos da qualidade do atendimento. “Porque tendo conhecido a Deus… não lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis”.– Romanos 1:21

Os maiores heróis da Bíblia também dançaram esta mesma valsa: Moisés, Elias, Davi, Sansão, dentre outros, não ficaram imunes ao egoísmo, assim como nós também não estamos. Deus os amou mesmo assim, tal como Ele nos ama hoje. Que possamos ter a consciência de reconhecer as bênçãos de Deus e nos mantermos em constante gratidão: “Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” – 1 Tessalonicenses 5:18

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